Força Espacial dos EUA diz que Starlink pode “perturbar” as comunicações militares por satélite
O plano de satélites da SpaceX por uma Internet para todos é ambicioso, mas está em curso e a ter sucesso, conforme é anunciado. Agora, a Força Espacial dos Estados Unidos da América (EUA) disse que o novo serviço Starlink direct-to-cell pode "perturbar" as comunicações militares via satélite.
A Força Espacial dos EUA está a levantar preocupações relativamente ao potencial impacto do novo serviço Starlink direct-to-cell da SpaceX nas comunicações militares por satélite. As autoridades americanas que conduzem a guerra e as operações espaciais temem que o serviço da constelação perturbe as comunicações militares por satélite.
Por isso, estão a monitorizar o serviço de Internet por satélite Starlink da SpaceX, ao mesmo tempo que analisam as ofertas semelhantes de outras empresas. Esta tecnologia permite que os smartphones se liguem diretamente aos satélites e poderá perturbar os atuais sistemas militares de comunicação por satélite de banda estreita, como o Mobile User Objective System (MUOS).
Este MUOS fornece comunicações móveis e seguras de voz e dados às forças dos EUA. Contudo, o problema é que os serviços comerciais direct-to-cell oferecem uma funcionalidade semelhante.
Vemos a tecnologia direct-to-cell como uma coisa realmente perturbadora. A forma como essa tecnologia se desenvolve vai influenciar a forma como prestamos serviços aos utilizadores de banda estreita.
Disse o Coronel Eric Felt, diretor de arquitetura espacial do Gabinete do secretário adjunto da Força Aérea para a Aquisição e Integração Espacial, durante a conferência Milsatcom USA do SAE Media Group, no dia 10 de junho.
Segundo Eric Felt, os serviços comerciais podem vir a substituir a atual infraestrutura militar de comunicações por satélite. Prevê-se, aliás, que os novos satélites sirvam de solução transitória até à década de 2030, altura em que se poderá iniciar a migração dos atuais terminais MUOS para sistemas alternativos.
Embora a tecnologia direct-to-cell apresente oportunidades, suscita, também, preocupações em matéria de cibersegurança.
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Parece que ao EUA até não tem misseis para abater esse lixo.
Ia dizer o mesmo. Façam as coisas “the American way” e abatam os satélites e digam que foram os russos/chineses/terroristas/ambientalistas/Chega.