Este telefone promete devolver às crianças a arte de simplesmente… telefonar
Uma empresa conhecida pelos telemóveis com funcionalidades reduzidas para crianças lançou um telefone fixo com aspeto vintage, mas com tecnologia atual. Curiosamente, pode ser a resposta para quem quer que os mais novos comuniquem sem ecrãs, aplicações ou redes sociais.
Um regresso ao passado, com tecnologia do presente
O passado não muito longínquo ficou marcado pelo telefone fixo, fio enrolado e conversas que só acabavam quando alguém gritava para desligar.
A Pinwheel, uma empresa norte-americana conhecida pelos telemóveis com funcionalidades reduzidas para crianças, decidiu ressuscitar essa estética com o Pinwheel Home, um dispositivo que parece ter saído diretamente dos anos 90, mas que funciona via Wi-Fi, sem necessidade de tomada telefónica ou fios complicados.
O objetivo é dar às crianças entre os cinco e os 10 anos a possibilidade de ligarem a amigos e familiares de forma autónoma, sem terem de pedir emprestado o telemóvel dos pais e, mais importante, sem exposição a browsers, redes sociais ou notificações constantes.
Dois modelos, o mesmo conceito
Nos Estados Unidos, o Pinwheel Home está disponível em duas versões:
- O Spark, o modelo de entrada, custa 68 dólares e vem em branco, preto, azul ou roxo.
- O Classic, mais elaborado, custa 79 dólares e inclui um auscultador de estilo mais retro, além de autocolantes personalizáveis para a criança decorar o telefone à sua maneira.
Por agora, ambos são vendidos diretamente através do site da Pinwheel, mas a empresa já confirmou que o dispositivo chegará também à Amazon ainda este outono.
Controlo total para os pais, liberdade para os filhos
Apesar do visual retro, o Pinwheel Home não deixa nada ao acaso do lado da segurança. Os pais podem:
- Aprovar manualmente os contactos que a criança pode ligar;
- Bloquear chamadas de números desconhecidos e spam/robocalls;
- Definir horários e limites de tempo de utilização;
- Consultar um sistema de voicemail integrado.
Há ainda espaço para nostalgia pura, como a marcação rápida, e a promessa de novidades, nomeadamente chamadas a três e integração com os relógios e smartphones da própria Pinwheel, permitindo manter o mesmo número em vários dispositivos.
Um pormenor importante é que todos os planos incluem acesso a serviços de emergência, mesmo sem subscrição paga, o que garante que a criança consegue sempre pedir ajuda se necessário.
As chamadas entre dispositivos Pinwheel são gratuitas, através do serviço Pinwheel Circle, uma espécie de rede interna com código próprio, em vez de um número de telefone tradicional.
Para ligar para números "normais" (como o telemóvel dos avós, por exemplo), é necessária uma subscrição:
- 6,99 dólares/mês para um número real de 10 dígitos com até cinco contactos aprovados;
- 9,99 dólares/mês para chamadas ilimitadas sem esse limite.
Por fim, ainda que o Pinwheel Home não chegue, para já, às casas portuguesas, o seu lançamento demonstra algo importante: há cada vez mais empresas dispostas a investir seriamente em alternativas que afastem as crianças dos ecrãs.
A par desta, outras soluções, como o Tin Can e o amiGO Jr. Phone, têm vindo a ser pensadas de raiz para dar autonomia às crianças sem as expor aos riscos das redes sociais e da navegação sem limites.
Este movimento ganha ainda mais sentido quando se olha para a evidência científica que tem vindo a associar o tempo excessivo de ecrã a dificuldades de desenvolvimento emocional, comportamental e até de linguagem nas crianças.
Leia também:



























Devia ser com a rodinha para discar os números, muito mais piada.
Agora até poderia ser com uma musica para cada numero…
Curiosamente vejo esses telefones mais apropriados aos Seniors que nunca fizeram a transição para os telemóveis e touchscreens.