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Elétrico não cumpria a autonomia anunciada, e fabricante teve de devolver o dinheiro

                                    
                                

Autor: Ana Sofia Neto


  1. Gonçalo says:

    Não faz sentido nenhum, sendo assim também vou reclamar que o meu carro a combustão não faz as medias anunciadas pelo fabricante

    • B@rão Vermelho says:

      Quer dizer, fazer faz, tu e eu é que não conseguimos encontrar as condições ideais para as fazer.
      Outra coisa é os VE terem mais condicionantes a real autonomia do que os a combustão, eu por exemplo que sou uma pessoa bastante calma a conduzir por norma faço médias muito boas, mas nunca iguais aos dos testes do fabricantes.

    • Yuri bezmenov - primeira fase says:

      Os carros a combustão também mentem nos consumos, mas muito, mas muito longe da aldrabice da autonomia dos VEs.

      • JL says:

        Longe como ? Consegue quantificar ?

        • Yuri bezmenov - primeira fase says:

          Não tens acesso a IA? uma pessoa tao electricamente evoluída?

          Veículos a Gasóleo: Atingem ou ultrapassam facilmente a autonomia oficial em estrada aberta. No trânsito urbano, o consumo aumenta, mas a autonomia real geralmente atinge cerca de 85% a 95% do valor WLTP.

          Carros Elétricos: O ciclo WLTP é feito em laboratório sob condições ideais. No dia a dia, a autonomia real cai para cerca de 80% a 85% em condução mista, podendo descer para 50% a 70% em autoestrada a velocidades elevadas ou no inverno devido ao aquecimento.

          • says:

            Bem, um carro ICE no verão também consome mais se ligares o AC. Que raio de comparações parvas.
            E, dependendo do tipo de condução, podes bem passar da “perda” de autonomia na casa dos 50%. Já quanto aos veículos a “gasóleo” tem que se lhe diga. Uso gasóleo aditivado e devo dizer que há diferenças enormes nos consumos entre marcas.
            Agora, há uma coisa que me apetece dizer sobre a AI. A AI essencialmente “pesca” dados pela internet fora. Sabem que 95% das informações na internet são erradas e os outros 5% devem ser lidos com cautela, já estamos a ver. Ainda ontem estava com preguiça e pedi ajuda ao google AI para fazer uma coisa num jogo de PC. Foi buscar informações completamente estapafúrdias a coisas que não tinham nada a ver com o jogo em si, mas afirmava que no jogo era assim mesmo. Até falou em servidores e micro transações quando é um jogo de download, sem launcher e 100 offline… 😀

          • JL says:

            Pois, fiquei a saber o mesmo, afinal nenhum cumpre.

            Então mas carros a combustão são a gasóleo ?

            Curioso que a minha IA diz isto:

            “Resumo do Desvio Real vs. WLTP
            Tipo de Motor Desvio Habitual (em ciclo misto) Maior inimigo da eficiência
            Gasóleo +10% a +15% Percursos curtos a frio e cidade
            Gasolina +15% a +25% Condução agressiva e trânsito intenso
            Elétricos +15% (cidade) a +35% (autoestrada) Velocidades de autoestrada e frio

            Afinal onde está o muito longe ?

          • Yuri bezmenov - primeira fase says:

            Com AC ligado um ICE consome mais 0,3-0,5 litros. Que drama….LOL

          • Yuri bezmenov - primeira fase says:

            O muito longe está que na pior das hipoteses o devido num ICE é melhor que a melhor das hipoteses de um BEV, Lol

          • JL says:

            Exato, com AC ligado consome muito mais que um ve, chega a aumentar 15 a 20%, um elétrico cerca de 5 a 10%.

    • says:

