O nosso ADN poderá guardar o segredo de uma espécie humana desconhecida
A história da evolução humana poderá ser ainda mais complexa do que se pensava. Um novo estudo sugere que o ADN dos humanos modernos contém vestígios de uma população humana desconhecida, um “antepassado fantasma” que nunca foi identificado através de fósseis, mas cuja herança genética continua presente em praticamente todas as pessoas atuais. Que espécie humana terá existido?
A descoberta reforça a ideia de que a evolução do Homo sapiens não foi uma linha reta, mas antes uma rede de cruzamentos entre diferentes espécies e populações humanas.
Um antepassado que ninguém conhece
Os investigadores recorreram a um novo algoritmo, designado Trace, para analisar o genoma de cerca de 500 pessoas de diferentes regiões do planeta. Em vez de comparar diretamente o ADN moderno com o de neandertais ou denisovanos conhecidos, o método consegue detetar assinaturas genéticas de populações antigas que nunca foram sequenciadas.
Os resultados mostram que cerca de 1% do ADN dos humanos modernos terá origem numa população humana desconhecida, geneticamente mais próxima dos neandertais e dos denisovanos do que do Homo sapiens. Segundo os autores, o cruzamento terá ocorrido antes da saída dos humanos modernos de África, há cerca de 70 mil anos.
ADN “fantasma” pode estar ligado ao cérebro e à linguagem
Um dos aspetos mais intrigantes do estudo é a localização destes fragmentos de ADN. Até agora, algumas regiões do genoma eram consideradas praticamente exclusivas do Homo sapiens, estando associadas ao desenvolvimento cerebral, à comunicação entre neurónios, à reprodução e até à linguagem.
No entanto, os investigadores descobriram que também existem nessas regiões sequências provenientes deste misterioso antepassado. Isto levanta novas questões sobre a origem de algumas características que tornam a nossa espécie única.
Ainda há mais mistérios na Oceânia
O trabalho revelou também outro dado surpreendente. As populações indígenas da Oceânia parecem transportar fragmentos genéticos ainda mais antigos, herdados através dos denisovanos.
Esses segmentos poderão pertencer a uma linhagem extremamente antiga, possivelmente relacionada com o Homo erectus, embora ainda não existam provas suficientes para o confirmar.
Uma árvore genealógica muito mais complicada
Durante muitos anos acreditou-se que a evolução humana correspondia sobretudo à sucessão de espécies relativamente bem definidas. Hoje, essa visão está a ser substituída por um cenário muito mais complexo, em que diferentes grupos humanos coexistiram, cruzaram-se entre si e trocaram material genético durante centenas de milhares de anos.
Os cientistas já sabiam que os humanos atuais fora de África transportam ADN neandertal e que algumas populações asiáticas e da Oceânia possuem também ADN denisovano.
Agora, este estudo acrescenta um novo protagonista à história: um grupo humano que ainda não tem nome nem rosto, mas cuja presença continua inscrita no nosso genoma.
O “fantasma” continua por identificar
A identidade deste misterioso antepassado permanece desconhecida. Os investigadores admitem que possa tratar-se de uma população africana extinta ainda não identificada ou de um ramo próximo do Homo heidelbergensis, considerado um possível ancestral comum dos neandertais e dos denisovanos.
Para já, não existem fósseis que permitam associar este ADN a uma espécie concreta. Mas os avanços na genética evolutiva e as novas técnicas de análise prometem continuar a revelar capítulos escondidos da história da humanidade, mostrando que a nossa árvore genealógica é muito mais rica e entrelaçada do que se imaginava há apenas alguns anos.























São os escamosos
Os nossos antepassados sao os deuses que veneramos hoje. Vejam assassin creed, a verdade foi revelada la
Somos híbridos dos anunakis e hominídeo primitivo.
Excelente artigo Vitor- Tenho trocado boas conversas com um antropólogo reformado, meu vizinho agora (excelente sorte a minha)
Ele, como eu, desconfiamos do salto cognitivo do homo sapiens entre 70000 a 50000 anos. Foi explosivo. Uns dizem que foi a cultura, a língua….mas… A teoria que possa ter vindo uma pequena manipulação vinda de “fora” é muito apelativa… mas com muito potêncial de encaixe.
a explosão foi quando o homo sapiens se cruzou com os neandertals na europa, os homo sapiens que nunca tiveram cruzamento, que ficaram em africa ou atravessaram para as americas não tiveram o mesmo nivel de evolução.. no entanto também é sabido que há muitas especies de humanos pelo meio que nunca conseguiram ser identificadas
Finalmente estão a chegar aos Isu.
E os qie não têm ADN descendem de quem ?
Eu sou um desses, uma vez fui fazer o teste de ADN e veio negativo. Sempre me senti superior e melhor do que o outros por isso também não me admirou na altura.
A minha teoria é que sou produto duma linhagem Humana mais evoluída. Até porque repara, eu ando de Volvo – não é para qualquer um.
O meu é Rh-, sem o gene do macaco. É puro, como os Bascos pré indo europeus e realeza egípcia. Somos 15% da população com origem dos deuses antigos.
dos habitantes de marte 😉