Christopher Nolan fez o que parecia impossível. Entenda a tecnologia por detrás de “A Odisseia”
Com "A Odisseia", Christopher Nolan voltou a colocar o IMAX no centro da discussão. O realizador tornou-se o primeiro a filmar uma longa-metragem inteiramente com câmaras IMAX de película de 70 mm, um feito que obrigou ao desenvolvimento de uma nova geração de câmaras. Mas o que distingue este formato do cinema convencional e por que motivo tem recebido tanta atenção?
Muito mais do que um ecrã gigante
Quando se fala em IMAX, a maioria das pessoas pensa imediatamente num ecrã maior. No entanto, trata-se de um sistema completo que engloba a captação da imagem, a projeção, o som e até a arquitetura da própria sala.
Nas salas IMAX concebidas para o formato original, o ecrã é significativamente mais alto do que nos cinemas convencionais e pode apresentar uma proporção de imagem até 1.43:1.
O resultado é uma imagem que ocupa uma parte muito maior do campo de visão do espectador, aumentando a sensação de imersão.
O realizador Christopher Nolan defende essa filosofia há mais de duas décadas, pois, na perspetiva do realizador, não basta projetar um filme num ecrã maior. Segundo ele, a imagem tem de ser captada com qualidade suficiente para tirar verdadeiro partido desse espaço.
"Filmado em IMAX" ou "filmado para IMAX"?
Uma das maiores confusões surge na terminologia utilizada pelos estúdios. Quando um filme é apresentado como "filmado em IMAX" significa que foi captado com câmaras certificadas pela IMAX. Dependendo da produção, essas câmaras podem ser digitais ou, como acontece em "A Odisseia", câmaras IMAX de película de 70 mm.
Já um filme "filmado para IMAX" segue um processo diferente. A produção é captada com câmaras convencionais e, posteriormente, passa pelo processo de remasterização digital da IMAX, conhecido como Digital Media Remastering (DMR).
Durante esse processo, a imagem e o som são otimizados para tirar partido das características das salas IMAX. O resultado pode ser excelente, mas a informação registada continua a ser a mesma da captação original. É semelhante a ampliar uma fotografia, ou seja, a apresentação pode melhorar, mas não é possível criar detalhe que nunca foi registado.
Por que motivo Christopher Nolan prefere película?
Numa altura em que praticamente toda a indústria cinematográfica utiliza câmaras digitais, Christopher Nolan continua a defender a película por razões técnicas e artísticas.
Ao contrário de um sensor digital, a película regista a luz através de uma emulsão composta por cristais de halogeneto de prata. Este processo químico produz uma textura muito característica, transições suaves entre luz e sombra e uma grande riqueza tonal, qualidades que Nolan considera particularmente importantes para contar histórias no grande ecrã.
Embora as câmaras digitais atuais tenham atingido níveis extraordinários de qualidade, o realizador acredita que a película continua a oferecer uma aparência mais orgânica e uma latitude de exposição excecional, preservando detalhes tanto nas zonas muito claras como nas mais escuras da imagem.
In the US, THE ODYSSEY showings in IMAX 70mm scheduled at 2am and 7am are completely sold out. pic.twitter.com/6C8abUa7Ad
— Christopher Nolan Archives (@NolanAnalyst) July 24, 2026
O que torna o IMAX 70 mm tão especial?
A principal diferença está na dimensão da imagem registada. Embora tanto o 70 mm convencional como o IMAX utilizem película de 70 milímetros de largura, o funcionamento é diferente.
- No 70 mm tradicional, cada fotograma ocupa cinco perfurações e desloca-se verticalmente.
- Já no IMAX 70 mm, a película desloca-se horizontalmente e cada fotograma ocupa 15 perfurações.
Na prática, cada imagem registada é cerca de três vezes maior. Essa superfície adicional permite captar uma quantidade extraordinária de detalhe, reduz significativamente a perceção da granulação e mantém uma nitidez impressionante mesmo quando projetada em ecrãs de grandes dimensões.
