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BYD prepara minicarro elétrico para a Europa com bateria testada no Japão

15 Comentários

A BYD quer repetir na Europa o que já testou no Japão, trazendo para as nossas estradas um carro pequeno, barato e elétrico, construído à volta de uma bateria compacta capaz de libertar espaço no habitáculo. A tecnologia chama-se X-Pack e prepara-se para atravessar continentes.

BYD Racco

Tudo começou com o Racco, um kei car lançado pela BYD, em julho.

Por lei, estes veículos não podem ultrapassar 3,4 metros de comprimento, 1,48 metros de largura e dois metros de altura, o que obriga as fabricantes a fazerem uma ginástica de engenharia: conseguir meter bateria, motor e eletrónica sem sacrificar o espaço para os passageiros.

A solução da BYD foi o sistema X-Pack, que integra o inversor e outros componentes elétricos diretamente dentro da bateria, montada sob o piso do carro, em vez de ocupar espaço debaixo do capô, como é habitual.

No Racco, que conhecemos aqui, o resultado é uma autonomia até 320 km com uma bateria de 36 kWh.

Quanto ao carregamento rápido, as primeiras notícias falavam em picos de 100 kW, mas dados divulgados após o lançamento apontam para valores mais modestos, entre os 36 e os 50 kW consoante a variante da bateria.

Sistema X-Pack do BYD Racco

Porque é que a Europa entra nesta equação

Segundo avançado pela Nikkei, a BYD está agora a preparar uma versão internacional desta tecnologia, com a Europa como principal destino.

Em 2025, a União Europeia criou uma nova categoria de veículos elétricos compactos, conhecida como E-car ou M1E, que prevê incentivos para carros elétricos com menos de 4,2 metros, desde que fabricados dentro do bloco europeu.

Ou seja, um pequeno elétrico made in Europe, construído com a arquitetura X-Pack, poderia beneficiar de subsídios e escapar às tarifas aplicadas aos veículos importados de fora da Europa. A fábrica da BYD na Hungria surge como o local mais provável para essa produção.

De ressalvar que o Racco em si, tal como existe hoje, dificilmente virá para a Europa, na medida em que foi desenhado à medida das regras japonesas e dos testes de colisão locais.

Assim sendo, uma vez que cumprir a homologação europeia implicaria um redesenho significativo, a BYD deverá preferir desenvolver um modelo europeu próprio, aproveitando apenas a tecnologia da bateria.

O que falta confirmar

Por agora, a BYD deverá estar a iniciar apenas o trabalho de desenvolvimento, com chegada ao mercado prevista para “dentro de alguns anos”, sem data fechada.

Sobre a procura pelo Racco no Japão sabe-se que, das mais de 700 encomendas na primeira semana, apenas 125 unidades foram efetivamente registadas, a maioria carros de demonstração para stands, o que levanta questões sobre o sucesso comercial do produto.

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  1. Avatar de PorAquiTudoBem
    PorAquiTudoBem

    Se é para ter essa potência de carregamento em modo CC entao é melhor esquecer…

    1. Avatar de Realista
      Realista

      Sim, porque com um microcarro a utilização típica é fazer 1000km por dia só para ir almoçar a casa.

      1. Avatar de JL
        JL

        Morar em Portugal e trabalhar em Espanha é o comum dos mortais.

      2. Avatar de Blackbit
        Blackbit

        Creio que a questão não é fazer 1000km mas sim ter de esperar 30min para carregar o carro.
        Claro que o pode fazer enquanto almoça , faz as compras ou durante a noite (se tiver tomada na garagem) mas haverá sempre ocasiões em que precisará de carregar em CC e aí vai desesperar.
        Quando muitos fabricantes prometem potencias de carregamento de 5C ou mais, não percebo essas propostas de 1C , mesmo para esse tipo de veículos.

        1. Avatar de Realista
          Realista

          Sim, porque as utilizações típicas de um microcarro é 300km de seguida…

      3. Avatar de Toni da Adega
        Toni da Adega

        O Smart foi durante anos um dos sucesso de vendas entre os carros familiares. Perfeito para levar a família de férias para o Algarve

        1. Avatar de Realista
          Realista

          E as transportadoras andaram todas a trocar os pesados de mercadorias por Smarts F2 porque conseguiam levar mais paletes.

          1. Avatar de Jose
            Jose

            Ou então, para mais carga, fazem de tractor uma galera. Estão muito na moda, segundo tenho ouvido falar.

  2. Avatar de Carlos
    Carlos

    Parece que a BYD quer replicar na Europa parte do parque automóvel japonês! Na tugalândia não vai ser fácil já sabemos as razões…

  3. Avatar de Toni da Adega
    Toni da Adega

    Se for barato este tipo de carro é perfeito para o dia a dia.

  4. Avatar de Ivo
    Ivo

    Confesso que nunca percebi muito bem o fascínio dos japoneses pelos chamados kei cars (ou K-Cars). Pelo que vejo quando visito ou acompanho o Japão, nas grandes cidades como Tóquio ou Osaka muitas pessoas nem sequer dependem do automóvel, preferindo comboio, metro, autocarro ou bicicleta. Já fora dessas grandes áreas urbanas, parece que os kei cars dominam as estradas. Talvez seja uma questão de praticidade, custos mais baixos, facilidade de estacionamento e impostos reduzidos. Por isso, faz sentido a BYD olhar para essa fórmula de carro pequeno e eficiente, mas fico na dúvida se os consumidores europeus terão a mesma apetência que os japoneses por veículos tão compactos.

    1. Avatar de Jose
      Jose

      É uma questão de cultura. Cada povo tem os seus gostos. Eles provavelmente perguntam-se sobre a nossa obsessão pelas sardinhas ou bacalhau e de alguns gostarem de ser exibir como pavões para os restantes. É como digo, uma questão de cultura.

  5. Avatar de Jose
    Jose

    Que coisa tão feia. Livra.

    1. Avatar de Ivo
      Ivo

      O mais curioso é que este não é um caso isolado. No Japão, as ruas estão cheias de Kei Cars da Suzuki, Honda, Daihatsu, Toyota e outras marcas com linhas muito parecidas. Sinceramente, continuo sem entender porque é que este tipo de design feio faz tanto sucesso por lá.

      1. Avatar de Toni da Adega
        Toni da Adega

        Porque eles procuram um veiculo mais pratico, funcional e com espaco util. Possuem muito espaco interior. Há quem prefira coisas com design bonito para poder mostrar, há quem prefira algo pratico e funcional e que vá de A a B, o design é secundário.