Depois dos EUA, Argentina sai oficialmente da Organização Mundial da Saúde
Em nome da soberania em matéria de saúde, o Governo da Argentina concluiu a saída do país da Organização Mundial da Saúde (OMS). Ainda assim, o Presidente Javier Milei garante que a cooperação internacional nesta área continuará através de acordos bilaterais e regionais.
Após a saída oficial dos Estados Unidos da América (EUA), em janeiro, o Governo de Javier Milei concluiu a retirada da Argentina da OMS, invocando a soberania em matéria de saúde.
Conforme confirmado pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Pablo Quirno, no X, a saída foi concluída um ano depois de a decisão ter sido anunciada.
Hoy se hace efectivo el retiro de la Argentina de la Organización Mundial de la Salud (OMS), al cumplirse un año de la notificación formal realizada por nuestro país.
La Argentina comunicó esta decisión mediante una nota dirigida al Secretario General de la Organización de las…
— Pablo Quirno (@pabloquirno) March 17, 2026
À semelhança dos EUA, apesar da saída, o Governo da Argentina assegurou que "continuará a promover a cooperação internacional em saúde através de acordos bilaterais e a nível regional, salvaguardando plenamente a sua soberania e a sua capacidade de decidir sobre políticas de saúde".
Na altura do anúncio da saída, há um ano, Javier Milei justificou a decisão como uma resposta a "profundas divergências" com a OMS durante a pandemia da COVID-19.
O Presidente do país classificou a agência como "nefasta e o braço executor do que foi a maior experiência de controlo social da história".
Recorde-se que, na altura da sua tomada de posse, quando anunciou a saída dos EUA da organização, Donald Trump citou, também, o "fracasso em adotar reformas urgentemente necessárias" e a "incapacidade de demonstrar independência face à influência política inadequada dos Estados-membros da OMS".
Entretanto, o anúncio da Argentina gerou críticas de especialistas locais, que consideram que a medida é uma "aberração" do ponto de vista da saúde.
O governo, por sua vez, defende que esta proporcionará "maior flexibilidade" e "soberania" na implementação de políticas de saúde.

Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, a agência especializada das Nações Unidas para a saúde, que visa coordenar a resposta a ameaças globais de saúde. A par disso, presta assistência técnica a países mais pobres, ajuda a distribuir vacinas, materiais e tratamentos escassos, e define orientações para centenas de condições de saúde, incluindo saúde mental e cancro.
Potenciais impactos da saída da Argentina da OMS
A saída da Argentina da OMS representa uma mudança significativa na forma como o país se posiciona no sistema global de saúde.
A decisão levanta questões sobre as suas consequências não apenas a nível interno, mas em termos das suas relações internacionais, especialmente num contexto em que a cooperação entre países é considerada essencial para enfrentar desafios sanitários.
Embora o Governo de Javier Milei defenda a medida como um reforço da soberania nacional, há potenciais impactos a considerar, nomeadamente na capacidade de resposta a crises de saúde e no acesso a redes internacionais de apoio
- Acesso a apoio técnico e científico
A OMS fornece orientação baseada em evidência, apoio técnico e coordenação em crises sanitárias.
Sem essa ligação direta, a Argentina pode perder acesso facilitado a especialistas, recomendações rápidas e redes globais de vigilância.
- Resposta a pandemias e emergências
Em situações como a COVID-19, a cooperação internacional é crucial.
Fora da OMS, a Argentina terá de depender de acordos bilaterais ou regionais, conforme disse, podendo atrasar respostas ou torná-las menos coordenadas e eficazes.
- Financiamento e programas de saúde
A OMS não é apenas um órgão consultivo. Por sua vez, canaliza programas, iniciativas e, em alguns casos, financiamento indireto ou apoio logístico.
A saída pode limitar o acesso a essas iniciativas globais, especialmente em áreas como vacinação, doenças infeciosas e saúde pública.
- Credibilidade internacional
Sair da OMS pode afetar a imagem do país junto de parceiros internacionais, que podem interpretá-la como um afastamento da cooperação multilateral, influenciando negociações noutras áreas.
- Impacto na população
A curto prazo, a população pode não sentir grandes mudanças. No entanto, a médio e longo prazo, pode haver efeitos indiretos, por exemplo, na qualidade da resposta a surtos, e no acesso a vacinas e em programas de prevenção.
