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Nova Renault Trafic elétrica: 470 km de autonomia e carregamento ultrarrápido

9 Comentários

A Renault está a reforçar a sua aposta no mercado das carrinhas elétricas com a nova Trafic Van E-Tech electric. O modelo foi apresentado na IAA TRANSPORTATION 2026 em Hannover, no âmbito da estratégia da marca para o mercado europeu de veículos comerciais. Destaque para a autonomia, carregamento rápido e forte componente tecnológica.

A nova Trafic elétrica oferece mais de 470 km de autonomia WLTP, embora a homologação final ainda esteja pendente. Em utilização urbana, a Renault estima que a autonomia possa aproximar-se dos 690 km, permitindo, em determinadas condições, vários dias de utilização sem necessidade de recarregar.

Renault Trafic elétrica: Carregamento de 280 km em apenas 20 minutos

Um dos principais argumentos da nova carrinha é a utilização de uma arquitetura elétrica de 800 V. Segundo a Renault, será possível recuperar até 280 km de autonomia em apenas 20 minutos num carregador rápido.

Em utilização urbana, esse valor poderá chegar aos 380 km.

A bateria tem uma capacidade de 81 kWh e o sistema elétrico apresenta uma eficiência superior a 90%.

A Renault estima ainda que o custo total de utilização possa ser até 10% inferior ao de uma carrinha equivalente com motor de combustão.

A nova Trafic Van E-Tech electric estreia uma das grandes apostas tecnológicas da Renault: a arquitetura Software Defined Vehicle (SDV). A plataforma utiliza o CAR OS, um sistema baseado em Android desenvolvido em parceria com a Google.

A carrinha oferece até 5,8 m³ de volume de carga, uma capacidade de carga útil de até 1,3 toneladas e capacidade para rebocar até 2 toneladas. Pode transportar três europaletes e dispõe de 53 cm de altura de carga. A altura de 1,89 metros permite também o acesso a muitos parques de estacionamento subterrâneos, enquanto o diâmetro de viragem de 10,3 metros pretende facilitar as manobras em ambientes urbanos.

Energia para equipamentos no local de trabalho

A nova Trafic elétrica poderá também funcionar como fonte de energia. A tecnologia V2L (Vehicle-to-Load) permite alimentar equipamentos diretamente através da bateria da carrinha, algo particularmente útil em obras ou outros trabalhos realizados fora das instalações.

A Renault prepara ainda uma solução ePTO, destinada a equipamentos que necessitem de maior potência.

A partir de 2027, a Renault pretende lançar o programa Renault uptimize, que utilizará dados dos veículos e inteligência artificial para ajudar a gerir manutenção, carregamentos, consumo, rotas e comportamento de condução.

A nova Trafic Van E-Tech electric será produzida em França, na fábrica de Sandouville. A versão inicial será uma carrinha de carga, estando previstas versões chassis-cabina e cabine dupla para 2027.

Galeria de imagens da nova Renault Trafic elétrica

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Comentários

9
  1. X
    x

    Será que é desta que a Renault finalmente decide que design é que quer para o futuro dos seus automóveis, porque eu como alguém que tem acompanhado a Renault, eu literalmente já não entendo o que raio eles andam a fazer com o design e com os carros…

  2. TT
    TT

    “A Renault estima ainda que o custo total de utilização possa ser até 10% inferior ao de uma carrinha equivalente com motor de combustão.” Se este valor de 10% estiver correto só quem for maluco é que troca uma carrinha a combustão por uma elétrica! As limitações não justificam o ganho de 10%.

    1. VM

      Não é trocar, é apostar na aquisição nova. Basta ver aqui as padarias, que agora é só elétricas. O ganho tem sido substancial. Além de comprarem e produzirem a sua própria energia a preços muito mais em conta, o gasóleo está galopante e tão cedo não vai baixar, ainda têm imensamente menos despesas de mecânico e manutenções. Fora… fora os incentivos fiscais. Quem diz diz padarias (com entrega ao domicílio e não só), diz lavandarias, logística, entregas postais, transporte ligeiros de passageiros, etc… Infantários, Juntas de Freguesia, Câmaras Municipais, Bombeiros, entre tantos comércios que a sua rota diária não ultrapassa os 300 km.

      Os ganhos de 10%? Nem penses 😉 são só no combustível mais de 50%…

      1. RU
        rui

        para não falar que 10% numa frota de 400 carros já não é trocos…
        Um gestor de frota toma decisões a poupar 1% quanto mais 10%…

  3. DA
    daniel

    muito pouco ainda 470 no papel!! na realidade deve ser un 400 passado uns anitos cai para 360 , se ligares AC 320 !!!

  4. RM
    Rúben Moura

    Excelente solução.

    Veículos diesel agora só para distâncias diárias mesmo muito grandes ou serviços internacionais.

    1. TA
      Toni da Adega

      Por esse mundo fora, as grandes empresas de distribuição já utilizam carrinhas eléctricas nos centros urbanos e entregas locais/regionais

      1. BV
        B@rão Vermelho

        Tem lógica assim como nos pesados de mercadorias, tens mesmo de fazer paragens a cada 4 horas, podes aproveitar essas paragens para carregar o camião, em transportes internacionais, ai pode ser um pouco mais complicado.
        Acredito para os exemplos que @Vítor M. dá são serviços com cargas leves, talvez serviços que carregam mais peso possa ser mais limitativo, outro aspeto é que os comerciais fazem sempre muitos Km, basta fazer uma pesquisa numa página de internet de venda de carros e é ver a quantidade de Km que os comerciais apresentam.

  5. VS
    Vasco S.

    Se fizer 350km, autonomia, já batem palminhas….

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