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Um novo radar deteta os aviões furtivos que se julgavam invisíveis e muda as regras do jogo

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A tecnologia furtiva revolucionou a aviação militar, tornando alguns dos caças e bombardeiros mais avançados do mundo extremamente difíceis de detetar. No entanto, essa vantagem poderá estar prestes a ser posta em causa. A IA desmascara um dos mais poderosos trunfos das grandes potências.

Durante décadas, os aviões furtivos foram vistos como uma das maiores vantagens tecnológicas da aviação militar. Modelos como o F-22 Raptor, o F-35 Lightning II ou o bombardeiro B-2 Spirit foram concebidos para reduzir ao máximo a probabilidade de serem detetados pelos radares inimigos, permitindo-lhes operar em zonas altamente protegidas com um risco muito menor de interceção.

Mas essa vantagem poderá começar a diminuir. Um grupo de investigadores apresentou um novo sistema de radar que promete detetar aeronaves furtivas recorrendo a técnicas muito diferentes das utilizadas pelos radares convencionais.

Porque é que os aviões furtivos são tão difíceis de detetar?

Ao contrário da ideia que muitas pessoas têm, um avião stealth não é invisível. O objetivo passa por reduzir ao mínimo a quantidade de ondas que são refletidas para a antena emissora.

Para conseguir isso, estas aeronaves combinam várias soluções. A própria fuselagem é desenhada com ângulos específicos para desviar as ondas de radar, são utilizados materiais capazes de absorver parte dessa energia e os motores são concebidos para reduzir a assinatura térmica.

Até o armamento é normalmente transportado em compartimentos internos, evitando suportes externos que aumentariam a presença no radar.

Imagemd e uma aeronaves stealth

O resultado é uma aeronave cuja assinatura que aparece no radar pode ser dezenas ou centenas de vezes inferior à de um caça convencional, tornando muito mais difícil a sua deteção.

O problema dos radares atuais

A maioria dos radares militares utiliza as bandas X, C e Ku, que recorrem a comprimentos de onda relativamente curtos.

Estas frequências oferecem uma elevada precisão na deteção e acompanhamento de alvos, sendo ideais para sistemas de controlo de tiro e orientação de mísseis. No entanto, foi precisamente para minimizar a reflexão destas frequências que os aviões furtivos foram concebidos.

Por essa razão, os sistemas de defesa aérea modernos recorrem cada vez mais a uma abordagem multisensor, combinando radares que operam em diferentes bandas de frequência com sensores infravermelhos, sistemas passivos e até informação proveniente de satélites, aumentando assim a probabilidade de detetar aeronaves de baixa assinatura radar.

O que torna este novo radar diferente?

Segundo os investigadores, o novo sistema utiliza uma abordagem completamente diferente da dos radares tradicionais.

Em vez de depender apenas da intensidade do sinal refletido, analisa alterações extremamente subtis provocadas pela passagem da aeronave através do espaço aéreo. Para isso, combina novas técnicas de processamento digital de sinal, algoritmos avançados e inteligência artificial.

Esta combinação permite distinguir padrões que anteriormente ficavam escondidos no chamado “ruído” do radar.
Na prática, mesmo que o avião reflita muito pouca energia, o sistema consegue identificar pequenas perturbações suficientes para indicar a presença da aeronave.

É precisamente nesse pequeno sinal de retorno que reside a inovação. Através da Inteligência Artificial, o novo radar consegue analisar os ínfimos detalhes do eco refletido, reconstruir uma imagem do alvo e detetar aeronaves furtivas que passariam despercebidas aos sistemas convencionais.

Inteligência artificial desempenha um papel importante

Um dos grandes trunfos desta tecnologia é a inteligência artificial. Em vez de analisar apenas o sinal refletido, o sistema interpreta grandes volumes de dados em tempo real, aprendendo a diferenciar aves, fenómenos atmosféricos, interferências, drones e vários tipos de aeronaves.

Desta forma, consegue reduzir significativamente os falsos alarmes e aumentar a eficácia na deteção de alvos que, até agora, passavam despercebidos aos radares convencionais.

Será o fim dos aviões furtivos?

Ainda é cedo para tirar essa conclusão. A história da aviação militar mostra que existe uma constante corrida tecnológica entre quem desenvolve sistemas de defesa e quem procura contorná-los. Mesmo que este radar consiga localizar uma aeronave furtiva, isso não significa automaticamente que seja capaz de a seguir com a precisão necessária para um sistema de defesa a intercetar.

Por outro lado, os fabricantes não ficarão parados e deverão continuar a desenvolver novas soluções para reduzir ainda mais a assinatura radar e manter a vantagem das aeronaves stealth.