Posto isto, apesar de a saída não significar isolamento total, reduz a integração de mais um país, depois dos EUA, num sistema de saúde que se previa global.
O impacto real vai depender de como a Argentina compensar essa ausência com novas parcerias e políticas internas, conforme informou que planeia fazer.




















Mais um maluquinho pau mandado do trumpeta.
Não é que concorde com a OMS em muita coisa pois aquilo virou mais arma política do que outra coisa nos últimos anos e o Trump optou por se vingar devido ao primeiro mandato e o COVID e a influência chinesa, resumindo queria ser ele a mandar na OMS.
O mundo está cada vez pior com estes malucos!
Reformou completamente a economia da Argentina que estava falidíssima.
Inflação de 211% passou para 33%.
Défice fiscal controlado.
Passou o GPD de recessão para 5% positivo.
Reservas dos bancos centrais de negativo passaram para positivo.
Quem é o maluquinho pau mandado do trumpeta again? Quem dera a muitos paises ter maluquinhos destes.
Vamos a factos:
Inflação: De 211% para 33%?
A realidade: É um dado parcialmente verdadeiro, mas enganoso. A inflação anual que Milei herdou no final de 2023 era, de fato, superior a 211%. Embora o governo tenha conseguido reduzir drasticamente a inflação mensal ao longo de 2024 e 2025, chegar a 33% ao ano em março de 2026 seria um sucesso absoluto, mas os números projetados costumam ser mais voláteis.
O “Pulo do Gato”: Muitas vezes, apoiadores usam a inflação mensal projetada para parecer menor, ignorando o acumulado que ainda é um dos maiores do mundo.
Déficit Fiscal Controlado
A realidade: Verdadeiro. Este é o maior trunfo do governo Milei. Ele alcançou o superávit financeiro (receitas maiores que despesas, incluindo juros da dívida) logo nos primeiros meses, algo que a Argentina não via há décadas. Ele aplicou o que chama de “motosserra” nos gastos públicos (despedindo funcionários em massa, aumentando assim o desemprego).
PIB: De recessão para 5% positivo?
A realidade: Altamente Questionável. Em 2024, a economia argentina sofreu uma queda profunda (recessão) justamente devido aos cortes de gastos e à desvalorização da moeda. Para o PIB saltar de uma recessão severa para um crescimento de 5% positivo em 2026, seria necessária uma recuperação em “V” extremamente vigorosa, o que a maioria dos economistas considera otimista demais, dado que o consumo interno foi esmagado.
Reservas do Banco Central
A realidade: Verdadeiro. Quando Milei assumiu, as reservas líquidas estavam em terreno negativo (o Banco Central devia mais dólares do que tinha). O governo conseguiu recompor parte dessas reservas através de novos acordos e da desvalorização do peso, embora a situação ainda seja considerada frágil. Possível consequência do “motoserra”, pois deixou de pedir dinheiro nas reservas.
O que se omite: O custo social. Para atingir o déficit zero e baixar a inflação, a pobreza na Argentina subiu para níveis recordes (passando de 50%) e o poder de compra dos salários despencou.
Em termos macroeconómicos, sim, melhorou. Mas a que custo social?
@Hey, bom resumo e contra factos sem dúvida! Tens razão no que dizes, mas o estado em que a Argentina estava, era impossível resolver e economia sem sacrificios.
O grande mal é que os sacrifícios são sempre feitos pelos mesmos. E no fim de contas, os ricos ganham antes, durante e depois.
Que história de embalar, mas se esqueceu de falar nos números crescentes da pobreza e do dinheiro que a América “Trump” teve que emprestar “dar”…
LOOL Tens que me dizer como tiras um país/empresa da falência sem cortes ou sacrifícios.
Os números não mentem. A economia recuperou estrondamente, no futuro essa pobreza social vai diminuir porque já vai haver margem, ao contrário de antes que estavam todos na pobreza e nem dinheiro para ir ao supermercado havia.
Só mesmo um hater ou ignorante não consegue reconhecer o bom trabalho de Milei.
Se Milei é maluco, que chamas aos presidentes de cuba, venezuela, Inglaterra, França, etcs???? Gênios?
A esses o guilherme chama-os de ídolos.
O regime de Esptein deu-lhe 25 mil milhoes para o salvar mais uns contrato de agricultura se nao me engano.