Como a película não é composta por píxeis, não existe uma equivalência rigorosa entre IMAX 70 mm e resoluções digitais como 12K ou 16K. Ainda assim, o formato é amplamente considerado como aquele que oferece a maior capacidade de registo de detalhe alguma vez utilizada em longas-metragens comerciais.
Porque é que ninguém tinha conseguido fazer isto antes?
Filmar uma longa-metragem inteira em IMAX de película era, até agora, praticamente inviável. As câmaras IMAX sempre foram muito maiores e mais pesadas do que as câmaras convencionais.
Além disso, produziam um nível de ruído tão elevado que dificultavam a gravação de diálogos sincronizados, obrigando frequentemente a recorrer à dobragem em estúdio durante a pós-produção.
Mais, cada carregamento de película permite apenas alguns minutos de filmagem antes de ser necessário substituir o rolo, tornando todo o processo mais lento, mais exigente e significativamente mais dispendioso.
Por essa razão, Nolan utilizou o IMAX apenas em determinadas sequências de filmes como "The Dark Knight", "Interstellar", "Dunkirk" ou "Oppenheimer".

Nolan com Matt Damon como Odisseu e Zendaya como Atena no set de filmagem de "A Odisseia". Crédito: Melinda Sue Gordon/Universal Pictures, via TIME
Para "A Odisseia", em colaboração com a IMAX e com o diretor de fotografia Hoyte van Hoytema, foi desenvolvida uma nova geração de câmaras, mais silenciosa e acompanhada por uma nova caixa insonorizada, tornando possível gravar diálogos diretamente durante a rodagem e utilizar o formato ao longo de todo o filme.
Ver "A Odisseia" em IMAX não significa ver em IMAX 70 mm
Outro aspeto pouco conhecido é que nem todas as salas IMAX oferecem exatamente a mesma experiência. A grande maioria utiliza projeção digital, que continua a proporcionar excelente qualidade de imagem, mas não projeta película IMAX 70 mm.
The Odyssey in IMAX vs. regular screens.
So much of the film is lost on a regular screen.
Nolan did a disservice to the majority of viewers who don't have access to IMAX. pic.twitter.com/Mear5YNIfe
— ︎ ︎venom (@venom1s) July 17, 2026
Atualmente, existem apenas cerca de quatro dezenas de salas em todo o mundo capazes de projetar filmes neste formato. A maioria localiza-se nos Estados Unidos e no Canadá, existindo algumas no Reino Unido, Bélgica, França, Chéquia e Austrália. Por cá, Portugal dispõe de salas IMAX digitais, mas não possui qualquer sala equipada para projeção IMAX 70 mm em película.
Isto significa que, mesmo quando um filme é captado no formato original escolhido por Christopher Nolan, a maioria dos espectadores verá uma versão digital preparada para preservar, tanto quanto possível, as características da obra.
Uma filosofia de cinema
Christopher Nolan costuma afirmar que um filme deve ser captado com a maior qualidade possível desde a sua origem.
Na sua perspetiva, a tecnologia não serve apenas para produzir imagens mais nítidas, mas também para reforçar a narrativa, aumentar a escala das cenas e criar uma experiência mais envolvente para o espectador.
Mesmo sabendo que a maioria do público verá os seus filmes em projeção digital, Nolan acredita que começar pelo melhor negativo possível beneficia todas as versões finais.
Em resumo, o IMAX 70 mm não representa apenas um formato de captação, mas uma filosofia de realização em que cada detalhe técnico é colocado ao serviço da experiência cinematográfica.























Fez o impossível, tornou um épico num lixo para agradar à academia e aos woke e comprar o Óscar
Que soninho de conversa.
Concordo.
Onde é que o filme é woke? Deixa-me adivinhar, ainda não o viste. Pois, fica-te pelos comentários online e não uses a cabeça. Foste formatado e nem deste por isso.
Ler abaixo
Já viste o filme?
Não, nem li o livro, gosto de mandar postas
Aí está, gostas de mandar postas sem perceberes do que se está a falar.
