O Lidl confirmou uma fuga de dados que afeta clientes da sua loja online em alguns países europeus. Um fornecedor externo de serviços de tecnologia foi alvo de um incidente de segurança que permitiu a acesso não autorizado a informações pessoais.
Conforme citado, o Lidl terá comunicado que um dos seus fornecedores de TI sofreu um “incidente de segurança informática” que permitiu a um atacante desconhecido aceder, durante um curto período, a um ficheiro isolado com dados de clientes das lojas online da Bélgica, Alemanha e Países Baixos. O sistema central do webshop não terá sido afetado.
Entre a informação estão nomes completos, números de telefone, endereços de e-mail, datas de nascimento e números de cliente. O Lidl garante que as contas de cliente não foram comprometidas.
A cadeia de supermercados afirmou junto de vários órgãos de comunicação social que passwords, moradas de faturação e envio, dados bancários e outras informações de pagamento não foram acedidos neste incidente.
No entanto, há comunicações da empresa que referem que, “neste momento”, não pode excluir totalmente essa possibilidade.
Ainda assim, não há, até ao momento, qualquer indício de que os dados roubados tenham sido utilizados de forma fraudulenta, nem qualquer grupo de hackers reivindicou a autoria do ataque.
Resposta do Lidl
Segundo o Lidl, o fornecedor afetado reagiu de imediato e tomou as medidas necessárias para restaurar totalmente a segurança dos sistemas. A empresa apresentou, também, queixa às autoridades e contratou especialistas externos em segurança para investigar o sucedido.
As autoridades de proteção de dados da Bélgica, Alemanha e Países Baixos foram igualmente notificadas. Por agora, o Lidl não revelou quantos clientes foram afetados nem qual o fornecedor envolvido.
O que devem fazer os clientes
Com nomes, contactos telefónicos, e-mails e datas de nascimento nas mãos de terceiros, o principal risco imediato é a tentativa de phishing: mensagens fraudulentas que se fazem passar pelo Lidl, por exemplo sobre encomendas ou entregas.
A recomendação é, por isso, desconfiar de mensagens inesperadas, verificar sempre a autenticidade do remetente e nunca clicar em links ou fornecer dados perante qualquer sinal de suspeita.
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