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Correios de “um dos países mais digitalizados do mundo” deixarão de entregar cartas

                                    
                                

Imagem: Julia Wytrazek/ Getty Images, via The Week

Autor: Ana Sofia Neto


  1. Max says:

    Na Dinarmarca, como em Portugal, existe e continuará a existir o serviço postal universal (SPU), para cartas e encomendas postais.
    – Em Portugal – o SPU está concessionado, em exclusivo, aos CTT, até 2018. Mas o mercado postal está liberalizado desde 2011, o que permite a outras empresas, autorizadas pela ANACOM, a prestar serviços postais
    – Na Dinamarca, até 2024/2025, a situação era a mesma – o SPU estava concessionado em exclusivo à PostNord, o que lhe permitia receber apoios públicos e isenção de IVA. O SPU passou a ser atribuído por concurso público. Foi atribuído a outra empresa, a DAO, a maior parte das obrigações de SPU que estavam antes atribuídas à PostNord. É nesta sequência que a PostNord decidiu limitar-se a encomendas a partir de 2026, sem SPU de cartas.
    Note-se bem é que na Dinamarca não terminou o SPU de cartas. Há de é ser mais difícil enviá-las e recebê-las.

    • Max says:

      Acima: e Portugal, o SPU está concessionado, em exclusivo, aos CTT, até 31/12/2028 (mas há outras empresas autorizadas a prestar serviços postais).

      • David Guerreiro says:

        Como a Premium Green Mail que já entrega cartas de bancos, etc.

        • Max says:

          A PGM, como não é prestadora de SPU, pode-se recusar a receber (e entregar) uma carta de um particular (ao contrário dos CTT que é único concessionário do SPU). Não presta serviços postais a particulares, presta a organizações, como os bancos, mediante um contrato de prestação de serviços.
          Mas a PMG não precisa de criar uma rede paralela aos CTT, ou seja, pagando aos CTT pelos serviços prestados, pode aceder à rede postal dos CTT como tratamento, transporte e entrega final.
          Há mais operadores postais que, pagando aos CTT, também usam a rede postal dos CTT – ou seja, a rede do SPU dos CTT.
          O que se passa cá e o que se passou na Dinamarca em 2024/2025 gira em torno de concessões do SPU & dinheiro – o pago pelos utilizadores dos serviços postais, o pago pelo o Estado e outros benefícios públicos e o dinheiro pago entre as várias empresas do serviço postal. O que se passou na Dinamarca não foi apenas “o email substituiu as cartas, fim”.

        • Ricardo says:

          Bela cagada!
          No outro dia recebi uma carta de cobrança de portagens… em que a data de pagamento, já tinha expirado em mais de 30 dias do limiite dos 15 na carta….. por 92 centimos agora quero ver como vai ser…
          e tinha eu pago outras portagens na A41…. mas aquela era outra concessionaria e nao me aparecia para pagamento juntyo com as outras….

  2. há cada gajo says:

    A noticia não está completa. O que interessa é o titulo bombástico. A verdade, essa não interessa.

  3. JS says:

    Aqui em VN Gaia nao acabou, mas da entender que sim
    Água, Luz e outra correspondência não é entrega temos que ligar para as empresas a preguntar as referencias para pagamento ainda no mes passado foi o que me aconteceu e a muitos vizinhos aqui da rua
    E estou no centro

    • David Guerreiro says:

      Então e não tem opção de receber fatura digital?

      • Manuel da Rocha says:

        Para ser, como me aconteceu, com a MEO? Queriam 320 euros, de qualquer coisa, designada “Serviço de montagem, premium, de serviço extraordinário.”.
        Vou, à loja, depois de, por telefone (38 euros!!!) ninguém resolver nada.
        Mesmo a mostrar, a factura, o meu CC, não podiam fazer nada… porque não tinha a factura, impressa.
        Fui obrigado, a ir, a Lisboa, perder 11 horas, para reclamar, directamente. Só depois de preencher livro, de reclamações, de falar com algumas 100 pessoas, é que me levaram, a um gabinete, de um chefe, de facturação, depois de pedir, para tirar fotocópia, do meu CC, lá foi conferir, a factura. E resolveu, o problema, rapidamente… foi erro informático. Aquilo era a rescisão de contrato. Como comprei, um comando, novo, para a Box, usando pontos, o sistema quis activar, fidelização nova. Para activar, rescindiu, a anterior e pimbas, 320 euros, levantados.
        Única coisa, que valeu a pena, é que fiquei com 358 euros, de crédito, para usar, nos meses seguintes. Como me deram razão, devolveram, o valor, que paguei, dos telefonemas.

    • Manuel da Rocha says:

      Verifique, com as empresas, se ainda enviam facturas, em papel.
      Onde resido, a empresa, de gás canalizado, passou a cobrar 4,50 euros, pela factura, em papel e envio postal. Como é necessário assinar, novo contrato, limitaram-se a não enviar facturas, em Março. Só depois de 50 chamadas, consegui que me dissessem, porque não recebi facturas, de 2 meses e tinha, um panfleto, no contador, a dizer que iriam cortar, por falta de pagamento.
      Só depois, de ir, à loja, da empresa, preencher, o livro de reclamações, paguei, os valores, em falta, sem juros ou multas e religaram, o gás, sem custos.
      Para não pagar os 4,50 euros, mensais, tive de dar número de telemóvel e e-mail. E, o governo, apoia essas medidas, pois não há protecção, dos clientes, caso a empresa pare, de enviar facturas, enviando, a digital para emails, que ninguém sabe o que são. E, o apoio ao cliente, não ajuda nada… se for para pagar 50 euros, mensais, de serviços premium, sabem tudo e pode ser feito, pelo telefone. Para dar, a informação simples, ninguém sabe.

  4. Joao Ptt says:

    Por tanto o título não clickbait seria por exemplo: “Dinamarca troca de empresa para distribuir correio em 2026.” ou por exemplo: “Dao assume distribuição de correspondência na Dinamarca em 2026.”

    Actualmente parece o equivalente a dizer que Portugal deixou de ter distribuição de correspondência só porque o Estado passou a pagar à PGM (Premium Green Mail) para distribuir as cartas em vez de pagar aos CTT, e por isso os CTT deixarem de distribuir o correio, e dedicarem-se só às encomendas.

    Espero que se o Estado passar a pagar à PGM ou outra qualquer para assegurar a correspondência que se lembrem de exigir que tenham estrutura pelo menos automatizada (no sentido de selos, envelopes pré-franqueadas e assim) para as pessoas individuais e empresas conseguirem enviar a correspondência de qualquer freguesia do país… já que tal empresa estará tecnicamente a receber dinheiro dos contribuintes para prestar tal serviço.

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