Tribunal obriga Google a facilitar a instalação de lojas de apps concorrentes no Android
O "combate" jurídico entre a Epic Games e a Google conheceu um novo capítulo num tribunal de São Francisco, onde um juiz federal ordenou que a tecnológica remova de imediato os entraves à instalação de lojas de aplicações concorrentes no sistema Android.
O combate ao atrito anticompetitivo no Android
O juiz James Donato mostrou-se implacável face às barreiras impostas pela Google que dificultam o acesso a plataformas alternativas. Após anos de litígio, em que ficou determinado que a gigante tecnológica mantinha um monopólio ilegal, a justiça norte-americana exige agora uma abertura real da Google Play Store.
Durante a audiência, a Epic Games demonstrou como o processo atual é complexo, forçando o tribunal a exigir a eliminação de entraves desnecessários ao utilizador.
Um dos momentos mais caricatos da sessão ocorreu quando a defesa da Epic provou que, ao pesquisar por "loja de aplicações" na Play Store, surgiam hipermercados físicos em vez de plataformas de software concorrentes.
Isso não é aceitável, tem de ser corrigido. Quero todas as variações possíveis, mesmo que estejam corretamente formuladas apenas a 70%.
Além disso, foi criticada a existência de um botão intermédio de visualização antes da opção de instalação, um passo redundante que a Google terá de substituir por um botão direto de instalação.
Prazos apertados para uma grande mudança para a Google
A Google tentou justificar as restrições com questões de segurança e permissões avançadas, mas o tribunal rejeitou os argumentos, afirmando que os avisos padrão já são suficientes.
O juiz determinou que estas alterações de interface devem ser implementadas no prazo de uma semana, o que demonstra a pressa em restabelecer a concorrência.
Com esta decisão, gigantes como a Amazon poderão finalmente competir em igualdade de circunstâncias, sem enfrentar uma barreira artificial de navegação.
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Isto não faz sentido nenhum ahah o sistema é da google a loja é da google eles fazem o que bem lhes aptecer se quiserem acabar com a play store acabam
discordo veementemente. A google não tem o direto de usar a usa posição dominante de mercado e bloquear o acesso a lojas de terceiros
O sistema é deles a loja é deles têm o direito de tudo
A misturar alhos com bugalhos. O utilizador é pode escolher instalar de outras lojas e eles não vão acabar com a Play Store porque ganham muito dinheiro com as transações.
Eu enquanto utilizador, também gostava de poder decidir que jogo eu posso jogar na PlayStation. Esta coisa de a Sony decidir os jogos que posso jogar, também te deve enervar, certo? É que assim não podemos decidir, lol.
Eu nunca te chamaria maluco se achasses que no teu novo Tesla quisesses o infotainment da BMW e umas jantes da Mercedes. Tiraram-nos o poder de escolha, porque estas empresas gastam milhões e milhões em desenvolvimento dos seus sistemas para depois abrir à concorrência, lol…porque tu queres decidir…
Tens sempre a decisão de não aderir ao serviço deles, não tens o direito de os obrigar ao que tu ou a UE acham bem. Usem Nokias.
Não percebi nada das tuas analogias.
Mas acho que serás a favor de se poder instalar apps que estão alojadas noutro servidor além da Google, certo? Como é lógico, não és obrigado a fazer isso, mas podes.
Então se a google disser que tens de pagar todos os meses para usares as apps vais dizer o mesmo?
Dizer que o Android é propriedade exclusiva da Google demonstra uma desconhecimento da sua origem. O projeto Android nasceu como open source, impulsionado pela Open Handset Alliance, uma estratégia que convenceu numerosas empresas a aderir. Até há pouco tempo, a Samsung foi a maior contribuinte para o ecossistema. No entanto, a Google acabou por utilizar a sua posição dominante para obrigar os fabricantes de hardware a pré-instalar os seus serviços, como Gmail, Google Search e Google Drive. Embora, inicialmente, a Google tenha respeitado certos acordos, a situação alterou-se; chegou mesmo a haver momentos em que a Samsung ameaçou abandonar o projeto devido às atitudes da Alphabet, anunciando o seu próprio sistema interno, o Tizen, que atualmente se encontra inativo. Hoje, a Google monopoliza a plataforma, sabendo que os fabricantes não podem recuar sem incorrer em custos avultados em vendas e desenvolvimento. A gigante impõe ainda que os seus serviços tenham acesso privilegiado aos telemóveis e, para além disso, passou a fabricar o seu próprio hardware, o Google Pixel, algo que, há alguns anos, nunca faria para evitar conflitos com os fabricantes de telemóveis. Atualmente, os únicos que desafiam esta hegemonia são novamente os chineses, nomeadamente a Huawei.
Hoje em dia só é ignorante quem quer.
P: Qual é a origem do Android?
R (Gemini): “A história do Android começa muito antes de se tornar o gigante dominador dos smartphones que conhecemos hoje. A jornada envolve uma mudança drástica de planos, uma compra bilionária secreta (para a época) e a resposta direta ao lançamento do iPhone.
1. A Fundação (2003)
A Android Inc. foi fundada em outubro de 2003 em Palo Alto, Califórnia, por quatro nomes principais: Andy Rubin, Rich Miner, Nick Sears e Chris White.
Curiosamente, o nome “Android” veio da época em que Andy Rubin trabalhava na Apple (nos anos 80/90), onde os seus colegas o apelidaram assim devido à sua paixão por robôs.”
2. A Compra Secreta pela Google (2005)
A startup enfrentou graves dificuldades financeiras. Em julho de 2005, a Google comprou a Android Inc. por aproximadamente 50 milhões de dólares — uma quantia irrisória perante o impacto gigantesco que viria a ter.
