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5 motos elétricas à venda em Portugal que chegam aos 288 km de autonomia

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Quem ainda acha que a mobilidade elétrica é uma conversa exclusiva do mundo automóvel talvez precise de espreitar um concessionário de duas rodas. As motos elétricas já se vendem em Portugal, oferecem acelerações capazes de calar alguns céticos e anunciam autonomias que vão muito além das voltas ao bairro. Enquanto uns continuam à espera de ouvir o escape para levar esta evolução a sério, reunimos cinco modelos disponíveis no mercado nacional que chegam aos 288 quilómetros de autonomia em cidade.

Imagem exemplo de motos elétricas

Entre as propostas que reunimos, estas são as cinco com maior autonomia urbana anunciada e comercialização confirmada em Portugal. A ordem considera as configurações de origem, sem baterias suplementares.

Os números referem-se a circulação em cidade: em autoestrada, a autonomia será inferior.

1. Zero DSR/X – a aventureira que lidera a seleção

Autonomia anunciada: até 288 km em cidade.
Preço em Portugal: desde 24.602 €.

Imagem exemplo de motos elétricas

A DSR/X leva a receita elétrica para o território das motos de aventura. A bateria de 17,3 kWh alimenta um motor com 229 Nm de binário, numa proposta com posição de condução direita e capacidade para enfrentar percursos para lá do asfalto.

Na tecnologia, destaca-se a combinação do sistema Cypher III+ com o controlo de estabilidade Bosch, incluindo funções específicas para utilização fora de estrada. A eletrónica gere a entrega de potência e as ajudas à condução, permitindo adaptar a resposta da moto às condições do percurso.

O carregador de origem de 6,6 kW pode ainda ser complementado por um módulo opcional de 6 kW para reduzir as paragens.

2. Zero SR/F – autonomia com temperamento desportivo

Autonomia anunciada em Portugal: até 275 km em cidade.
Preço em Portugal: 24.084,40 €.

Imagem exemplo de motos elétricas

A SR/F é a naked desportiva desta lista: apresenta 83 kW de potência máxima, 190 Nm de binário e uma velocidade máxima anunciada de 200 km/h. A bateria de 17,3 kWh permite juntar prestações elevadas a uma autonomia urbana que a coloca no segundo lugar desta seleção.

O sistema Cypher III+ e o controlo de estabilidade Bosch são os protagonistas tecnológicos, coordenando a resposta do motor e as ajudas eletrónicas. O resultado é uma moto em que o software tem um papel central na forma como a potência chega à estrada.

Para esta classificação, utilizámos os 275 km publicados pelo representante português, em vez dos 283 km indicados noutros mercados.

3. Zero S – uma naked para acumular quilómetros no dia a dia

Autonomia anunciada: até 262 km em cidade.
Preço em Portugal: 18.661,80 €.

A Zero S aproxima a tecnologia das elétricas de maior porte de uma utilização quotidiana. A versão de 11 kW de potência contínua oferece modos de condução como Eco, Rain e Sport, permitindo ajustar a resposta ao trânsito, ao piso ou à vontade de quem vai ao guiador.

Entre os destaques estão o sistema Cypher III+, a eletrónica Bosch e o painel TFT a cores. A transmissão por correia dispensa a lubrificação habitual de uma corrente.

No carregamento, convém distinguir configurações: passar dos 20% aos 80% demora cerca de duas horas e meia com o equipamento de origem; os 53 minutos anunciados pela marca exigem o módulo adicional de 6 kW.

4. Zero DS – versatilidade com eletrónica de aventura

Autonomia anunciada: até 249 km em cidade.
Preço em Portugal: 19.716,10 €.

A DS oferece uma alternativa de inspiração aventureira à S, com uma posição de condução elevada e soluções de arrumação integradas. A bateria de 15,6 kWh de capacidade máxima anunciada acompanha um motor com 132 Nm de binário.

O principal destaque tecnológico é o controlo de estabilidade Bosch com funções Offroad MSC, pensado para adaptar as ajudas eletrónicas à utilização fora do asfalto. Junta-lhe modos de condução configuráveis e transmissão por correia.

Para quem alterna cidade com percursos mais rápidos, a marca publica também 161 km no ciclo combinado cidade/autoestrada com a componente rápida a 113 km/h, uma referência mais prudente do que assumir os 249 km em qualquer situação.

5. LiveWire ONE – menos quilómetros, uma vantagem nas paragens

Autonomia anunciada: até 235 km em cidade.
Preço em Portugal: 15.290 €.

