Está com pressa para melhorar o seu PC? O CEO da NVIDIA tem más notícias
A revolução da inteligência artificial (IA), liderada pela NVIDIA, está a redefinir a indústria tecnológica a uma velocidade vertiginosa. No entanto, segundo o seu CEO, Jensen Huang, esta transformação massiva terá um custo para o consumidor comum: a paciência.
NVIDIA fala numa maratona, não num sprint
Jensen Huang já tinha vindo a alertar para a necessidade crescente de wafers e memória RAM de alta performance, agora pede calma a quem espera por uma normalização do mercado.
Para o líder da NVIDIA, a escalada da IA está longe de abrandar, prevendo-se mais sete a oito anos de crescimento e investimento. Esta visão contrasta diretamente com a de analistas que veem sinais de uma bolha prestes a rebentar.
Huang, pelo contrário, defende o investimento multibilionário como "necessário e apropriado", argumentando que o que está a ser construído é uma "infraestrutura única numa geração".
O investimento massivo que alimenta a revolução
Durante uma recente intervenção na CNBC, Huang sublinhou que o principal travão para empresas como a OpenAI ou a Anthropic não é o orçamento, mas sim o limite da capacidade de computação disponível. É por esta razão que a NVIDIA pressiona os seus fornecedores - como a Samsung, para as novas memórias HBM4, e a TSMC, para os processadores - a acelerarem a produção.
A questão que se coloca é se este ritmo de investimento é sustentável. Para Huang, a resposta é afirmativa. Os números falam por si: se em 2025 a despesa total das gigantes tecnológicas não atingiu os 400 mil milhões de dólares, espera-se que em 2026 apenas as empresas norte-americanas invistam cerca de 650 mil milhões.
Só a Amazon e a Alphabet (Google) representarão, em conjunto, um investimento de aproximadamente 385 mil milhões. Como refere Gil Luria, analista da DA Davidson, a indústria vê a computação de IA como a próxima grande corrida onde "o vencedor leva tudo", e ninguém quer ficar para trás.
A nova corrida tecnológica e os seus protagonistas
Este cenário não se limita aos Estados Unidos. A China surge como o outro grande polo nesta corrida pela supremacia na IA. O gigante asiático não só desenvolve os seus próprios modelos de linguagem, como possui algo que começa a escassear no Ocidente: energia para suprir as necessidades colossais da IA.
Pequim aposta em simultâneo na robótica e no desenvolvimento de uma rede de semicondutores própria para alcançar a soberania tecnológica, enquanto continua a adquirir produtos da NVIDIA.
Este ambiente de investimento massivo cria oportunidades para empresas que procuram reinventar-se. A Intel, por exemplo, após necessitar de apoio estatal para se reerguer, está a posicionar-se como uma das grandes fundições dos Estados Unidos.
Além disso, explora novos segmentos, como o da memória DRAM, numa parceria estratégica com o gigante japonês SoftBank, que poderá dar ao Japão uma nova oportunidade na indústria da memória, dominada pela Coreia do Sul desde os anos 80.
O que significa isto para o consumidor comum?
Com tanto dinheiro a ser canalizado para um único setor, a pergunta é inevitável: e os componentes para o meu computador? A resposta não é animadora. Gigantes como a Micron estão a expandir massivamente a sua capacidade de produção, mas o foco não está no consumidor final.
A prioridade são as memórias de alta largura de banda (HBM) destinadas exclusivamente aos centros de dados.
Se as previsões anteriores apontavam para o final de 2026 como o fim da crise de componentes como a RAM e os SSD, as novas estimativas são mais pessimistas. O CEO da Intel, Lip-Bu Tan, já afirmou que um alívio no mercado só deverá ser visível a partir de 2028.
A indústria tecnológica virou-se em peso para a IA, e os fabricantes que podem aumentar a produção de componentes-chave fá-lo-ão. O problema é que esses componentes não são os que o utilizador comum precisa para o seu dia a dia, um paradigma exemplificado pela própria NVIDIA, cujo foco se desviou claramente do mercado de consumo para o lucrativo universo da IA.
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É só encher a chouriça.
Até sonham com cifrões.
Eu tenho sempre as minhas dúvidas que estes tipos não estão por trás das cripto moedas e AI, é que sorte atrás de sorte…
Aceita que dói menos.
Dói menos como assim?
Adoro Cripto e AI, percebeste mal foi a minha mensagem o que queria dizer é que são 2 galinhas de ovos de ouro para eles.
já ninguém usa gpus para minerar desde que eth passou para PoS
Por mim podem derreter o hardware todo e encher chouriços com ele, meter tudo em AI que eu não vou subscrever ou usar serviços disso, e vou desligar toda a AI possível. O que basicamente querem é roubar-nos toda a informação possível, desde a nossa vida pessoal, profissional e substituir-nos no que puderem.
Se a maioria das pessoas tiver que ficar com o hardware antigo ou atual, os developers terão que fazer jogos em torno ao que há mais habitual (placas RTX 20/30 com 8 GB VRAM e 16 GB de RAM), assim até nos fazem o favor de melhorar outras jogos em si e não gastamos em hardware. Os jogos andam horríveis e a pedir já 24-32 GB RAM e 12-16 GB VRAM sem razão nenhuma.
Ainda há pouco terminei de jogar Shadow of the Tomb Raider com tudo no máximo numa TV OLED e estava brutal! Isto sem Ray Tracing e afins. E mesmo assim deu para estar imerso no bom jogo. Agora tem gráficos XPTO que mal se nota a diferença, mas pedem 3x a potência gráfica…
A questão é mesmo essa.
Eles até oferecem licenças pro durante algum tempo para o uso destas ferramentas. Solidários? Óbvio que não.
