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É já em 2022! Garantias dos produtos aumentam para três anos

                                    
                                

Autor: Pedro Pinto


  1. David Guerreiro says:

    É subir os preços das coisas, é a solução. Os comerciantes correm um risco maior, logo esse risco tem de ser pago. Para o consumidor acha que quem vende só ganha, mas as coisas não são assim tão azuis. Há imensos fornecedores que dão apenas 1 ano de garantia ao comerciante, sendo que esse agora tem de dar 2 anos ao cliente (e a partir de Janeiro 3 anos). Durante o 2º ano, se o bem avaria, a reparação ou substituição sai do bolso do comerciante. É garantido que os preços dos bens de consumo vão aumentar, porque esse ano de garantia tem de ser pago de uma forma ou outra.

    • gfasdsdf says:

      Tambem ha imenssos fabricantes que dão garantias de 3 anos aos comerciantes e estes continuam a dar apenas 2 nas suas lojas… Os anos extras tem de ser diretamente com a marca.

      • PAULO SILVA says:

        Normalmente as garantias já é com grandes empresas, na compra de pc’s ou impressoras, no qual a garantia só é tratada com a marca, se aumentar para 3 anos vai continuar a ser com a marca da mesma maneira como se fosse 2 anos.
        Não conheço nenhum caso que o equipamento tenha 3 anos e a loja só reconheça 2 anos, mas existem casos especiais: a Kingston com as pendrives – tem 5 anos de garantia, mas como impresso na embalagem (que ninguém nunca lê…) diz que tem que ser o cliente final a enviar para a marca a pen para ter direito a reparação da mesma…
        E existe o caso ao contrario também, um CPU intel OEM (sem cooler) tem garantia de 1 ano e com o cooler de 3 anos…
        Ou seja é uma grande confusão para quem vende e risco também.
        Mas acho que quem vai ter mais medo é dos telemóveis android baixo de gama durarem 3 anos…

      • David Guerreiro says:

        E até há marcas que dão vitalícia, então assim o cliente compra o bem e passava o resto da vida a ir lá entregar por avaria, e o comerciante sempre a arcar os custos.

    • Roca says:

      Há aqui qualquer coisa mal explicada. Os fornecedores só dão uma ano e o comerciante a que assume a garantia? Que eu saiba, a garantia é do fabricante e não do comerciante. E se isso acontece o comerciante é parvo porque não deveria vender esse produto. Não tenha pena do comerciante, a margem com que trabalham não é nada irrisória.

      • OneDude says:

        Na realidade o cliente final nem tem necessidade de ir á loja que lhe vendeu o produto para ativar a garantia, pois com a prova de compra pode contactar o serviço de suporte do fabricante e activar a garantia.

        • David Guerreiro says:

          Pode se tiver fabricante para ativar. Se falarmos em grandes marcas sim, tens aqui uma representação, mas agora marcas pequenas, dizem-te assim: envia isso para a China a teu custo, e ainda tens que pagar o custo de envio para enviarmos o equipamento reparado/novo. Se vai à loja, não paga nada disso, mas paga a loja.

      • David Guerreiro says:

        Estamos a falar de coisas que não são de grandes marcas conhecidas, por vezes nem há fabricante nenhum aqui, são produtos importados da China por exemplo.
        Há fornecedores de alguns equipamentos, que só dão aos comerciantes 1 ano de garantia, a partir do momento em que compra (se ficar em stock, o tempo vai passando, e a garantia também). Quando o comerciante vende ao consumidor final, tem de dar 2 anos (agora), ou seja, se avariar depois de 1 ano, tem de pagar do seu bolso. E vai pedir garantia a um fabricante qualquer na China? Eles até se riem na cara.
        Quando falamos de marcas grandes e internacionais, não há esses problemas, mas quando falamos de marcas menos badaladas, as coisas mudam. Há imensos nichos de mercado onde as grandes marcas não entram, é tudo material de fabricantes pequenos.

        • jonas says:

          “por vezes nem há fabricante nenhum aqui, são produtos importados da China por exemplo.”
          Pois…se vão direto à china será porque? Porque preferem comprar produto mais barato que não dura tanto tempo para vender ao preço de mercado como sendo bom, por isso já estão a ficar com a margem a mais para assumir os problemas das porcarias que compram. (sim… sim… eu sei que da china vem mau, mas tb se fabrica bom,… mas isso é se pagares para ter bom!)