A LiveWire ONE fecha o top 5 com uma bateria de 15,4 kWh e uma aceleração anunciada dos zero aos 100 km/h em cerca de três segundos. A comercialização nacional inclui um parceiro em Lisboa, onde o modelo surge no inventário apresentado pela marca.

A sua maior distinção tecnológica nesta seleção é o carregamento rápido em corrente contínua, com uma carga dos zero aos 100% anunciada em aproximadamente 60 minutos.

Acrescenta controlo de tração, ABS, modos de condução e ligação ao smartphone. Para quem pretende encadear várias etapas, essa capacidade de recuperar energia merece tanta atenção como a autonomia inicial.

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  1. Avatar de João bitola
    João bitola

    Muito caras. Mais vale uma mota a gasolina que tenha baixo consumo

    1. Avatar de JL
      JL

      Existe bem mais baratas mas não com esta autonomia.

  2. Avatar de pois
    pois

    Esse consumo a 40km/h?

    1. Avatar de Vítor M.

      Com velocidades dentro da malha urbana. Diz lá, não contempla autoestrada, e dentro da malha urbana, andas a que velocidade?

      1. Avatar de Dave
        Dave

        Alguns andam a 80 ou mais. Já vi motas em avenidas com velocidades estonteantes.

        1. Avatar de Vítor M.

          Um não são todos, percebes? E sabemos que na generalidade, dentro da malha urbana, as velocidades médias entre 30 km/h e 35 km/h (contando já com as paragens nos semáforos).

  3. Avatar de Yamahia
    Yamahia

    Zero DSR/X –…Autonomia até 288 km em cidade.

    Uma mota aventureira com autonomia para a cidade… sinceramente esta partiu-me todo.

    1. Avatar de Vítor M.

      Porquê? 😀 não percebeste alguma coisa, de certeza 😀

      1. Avatar de Yamahia
        Yamahia

        Percebi perfeitamente. Uma moto adventure, ainda por cima com X no nome é forjada para transpor os muros da cidade e percorrer as estradas abertas, as terras áridas e os trilhos ocultos. Contudo, a Zero, com sabedoria própria da tanga elektra, escolhe exaltar apenas a glória máxima alcançada no cenário mais favorável, que é a cidade. É uma estratégia de marketing que já não passa em branco:

        -Quando o produto não brilha onde deveria, muda-se o palco

        1. Avatar de Vítor M.

          É o desespero a falar? Não consegues perceber como estas novas motos elétricas melhoram o dia a dia? Só o facto de trazerem silêncio e sem fumo… é uma bênção. Mas, vais sempre em contramão à procura do que é menos positivo. Não vale a pena 😀 haverá sempre quem queira ser doc ontra.

          1. Avatar de Paulo Oliveira
            Paulo Oliveira

            Sou adepto das novas tecnologias (a maior parte delas, pelo menos) inclusivé a electrificação do transporte, mas compreendo o ponto de vista do Yamahia. Ninguém vai gastar 20000+ euros numa moto electrica com o design de uma all road para andar a fazer 200km de km no pára arranca da cidade… digo eu. E muito menos por causa do silencio e do facto de ser eco… A não ser que seja só para exibir…

          2. Avatar de Vítor M.

            E pela poupança ao final de 5 anos? Será que não vai mesmo? Se fizeres as contas a 5 anos, num percurso diário de 60 km apenas 22 dias por mês, os totais em 5 anos seriam 4.989,60 € em gasolina e 871,20 € em eletricidade, poupando 4.118,40 €. Isto só no que respeita a combustível.

            Hoje em dia fica-se na fila para poupar 5 cêntimos por litro e marginaliza-se 5 mil euros de poupança em 5 anos?

          3. Avatar de Paulo oliveira
            Paulo oliveira

            Se for pela poupança, há alternativas muito mais vantajosas…

          4. Avatar de Vítor M.

            Depende. Mas estás a falar de quê?

        2. Avatar de JL
          JL

          Fala o homem que anda como uma que nessas condições não faz 100 kms.

    2. Avatar de PorcoDoPunjab
      PorcoDoPunjab

      Yamahia, andar de moto em Lisboa com a enchente de encartados tvde carta tirada no Punjab, é mesmo uma aventura.

      Diria mais, uma loucura.

    3. Avatar de Abel
      Abel

      Yamahia, já deu para perceber que odeias tudo o que é elétrico e que és viciado a respirares tubos de escape. Tens que fazer uma desintoxicação ao teu cérebro, está muito poluído.