      E podes bem reclamar, se o tribunal te der razão a situação é exatamente a mesma. Alguns pressupostos são diferentes, mas o princípio é o mesmo. Agora os lobbies se calhar são outros. Basta ver a forma vergonhosa como os tribunais decidiram a fraude da VW com as emissões. Acho que, no mínimo, deveriam ter dada a possibilidade de cada cliente devolver o carro e receber a totalidade do valor. E sim, digo fraude aos sistema de supervisão e aos clientes.
      Agora também temos o reverso da medalha. Nos elétricos não sei se já “atacam” mas nos ICE há quem faça consumos muito inferiores aos anunciados pelas marcas. Algo chamado hypermiling. E não me refiro a “testes em laboratório” mas sim em viagens em estrados comuns e abertas ao público. Tudo tem a ver com a forma de conduzir.
      Mas feitas as contas, acho que o comum mortal dificilmente atinge as médias anunciadas, mas essencialmente porque conduz de forma “errada”, mas isto porque as fórmulas (valem o que valem) de estimativas de oficiais de consumo são algo “otimistas”. Mas, por exemplo, eu tive um smart diesel de 2002. O consumo anunciado era de 3.3 ou 3.4 l/100. Eu se me portasse bem (e não era preciso andar à cota) fazia entre 3 e 3.5, às vezes até menos. E sem alterações no carro. E sim, também depende dos trajetos. Hoje em dia com um diesel 110cv, é mais difícil, mas também já andei por lá. Certa vez passei dos 1.000kms num depósito e média de cerca de 5, quando o anunciado é 5.3. Mas o meu normal em condução do dia a dia (muitas viagens curtas) é entre 6 e 6.5.

  2. Yuri bezmenov - primeira fase says:

    Naõ liguem a números de fabricantes nem de testes de fanátiocos de electricidade que andam a pisar ovos e a descer e depois dizem que são consumos de limites de velocidades legais.

    Façam 20kwh/100km para não ficarem desiludidos. Para carros de maiores dimensões façam 25kwh/100km. De inverno aumentem 20%.
    Este é o consumo real no mundo real de grande parte dos VEs em pessoas que não são viciadas em “eficiência” e que apenas conduzem normalmente.

    • JL says:

      Errado, está muito longe dos valores normais, esses consumos já se equivalem a quem gasta 8 a 10 litros num a combustão.

      • Yuri bezmenov - primeira fase says:

        Não tens IA? Olééeéééé……….

        E há carros diesel mais eficientes…….

        “O consumo do motor 2.0 TDI de 190 cv (muito comum em modelos do Grupo Volkswagen como Audi A4/A6, VW Passat e Skoda Superb) a uma velocidade constante de 140 km/h situa-se, regra geral, entre os 6,2 l e os 7,0 l/100 km”

        Dos EVs mais eficientes:

        A 140 km/h em autoestrada, o Tesla Model Y RWD (tração traseira) apresenta um consumo médio estimado entre 19 e 21 kWh/100 km. Este valor é consideravelmente superior aos consumos a velocidades mais baixas (como os 16,4 kWh/100 km a 120 km/h) devido ao aumento da resistência aerodinâmica.

        Nem vamos falar do inverno para não seres obliterado.

        P.S -Ainda faltam uns litros para os 8-10 litros 😉

        • says:

          Quero lá saber de quantos litros ou quantos kWh gastam os carros. Traduz isso em euros, bateria carregada em casa 😉

          • Yuri bezmenov - primeira fase says:

            Posso incluir o preço do carro e o preço da casa ou garagem para poder carregar o carro em casa?

          • Yuri bezmenov - primeira fase says:

            E biodiesel caseiro feito do oleo usado? Posso?

          • says:

            Tive vários anos (e vários familiares também) carro GPL. Gastava cerca de 30% mais em “consumo”. Poupava entre 50 a 60% em $$. Acho que as contas se devem fazer por aí. Em 40.000kms (uns 2 ou 3 anos) paguei o kit GPL e a partir daí foi sempre a dar lucro. Cada caso é um caso mas para termos as continhas bem feitas é preciso, como diria o outro, por a carne toda no assador. Traduzindo, ver o panorama global e tirar as palas dos olhos.
            Eu não tenho carro elétrico. Compensaria ter um? Em comparação direta com o carro que tenho e com a utilização que faço, compensaria e bem. Agora também não vou vender o meu carro a gasóleo, que está bom e espero que esteja para durar, só para comprar um novo elétrico. Claro que o investimento não iria compensar agora. Mas se fosse comprar um carro novo, talvez fosse para algo pequeno, tipo um Sandero Stepway a gasolina ou GPL se fosse ICE. Ou um Dacia Spring (não preciso de mais). Sei que têm uma autonomia relativamente pequena, mas para mim chega e sobra. Nas meia dúzia de viagens “grandes” que faço por ano, posso bem parar meia hora para carregar o carro.
            E sim, os carros elétricos são um pouco mais caros em média. Mas para quem rolar bem, depressa recupera da diferença.
            Há quem goste de ter carrões, eu prefiro gastar o dinheiro noutras coisas. Aliás, para mim os carros são ferramentas e não objetos de luxo ou status. Prefiro ter um carro fajuto e uma casa boa ou conhecer outras paragens a ter um carrão e viver num cubículo e passar os fins de semana a aspirar, lavar e polir a chapa… e depois chove poeira e fica tudo cagado na mesma 😀

          • JL says:

            Não, não pode, é ilegal.

