EUA querem um selo de qualidade que a Europa já tem
Durante anos, a União Europeia (UE) marcou o ritmo nas políticas de "direito à reparação". Agora, os Estados Unidos da América (EUA) parecem finalmente disponíveis para seguir o exemplo europeu.
A iFixit, uma empresa conhecida pelas suas desmontagens de smartphones e outros gadgets, conforme já conhecemos, está a trabalhar com a National Sanitation Foundation (NSF) para criar um sistema voluntário de classificação de reparabilidade destinado ao mercado dos EUA.
O objetivo é dar a retalhistas, legisladores, fabricantes e consumidores uma forma clara e comparável de avaliar quão fácil é reparar um determinado produto, ainda antes da compra.
Este novo sistema será distinto das pontuações de desmontagem da iFixit, que há muito avaliam os dispositivos com base em critérios como a facilidade de abertura, o acesso aos componentes, a documentação disponível e eventuais restrições impostas pelo software.
Agora, a ideia é criar algo mais formal e repetível, que possa ser usado como referência fora do universo da própria iFixit.
Como vai funcionar?
O projeto arranca com a adaptação da metodologia usada pela UE e pelo Joint Research Centre para smartphones, ajustando-a à realidade do mercado norte-americano.
Numa segunda fase, será construída uma estrutura para futuras avaliações, apoiada em normas internacionais como a EN 45554 e a ainda em desenvolvimento IEC 63683-2.
Já a terceira fase passa por envolver especialistas externos na criação de novas tabelas de pontuação para outras categorias de produtos, além dos smartphones.
A Europa já vai à frente
Não é por acaso que os EUA olham para este lado do Atlântico. Desde 20 de junho de 2025, todos os smartphones e tablets vendidos na UE são obrigados a exibir uma etiqueta energética, à semelhança do que já acontece com frigoríficos ou máquinas de lavar.
A medida resulta dos Regulamentos (UE) 2023/1669 e 2023/1670, e vai muito além da eficiência energética: a etiqueta mostra também a durabilidade da bateria, a resistência a quedas e a proteção contra água e poeiras, e uma classe de reparabilidade que varia entre A (mais fácil de reparar) e E (mais difícil).
Para conseguir uma boa nota nesta última categoria, as fabricantes têm de garantir que as peças de substituição mais críticas ficam disponíveis entre cinco a 10 dias úteis após serem pedidas, e continuam acessíveis durante pelo menos sete anos após a retirada do produto do mercado.
A isto soma-se a exigência de que as baterias suportem no mínimo 800 ciclos de carga completos mantendo pelo menos 80% da sua capacidade inicial, a obrigação de fornecer atualizações de software durante um mínimo de cinco anos, e o dever de dar aos técnicos profissionais acesso ao firmware necessário para reparações, sem restrições.
Antes disso, em 2021, França já tinha ido mais longe, ao exigir pontuações de reparabilidade, dando aos consumidores uma classificação simples e visível no momento da compra.






















Os EUa teem é que acabar com a Starlink, está a destruir a camada de Ozono,
Estamos a ser cozinhados com tanta radiação.
Desde que a tarlink começou a operar, as temperaturas não se aguentam.
Mete mais tabaco que isso está muito forte.
Jasus.. é isso e a terra ser plana, estou farto de tentar alcançar uma parede final mas não consigo… bolas
Só agora é que vêm, os EUA não eram mais avançados que a Europa? Tou surpreendido