      1. Avatar de Yamahia
        Yamahia

        Quais ódio, quais carapuça. É realismo!

        O último ensaio que vi de uma mota dessas, que por acaso foi rodado aqui na minha zona, para quem conhece, a mota subiu a Apelação, desceu à Expo e voltou para ser entregue no stand, lá para os lados da Apelação. Foram 40 km, se tanto, e chegou lá quase sem bateria.

        Enganar outro!

        Ao menos esta não tinha “Adventure X” no nome.

        1. Avatar de Vítor M.

          Sim é ódio, é já loucura 😀 em tudo o que é elétrico, tem de haver uma ideia perdida da realidade 😀

          1. Avatar de Yamahia
            Yamahia

            Salvo erro, era a Energica. 30 000 € de mota e a marca já nem existe, nem sequer assegurou a assistência. Pergunto-me como se estarão a sentir os incautos que a compraram em busca do silêncio que, já agora, era um silêncio bastante irritante, parecido com a broca de um dentista.

          2. Avatar de Vítor M.

            Este comentário mistura um facto com uma conclusão que não decorre dele. Nada de novo 😀

            A Energica entrou em liquidação, sim, mas isso não transforma quem comprou uma das suas motos em “incauto”. Quem compra um veículo não compra uma garantia de que o fabricante existirá eternamente. Isso também já aconteceu com marcas de automóveis e motos a combustão. E não foram poucos. Bastantes até!!!

            Quanto aos 30.000 €, eram motos de elevado desempenho e tecnologia, não simples scooters elétricas. E o argumento do “silêncio irritante parecido com a broca de um dentista” é apenas gosto pessoal.

            Curiosamente, criticas primeiro o silêncio e logo depois queixa-se do ruído. Convém escolher um dos dois argumentos.

          3. Avatar de JL
            JL

            Também inventou a mentira que não há assistência ? É que por acaso existe, até em Portugal.

        2. Avatar de Toni da Adega
          Toni da Adega

          Moto eléctrica nem tem autonomia para atravessar Lisboa. Vou apontar e avisar quem faz mais que isso para poderem devolver a mota porque deve estar avariada

        3. Avatar de JL
          JL

          Portanto é mesmo ódio, senão nem perdia tempo a ver ensaios delas.

          Deixe-se de mentiras, estas motas fazem bem mais de 200 kms em condução normal, já usei uma em Auto-estrada e cumpre o que promete.

    4. Avatar de Mus
      Mus

      Então, não é uma aventura (presumivelmente muito excitante) circular de moto numa cidade?

  4. Avatar de -O_O-
    -O_O-

    por esse preço, mais vale comprar uma "bike" com motor de combustão 😉

    1. Avatar de Vítor M.

      De facto, cada vez há mais e-bikes sim.

      1. Avatar de -O_O-
        -O_O-

        claro que há cada vez mais, antes não havia nenhuma 😉

        1. Avatar de Vítor M.

          Haver havia, mas eram poucas. Apesar de terem aparecido em 1890, as motos elétricas sofreram os mesmo que os carros, o lobby do petróleo. Contudo, a chamada era moderna começou nos anos 2000. Uma das marcas “icónicas” dessa insistência é a Zero Motorcycles⁠, por exemplo, que nasceu em 2006 e tornou-se uma das referências das motos elétricas modernas. Depois surgiram marcas como Energica, LiveWire e muitas outras.

          Ou seja, a mota elétrica não nasceu com a Energica (como tentou o Yamahia enganar as pessoas) e nem é uma invenção recente. 😉

  5. Avatar de CIéqueébom1
    CIéqueébom1

    Mota elétrica é para quem não tem amor à vida. O grande trunfo de uma mota com motor a combustão interna é ser ouvida antes de chegar ao local…

    1. Avatar de JL
      JL

      Mais uma mito que os dinossauros continuam a transportar, ainda gostava de saber se você no seu famoso V8 consegue ouvir uma mota a aproximar-se ?

      1. Avatar de Sateliko
        Sateliko

        Esse comentário, foi explícito, que nao conduzes uma mota em cidade loool eu conduzo todos os dias em Lisboa e já tive 3 motos, claramente o barulho provocado pela moto, é uma das grandes seguranças que tem um motociclista, eu quando me aproximo os carros desviam-se ou notam que estou próximo. Posso-te dizer aqui facilmente que a primeira que tive o carros notavam muito menos que estava próximo e devido a isso tive alguns sustos

        1. Avatar de JL
          JL

          Conduzo sim, agora quem leve o rádio em alto som, ouve uma mota a aproximar-se ? eu falo por mim que ando sempre com som alto, e só as vejo pelas luzes ou quando passam.

