Medicina de precisão: Vietname implanta fémur em 3D numa criança com cancro
O Vinmec Healthcare System realizou com sucesso o primeiro implante de um fémur totalmente impresso em 3D numa criança de 8 anos com um cancro, osteossarcoma, preservando a sua mobilidade e definindo um novo padrão na oncologia ortopédica pediátrica.
A informação em 5 pontos:
- Primeiro fémur completo impresso em 3D para uma criança com cancro ósseo.
- Implante em titânio personalizado e adaptado ao crescimento.
- Totalmente concebido e operado no Vietname.
- Marco médico na oncologia ortopédica infantil.
- Demonstra o potencial da impressão 3D para uma saúde mais sustentável.
Avanço inédito na cirurgia ortopédica infantil
Uma equipa do Hospital Internacional Vinmec Times City implantou o primeiro fémur completo impresso em 3D num rapaz de 8 anos com osteossarcoma — uma forma agressiva de cancro ósseo.
Este procedimento não só salvou o membro, como posiciona o Vietname como um novo protagonista na medicina de precisão pediátrica.
Aplicação pioneira na oncologia pediátrica
As substituições totais de fémur em crianças são raríssimas devido à ausência de implantes adaptáveis. Nunca antes se documentara um implante femoral em 3D, personalizado, numa criança.
O implante foi desenhado e produzido localmente pela equipa biomédica da universidade VinUni, com base numa reconstrução anatómica detalhada e prevendo o crescimento futuro da criança — algo que os implantes tradicionais não contemplam.
Este feito resultou da colaboração entre cirurgiões ortopédicos, oncologistas, radiologistas e engenheiros.
Engenharia com futuro
O processo envolveu duas cirurgias:
- Em janeiro de 2024, foi feita a remoção do tumor e colocado um enxerto de cimento temporário.
- Em maio de 2025, já com o paciente estável, foi implantado o fémur de titânio personalizado e modular, que poderá ser ajustado ao crescimento da criança, reduzindo futuras cirurgias.
Nenhum fabricante estrangeiro ofereceu solução adequada, pelo que a produção local foi a única via — mais rápida, económica e sustentável.
Vietname e o avanço médico no Sudeste Asiático
Este marco coloca o Vietname num ecossistema médico regional cada vez mais capaz de criar soluções avançadas e sustentáveis. Embora Singapura e Malásia usem já impressão 3D em medicina, esta foi a primeira prótese femoral infantil de alta complexidade desenvolvida integralmente no país.
Segundo a Metatech Insights, o mercado de impressão 3D em saúde na Ásia-Pacífico crescerá de 1,04 mil milhões de dólares em 2025 para 6,7 mil milhões de dólares em 2035, impulsionado pela procura por soluções personalizadas e investimento tecnológico.
Produzir dispositivos biomédicos complexos localmente reduz a dependência externa e prova que a inovação médica deixou de ser exclusividade do Ocidente.
Vencer o cancro: uma história de coragem e esperança
Por trás deste feito, está a história de uma mãe que recusou a amputação proposta. A sua determinação motivou a equipa médica a procurar uma solução mais avançada e humana.
A operação foi arriscada, inovadora e emocionalmente exigente, mas teve sucesso. Hoje, o menino caminha com um implante feito no seu próprio país, com tecnologia de ponta e pensado exclusivamente para si.
O potencial da impressão 3D em saúde
- Reduz o desperdício com peças feitas à medida.
- Baixa os custos ao eliminar intermediários.
- Reduz a pegada de carbono pela produção local.
- Promove a equidade, permitindo a países em desenvolvimento aceder a soluções avançadas.
- Reforça a autosuficiência tecnológica e médica.
Este caso comprova que, com visão, engenharia e cooperação, a medicina pode ser mais humana, acessível e sustentável.























Extraordinário, isto, sim, é que é inovação. Desejo ao jovem a maior felicidade do mundo.
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Isto ja se faz em muitos lados..
Nos até já temos femures de cimento..
O que me parece que faltou aqui, é o de porquê a substituição do Femur…
É que a Radioterapia, mata as celulas osseas também..com o tempo a cabeça do femur começa a ficar uma lixa, com pequenas “areias” a sair e a desintegrar e destruir ainda mais a volta..
Ficasse claro sem cartilagens..
Tem que ser colocado um novo femur artificial, eu conheci um senhor que ha uns anos levou um , exactamente por causa dos tratamentos para o candro destruirem-lhe o femur..
Aqui a coisa é mais grave, pelo facto de se tratar de uma criança em plena Faze de crescimento.. Os Femures normalmente duram á volta de 10-15-20 anos??
Não apostem nos 20, apontem mais para os 15, partindo do pincipio que não o estragam entretanto..
Desmaios,quedas,atropelamentos, posicionamento do corpo, em formas que não se deve, depois de por as proteses, etc, é muito limitado..incluindo até vão precisão de alteador de sanita, mecanismos externos para calças meias,etc pois não se podem baixar,etc,etc..
Em suma, é melhor do que não o ter, mas é terrivel se o tiverem..
Nos velhotes é onde funciona melhor, mas já conheci pessoas que teem e levam uma vida ajustada claro, mas dá para ter vontade de viver
Os Russos estão muito avançados,
Eles chaman á impressão de partes metálicas, acho eu de Tecnologia Bionica, mas também teem SLM, a laser, algo assim.
Já vi proteses para o crànio, pernas,etc em titanio.. e muitas outras peças para a aviação..
Muito provavelmente esta equipa no Vietname, usou ajuda deles.
Eu sei que ha varias empresas lá que fazem coisas impensaveis..
Estão também na faze de testes da vacina para o cancro.Eles estão muito confiantes, eu ai tenho reservas..
São muito bons a tratar cancros também, e os BieloRussos também.
Os Americanos falam mal deles, mas quando teem cancro, vão a correr para lá para se curarem,porque nos EUA não podem pagar milhões pelos tratamentos.
Gostava que Portugal também apostasse forte em tecnologia, mas nos estamos destinados ao fracasso, só pensamos nos negócios de escravos, desta feita da Asia.