          • David Guerreiro says:

            Mas não são os comerciantes que vão lá buscar, mas sim fornecedores. Dou-te um exemplo. Displays LCD para portáteis ou smartphones só dão 1 ano de garantia, mas se tu aplicas num PC ou smartphone tens de dar 2 anos de garantia ao cliente final. As marcas de displays não têm qualquer representação cá, quem dá a garantia é o fornecedor que importa da China.

    • OneDude says:

      Não é o comerciante nem o fornecedor que dão a garantia, é o fabricante!

      • PAULO SILVA says:

        Sim , mas ao comprar em uma loja é o comerciante que assume a responsabilidade da garantia… – não da reparação.
        Se o fabricante falir, a loja e que fica a arder.
        Nestes casos lá está, a loja tem que optar por vender material com a garantia de 2 anos para o público ( já que para as empresas a garantia cai para 1 ano apenas, salvo casos especiais no qual a mercadoria tem mais garantia por parte do fornecedor – ex. portateis empresariais da gama média/alta da hp que tem 3 anos…)

        • PAULO SILVA says:

          Ah, e quanto ao fabricante «garantir» peças suplentes durante 10 anos, é que estou para ver.
          Tem casos de Portáteis Asus ROG (de dois mil e tal euros) que já não existem peças suplentes e os portáteis com apenas cinco anos….
          Mas acontece em todas as marcas. tem peças suplentes em informática por 10 anos, vai obrigar os fabricantes a mudarem a forma como lançam e produzem os produtos, o que vai aumentar o preço final.

          • David Guerreiro says:

            Impressoras HP também. Vai lá tentar arranjar um cabeçote para uma impressora com 5 anos, é o cabo dos trabalhos.

          • Zé Fonseca A. says:

            Portatil com 5 anos é para o lixo, igual com impressoras ou qualquer equipamento informático que avaria após 5 anos.

      • David Guerreiro says:

        O responsável é sempre o comerciante, ponto final. Se o fabricante desaparecer, o comerciante não se pode negar a garantia porque o fabricante não existe. Reembolsa ou cliente ou substitui o bem, e pago do seu próprio bolso. Um negócio tem sempre riscos associados, e esse é um deles. Ou as pessoas pensam que quando uma loja devolve o dinheiro ao cliente porque passou mais de 30 dias da reparação, o fabricante vai dar esse dinheiro à loja?

      • Samuel MG says:

        Se é assim então explica-me como é que a Worten pode adicionar 3 anos à garantia de 2 anos?

        • David Guerreiro says:

          Tu pagas mais por essa garantia, e é dada pela Worten. Basicamente é um seguro. Se avariar, a Worten arca com os custos. O truque do negócio é ter mais dinheiro a entrar do que aquele que sai, para ser lucrativo.

      • Simon says:

        Mais ou menos errado. O Comerciante / Fornecedor são responsáveis por lidar com a garantia, ou seja, se eu comprar um iPhone com a vodafone, a Vodafone é responsável por qualquer problema dentro da garantia. Eu não quero saber se o Fabricante tem que reparar ou não, cabe à Vodafone resolver.

        https://eportugal.gov.pt/cidadaos-europeus-viajar-viver-e-fazer-negocios-em-portugal/direitos-do-consumidor-em-portugal/garantia-de-produtos-comprados-em-portugal

      • Conspirador says:

        OneDude e outros:
        Segundo a DECO, em artigo de 2020 (não sei se a lei foi alterada, mas é assim há bastantes anos), em Portugal a garantia é tratada única e exclusivamente com o vendedor. Se o fabricante ou o fornecedor dá menos ou dá mais é completamente irrelevante perante a lei portuguesa. E se um fabricante vende para determinado mercado tem de cumprir a lei desse mesmo local. Se o vendedor dá mais, óptimo, e é válido. Se for menos do que a lei determina para determinada categoria então não é válido. Daí as antigas (e actuais, mas nunca mais se ouviu falar) polémicas sobre as garantias de 1 ano da Apple. O comprador tem sempre o tempo legislado de garantia e se a loja decide vender acarreta, consequentemente, a responsabilidade de garantir o produto pelo prazo legal.

        Compete ao vendedor cumprir a legislação quanto às garantias, e é a este a quem o comprador se deve dirigir. É muito simples.

        Se existem acordos ‘extra’, não se meta a legislação nem outras questões ao barulho, pois esses serão tratados de acordo com os termos do respectivo contrato celebrado.

