IPO Lisboa estreia robô que promete revolucionar o diagnóstico do cancro do pulmão
O Instituto Português de Oncologia (IPO) de Lisboa realizou a primeira broncoscopia robótica em Portugal e no Serviço Nacional de Saúde (SNS), recorrendo à plataforma robótica ION.
Financiada pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), a plataforma robótica ION permite alcançar com maior precisão nódulos pulmonares periféricos, facilitando o diagnóstico precoce do cancro do pulmão através de procedimentos minimamente invasivos.
A introdução deste sistema coloca o IPO Lisboa entre um número ainda reduzido de centros europeus com acesso a esta tecnologia. Segundo a instituição, trata-se também de apenas o segundo equipamento deste género existente na Península Ibérica.
Primeiro exame já foi realizado no IPO Lisboa
Conforme avançado pela SIC, o primeiro procedimento foi realizado num doente com cerca de 70 anos com suspeitas de cancro do pulmão e teve uma duração de pouco mais de 40 minutos.
Durante o exame, a equipa médica conseguiu navegar pela complexa rede de vias respiratórias dos pulmões, conhecida como árvore brônquica, localizar o nódulo pulmonar e recolher amostras para análise.
A broncoscopia é um exame fundamental no diagnóstico e caracterização de doenças pulmonares, incluindo o cancro do pulmão.
A evolução desta técnica permitiu passar de sistemas de navegação baseados na anatomia do doente para plataformas robóticas de elevada precisão, capazes de chegar a zonas mais periféricas do pulmão que eram anteriormente mais difíceis de alcançar.
Um passo importante para a medicina de precisão
Para já, a plataforma destina-se ao diagnóstico, mas a expectativa é que, no futuro, possa também ser utilizada para tratar determinadas lesões durante o próprio procedimento, reduzindo a necessidade de intervenções mais invasivas em alguns casos.
A aquisição da plataforma ION integra uma estratégia mais ampla de modernização tecnológica do IPO Lisboa, que inclui a renovação da plataforma de ecoendoscopia brônquica (EBUS) e a navegação eletromagnética.
O objetivo passa por reforçar a capacidade de diagnóstico, estadiamento e caracterização das doenças pulmonares.
Mais do que representar um avanço tecnológico, esta nova plataforma poderá traduzir-se em diagnósticos mais precoces, tratamentos mais direcionados e melhores perspetivas para os doentes com suspeita de cancro do pulmão.






















Do pulmão e do pâncreas ninguém escapa. O melhor é mesmo ter muito, muito cuidado. É mesmo assim pode não ser suficiente.
É complicado, sim são os piores.
Mas a Russia está a desenvolver para eliminar o cancro do Pancreas.
E agora, esta semana saiu a noticia que o Cancro de pulmão, em estado avançado, vai receber uma cacina, para o irradicar também.
Acho que esta iniciativa, vem do Insituto Gamaleya.
Actualmente estão, ou em testes ou no mercado:
Enteromix,
neoOncoVac,
Oncopepts
Com esta nova será já a quarta, rumo a irradicação da doença, ao invés de lucrar com o sufrimento das vitimas da mesma.