 

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Comentários

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  1. Avatar de Gringo Bandido
    Gringo Bandido

    Já que a Humanidade insiste em matarem-se uns aos outros ao menos façam com pedras e paus, dormiamos todos mais descansados e os assassinos não acumulavam fortunas.

    1. Avatar de Rui
      Rui

      obrigado, pela felicidade da honestidade.

  2. Avatar de Sisu
    Sisu

    Faz anos que a Rússia e a China têm radares capazes de detetar os ditos “aviões invisiveis”. A narrativa do oposto é que dava jeito aos EUA.

    1. Avatar de General de 3 estrelas da Internet
      General de 3 estrelas da Internet

      Acredita nisso? Então é por isso que ambos, China e Rússia, desenvolvem aviões furtivos. Percebe realmente o que é a tecnologia furtiva? O avião não desaparece, continua a ser detectado pelos radares mas a sua assinatura é que fica diferente, aliás a notícia até fala nisso. O avião não é detectado no imediato, permitindo que este ataque os alvos. Certo é que bons operadores de rádio e radares conseguem prever e antecipar as suas rotas. A tecnologia furtiva apenas aumenta as chances do ataque ser bem sucedido, não esconde totalmente o avião. Os russos também diziam que a Ucrânia era uma questão de dias, a olhar para a propaganda e a sua narrativa, com números militares claramente superiores mas que na realidade estão longe de alcançar o que quer que seja nesta guerra. Não acredite em tudo o que lê

    2. Avatar de LEo
      LEo

      Típico, informação sacada do Tiktok do Instagram. Continua a comer a propaganda as colheres.

    3. Avatar de Nuno
      Nuno

      Fonte: Canal do Youtube com 3 seguidores…

  3. Avatar de Técnico Meo
    Técnico Meo

    Pronto, lá vamos ter o VHF todo poluído com os senhores da guerra

  4. Avatar de Trumpis
    Trumpis

    Isso não interessa nada. Os F35 valem bem o dinheiro extra.

    1. Avatar de Grunho
      Grunho

      És comissionista?

  5. Avatar de XicoFanico
    XicoFanico

    Não é novidade e sistemas convencionais também conseguem resultados semelhantes.
    A questão que não vem respondida no artigo é se as novas metodologias de processamento de sinal são suficientes para identificar o tipo de alvo, cataloga-lo e gerar o track file necessário para gerar uma solução de tiro eficaz.

  6. Avatar de AlexS
    AlexS

    Vários erros no texto

    A banda C não tem nada que ver com as X(designação para uma faixa entre a I e J) e K.

    A banda C é para radares de pesquisa, grandes dimensões, a precisão é baixa comparado com X e K, tem muito mais alcance, não é certamente usada para guia de míssil algum. e pouco afectada por condições atmosfericas.

    As X e K têm muito menos alcance, são muito mais afectadas pelas condições atmosfericas, são
    especialmente precisas, a banda X e especialmente a K por ser uma frequência muito alta pode tirar uma imagem do alvo, percebendo o seu contorno, asas, lemes, se tem 1 ou 2 forma geral.

  7. Avatar de Grippen
    Grippen

    Lá vai por agua abaixo o principal argumento do lobby F-35 que nos quer impingir um avião excelente mas carissimo, do qual só podeiamos comprar 12 a 14 – que raio de Força Aérea para defender Continente-Açores-Madeira, seria essa quando com 14 aviões teria 5 no máximo disponiveis? – e que passaria a maior parte da vida util parado na pista que cada hora de voo custa 40 000€? Tem de se comprar? Então comprem algo ao alcance da Bolsa e que ainda por cima pode ser montado cá: o Grippen E.

    1. Avatar de Jakim Manel
      Jakim Manel

      Até já anunciam na TV F-35, entre o anúncio da worten e do colchão pikolin. É o desespero…

  8. Avatar de Alphie
    Alphie

    Isto não é novo, já vi falarem disto num filme, mandaram 2 aviões furtivos que não eram detectados num radar para abater um criminoso e ele conseguiu detectar os aviões através do ar que eles deslocavam. É +- o mesmo princípio. Isto também é usado para detectar submarinos, analisando a distorção da água percebem se está lá um submarino.

  9. Avatar de utherzzao3
    utherzzao3

    É o jogo do Rato e do Gato.

  10. Avatar de M. Correia
    M. Correia

    Assim sendo, os F35 não tem qualquer vantagem. Aliás já era conhecido que as suas operações furtivas na maior parte dos casos não tinham êxito. E de resto, comprar armas ao bandido não me parece boa prática.