Se viste o filme, já sabias a premissa e pagaste para o ver, ou seja, alimentaste uma coisa que à partida já sabias que não ias gostar. Contribuiste para algo que não gostas. Se não o viste, a tua opinião vale zero, e és só mais um a destilar ódio, contribuis zero para a sociedade.
Eu ainda não vi o filme, portanto não posso opinar. Do que ouvi falar não tenho interesse em ve-lo, portanto não vou pagar para o ver. Eventualmente vou ver, mas não vou pagar, e a minha curiosidade é mesmo ver se é o que dizem ou não.
Ninguém quer saber da tua opinião e de outros influencers de extrema direita. Isto porque este tem recebido críticas positivas, não só dos críticos, bem como da população em geral. E foi um sucesso na bilheteira. Mesmo com as tentativas dos direitolas ignorantes de minar este.
Mas diz lá, porquê que este é woke? Diverte me, que eu estou aborrecido.
Porra, mas vocês são cegos?
Helen é a lupita, depois meteu trans para cumprir quotas, o script é mega dull e plain English. O personagem principal parece um cordeiro manso.. o cast é tudo menos grego, nem personalidades, nem fisionomia.. terrível
Mas vocês alguma vez leram a odisseia? Entendem sequer da comparação que é para uma das maiores obras literárias que o mundo já conheceu?
Não conseguir ver isso tudo é chocante.
A cultura muda e muitas histórias são reinterpretadas conforme o zeitgeist do momento, deixa-te dessa falsa preocupação com a integridade da historia ao ser adaptada para filme, parece que queres fazer ponte para o passado, se fosse por ti ainda estavamos a interpretar a bíblia literalmente e ainda existia a inquisição!
@Gringo Bandido
Concordo plenamente. Sempre fui apologista de um novo filme do Shaka Zulu com Alexander Skarsgård no papel principal. Temos de nos deixar desta falsa preocupação com a integridade da historia ao ser adaptada para filme
Não estamos a lidar com história nem com a realidade objectiva, é uma peça de ficção, vai ler o livro e deixa o filme em paz se te ofende assim tanto.
@Realista
Shaka Zulu é um figura histórica, Helena não.
Resumindo…és um con”#% ofendido 🙂
É um filme…não gostas, avança pro próximo!
Tú estás todo lixado da cabeça!
Nem sei como se dá atenção a um gajo como tú…
Ou seja, ator trans, logo, woke. Por curiosidade, que tipo de papel pode agora Elliot Page representar? O de um personagem trans? Ou a partir da sua transição não pode aparecer mais num filme, porque se não este filme é woke?
No que toca à Helena ser uma atriz negra, na verdade, em Odisseia, bem como na Ilíada, não é descrita a cor da sua pele em parte alguma. As duas referências que muita gente cita advém da forma como os textos são traduzidos, em que os idiomas são tirados fora do seu contexto. Como por exemplo, a referência de braços brancos na Ilíada é um título poético atribuído a pessoas de linhagem divina ou nobre. Será que Homero, alguma vez imaginou Helena como negra? Certamente que não! Mas quem é que está preocupado com isso? Estamos a falar de uma personagem fictícia e não histórica. Já vi vários filmes sobre Jesus Cristo, e em todos os que eu vi, vi este a ser representado por ator branco, em vez de um ator Palestino, ou pelo menos um Sírio, Libanês ou Jordano! E não vi ninguém a reclamar.
É uma produção inglesa, ser falado em inglês é o mais expectável, e não é relevante para a qualidade do filme. Até porque o grego micénico da Odisseia é extremamente diferente do atual.
Vais ter que deixar de ver a vasta maioria dos filmes que Hollywood produz, que sejam históricos e mitológicos que não envolvam os EUA ou outro qualquer país do norte Europeu.
Sim já li a Ilíada e a Odisseia. E?