    • darth says:

      isso nao é verdade. apos o periodo inicial, e dentro da garantia, contactas directamente o fabricante. tive problema com maquina de cafe, falei com Philips e resolveram eles, mesma coisa com TV LG etc…

      • David Guerreiro says:

        Então agora compra uma máquina de café de uma marca roskoff qualquer, sem representação e vais ver no molho de brócolos que te metes.

        • Zé Fonseca A. says:

          Facil, não compras.
          Eu não tenho electrodomesticos com garantia inferior a 10 anos, ponto final.

          • David Guerreiro says:

            Tudo bem, são opções, mas nem todos seguem essa regra. Eu vejo imensa gente que compra coisas de marcas chinesas, sem representação na Europa sequer. Quando tiverem algum problema, se a loja não os ajudar, ficam no lodo.

    • Lama says:

      Não tenho pena nenhuma, nem verto uma única lágrima. Enquanto consumidor ainda tenho entalada na garganta a cena de terem decidido classificar as baterias como “consumíveis” para não terem de dar tanta garantia, mas ao mesmo tempo dificultarem de propósito a substituição das mesmas.

      • Andre says:

        As baterias tem dois anos de garantia, desde a bateria de um carro à bateria de um tlm ou portátil! esta na lei!

        • PeterJust says:

          Tem garantia como todos os artigos, mas como se trata de um consumível está sujeito a desgaste e não pode pedir garantia de uma bateria com 300 mil km, nem que seja um mês depois e dizer que a bateria só já aguenta 70% da carga. Tal como uns travões, tem 2 anos de garantia contra defeitos, mas sabemos que podem ser gastos em poucas horas e não pode pedir garantia de uns travões gastos, uma bateria “gasta” é igual. Basicamente a ideia é, tem 2 anos de garantia contra defeitos de fabrico e afins, quanto ao desgaste, desde que não seja anormal, é considerada degradação natural do produto e os consumíveis são protegidos por isso.

    • Lama says:

      Ou então páram de vender bostas com obsolescência programada e talvez o resto do mundo seja mais simpático para com eles…

    • jonas says:

      “É subir os preços das coisas, é a solução.”
      Não necessariamente!

      Os comerciantes não vão assumir o risco, o risco vai ser passado para o fabricante.

      Os fabricantes, vai haver 2 posições:
      1 – os produtos já são fabricados para durar mais que a garantia, esses não fazem nada, mantem tudo igual
      2 – os produtos são uma M*RDA e não duram (em média) mais que os 2 anos, se aumentarem preços para compensar, ficam de fora.

      Eu acho uma vergonha que as coisas não sejam fabricadas para durar….

      Acho muito bem. E mesmo que, vamos supor, as coisas custavam o dobro, e duravam o dobro, continuava a apoiar.

      • David Guerreiro says:

        Não, o risco passa para o comerciante, que quando compra, o fornecedor do material só lhe dá 1 ano de garantia, pois é uma venda entre profissionais. Ele por sua vez a vender ao consumidor final, passa a ter de dar 3 anos de garantia. O comerciante só consegue aceder à garantia do fabricante se existir aqui um representante. Porque se for uma empresa que só exista por esse fora da UE, vai ter que enviar para lá, gastar uma fortuna em portes, e depois quando regressa a alfândega para o bem, e quer o IVA.

    • Jorge Pedro Miguel says:

      Aliás, só para complementar, as empresas dão os 3 anos de garantia, mas a loja, cobra um seguro para ampliar para três anos e assim, ganham dinheiro à custa do zé, enfim…

  2. Joao Almeida says:

    Estas diretivas europeias já estavam a ser faladas há bastante tempo. Nada de novo para quem anda atento a estes temas.
    Muitos dos grandes fabricantes já estão a par. O consumidor bate palmas, mas mal sabe ele que isto vai reflectir-se no preço dos bens e serviços que vão ser lançados a partir do próximo ano. Não há almoços grátis, ainda para num mercado onde existem os habituais abusadores de lei. A Amazon que o diga, que tem aos poucos vindo a apertar com a questão das devoluções, por exemplo.

    • David Guerreiro says:

      Onde há facilidades, há abusos. Pelo que me disseram no Reino Unido quando alguém repara algo, tem de dar garantia, mas se esse bem avariar de novo, o consumidor pode obrigar o reparador a ter que resolver o problema der por onde der, e recusar reembolso. Um exemplo prático: tens um portátil, deixou de funcionar, era um MOSFET em curto-circuito na board, é reparado, fica ok. 3 meses depois a máquina deixa de funcionar, mas desta vez foi o chip gráfico. O consumidor vai-se agarrar à garantia da reparação, e recusa o reembolso do valor que pagou, e o reparador tem de pagar do bolso dele a reparação, de algo que não tinha nada a ver.

