Drone solar bate recorde e pode voar “quase para sempre”
Um novo drone movido a energia solar conseguiu um feito impressionante: manter-se no ar durante mais de cinco horas, praticamente sem recorrer a baterias. O projeto pode abrir caminho a uma nova geração de drones com autonomia quase ilimitada.

Mais de 5 horas no ar sem recarregar
O drone atingiu um tempo de voo de 5 horas, 2 minutos e 21 segundos, estabelecendo um recorde não oficial para multirrotores elétricos. O mais curioso é que o voo terminou não por falta de energia, mas por decisão do piloto.
Ao contrário dos drones convencionais, limitados pela capacidade da bateria, este modelo depende sobretudo da energia captada diretamente do sol, eliminando uma das maiores limitações do setor.
Energia solar com apoio inteligente
O sistema utiliza 28 painéis solares, capazes de gerar mais de 110 watts em condições ideais.
Como o drone necessita de cerca de 70 watts para se manter em suspensão, o excedente é armazenado numa pequena bateria auxiliar.

O projeto foi desenvolvido por Luke Bell.
Essa bateria entra em ação apenas quando necessário, por exemplo:
- passagem de nuvens
- rajadas de vento
- picos momentâneos de consumo
O segredo está num circuito com díodos, que garante a transição automática entre energia solar e bateria sem interrupções.
Engenharia ao limite do possível
O drone foi construído com uma estrutura leve em fibra de carbono e otimizações extremas para reduzir consumo energético.
Cada detalhe conta:
- redução de peso em dezenas de gramas
- otimização da aerodinâmica
- escolha de hélices eficientes de grande dimensão
Mesmo assim, há desafios importantes. O vento continua a ser um dos maiores inimigos deste tipo de aeronaves, podendo provocar quedas súbitas de energia e instabilidade.
Um futuro com voos quase infinitos?
Segundo o próprio criador, drones solares podem, no futuro, voar durante centenas de quilómetros por dia ou até operar durante longos períodos sem necessidade de recarga.
As aplicações são vastas:
- agricultura de precisão
- vigilância e segurança
- mineração
- cartografia e monitorização ambiental
A evolução poderá passar por modelos híbridos, como drones com asas (eVTOL), que reduzam drasticamente o consumo energético e permitam voos ainda mais longos.
Embora ainda em fase experimental, este projeto mostra que a autonomia dos drones pode deixar de ser um problema.
Se a tecnologia evoluir, poderemos estar perante uma nova geração de sistemas aéreos praticamente autónomos, sustentados apenas pela energia do sol.


















se não chover…
70 watts para de manter no ar ? Oh sim… 😀
Não percebi…
Fala-se em energia e o JL tem orgasmos xD
Tínhamos os Aiatolás agora temos os tapetes voadores. Não estavam a contar que vento existe? Uma rabanada e vai ao chão.
Quem diz rabanada, diz uma azevia ou um sonho de abóbora.
😀
Mais uma “Passarola”