Andy Rubin e a sua equipa juntaram-se à Google para desenvolver um sistema operativo móvel baseado em Linux. O objetivo da Google era defensivo: garantir que as suas pesquisas e serviços não ficassem bloqueados nos telemóveis por concorrentes como a Microsoft ou a BlackBerry.
3. O “Efeito iPhone” e a Mudança de Rumos (2007)
A equipa da Google estava a desenvolver um telemóvel codinomeado “Sooner”, que parecia um BlackBerry clássico, com teclado físico e ecrã não tátil.
No entanto, quando Steve Jobs apresentou o primeiro iPhone em janeiro de 2007, a Google percebeu que o futuro pertencia aos ecrãs táteis. A equipa de Andy Rubin teve de recomeçar quase do zero para adaptar o Android à nova realidade.
Em novembro de 2007, a Google anunciou a fundação da Open Handset Alliance (um consórcio com fabricantes de hardware, operadoras e empresas de microchips) e apresentou formalmente o Android como uma plataforma open source (código aberto).
4. O Primeiro Telemóvel Comercial (2008)
O primeiro smartphone com Android no mercado chegou a 22 de outubro de 2008: o HTC Dream (também conhecido como T-Mobile G1).
Ele trazia um ecrã tátil, mas também um teclado QWERTY deslizante físico — um modelo de transição perfeito para a época. A partir daí, com atualizações batizadas com nomes de doces (Cupcake, Donut, Eclair, etc.) e o forte apoio de marcas como a Samsung e a Motorola, o Android cresceu exponencialmente até se tornar o sistema operativo móvel mais utilizado do planeta”.
Tenho idade suficiente para ter testemunhado esses eventos, incluindo a aquisição da Nokia pela Microsoft. Naquela época, o Symbian dominava o mercado e a Nokia já desenvolvia o MeeGo. A história relatada pelo Gemini aborda apenas alguns pontos; houve e há muito mais do que este resumo apresenta.
Isso já foi decidido num julgamento que a Google perdeu contra a Epic em 11/12/2023. A Google recorreu e voltou a perder em julho de 2025.
Já é permitida a instalação de lojas de app rivais da Google Play. O julgamento de agora são detalhes: “(…) a Epic argumentou que o Google ainda está a dificultar muito a instalação de lojas rivais de apps, mostrando ao tribunal uma demonstração ao vivo de quantos passos se dá atualmente – e o juiz Donato concordou que algumas dessas etapas eram “atrito anticompetitivo” desnecessário e ordenou que o Google as removesse.”
Agora obriguem Apple. LOL.
Se fosse OS fechado, como da Apple, de certeza que nao faria sentido esta decisao.
Alias pelo menos com samsungs, tu ja tens la outra loja.
Não percebo o problema da google. 🙁
A Apple foi obrigada a fazer isto antes da Google. Na UE é possível usar lojas alternativas. Na prática ninguém as usa porque… enfim, para quê?
Resumindo, só os Nerds depois de espremer 35 borbulhas é que vão instalar o que quer que seja fora da loja Google, a maioria das pessoas nem sabe fazer uma atualização de segurança quanto mais instalar um aplicativo / loja e falo dos utilizadores dos dois maiores sistemas, IOS e Android.
Os “nerds” e as empresas europeias que não se levantam da cepa torta dão, de mão beijada, todo o controlo à Google sobre o quê, onde e como as aplicações são instaladas, todos os segredos empresariais ficam expostos. É como os nossos políticos fracos que não compreendem a razão pela qual o serviço de e-mail da Google é gratuito: por lá passam contratos, comunicações pessoais e profissionais, salários, pagamentos, receitas de saúde e seguros, empréstimos e o estilo de vida de cada um. São informações extremamente valiosas para serem vendidas a empresas norte-americanas. O mesmo com o Office 365, Microsoft Windows, Oracle, etc, mas apenas os “nerds” parecem saber disso. Quanto àqueles que passam a vida na internet a escrever comentários vazios, esses, pelo menos, não têm borbulhas.
Escreveste tanto e não percebeste o que eu disse, mas eu explico enquanto limpas o sebo das unhas, a Google está com medo do que ao abrir a lojas externas, a maioria dos utilizadores vai continuar a instalar pela loja oficial, daí dizer que nerds como nós é que achamos que um tlf quando deixa de receber atualizações tem de ir para o “lixo” os restantes seres humanos nem sabem o que é uma atualização, já percebes.
B@rão,
O ponto não é esse mas dar a possibilidade que haja lojas de apps alternativas.
@Mr.Y, sim eu compreendo e continuo a dizer, quantas pessoas vão instalar coisas fora da loja oficial?
Só pessoas como nós que gostamos de tecnologia é que vemos valor nisto, porque sabemos como fazer, o resto de pessoal vai continuar a instalar das lojas oficiais, e daí eu dizer qual é o “ medo” da Google em abrir o Android a lojas externas.
Os mais velhos talvez não, mas os mais novos na sua maioria sim.
A Google quer simplesmente comandar tudo e reforçar o monopólio! e de caminho acabar com o AOSP 🙂
e pelos vistos há tontos que defenda, o que tenho pena…
Era excelente para a concorrência era a Google ser forçada a encerrar a sua loja de aplicações – play store ; relembro que tem a intenção em abeto de dificultar a vida a instalar aplicações que venham de fora da mesma conforme este site demonstra e combate : https://keepandroidopen.org/
Pelos menos voltaram a ter um juiz, que tomou a decisão sensata, querem ver se vão a cumprir ou arranjar forma de recorrer e não cumprir …
Nem nas próprias apps facilitam. Telemóveis um pouco mais antigos deixam logo de ter suporte para aplicações android 🙁