          Desviam-se porque vêm os faróis, eu tenho tanto mota a combustão como eléctrica e acontece exatamente o mesmo em ambas, portanto não é do barulho, até porque a minha a combustão pouco barulho faz.

  6. Avatar de Sateliko
    Sateliko

    Por esses valores, não fazer qualquer sentido, uma naked com preço de fireblade é de bradar aos céus mas pronto aguardemos o futuro.

    Nem mencionei que a ciclistica deixa em muito a dever a uma moto a combustão e na distribuição de peso em curva principalmente

    1. Avatar de JL
      JL

      Teste primeiro, as zero têm uma ciclista muito boa, com um centro de gravidade muito baixo, que transmite uma sensação em curva muito boa.

      1. Avatar de Sateliko
        Sateliko

        Até pode equivaler em termos de ciclistica a uma de combustao mas por estes valores nao fazer qualquer sentido.

        Uma CBR600RR custa 12mil nova, uma fireblade 24mil, nem falo das naked que sao mais baratas.

        As electricas só fará sentido para uma conduçao citadina e mesmo assim nao por estes valores, como disse anteriormente ainda há uma longo caminho a percorrer

        1. Avatar de JL
          JL

          Para estes valores concordo, por isso haver propostas muito mais baratas de motas ou scooters eléctricas.

          CBR600 também não são estradistas, são motas para fazer viagens curtas, estadistas são as trail.

  7. Avatar de PorcoDoPunjab
    PorcoDoPunjab

    Anyway, pedir 25k euros por isto, é preciso ter coragem…

    Uma Yamaha NMAX custa uns 4k euros ( nova ) e gasta, máximo 3 l aos 100.

    No site diz 2.2 l mas eu já meto 3 que é para a desbunda.

    A diferença ( 20k ) dá para décadas de gasolina…

    Como diz o outro, é só fazer as contas…

    Sigam-me para mais dicas…

    1. Avatar de Toni da Adega
      Toni da Adega

      Uma 125 gasta 2L a 2.5L

    2. Avatar de JL
      JL

      Isso é uma scooter, com a potência que tem o mais certo é ser atropelado pelos enlatados.

      1. Avatar de PorcoDoPunjab
        PorcoDoPunjab

        JL, uma 125 é mais que suficiente para o trânsito na cidade.

        Não é por falta de velocidade que é atropelado.

        Agora, para andar em estradas que permitem grandes velocidades não é recomendável, e é mesmo por isso que eu não tenho uma.

        1. Avatar de JL
          JL

          Não é a falta de velocidade, é a falta de potência, é normal as motas se colocarem em frente aos carros em semáforos, com uma 125 com esses consumos o melhor é ficar no final da fila.

  8. Avatar de Pedro
    Pedro

    Como utilizador diário de por mais de 2000km semanais de mota elétrica aos valores anunciados pelos fabricantes temos de colocar uma resalva, estes valores sim sao possíveis com velocidade de 25 km/h a partir de 30 km/h ja perdemos 20% de autonomia e acima disso é sempre a cair. Eu por exemplo com uma bateria carregada tenho autonomia anunciada de 180 km, em modo normal onde a velocidade máxima é 70km/h e na cidade a média real é de 60 a 70 km mesmo fazendo a troca sempre entre 15 e 25%, se cumprirmos a risca a recomendação de carregar aos 40% então estamos a falr de menos de 50 km.

    Nunca esquecer que sao mais 15 a 20 kg a carregar e o peso da mota é significativamente maior que uma equivalente a combustão.

    Pessoalmente para cidade adoro mas como mota de serviço da empresa pessoalmente em menos de um ano ja tinha gasto maos em manutenção que uma mota a combustão incluindo combustível. Em um ano sao 3 a 4 bateria que estouram estamos a falar de perto de 5000 euros em baterias por ano

    1. Avatar de JL
      JL

      Lá vem outro com as mentiras deles, a pensar que são todos uns tansos.

      1. Avatar de Pedro
        Pedro

        A minha opinião é baseada na experiência, mas claroco senhor é o expert porqie anda de eletrico 24h por dia de forma a experimentar todos os modelos