  3. Sergio says:

    À primeira vista parece algo bom e positivo, mas vai-se traduzir num aumento inevitável de preço no produto final. Quem conhece bem o funcionamento desta cadeia sabe que o comerciante terá custos acrescidos, principalmente com marcas menores.
    Não é por acaso que os alargamentos de garantias já praticados têm sempre algum custo direto ou indireto

    • David Guerreiro says:

      É óbvio que sim. Num negócio de comércio a retalho existe um risco associado, e esse risco tem de ser pago. Quando se compra um bem, não se paga apenas o custo do bem e os impostos. O comerciante tem de equacionar eventuais custos que vai ter durante o período de garantia. E isso tem de ser refletido no preço praticado, senão tem um negócio para andar a oferecer as coisas.

  4. Samuel MG says:

    Resumindo: Portugueses voltam a ser lixados pela UE!!

  5. Bot says:

    Pode ser que alguns fabricantes parem de mandar software a sobotar aparelhos porque já são um pouco mais antigos.

  6. Estradiol says:

    Não entendo a confusão destes tugas aqui…

    1) a garantia será de 3 anos; o fabricante se estiver na UE terá que garantir 3 anos; se o fabricante está fora (ex Apple) pode dar 1 ano, no entanto se comprarem um Apple através duma loja, esta terá que dar-me 3 anos;

    2) as lojas vão obrigar os fabricantes a dar mais garantia, o resto cairá em seguros; não vejo como acham que as lojas é que suportam o peso extra do bolso;

    3) os fabricantes terão 2 hipóteses: ou têm peças, ou dão aparelhos de substituição. No caso da Apple por exemplo, ao não estarem na Europa podem dar um aparelho da mesma geração recondicionado (= usado e com alguns riscos) em substituição. Sai mais barato…

    4) quem comprar da china vai ser como agora: a teoria é que têm garantia, a realidade é que estão lixados; quem quiser “garantia” vai pagar do bolso os caros e muitíssimo lentos portes de envio e alfandega. No final o barato sai caro.

    Eu só compro aparelhos de marca e preferência europeus (ex: electrodomésticos há de muitas marcas espanholas, alemãs, etc; mas Philips já não, quase tudo da Philips já é de chineses)

    • Tiago Ferreira says:

      Estás errado no parágrafo 1). A Apple mesmo sendo uma marca sediada nos EUA e comercializando os seus produtos na Europa, tem que cumprir as normas e regras da UE. Portanto mesmo que compres numa loja como por exemplo a GMS-Store, a garantia do produto é sempre dada pelo fabricante em função das regras da UE. Se na Europa passar a ser de 3 anos de garantia, a Apple pode continuar apenas a dar uma garantia de 1 ano nos EUA, mas na Europa terá que alargar a garantia dos seus produtos a 3 anos. Por outro lado qualquer empresa mesmo sem sede em Portugal ou representante como é o caso da marca Dyson, a mesma também cumpre as regras de garantias em Portugal, e tudo porque em Portugal uma empresa de tenha um site com domínio .pt tem que cumprir as regras e garantias que se exercem em Portugal, como por exemplo no Decreto-lei 67/2003 no que diz respeito às trocas de equipamentos em garantia, a garantia do produto substituído passa automaticamente a ter mais 2 a 5 anos, a contar da data da sua entrega, tratando-se de um bem móvel ou imóvel. Portanto aqui já se aplicam ao que é decretado na lei portuguesa e não à lei na Europa. Por vezes as coisas mudam um pouco de país para país.

      • Jorge Carvalho says:

        Certo , em todo o caso convém lembrar que este novo “modelo” incluiu novidades : “pois, apesar do aumento do prazo de garantia, o período de inversão do ónus da prova mantém-se em dois anos”

        Abc

    • David Guerreiro says:

      2) Quais lojas é que obrigam? Só lojas gigantes… as pequenas lojas não têm qualquer poder nisso, têm que se amanhar.

  7. Dexter says:

    Depende do produto.
    Já trabalhei com um fornecedor que não dava qualquer tipo de garantia ao comerciante, apenas dava uma palete de produto a borla por cada 10 compradas para compensar os eventuais RMA’s.
    É tudo muito bonito mas as vezes quem se lixa é o comerciante.

  8. Diogo says:

    A nível de produtos comprados para a empresa, irá manter se os 12 meses apenas? Ou vão haver altercações?

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