O que e que o inutil faz, permite estrangeiros possam comprar terrenos queimados.
O que que Isralelitas fazem na Argentina chegam lume aquilo tudo.
Que grande panca que o jorgeg tem com o Epstein!
Mais um centro de tachos.
Não é surpresa, o presidente ultraliberal Javier Milei, é um aliado ideológico de Donald Trump na América Latina.
Os presidentes de países da América latina recentemente convocados por Trump para uma reunião em Washington: Javier Milei (Argentina), José António Kast (Chile), Nayibe Bukele (El Salvador), Daniel Noboa (Equador) e Nasry Asfura (Honduras).
A verdade é que a OMS tem falhado muito..
lobby para negocios!!
Há uma coisa que a malta esquece.
A OMS, tal como a ONU e outras entidades não “existem” realmente. São na verdade formadas por um grupo de países, países esses que ditam as regras. Quando se fala que a OMS falha, quem falha realmente são os países que a compõem. Claro que há muitas razões para isso, mas está minada por interesses económicos pelos seus próprios membros. Tal como a ONU está minada por interesses políticos e por vetos e forças aliadas de uns e antagonistas de outros.
Eu desde que ouvi altos representantes da Rússia e China a dizer que “Os direitos humanos não devem ser universais mas sim decididos por o governo de cada país”, alegam eles que temos tradições diferentes, os Russos e Chineses devem de adorar ser torturados e espancados, ao contrários do Europeus, acho que está explicado como estamos a evoluir como espécie, merecemos mesmo a extinção.
Ao subscreverem a carta da ONU, implicitamente estão vinculados à declaração universal dos direitos do homem (DUDH). Mas, quando a DUDH foi votada, em 1948, a ex.URSS absteve-se e a China era representada pelo governo nacionalista (derrotado em 1949). Verdadeiramente não contestam o conjunto dos direitos homem, contestam a ordem (prioridade) que devem ser concedidos aos vários direitos, e daí resultam consequências políticas de ordem prática.
Mas quanto à saída dos EUA da OMS, a 26/01/2026, que contribuía com 400 a 500 milhões de USD por ano (15% do orçamento da OMS), as consequências são críticas, designadamente na erradicação da poliomielite, combate à malária, tuberculose, mortalidade infantil, HIV e na prevenção de doenças e vigilância de pandemias. A China tem aproveitado para preencher o vazio deixado pelo abandono dos EUA. Tal como em programas de ajuda cancelados por Trump e que constituíam o “soft power” dos EUA.
Agora ao Max também lhe deu para ser defensor da China? Quer dizer… o Max salta em defesa de quem quer que seja contra Trump, quer-me parecer!
Parabéns ao presidente da Argentina!
A soberania nacional deve prevalecer em todos os casos como grita o presidente Lula do Brasil.
Os parabéns ao presidente da Argentina são bem merecidos mas… ainda assim o Oliveira dá Lula como exemplo?! Lula só se interessa por soberania nacional quando lhe é conveniente.
Este carrasco vai entregar a argentina ás carraças do capitalismo.
Por falar em carrascos, aqui está um comentário recente seu em que o Xringo Bandido tem devaneios delirantes:
“Ficção cientifica otimista onde um robocop de IA mata o presidente e faz explodir um prédio tipo torres gémeas onde se fazem negócios que matam pessoas isso sim até seria uma grande visão!”
Para o Xringo Bandido optimismo é um robocop de IA matar o presidente e fazer explodir um prédio tipo torres gémeas.
O Xringo Bandido tem demasiada rédea solta… está na hora de voltar para o colete de forças antes que se torne carrasco de si próprio!
Os argentinos estavam mesmo a pedi-las. Quando acordarem para despejar este alucinado já vão tarde, vai dar guerra civil.
Está em boa companhia do patrão Trump. O argumento de que melhorou a economia argentina, a comprovar no futuro, não faz com que está seja uma decisão acertada. Não tem nada a ver o c.u com as calças…
O JP funciona por “patrões”… qual é então o seu?
Puxa-saco sulamericano
E bem, a OMS é uma fachada. Mais uma Organização comandada por “meia dúzia” de pessoas que controlam o Mundo.
Sair da OMS vai acontecer com todos os países de ideologia trumpista que não têm sistema de saúde pública. E vão ficar altamente vulneráveis a ataques biológicos, que vão ser a arma absoluta do futuro.