A partir do momento que criticar o movimento woke, que é altamente discriminatorio, contra todos os valores tradicionais, contra ciencia e contra logica, é imediatamente extrema direita, dá logo para perceber que o teu nivel de discussão é baixíssimo. Relativamente ao “sucesso”, como este vídeo está incluído numa agenda woke, vai ter uma afluência gigante e criticas boas da malta que defende o wokismo, mesmo que nem gostem do filme. Se não tivesse o parte da polemica woke, muitos do que estão a defender, nem queriam saber do Filme. A Malta da esquerda faz isso sistematicamente, arranja um “Heroi” ou “evento”, “apropria-se” e faz propaganda disso. Eu não vi, nem tenho curiosidade, talvez um dia veja. Quando a politica toma conta de filmes, na maior parte dos casos corre mal…
Simples, porque tudo que é de esquerda até ao neoliberal é considerado woke. Logo, o que resta?
“Quando a política toma conta de filmes, na maior parte dos casos corre mal…”
Parti-me a rir com esta, como se os filmes não fossem usados como arma ideológica desde a sua popularização. Basta ver a vasta maioria de westerns antigos que aparecem os indígenas americanos e como estes são caracterizados para perceber que os filmes não são NADA políticos. Ou a vasta maioria de filmes de guerra americano. ou toneladas de outros exemplos. Se achas que estes não são altamente politizados, eu procurava ajuda profissional.
Basicamnete foi isto
btw.. o musk já fez pledge de 100M para entregar o remake ao mel Gibson e fazer isto em bom
Tudo que ameace o dinheiro do Zé Fonseca A. é woke, as minorias são woke porque podem um dia acordar e empoderar-se e exigir reparações e mesmos direitos e com isso o dinheiro do Zé desvaloriza, é assim a direita, precisa de um exército de pobres para o sistema funcionar a favor dos que têm algum guito.
Provavelmente as minorias têm mais dinheiro que tu eu juntos, entitlement nasce do privilégio.
Acho que estás a precisar de ver o filme, como adoras clássicos tenho a certeza que vais gostar da vibe deste filme
Vou ver apesar de os filmes modernos serem escuros e barulhentos e as vezes meio genéricos, experimenta ver o Clash of Titans (1981) ou o The 7th voyage of Sinbad (1958) para sentires o que é cinema como deve ser e ainda dá para ouvir as bandas sonoras e ter uma experiencia gratificante.
Falando apenas na tecnologia e nao na qualidade do film(isto é outra questao).
Passamos de 4:3 (1,33:1) para 16:9 (1,78:1) ratio domestico e vemos os filmes com barras pretas na maior parte das vezes. e Agora vem introduzir outro formato para voltar a meter barras pretas nas tvs de casa?…..
Tem razao que tem de ser captado e filmado com a melhor tecnologia desde o inicio, agora criar mais formatos (para que?).
Ha e tal a experiencia, ok. Mas 80% das pessoas vao ver em casa numa tv 16:9…
eu ainda sou daqueles que estico sempre a imagem para desaparecer as barras . Como não consegui a tv de 98 polegadas, teve de ser a de 65 🙂
Hollywood deixou de produzir cinema decente há cerca de 15 anos atrás.
Obrigado por nos iluminares e mostrares o que é ou deixa de ser cinema
Tudo hoje em dia tem de ter a quota LGB.. Preenchida o conteúdo já não interessa.
Não é este filme que a protagonista é um gajo que já foi gaja mas que aos terceiros domingos de cada mês é um castor?
Ouvi algo assim, mas não semacardito…
Sim, é esse mesmo.
Não sei nem quero saber. Isso tem alguma relevância para o filme?
Velhos do restelo LOL
Hugo, o seu problema é esse mesmo, não sabe nem quer saber.
Isto é mais que apenas alguém não indicado para encarnar uma figura histórica, não é apenas isso.
O que estamos aqui a ver é uma ditadura ideológica absurda de uma minoria esquizofrénica e alucinada, que se estende por imensos sectores.
Seja porque hoje em dia qualquer coisa tem que ter quotas de mulheres ou não mulheres e outras cenas assim, seja porque uma selecção presente neste mundial foi criticada por não ter jogadores negros no plantel, como se a isso fosse obrigada, e mais um sem fim de situações absurdas.