        • JL says:

          Que suv são esses de a4 e a6 ? e o superb também é suv ?

          È superior como ?

          Audi a4 – wltp – 4.2 litros, se a 140 kmh faz 6.2 a 7 é um aumento superior a 50%.

          Enquanto no model y não é tanto.

          Conclusão, até nos diesel que não são suv o consumo é real é maior que nos eléctricos, e nem vamos para os elétricos mais eficientes.

          Nem vamos falar do inverno para não seres obliterado, porque tanto nuns como noutros, o consumo aumenta.

          • Yuri Bezmenov - primeira fase says:

            Tu para grande aldrabão não te falta nada Lol.

            A4 2.0 TDI 190cv WLTP Comsuption: 4.1 – 5.4lt /100km
            Highway 120km/h real world :
            4.7 lt/100km.
            Highway 140km/h real world : 5.8 -6.5 lt/100km

            Model 3 sr+ (não é suv que não gostas):
            WLTP consumption: 13.8-14.4 KWH
            Highway 120km/h real world : 19 – 20 KWH.
            Nem vale a pena por os consumos a 140!

            Conclusão do JL, uma carrada debaboseiras e números sem nexo nenhum Lol

          • JL says:

            Então agora já encontrou mais baixos, daqui a pouco está lá.

            Pois não, só por esses já se faz a conta que a diferença é maior para o diesel.

          • JL says:

            Então mas agora o model 3 tem os mesmos consumos que o model y ?

            Enfim.

          • Yuri bezmenov - primeira fase says:

            Então mostra lá essas contas para vermos essa maior diferença nos diesel!
            Basta ver que o consumo real a 120kmh no diesel está dentro da margem de consumos WLTP.
            Já o elektro…LOL

            Os consumos são dados por IA, que certamente sabe bem mais que tu e é bem menos tendenciosa.

          • JL says:

            As contas já aí estão, só tem de usar os números corretos, já agora o wltp não é um número de x a y litros, é um numero fixo.

    • Rui Costa says:

      Calma, também não é bem assim.
      Depende muito do percurso, do carro…
      Ainda na sexta feira, pelas 15H, com algum calor e AC ligado, eu ia a fazer 20kWh/100km a andar a 120/125km/h. E não é um SUV pequeno.
      O carro vai com 59000km e apesar da muita autoestrada que tem feito, com velocidades normais, vai com uma média de 16 a 16,5kWh

  3. Hernandes says:

    Colocaram segredo judicial para não divulgar a marca. Claramente não é a Tesla, se fosse, estaria estampado em todos os canais de notícias.

    Parabéns ao tribunal seletivo.

    • Max says:

      Trata-se de um Peugeot 2-2008 GT, segundo a notícia publicada pela sociedade de advogados alemã envolvida (link).
      Vale a pena usar um tradutor porque se fica a saber mais detalhes.
      No que é mais importante – não se trata de um desvio de 18% entre o valor em uso real do veículo e o valor WLPT oficial, em laboratório. Um técnico independente reproduziu o teste WLPT e encontrou um desvio de 18% em relação ao valor oficial WLPT.
      https ://www.presseportal.de/pm/105254/6298144

    • Max says:

      Correção acima: trata-se de um Peugeot e-2008 GT

    • says:

      Pensava que era um VW por causa das emissões de gases…

  4. Max says:

    No post de há dois dias, sobre o mesmo julgamento, dei o meu contributo sobre as diferenças habituais entre os valores WLPT e os valores reais.
    A coisa derivou para os carros dos comissários europeus (BMW i5) que não conseguem – à velocidade de autoestrada, 120 km/h, fazer o percurso Bruxelas-Estrasburgo, de 440 km, sem recarregar a bateria, assunto muito badalado em maio.
    Para fazer o percurso sem precisar de recarregar, com tempo frio, tinha que fazer o percurso à velocidade de camião, a 90 km/h, e mesmo assim no limite “à rasca”.
    Só que – a viagem, que a 120 km/h (com 20m para a saída da autoestrada e carregamento da bateria para fazer o percurso restante) dura 1h, passa a demorar mais 1h.
    Achei graça à ideia do carro do comissário na via da direita, a 90 km/h, atrás de um camião, para aproveitar a menor resistência do ar, para não fazer o percurso tão “à rasca” 🙂

    • Max says:

      Correção: Só que – a viagem, que a 120 km/h (com 20m para a saída da autoestrada e carregamento da bateria para fazer o percurso restante) dura – 4h – passa a demorar mais 1h.

