HP quer transformar PC num serviço! Modelo de subscrição polémico para contornar a crise
A indústria atravessa um momento de transformação e a HP parece estar na linha da frente de uma das mudanças mais controversas dos últimos anos. Num cenário de falta de RAM, decidiu apostar num modelo de negócio baseado em subscrições. Em vez de comprar um computador, o utilizador paga uma mensalidade para o utilizar.
HP quer transformar o PC num serviço
Esta estratégia, materializada no programa “HP All-In Plan”, surge como uma resposta direta à volatilidade dos preços de hardware. Ao controlar o ciclo de vida do equipamento, a HP consegue mitigar os riscos das flutuações de custos e garantir uma receita previsível.
Segundo Enrique Lores, CEO da HP, a visão da marca passa por “transformar o que antes era uma transação isolada de hardware numa relação de serviço contínua e simplificada”, focada na conveniência do utilizador final. Os valores de entrada para este novo paradigma variam consoante a potência e a gama do dispositivo.
No escalão mais acessível, o modelo HP Pavilion está disponível a partir de 34,99 dólares por mês. Para quem procura um desempenho superior, a gama HP Envy sobe para os 44,99 dólares mensais, enquanto o versátil HP OmniBook X Flip atinge os 54,99 dólares.
Subscrição para contornar crise da RAM
No topo da pirâmide, destinado a um segmento mais profissional, o HP EliteBook 6 G1q exige uma mensalidade de 84,99 dólares. Todos estes planos incluem suporte técnico prioritário e a substituição do hardware após dois ou três anos.
Apesar da conveniência de ter sempre um equipamento atualizado e com manutenção incluída, a medida não é consensual. O grande entrave reside no conceito de posse, uma vez que, ao interromper o pagamento, o utilizador fica sem a sua ferramenta de trabalho. Especialistas do setor notam que “esta mudança poderá criar uma barreira para quem prefere controlo total sobre os seus ativos”, tornando a dependência da marca absoluta.
A HP defende que esta é a evolução natural num mercado que já se habituou a pagar mensalmente por software e entretenimento. No entanto, a passagem para o hardware físico levanta questões éticas e práticas sobre o direito à reparação e a sustentabilidade a longo prazo. O futuro dirá se os consumidores estão preparados para abdicar de ser donos dos seus computadores em troca de uma fatura mensal fixa.






















Portanto, o Victus (custa 800 euros), obriga a uma subscrição de 2 anos, a 50 dólares, por mês. A HP recebe, no mínimo, 1200 dólares, mantendo a propriedade, do computador e do software.
No caso do Elitebook, são 1730 euros. Subscrevendo são 85 dólares, por 3 anos. É, próximo, do dobro, do preço do computador. Só mesmo para quem ache que computadores, são como os telemóveis, que podem mudar, a cada 3 anos, para “melhorar a performance”.
Victus são 800 euros (comprado). Por subscrição, são 1200 euros (2 anos, mínimo).
Elitebook são 1700 euros (comprado). Por subscrição são 3060 euros (3 anos, mínimo).
Bons preços.
É uma empresa americana e nos últimos anos andam com a ideia de capitalismo extremo:
– computador fabricado por eles: 900€ (preço de venda 1700€)
– aluga e paga 3060€
– o computador depois do uso, valor de mercado 700€: vendem.
Ganho para HP: 3760€;
Se fosse vendido ao utilizador, ganhariam 490€ (1700 – 23% IVA – custo de produção)
Já há um par de anos vi o aluguer duns PC “gaming” em que o aluguer também era: taxa (tipo 250€) + aluguer de mínimo de 1 ano, em que esse valor na realidade em 1 ano já teria pago praticamente o valor do PC total de compra (como comprar a prestações). Se a pessoa o comprasse a prestações, já o teria em posse e poderia usar mais uns anos e depois vender. …
Leasing já existe a muito… é uma tentativa de rebranding. Os argumentos deles são bonitinhos, mas o que acontece na pratica é que alguem comprar um PC para 4 Anos, mas não se importa de ficar com um pc pior por mais 1 ou 2 anos, porque não tem custo… e se funciona.. não faz investimento. e ai a diferença é grande…
Agora com a gramática correta! Podes usar a AI, por enquanto ainda é grátis!
Isso já é comum no setor empresarial, os leasings. Grandes empresas têm os computadores no modelo de leasing e de x em x tempo, o parque informático é substítuido.
Impressionante o quão sincronizadas as empresas americanas estão, e não perdem um oportunidade, de literalmente roubar o cliente. Senão vejam:
– NVIDIA e AMD dirigem o seu R&D e waffers para AI, o resto infla preço
– RAM shortage dirigida para AI, o resto infla preço
– MS, Elon Musk, Amazon, etc a oferecerem AI como “alternativa” ao resto não ir bem (provocado por outras empresas americanas)
– HP e outras a alugar preço inflado PCs físicos ou cloud novamente… como “alternativa” ao resto não ir bem (provocado por outras empresas americanas).
Basicamente criam um serviço A…que provoca um problema B…e sugerem alternativas usando A, para escapar ao problema B causado por eles. E tudo isto inflando preços que vão dar a ganhar às empresas deles…por problemas provocados por eles.
