Claude Fable 5: foi lançada a ferramenta de IA da Anthropic considerada demasiado poderosa
A ferramenta de inteligência artificial (IA), Claude Fable 5, que a Anthropic considerava demasiado poderosa para ser disponibilizada ao público, acaba de ser lançada... para todos!
O Claude Fable 5 é o modelo mais capaz da Anthropic em disponibilidade geral, da mesma geração que o Claude Mythos 5, um modelo de IA restrito ao Project Glasswing que gerou conversas alargadas entre líderes da tecnologia, das finanças e de governos desde que foi disponibilizado de forma privada para parceiros selecionados em abril de 2026.
Alguns receiam que a ferramenta seja tão poderosa que possa representar riscos para a segurança financeira, embora outros questionem até que ponto toda a atenção gerada não passa de uma estratégia de marketing.
A Anthropic anunciou na terça-feira que o Fable seria lançado com salvaguardas e limitações para os utilizadores, embora tenha reconhecido que “lançar um modelo com estas capacidades acarreta riscos”.
As capacidades do Fable superam as de qualquer modelo que alguma vez tenhamos disponibilizado de forma generalizada.
Acrescentou a empresa.

Claude Mythos: uma inteligência artificial tão poderosa que a própria empresa hesitou em torná-la pública. Esta versão, preocupante, reacende o debate sobre até onde a humanidade consegue controlar as máquinas que cria.
Preocupações com a segurança
Quando o Mythos foi inicialmente disponibilizado a um pequeno grupo de organizações para avaliação, a Anthropic afirmou que o fazia porque a ferramenta era tão inteligente que poderia ser perigosa devido à sua capacidade de explorar vulnerabilidades ou invadir sistemas informáticos.
O ministro das Finanças do Canadá, François-Philippe Champagne, disse à BBC em abril que a atenção dada ao Mythos era justificada, em parte, porque “é o desconhecido do desconhecido”.
Entretanto, apesar do processo judicial em curso entre a Anthropic e o Departamento de Defesa dos Estados Unidos devido à recusa da empresa em permitir a utilização governamental das suas ferramentas de IA, também organismos governamentais norte-americanos têm estado a testar o Mythos.
Anthropic aproxima-se de avaliação de um bilião de dólares
Espera-se que a Anthropic se torne em breve uma empresa cotada em bolsa, numa altura em que a sua avaliação privada se aproxima de 1 bilião de dólares (747 mil milhões de libras). Demonstrar capacidades de IA cada vez mais avançadas e abrangentes reforça o seu valor junto dos investidores.
A empresa anunciou também na terça-feira que os cerca de 150 grupos que tiveram acesso antecipado ao Mythos passarão agora a ter acesso ao Claude Mythos 5, que não possui limitações nas áreas da cibersegurança ou da biologia, dependendo da utilização específica de cada organização.
Até ao momento, grupos e empresas que utilizam o Mythos reportaram à Anthropic a descoberta de mais de 10.000 falhas críticas de segurança nos seus sistemas.
A Anthropic afirmou que este acesso alargado está, para já, limitado a um “pequeno grupo de defensores cibernéticos e fornecedores de infraestruturas”, mas espera-se que seja expandido em breve.
Pretendemos alargar o acesso ao Mythos 5 através de um programa mais abrangente de acesso de confiança.
Afirmou a empresa.

O Project Glasswing é um programa da Anthropic que dá acesso controlado ao seu modelo de inteligência artificial mais avançado, o Claude Mythos, a um grupo restrito de empresas e organizações. O objetivo é utilizar a IA para encontrar vulnerabilidades críticas em sistemas informáticos, infraestruturas e software antes que possam ser exploradas por cibercriminosos. Segundo a Anthropic, os participantes no projeto já identificaram mais de 10.000 falhas de segurança graves.
Capacidade de operar sem supervisão
Tanto o Fable como o Mythos, que são essencialmente o mesmo modelo mas com diferentes salvaguardas e níveis de acesso, conseguem trabalhar “sem supervisão” em tarefas atribuídas por humanos durante períodos mais longos do que qualquer modelo Claude anterior, segundo a Anthropic.
Na semana passada, o cofundador da Anthropic, Jack Clark, afirmou ao programa BBC Newsnight que as capacidades das ferramentas de IA estão a evoluir tão rapidamente que a empresa acredita que deveria existir uma forma de o público poder travar o avanço da tecnologia.
É importante ter a opção de tirar o pé do acelerador e colocá-lo no travão.
Neste momento, é como se a indústria da IA tivesse um pedal do acelerador, mas não tivesse um pedal do travão.
Concluiu Clark.
Poderá estar a chegar o momento em que a inteligência artificial deixa de ser apenas uma ferramenta avançada para se tornar uma tecnologia cuja evolução e capacidade de atuação ultrapassam a velocidade a que governos, reguladores e a própria sociedade conseguem acompanhá-la.




















Lançam as coisas e depois dizem que a tecnologia deve ser o publico a travar isso.
Vá-se lá entender.
Tirem é isso fora se dizem que é tão perigoso
Continuo a achar, que o ser humano não sabe naquilo, em que se está a meter.
Mas como eu costumo dizer, espero que esteja errado.
Puseram vários guardrails antes de lançaram, cyber, bioquímica em especial, basta tentares fazer algo suspeito que o modelo trava
Já me entretive a passar em algum codebase, agora sim temos uma verdadeira AI.
Cenas de segurança ele recusa fazer, na API bloqueia, se for com subscrição reverte para opus e continua a tarefa com o opus, mas há workarounds, não para reasoning mas para code patching.
Agora é abusar para quem tiver tokens para alimentar a besta 🙂
Enquanto isso bebes a tua urina porque águinha é para o claude. Bravo Zé!!!!