    • B@rão Vermelho says:

      É o que penso, nos nunca conseguimos fazer o anunciado pelas marcas, mas não temos discrepâncias de 200 Km, aparentemente tudo interfere com a autonomia dos VE, muito mais do que os a combustão, eu já por aqui disse várias vezes que tenho um familiar com um Mercedes VE que supostamente faz 700 km de autonomia, mas se vier de Braga a Lisboa, não pode vir a grande velocidade, se não não chega cá sem ter de recarregar.
      Mas não é por isso que não vou comprar um VE, eu olho para o VE e retiro logo à cabeça pelo menos 100 km de autonomia.

      • says:

        O Rory Sutherland tem uma teoria muito engraçada sobre a psicologia da autonomia dos carros elétricos.
        Quanto à AE… quando ando com o meu Dacia a diesel na AE já sei que o ponto ideal é cerca dos 100km/h (OK, se calhar até é menos). Mas passando dos 100/110 nota-se bem o aumento de consumo.

    • JL says:

      Que BMW são esses?

      • Max says:

        BMW i5, com bateria de 81,2 kWh úteis. Com tempo frio:
        – a 120 km/h gasta 22 kwh/100 km dá no máximo para 370 km – não faz os 440 km do percurso, precisa de recarregar.
        – a 90 km/h gasta 18,5 a 19 kWh/100 km, o que dá para 427 a 432 km – é melhor por-se atrás de um camião para aproveitar a menor resistência do ar, senão também não chega lá.

        • says:

          Tu sabes que é aconselhado fazer paragens em viagens longas, não sabes? Mais de 2/2.5 horas já tenho de sair para esticar as pernas e beber uma aguinha com calma (e o meu carro diesel faz 700+ kms).

          • Yuri Bezmenov - primeira fase says:

            Lá vem as desculpas esfarrapadas do costume…lol
            Eu 450km é sempre seguido e no minimo a 120kmh. E agora? É proibido?

          • says:

            Eu tinha um familiar que fazia Suiça – Portugal e só parava para meter gota. É proibido? É sensato? O aconselhado (o mais comum) é parar 15 minutos a cada duas horas. Mas como diz bossa excelência, não é proibido andar sempre.

        • JL says:

          É isso que são bmw’s de grandes dimensões ?

  5. Yamahia says:

    Se a moda pega, não há elektro que escape.

  6. André says:

    Tenho andado a ver porque é que a autonomia dos carros elétricos varia tanto e, sinceramente, qualquer país devia adotar o PBEV como referência, em vez de depender de valores locais ou de indicações de fábrica. Como isto tem em conta a condução no mundo real, tipo o uso intensivo do ar condicionado e estradas em pior estado, o exato mesmo carro tem no Brasil uma autonomia 40% a 45% menor do que na China (CLTC), 25% a 30% menor do que na Europa (WLTP) e 10% a 12% menor do que nos EUA (EPA). É, pura e simplesmente, um valor muito mais realista para quem compra.

  7. Grunho says:

    Estava à espera de quê, a comprar material made in Europe? O tribunal devia era condená-lo em imposto agravado sobre a lorpice.

  8. Luis says:

    Tenho um x1 20d de 2010 que me faz pelo menos 950 km com um depósito combinado. Claro que também já fiz 1050 km como 850 . Cumpre bem a média indicada pelo fabricante . Não se esqueçam que o elétrico não pode com o vento de frente , seja qual for o elétrico se passar os 130 a hora a autonomia reduz literalmente para metade .

  9. PTO says:

    Esta sentença não faz muito sentido, para não dizer que não faz nenhum sentido mesmo.

    A ser assim, também devemos poder devolver os carros a combustão porque nenhum consome a quantidade de combustível que as marcas anunciam.

  10. utherzzao2 says:

    Todos os fabricantes de elétricos mentem! A autonomia real é 30% abaixo da anunciada. E em clima quente ou frio ainda piora mais!

    • JL says:

      Então qual é a diferença para os a combustão ? Vamos lá meter o secalharya a andar como uma velhinha.