Se repararem, quais as empresas que estão a ganhar mais com tudo isto: Nvidia (EUA), AMD (EUA), Intel (fabrico. EUA), Micron Technology (EUA), HP (EUA), maioria das AI (EUA), maioria das Cloud & Jogos (EUA). E as outras que são de fabrico asiático têm grande participação…americana.
Acaba tudo no mesmo sítio, inclusive o nosso dinheiro. E que tal desenvolverem europeu e comprarem / usarem europeu? Eu já estou a fazer a minha parte…
PS: sabem se há maneira de ter o SteamOS / Bazzite com APU AMD mas suporte eGPU Nvidia? E que tenho um e ainda não consegui livrar-me do W11 porque sempre que leio sobre o SteamOS deparo com problemas de eGPU / gráficas Nvidia…
Tenho uma maquina com 12-13 anos com um I5 + gtx1660 ( a gráfica tem 5-6 anos) instalei o bazzite e até ver roda que é um mimo – performance nos jogos de forma geral é igual ou até superior ao que tinha em Windows.
Não tive de fazer nada especial, foi sakar a versão com os drivers da NVIDIA e next-next-next.
Agora tudo quer serviço… Por mim vão a falência…
Calma. Ainda não se lembraram dos bens essenciais: alimentação.
E como é que farias em fim de contrato? Reuso, reciclagem?
Já tens alguns serviços assim – não necessariamente de alimentação “bqsxoca” mas já tens e até de refeições já prontas.
Mas um bocadinho e temos cá hipermercado a pegar nos teus dados e perfil gerados com o teu cartão de cliente e enviar-te mensagens a propor que pagues uma subscrição para receberes em casa todas as semanas um cabaz baseado nas tuas compras mais frequentes….
O que não falta são serviços de cabazes ou refeições prontas como subscrição semanal, sou cliente de dois desses
Pensei o mesmo!
Trabalhei numa empresa Alemã em Portugal que tem usado esse modelo há algum tempo (antes desta crise) para computadores dos colaboradores.
https://www.hp.com/sg-en/services/workforce-solutions/workforce-computing/managed-device-services.html
Só acho que isto é um problema bola de neve,
quando tens o hardware a ser todo canalizado para os Datacenters para AI, de nada vai servir se não houver consumer devices para conectar aos serviços de AI.
É o novo paradigma, pagas quer uses ou não, tudo vai nesse sentido, vai ser assim com o aspirador, o frigorifico, a maquina de lavar, o colchão onde dormes… ficas desempregado e não subscrição de uma corda para te enforcares e está perdido, vais morrer de fome.
Isto não é nada mais nada menos que um serviço de renting, que já existe feito por dezenas de empresas… nada de novo!
A única coisa é que é o próprio fabricante que está a fazer direto, sem empresas intermediárias especializadas nisto. Aliás, não fui pesquisar, mas muito provavelmente a HP subcontrata o serviço a uma dessas empresas. a Grenke acho que é o exemplo que mais pessoas conhecem
E mais facil pagar 50 euros por mes que 1000 duma so vez. A questao é…porque nao comprar um pc a prestacoes sem juros? E que todas as lojas ja permitem isso e ficam com o pc.
Há 20 anos o conceito futurista seria o hardware ser gratuito e o software pago, basicamente teriamos uma licença para conectar nos servidores da microsoft e isso permitiria entrar na conta local do windows e utilizar o pc.
Ridículo, mais um acto anti-consumidor e pro-ganância.
Tudo começou bem com a subscrição streaming, programas, depois tinteiros, pelo meio até de comida e productos de higiene, passando pelos carros e afins… mas anda tudo louco? Não se quer ter propriedade de nada e pagar mensalmente pelo uso de tudo que nunca é nosso?!
A tendência inverteu e claramente se vê nas vendas que subscrições sem sentido acabam por terminar por não terem clientes após uma fase inicial de sucesso porque as pessoas se apercebem do quão dispendioso e inútil é seguir nessa filosofia.
E, não, subscrição não é a mesma coisa que leasing, dado este último oferecer a possibilidade de compra após finalizar o período de leasing. Nenhuma subscrição de computadores (ex: HP e algumas lojas já nos EUA), tinta para impressoras, software, serviços para veículos (ex: bancos aquecidos da BMW), entre muitos outros, oferece opção de compra após terminado o contrato, portanto, trata-se de um aluguer e não leasing.
Esta não é uma “oferta” aos consumidores mas sim uma tentativa de engordar lucros à custa da porcaria do conceito de aluguer de tudo e mais alguma coisa… qual é o próximo? Subscrição de roupa interior???? Que estupidez.
“Modelo de subscrição polémico para contornar a crise”
Não! Já estava tudo a ser cozinhada para levar a isto. Não é responder à crise. É criar a crise!
Renting de Computadores, já existe, faz muito tempo, aqui a única novidade é que a HP vai entrar diretamente nesse negócio,
Desde que não deixem de ter a opção de venda não vejo nada de mal nisto…
Xau xau HP!
Compro as peças que quero, monto um desktop ao meu gosto e no fim coloco um OS que me interessar mais, agora incentivam as pessoas a alugar pcs?
Por mim podem ir à falência tal a ganância que demonstram…
A Lenovo, vende barato e bom, deve ser das que tem melhor qualidade preço, mas tem depois excelentes aplicações e software para esses portáteis de opção, mas estes, sim, já são caros! São estratégias diferentes, vou abandonando os produtos americanos, nem são os melhores e só pensam em dinheiro! Tudo caro”