É apenas uma estratégia, na qual parecem estar a oferecer alguma coisa, quando no fundo querem é absorver informação e conhecimento desses utilizadores.
+1000 Eu prefiro deixar de jogar coisas novas, a ir na moda capitalista e meter a malta em dívidas para conseguir apenas existir. Se os jogos nos próximos anos começarem a deixar de funcionar, é porque não estão bem feitos. Muita gente diverte-se imenso com emuladores de consola, jogos antigos com gráficos banais e mesmo jogos de antes de 2023 têm gráficos bons. Ainda há pouco um estava a dizer-me que tinha que fazer upgrade para 32 GB ou 64 GB RAM (antes do aumento de custo) e da gráfica de 12 para 16 GB VRAM só porque muitos jogos já começavam a usar… Se virmos bem, um jogo que peça 24 GB RAM + 16 GB VRAM… são 40 GB de RAM para um jogo!!! (e eventualmente a usar DLSS…). Não faz sentido nenhum, querem usar a moda Woke de Ray Tracing para tudo e entopem o hardware. E divertimento extra…nada.
Como é que o Ray Tracing é woke?
Como irá responder a Microsoft perante a mania constante de subir a exigência de hardware para vaga vez mais porcaria que os sucessivos Sistemas Operativos trazem?
Seria interessante saber.
Eu antes não procurava nada de personalizar SO, era apenas desinstalar um par de coisas que não usava. Mas agora cada vez mais procuro apps para optimizar o SO, já desliguei a AI no meu e cada vez mais penso em trocar para Linux. O problema é que já vi distros como SteamOS e CachyOS e no meu PC não fica tudo a funcionar como devia…
Pergunta para os entendidos: há possibilidade de instalar “dual boot” um SSD já com W11 e meter-lhe SteamOS ou CachyOS, sem estragar o W11 que lá está? E até de num futuro apagar totalmente o Linux e ficar o W11 no seu sítio? A ideia é usar o SteamOS/CachyOS como SO principal, mas deixar o W11 para Apps incompatíveis… No meu caso não considero a hipótese de ficar totalmente com Linux nem ter 2 SSDs.
Possível é se não quiser mesmo ter 2 discos mas se é iniciado nessas andanças de dual boot aconselho-o a instalar a distro linux num segundo disco (ou então numa pen USB rápida) e não em dual boot no mesmo disco.
Aliás, antes de instalar a distro linux, se possível, desligue mesmo o disco onde já tem o Windows para que o segundo S.O. não faça qualquer alteração ao primeiro… assim é garantido que não cometerá erros que ponham em causa o sistema actual.
Com dois discos e um S.O. por disco (ou um disco e uma pen USB), para ter dual boot terá então depois de utilizar o ecrã inicial onde escolhe o disco/dispositivo de arranque, carregando numa tecla durante a inicialização do computador (essa tecla pode variar mas deverá ser uma das F[1-12]).
Poderá também mudar na Bios a ordem de arranque dos discos/dispositivos… no caso de utilizar uma Pen USB para o segundo S.O. poderá mesmo colocá-la em 1.º lugar na ordem de arranque, assim se não quiser iniciar o S.O. da Pen basta retirar a Pen da porta USB.
Este meu comentário não foi aceite pelo sistema devido a uma palavra que lá está mas, no entanto, aqui está ele publicado.
Então não foi e aparece duas vezes?
Aconteceu exactamente o mesmo que acontece com todos os comentários recusados pelo sistema por causa de palavras proibidas: assim que cliquei em enviar a página esta actualizou e deslizou para o topo, quando voltei a deslizar a página para baixo o comentário não estava publicado. E tanto assim foi que imediatamente dei conta da palavra proibida (pode vê-la lá), substitui o “a” por “@” e reenviei o comentário com esta alteração tendo sido então normalmente recebido pelo sistema com a habitual mensagem de ficar à espera de moderação.
Quando actualizei a página para ver se o novo comentário (o reenviado com a alteração) já estava devidamente aprovado e publicado, apareceu o 1.º comentário (com a palavra proibida) com uma mensagem do sistema de que (suponho que eu) deveria confirmar a subscrição… actualizei novamente a página e a mensagem de subscrição desapareceu e o comentário com a palavra proibida apareceu normalmente publicado.
O Vítor acredite se quiser. O site é, afinal, seu… faça com ele o que quiser.
Não existe isso. E estão lá os dois. Isso estás a inventar. E todos os comentários vão para moderação. Pode, isso sim, por vários motivos, ir para a lista de SPAM (que tem de ser visto depois no meio de centenas por hora que lá caem do mais variado formato), mas isso é mais complicado darmos conta.
Possível é se não quiser mesmo ter 2 discos mas se é iniciado nessas andanças de dual boot aconselho-o a instalar a distro linux num segundo disco (ou então numa pen USB rápida) e não em dual boot no mesmo disco.
Aliás, antes de instalar a distro linux, se possível, desligue mesmo o disco onde já tem o Windows para que o segundo S.O. não faça qualquer alteração ao primeiro… assim é garantido que não cometerá erros que ponham em causa o sistema actual.
Com dois discos e um S.O. por disco (ou um disco e uma pen USB), para ter dual boot terá então depois de utilizar o ecrã inicial onde escolhe o disco/dispositivo de arranque, carregando numa tecla durante a inicialização do comput@dor (essa tecla pode variar mas deverá ser uma das F[1-12]).
Poderá também mudar na Bios a ordem de arranque dos discos/dispositivos… no caso de utilizar uma Pen USB para o segundo S.O. poderá mesmo colocá-la em 1.º lugar na ordem de arranque, assim se não quiser iniciar o S.O. da Pen basta retirar a Pen da porta USB.