    • JL says:

      Não dão tão maus como os a combustão:

      https: //www.rtp.pt/noticias/economia/combustivel-nao-rende-estudo-alerta-que-carros-consomem-mais-36-do-que-o-anunciado_n862115

      História destas que já têm cabelos brancos, e até chegam a ser de 50% superiores

      https: //observador.pt/2016/12/21/estudo-consumo-de-combustivel-e-superior-ao-anunciado-pelas-marcas/

  11. Paulo says:

    Bem, não quero azear ninguém, nem é o meu objetivo. Mas tenho Tesla Model Y 2025 Launch Series (Juniper) Long Range AWD, a autonomia oficial WLTP é de 568 km, mas faço à vontade 499-505 km, com uma condução mista (cidade, autoestrada) e pavimentos diversos. Existem também várias vezes em que faço apenas 480 km, porque tenho de apertar no acelerador para passar trolls na estrada. Ok, sabemos que o consumo nunca é correto e que existem fatores para isso, mas espero que em breve tenhamos a nova geração de baterias que já permite ultracarregamentos de 10-12 minutos, com autonomia de 700 km+. Olhando para trás, já podemos ver algum avanço em termos de tecnologia que permite não ter aquela ansiedade de carregar a bateria, ou de ter o suficiente para chegar ao destino. Agora em relação a este artigo, acho correto e justo que o tribunal ficou do lado do consumidor, a falta de credibilidade é cada vez mais comum nestes dias.

    • Max says:

      Não se trata da autonomia (ou consumo) WLPT vs. o autonomia, em estrada.
      O teste WLPT é um teste padrão em condições rigorosamente iguais para todos – e por isso serve para comparar dois carros, que foram sujeitos ao mesmo teste. Já para comparar, para o mesmo carro, o “valor de laboratório” (WLPT) com o “valor da estrada” é pouco útil.
      O que é importante notar neste caso e que o desvio de 18% não é entre o WLPT feito e anunciado pela marca e o uso real em estrada. É entre o WLPT feito e anunciado pela marca e o WLPT feito por um perito independente.
      O carro tem há de ser um usado senão teriam dito que a marca falseou o resultado (segundo os media trata-se de um Peugeot e-2008 GT, mas não é dito de que ano – mas chegou às ruas em 2020, com uma renovação do modelo em 2023).
      O tribunal ficou do lado do consumidor … Bem, o tribunal mandou a marca readquirir o carro, descontado o uso e nada mais. Pareceu-me uma sentença salomónica, aplicada a um caso individual.

      • says:

        Mais uma sentença salomónica ao estilo da que houve para a fraude das emissões da VW. Deviam ser obrigados a devolver o dinheiro todo a quem quisesse e ainda a pagar uma indemnização pela fraude e uma enorme multa pelo crime. Mas como vimos, o crime compensar.

  12. Joca says:

    Isto tudo é muito relativo, depende de muitos fatores, mas o teste é feito com todos os consumidores desligados ou seja rádio, luzes, ar condicionado, tudo conta para o consumo.

    Na oficina tive um aygo e um prius em se queixavam que os carros consumiam 9L e 7L, queixaram-se e fui eu fazer os testes. O prius fazia médias de 4L, mas atenção que era a comparação do percurso que o cliente fazia. O aygo ainda foi pior com uma média de 3.2L ou seja depois de andar com o cliente e a forma de condução era basicamente assim, como o carro não tinha potência, acelerava como um desalmado com fogo no cu e o carro só tinha 3 mudanças uma vez ou outra 4.

    Nos meus carros o meu Leon de fábrica faz médias de 8.1L faço a cagar 7.5L e se andar entre os 80km/h e 110km/h chega aos 7L, mas em conta partida numa condução desportiva salta para os 10L na boa. No polo 1.4tdi de 2001 faço facilmente 3.5L e um dia para testar realmente o que fazia em estradas nacionais, quase que fiz 1600km com 45L de gasóleo.

    Mas tudo conta, a pressão costuma estar a 0.3bar a mais que o fabricante diz, em que se estiver mais baixo 0.2bar do que o fabricante pode consumir cerca de 10% a mais e a geometria da direção também conta muito, se forem valores limite que passa na inspeção de 5m por km pode ir a 20 % a mais de consumo, não está nos valores do fabricante, em que está a 0,2 ou 0,3 m por km de desvio e os pneus gastam-se perfeitamente para o meu estilo de condução.

    Logo quando eles fazem os testes de “laboratório” eles fazem exatamente a mesma coisa, podiam por valores absurdos ainda mais baixos, em que a maior parte das pessoas não conseguiam fazer.

    O estilo de condução contra muito.

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