Em véspera de Cyber Monday, entenda o que a loucura dos descontos faz ao cérebro
A Black Friday já lá vai, mas, não tendo os últimos dias sido suficientes, o capitalismo oferece mais uma oportunidade de preços imperdíveis. Antes da Cyber Monday, no entanto, entenda o que a loucura dos descontos faz ao cérebro.
A Black Friday não é simplesmente um dia, ou várias semanas, de descontos. Na verdade, trata-se de um evento psicológico, cuidadosamente desenhado para tirar partido da forma como o nosso cérebro toma decisões.
Num cenário em que os descontos surgem como cogumelos, em outdoors, nas redes sociais ou na televisão, compreender um pouco da ciência por detrás do processo pode ajudar a reconhecer quando estamos a ser pressionados a gastar mais do que pretendíamos ou precisávamos.
Menos tempo de decisão e decisões mais impulsivas
Conforme um artigo publicado no The Conversation, quando decidimos entre opções, como comprar uma nova televisão, o nosso cérebro pondera os prós e os contras de cada escolha: comparamos preços, características, avaliações e até quanto podemos pagar.
Segundo os autores, Tijl Grootswagers, investigador sénior de Neurociência cognitiva, e Daniel Feuerriegel, chefe do Laboratório de Previsão e Tomada de Decisão da Universidade de Melbourne, quando sentimos que temos informações suficientes, decidimos, num processo normalmente demorado. Aliás, quanto mais importante for a decisão, mais evidências gostamos de reunir.
Contudo, quando somos pressionados, isso muda: o cérebro reduz o limite de informações necessárias antes de decidir, motivando-nos a fazê-lo mais rapidamente e com menos evidências.
Embora essa rapidez na tomada de decisão sobre pressão possa ser poderosa, como em situações de perigo, durante as promoções da Black Friday ou da Cyber Monday, esse processo de decisão rápida pode levar-nos a gastar impulsivamente.
Além de explorar a urgência, esta época de promoções explora a escassez: a promoção dura pouco tempo e muitas pessoas estão a fazer compras ao mesmo tempo. Isto cria uma forte sensação de competição e de que, se não agirmos, comprando, perdemos a oportunidade que todos estão a aproveitar.
Essa sensação de escassez altera como o nosso cérebro processa a informação. Quando acreditamos que algo está sob uma oferta limitada, atribuímos-lhe mais valor, dizendo-nos que o produto deve ser bom simplesmente porque outras pessoas o têm, também, no seu carrinho.
Por natureza, o nosso cérebro prefere resultados previsíveis e tenta evitar riscos desnecessários. Sobre pressão, em vez de obtermos mais informações, agimos rapidamente e decidimos por impulso, tendo em conta uma série de variáveis erróneas.
Ora, em época de promoções, como a Black Friday que passou e a Cyber Monday que se aproxima, o pensamento racional pode ficar em segundo plano.






















Os saldos é um fenómeno simples, é quando os ricos decidem que podemos comprar o seus produtos, temos que esperar a esmola dos ricos adiando a nossa vida.
Tadinhos dos “pobres” de I-Phone, sapatilhas de marcas e a roupita da moda que irápara o lixo na tamporada seguinte, só poderem trocar uma vez por ano! Os ricos, mesmo que não fabrique nada disso são os culpados! Até pelos “pobres” terem gases.
Ainda bem que o meu paizinho me explicou como funcionava a publicidade logo ao 6 anos para não ir nestas conversas…