Curiosamente, quotas de mulheres para acartar baldes de cimento e trabalhar em siderurgias no aço, está quieto, vai lá vai…
Mas a equipa de França ter de brancos apenas o seleccionador e mais um ou outro, aí já está tudo ok.
O seu problema é simples de perceber, e vc já o disse, não sabe nem quer saber.
Mantenha-se assim, que vai longe… mais um da geração mais bem preparada de sempre, suponho.
Sim, sou velho ou meio velho, quase 60, mas, infelizmente, não moro no Restelo.
Concordo!
+1
Mais Um !
Gostava de saber porque é que os meus comentários não são aceites, sei que às vezes doi, mas censura é feio.
Tirando que primam pela ausência:
– Proteu, Faetusa e Lampetia (na cena da manada que pertencia a seu pai, Hélio), Hermes (no seu papel de mensageiros e psicopompo), Éolo (que deu a Ulisses o saco com os ventos), Zeus, Posídon e Atena metamorfoseada em Mentor;
– A relação de Ulisses com Calipso, durante sete anos;
– Os Lotófagos;
– Os Lestrígones antropófagos e não atacam Ulisses e os eus homens com pedregulhos;
– Os Feaces, com o rei Alcínoo e a princesa Nausicaa;
– Na parte do Mundo Inferior, e só para referir os mais famosos, Aquiles, Ájax, Tântalo, Sísifo e Minos, assim como o encontro de Ulisses com a sombra de Anticleia, sua mãe;
– Ulisses a apresentar-se como Oudeis (“Ninguém”) a Polifemo, quando conversa com este;
– A relação de Ulisses com Circe, durante um ano;
– Telémaco a enforcar as doze escravas que dormiam com os pretendentes;
– Hermes, no seu papel de psicopompo, a levar as sombras dos pretendentes chacinados por Ulisses, Telémaco, Eumeu e Filécio, para o Mundo Inferior;
– A ausência de Laertes, pai de Ulisses;
– A parte do desafio da cama de oliveira, apresentado por Penélope a Ulisses, para que este prove a sua identidade;
– No fim da obra, Atena (como Mentor) garante a paz em Ítaca, evitando uma guerra entre os pais dos pretendentes mortos e Ulisses, com este a garantir o seu trono, como rei de Ítaca.
O filme “Odisseia”, do Nolan, é giro para ver e esquecer.
Leiam a “Odisseia” (a tradução da obra de Homero por Frederico Lourenço é de alta qualidade), é uma obra, verdadeiramente, épica!
Bem que o Nolan podia fazer um filme sobre o grande General e Imperador Romano Júlio César com o PorcoDoPunjab a fazer de tão distinto personagem.
Eram Óscares e prémios em barda e milhões de espetadores a assistir, cravados sei eu bem onde….
Credo! Já chegamos ao ponto de uma pessoa não poder gostar do filme e expressar isso mesmo?
Também já vi os 120 Dias de Sodoma do Sade à venda com a classificação de ‘romance erótico’… Deve ser o tal zeitgeist…
Depois de ler os comentários fiquei com medo. Muito medo.
Decidi que vou ver o filme duas vezes. Uma com o olho direito e o outro com o olho esquerdo. Tem gente que vai escolher ver com o olho traseiro.
Durante toda a vida o nome do herói era Ulisses. Nolan faz um filme e passam a chamar o herói de Odisseu. Que diacho?
Li a crítica de Eurico de Barros no Observador e fechei imediatamente o separador. Problema resolvido. Não vou pagar para assistir a mais uma mentira hollywoodiana, embrulhada num orçamento de 250 milhões de dólares. Uma Helena de Troia negra não é uma “interpretação moderna”, e não é uma inocente liberdade criativa. É uma mentira. Uma mentira histórica, cultural e visualmente absurda. Helena pertence ao imaginário da Grécia micénica, uma civilização europeia branca e mediterrânica. Não existe qualquer base histórica, arqueológica, genética ou iconográfica credível para transformar a rainha de Esparta numa mulher negra.
Parece que a literatura original regista o nascimento de Elena a partir de um ovo.
