Serviços de emergência mais rápidos: projeto-piloto usa drones para entregar desfibrilhadores
Um novo projeto-piloto não procura substituir os serviços médicos de emergência, mas antes ajudá-los a responder mais rápida e eficientemente. O objetivo é recorrer a drones para assegurar assistência.
Uma equipa que junta especialistas em saúde, organizações comunitárias e universidades está a conduzir um projeto-piloto que utiliza drones e desfibrilhadores automáticos externos (em inglês, DEA).
Liderados pela Duke Health e pelo Duke Clinical Research Institute, os profissionais de emergência médica utilizam, agora, drones com DEA em algumas assistências, após chamada para o 112 norte-americano (911), no condado de Forsyth, na Carolina do Norte.
Mais de 70% das paragens ocorrerá em casa
Nos Estados Unidos, mais de 350.000 pessoas sofrem uma paragem cardiorrespiratória, anualmente. Embora 90% dos pacientes sobrevivam se um DEA for assegurado no primeiro minuto, uma resposta rápida está geralmente fora de questão, a menos que o paciente já esteja numa unidade de saúde.
Segundo a Cruz Vermelha Americana, contudo, estima-se que mais de 70% de todas as paragens cardiorrespiratórias ocorram em casa, com as probabilidades de sobrevivência a diminuir cerca de 10% por cada minuto adicional de atraso na aplicação do DEA.
A média nacional para os tempos de resposta dos serviços de emergência é de cerca de sete minutos. Nas zonas rurais, contudo, o prazo pode prolongar-se até 13 minutos.
Pertinência dos drones neste cenário de paragem cardiorrespiratória
Ao contrário de uma ambulância ou de um carro, um drone a voar a baixa altitude não está sujeito a atrasos no trânsito ou a ruas acidentadas, com acessos difíceis.
Portanto, tendo em conta que o tempo é crucial e o DEA são fundamentais para salvar vidas, aquando de uma paragem cardiorrespiratória, um veículo que presta assistência rapidamente é muito pertinente.
No projeto-piloto, cada dispositivo inclui almofadas sensoriais externas que aderem ao peito do paciente para monitorizar o seu coração. No momento certo, as almofadas aplicam um choque de voltagem moderadamente alta (geralmente entre 200 e 1000 volts), por forma a reajustar e regular os batimentos cardíacos.
Importa saber que os DEA modernos são projetados para serem usados com o mínimo de experiência e geralmente incluem um altifalante no componente central para dar instruções verbais adequadas.
Assim sendo, investigadores como Monique Starks, da Faculdade de Medicina da Universidade Duke, acreditam que a utilização de drones, em conjunto com os profissionais do serviço de emergência médica, pode oferecer oportunidades de entregas mais rápidas de DEA.
Este estudo representa um grande passo em frente na forma como respondemos à paragem cardiorrespiratória nos Estados Unidos
Afirmou Monique Starks, num comunicado, explicando que, "ao integrar a tecnologia de drones nos cuidados de emergência, estamos a trabalhar para colmatar a lacuna crítica entre a paragem e o tratamento". Esta agilização "tem o potencial de salvar milhares de vidas".
Drone atua paralelamente à prestação de cuidados de saúde
Conforme partilhado, a utilização de drones não altera o protocolo de resposta do 112 norte-americano (911) em vigor, apenas o complementa.
Quando o serviço de emergência médica é enviado ao local, um piloto aciona e guia remotamente um drone que voa a 60 metros acima do solo até ao mesmo endereço. Se ele chegar antes dos profissionais, o drone desce até 30 metros e baixa o DEA com a ajuda de um cabo.
Nesse momento, por via do altifalante, o operador pode orientar passo a passo uma pessoa presente no local sobre como utilizar o dispositivo na pessoa que precisa de ajuda.
Assim, os drones "não substituirão os sistemas de resposta tradicionais, mas podem reforçá-los, colocando equipamentos que salvam vidas nas mãos de pessoas presentes no local quando isso é mais importante", segundo Betsy Sink, chefe do batalhão dos Serviços Médicos de Emergência do Condado de James City.
Na sua opinião, o projeto-piloto permite "compreender melhor até onde esta inovação pode chegar na melhoria da sobrevivência, e moldará o futuro da medicina de emergência".
O projeto-piloto inclui, também, o condado de James City, na Virgínia, e poderá expandir-se para mais áreas, dependendo dos resultados.
De acordo com Joseph Ornato, professor de medicina de emergência na Virginia Commonwealth University e co-líder do estudo, "este projeto está a lançar as bases para o que esperamos que se torne um grande ensaio clínico aleatório multicêntrico".
























Mas, quando o drone chegar ao destino o desfibrilhador ainda será útil?
Bem, diz o post que “90% dos pacientes sobrevivam se um DEA for assegurado no primeiro minuto” …
Isso é confundir uma paragem cardíaca num bloco operatório com um em casa ou noutro sitio qualquer.
Mas tudo é possível – em mais de um post, por aqui, escreveram que o Pixel Watch avisava os serviços de emergência para vir socorrer o doente com paragem cardíaca. Claro que se tratava de um erro de tradução – o Pixel Watch avisa se deixar de sentir a pulsação, por estar demasiado fraca, e não porque o coração tenha parado.