Medicina italiana faz história: um transplante simultâneo de rim e fígado de um dador vivo
A medicina de transplantes em Itália alcançou recentemente um marco histórico no Hospital Papa Giovanni XXIII, em Bérgamo. Através de um procedimento altamente complexo, uma menina de sete anos recebeu dois órgãos do seu progenitor, pondo fim a anos de tratamentos debilitantes.
Inovação nos transplantes em Bérgamo, Itália
O Hospital Papa Giovanni XXIII marcou a sua posição na vanguarda da medicina europeia ao realizar a primeira doação combinada de órgãos de um dador vivo em Itália. Um homem de 37 anos, natural da Sérvia, submeteu-se a uma intervenção para doar um rim e um segmento do seu fígado à filha de sete anos.
A criança era portadora de uma patologia genética pouco comum que causava a falência progressiva de órgãos vitais. Desde muito nova, a sua rotina era ditada por sessões de diálise exaustivas, que chegavam a durar cinco horas por dia.
O quadro clínico agravou-se com o aparecimento de uma cirrose hepática, tornando insuficiente a realização de um transplante isolado de rim. Perante a ausência de soluções terapêuticas no seu país de origem, o Ministério da Saúde da Sérvia solicitou o apoio dos especialistas italianos.
Dada a natureza excecional do procedimento, a equipa médica teve de superar não só barreiras clínicas, mas também rigorosos protocolos legais. Antes de avançarem para o bloco operatório, foi necessária a validação de uma comissão regional e do Ministério Público de Bérgamo, visto que a legislação italiana regula de forma muito estrita as doações em vida, especialmente quando envolvem a remoção simultânea de dois órgãos.
Um novo horizonte sem dependência hospitalar
O transplante, que se prolongou por diversas horas, foi coroada de sucesso. Tanto o pai como a filha apresentaram uma recuperação rápida e sem complicações, tendo já recebido a respetiva alta hospitalar.
Os relatos da família descrevem uma transformação notável na qualidade de vida da criança, que recuperou o apetite e a energia que a doença lhe tinha retirado. Anteriormente, a fadiga extrema impedia-a de realizar atividades simples, como brincar ou interagir com os seus amigos.
Embora a menina deva permanecer em Bérgamo para acompanhamento médico mensal durante os próximos tempos, o seu quotidiano passará a ser semelhante ao de qualquer outra criança da sua idade.
Livre da dependência de máquinas e cateteres, o regresso ao percurso escolar é agora um objetivo concreto. Este êxito clínico reafirma a importância da cooperação médica internacional e abre precedentes para o tratamento de casos pediátricos complexos em toda a Europa.
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Boa noticia.
A ciência ao serviço da humanidade e não para a destruir. Parabéns a todos os que foram envolvidos, se bem que não irão ler esta minha mensagem. Fica intenção!
Sim mas…grandes avanços da medicina foram feitos em guerra. E aliás bem provável que boa parte das tecnologia imagiológica tenham sido desenvolvidas para guerra.
A ligadura/penso Israelita é quase um standard.
Como diz o outro, isto está tudo interligado!
Muito bem, bem curioso acerca da vida da menina e do pai posterior á operação.
Parabéns a todos os envolvidos, e principalmente ao amor deste pai pela filha, um hospital publico mais uma vez a demonstrar que a saúde não pode ser vista como um negócio.
vai lá ver as condições deste hospital, é melhor que os nossos privados..
hospitais publicos são bons em países que os sabem gerir.
sistema socio sanitario lombardia, faz a comparação com o SNS.
já enjoa isso de quereres fazer passar o SNS por algo que não é
Não tens mesmo a noção. A saúde é um negócio sempre foi sempre será ou não terás médicos nem o resto do pessoal especializado.
Um mau negócio para os clientes porque o poder está em quem tem mais poder politico para influenciar o Estado devido a opiniões como a tua.
A principal influencia de Sindicatos, Ordens é impedir a competição. Por isso temos um regime estatista-rentista sem competição.
È o mesmo que existe no ” ensino”. Ve-se os resultados nos 2. Escassez, preços altos, desenvolvimento tecnológico lento, incompetencia, atitudes formulaicas dos médicos que não tem curiosidade porque não há competição….
Mais uma vez vamos levar uma lição dos Asiáticos que não sofrem desse pensamento aristocrático-social. Em Inglaterra milhares estão a ir á Tailandia para ter saúde em hospitais privados acreditados.
Desejo que esta má prática termine, que só pode ser originária de ter o Intelecto Cerebral como o dono e senhor, em vez da Intuição do Espírito, de andar a trocar órgãos de umas pessoas para as outras como se as pessoas fossem coisas e não seres espirituais cujo corpo e todos os seus órgãos e sangue fazem parte da responsabilidade do ser espiritual de cuidar o melhor que pode e não andar dar a outros, já que não lhe pertencem, mas sim é propriedade da natureza à qual deve devolver nas melhores condições possíveis, e isso incluí não tirar coisas que lhe pertencem (excepto quando for necessário porque está a colocar em perigo o resto do próprio corpo).
É usufrutuário do seu corpo, e deve fazer os possíveis por mantê-lo em condições, mas o proprietário é a natureza. Por isso parem de se achar os donos e que podem fazer o que querem com o corpo que o vosso espírito está a ocupar, porque tal não é verdade e as consequências sempre virão, a ignorância não impede as consequências.