Galinha branca. Galinha preta. Não se sabe. Daí que…
Não existiam negros na Grécia antiga, logo a Helena nunca poderia ser negra. As populações da Grécia da Idade do Bronze eram brancas europeias mediterrânicas. Os dados genéticos dos micénicos não deixam margem para dúvida. Fingir o contrário não é “releitura”. É falsificação.
Tal como quase todas as representações de Jesus Cristo em filme não honram os dados genéticos da população da área. Se respeitassem obteriam actores indígenas dos países que se situam na área do antigo levante. E aposto que se produzissem um filme com Jesus representado por um palestino, dizias logo que era woke e que se lixasse a genética.
Não vou responder à sua tentativa de desviar a discussão para a Palestina. Compreendo que seja um tema que lhe é particularmente querido, mas não é esse o assunto em debate.
O tema é a adulteração ideológica de uma obra fundadora da cultura europeia. O casting foi evidentemente concebido para agradar a comunidade afro-americana e as reacções celebratórias nas redes sociais por parte dos negros demonstram que essa mensagem foi perfeitamente compreendida.
A representação de Helena como uma mulher negra não corresponde ao contexto étnico, histórico, cultural ou imaginário da Grécia micénica. Homero não concebeu Helena como uma mulher negra, nem existe na tradição literária e iconográfica grega qualquer fundamento para essa representação. Dizer isto não é ódio, intolerância ou racismo. É reconhecer uma realidade elementar. Os povos têm origens, continuidades históricas e características próprias. Aceite uma coisa simples, a humanidade desenvolveu diferenças físicas e notavelmente na cor da pele ao longo de milhares de anos, em geografias distintas. Essas diferenças fazem parte da riqueza da humanidade, os brancos europeus e os negros africanos dos quais fazem parte. O que está em causa não é impedir actores negros de representarem grandes personagens. Há algumas histórias africanas que merecem filmes grandiosos. O que não aceito é que se falsifique uma personagem central da tradição branca europeia e depois se exija que todos finjam que essa falsificação é plausível, ou não importante.
Responda ao essencial: considera legítimo alterar deliberadamente a identidade cultural e étnica e racial de uma personagem europeia para satisfazer uma agenda política contemporânea? Eu considero que não. Considero uma falsificação, e nenhuma manobra de diversão transforma uma mentira em verdade.
“Não vou responder à sua tentativa de desviar a discussão para a Palestina. Compreendo que seja um tema que lhe é particularmente querido, mas não é esse o assunto em debate.”
Eu não estou a fugir para a palestina. Existem outros países na zona cujos habitantes são indígenas da área. Porque razão, nos filmes sobre Jesus, estes não são contratados para o representar? Porque razão pessoas como tu não levantam qualquer tipo de problema?
“O tema é a adulteração ideológica de uma obra fundadora da cultura europeia. O casting foi evidentemente concebido para agradar a comunidade afro-americana e as reacções celebratórias nas redes sociais por parte dos negros demonstram que essa mensagem foi perfeitamente compreendida.”
E colocar um ator branco a representar Jesus. Ou em filmes sobre Moisés, Noé, Sansão, Dalila,… e outros episódios bíblicos! Não é adulteração ideológica?
“A representação de Helena como uma mulher negra não corresponde ao contexto étnico, histórico, cultural ou imaginário da Grécia micénica. Homero não concebeu Helena como uma mulher negra, nem existe na tradição literária e iconográfica grega qualquer fundamento para essa representação. Dizer isto não é ódio, intolerância ou racismo. É reconhecer uma realidade elementar. Os povos têm origens, continuidades históricas e características próprias. Aceite uma coisa simples, a humanidade desenvolveu diferenças físicas e notavelmente na cor da pele ao longo de milhares de anos, em geografias distintas. Essas diferenças fazem parte da riqueza da humanidade, os brancos europeus e os negros africanos dos quais fazem parte. O que está em causa não é impedir actores negros de representarem grandes personagens. Há algumas histórias africanas que merecem filmes grandiosos. O que não aceito é que se falsifique uma personagem central da tradição branca europeia e depois se exija que todos finjam que essa falsificação é plausível, ou não importante.”
Eu só acho engraçado que nunca te vi a reclamar da multitude de exemplos em que atores brancos são escolhidos para representar papeis de personagens não brancos, e muitas vezes nem sequer falamos de personagens fictícias, mas sim históricas. Não achas que é uma falsificação?
“Responda ao essencial: considera legítimo alterar deliberadamente a identidade cultural e étnica e racial de uma personagem europeia para satisfazer uma agenda política contemporânea? Eu considero que não. Considero uma falsificação, e nenhuma manobra de diversão transforma uma mentira em verdade.”
De personagens fictícias? Não tenho qualquer problema! No entanto, sabes o que eu acho engraçado? Os Gregos são os verdadeiramente visados pela alteração efetuada, porque é um texto da cultura deles e não da tua ou minha! No entanto, a Odisseia é o filme com a melhor abertura nos cinemas da Grécia, nos últimos 20 anos. Parece que os Gregos não estão muito preocupados com as liberdades interpretativas efetuadas.
Isto! Muito bem!
A Europa não é um espaço vazio, sem passado, sem povos e sem identidade, disponível para ser sucessivamente reescrito pelas obsessões raciais do wokismo cultural americano. A Europa tem uma história, uma continuidade racial branca, uma tradição artística e uma memória colectiva. E preservar a coerência desse património não é racismo, é exigir o mesmo respeito que seria imediatamente reclamado perante a falsificação da história ou da mitologia de qualquer povo africano, asiático ou indígena.Já chega de chamar “arte” à mentira. Já chega de fingir que qualquer falsificação se torna virtuosa desde que seja apresentada sob a bandeira da diversidade.Uma Helena de Troia negra é uma mentira vergonhosa. Não é uma interpretação: é uma falsificação deliberada.Querem reescrever a história e os mitos da América? Façam-no. Mas deixem em paz a história, a cultura e a memória da Europa branca.
Apoio inteiramente este comentário.
Qual “continuidade racial branca”, qual “memória da Europa Branca”…?
Não há e nunca houve uma, suposta, “continuidade racial branca” na Europa, muito menos uma “memória da Europa Branca”.
Isso não passa de desinformação, por cima de mentiras, a acompanhar delírios nacionalistas-racistas, que, se não fossem aterradores e criadores de alguns dos piores crimes da História, seriam de considerar uma espécie de comédia absurda ou, talvez mais correcto, um tipo, bastante primário, de comédia negra.
As sociedades europeias construíram, ao longo de milénios por povos etnicamente brancos, uma herança cultural própria, transmitida através da literatura, da arte, da religião, da filosofia e da memória colectiva. Essa herança merece o mesmo respeito que justamente exigimos para as tradições africanas, asiáticas ou indígena. Não existiam negros na altura na Europa. É uma questão de coerência histórica, de honestidade intelectual e de respeito pela identidade cultural de uma civilização.
“Etnicamente brancos”?
O problema é nomenclatura que está a usar.
É, mais do que desadequada, completamente errada, pois é usada no velho espírito do século XIX europeu: primeiro os brancos europeus, supra-sumo da Criação, depois, vêm os “amarelinhos” e “pretinhos”, coitaditos, que não se sabem governar sozinhos.
O teu comentario espelha perfeitamente toda a Ala Esquerda actual. Tudo é racismo, tudo é xenofobia e não conseguem entender um texto por mais bem escrito que esteja. Os Comentários do Carlos Braga, devem ter sido os mais bem elaborados, logicos, factuais e com neutralidade que já vi nestes Posts. O problema é que quando não há como contra argumentar, fazem estes comentarios… Essa dos supra sumos e não sei que é uma construção tua.. ninguem falou em nada disso…
Eu era para ir ver este filme, o Nolan e um dos realizadores que mais gosto, mas depois de ouvir as criticas, perdi o interesse.
E não perdeste muito ! Vi o filme foi um desapontamento ! Muita tecnologia e sem tirar partido visual do muito badalado IMMAX 70mm em película com muita balela de marketing o pior filme que o Nolan ja fez na minha opinião.