Veículos comerciais ligeiros passam a ter de usar tacógrafo
Os veículos ligeiros de mercadorias que realizem transporte internacional passam a estar sujeitos a novas regras na União Europeia. A partir de julho de 2026, muitos destes veículos terão de estar equipados com tacógrafo inteligente, uma medida que visa reforçar a fiscalização dos tempos de condução e descanso dos motoristas.
A alteração resulta do chamado Pacote da Mobilidade, um conjunto de normas europeias criado para aumentar a segurança rodoviária, melhorar as condições de trabalho dos condutores profissionais e garantir uma concorrência mais justa no setor dos transportes.
Quem é abrangido?
A obrigatoriedade aplica-se aos veículos comerciais ligeiros com peso bruto superior a 2,5 toneladas e até 3,5 toneladas que efetuem transporte internacional de mercadorias por conta de outrem.
Até agora, a instalação de tacógrafos era exigida sobretudo em veículos pesados de mercadorias e passageiros. Com as novas regras, muitos furgões utilizados em operações internacionais passam também a estar abrangidos.
O que é um tacógrafo inteligente?
O tacógrafo é um equipamento eletrónico que regista diversos dados relacionados com a atividade do veículo, incluindo:
- Tempos de condução;
- Períodos de descanso;
- Velocidade;
- Distâncias percorridas;
- Localização do veículo.
A versão inteligente permite ainda uma fiscalização mais eficiente pelas autoridades, graças à transmissão remota de determinados dados.
A Comissão Europeia pretende combater situações de excesso de horas ao volante, uma das principais causas de fadiga dos condutores profissionais e de acidentes rodoviários.
Além da vertente da segurança, a medida procura evitar práticas de concorrência desleal entre empresas de transporte que operam em diferentes países da União Europeia.
Multas podem ser elevadas
O incumprimento das obrigações relacionadas com o tacógrafo pode resultar em coimas significativas, tanto para os condutores como para as empresas. As autoridades poderão fiscalizar não apenas a existência do equipamento, mas também a correta utilização e conservação dos registos.
Com a entrada em vigor desta medida, milhares de veículos comerciais ligeiros utilizados em transporte internacional terão de adaptar-se às novas exigências europeias, numa mudança que promete aumentar o controlo sobre o setor e reforçar a segurança nas estradas.




















Ou seja mais empregos politicos, mais entropia… cada vez mais custos de contexto, cada vez menos produção económica real. Depois não se admirem de crescimento real negativo.
Essa tua mentalidade acaba por matar pessoas.
Fica mais dinheiro/capital para a medicina do que para tacógrafos e a burocracia toda relacionada por isso quem é que mata mais pessoas…?
Todas as escolhas de investimento implicam sempre mortes. Se achas que todas as casas devem estar protegidas para sismo de escala 9, ficas com muitas mais pessoas a viver em barracas.
Grandes teorias sim senhor, a prevenção de mortes na estrada faz depois mortos nos hospitais, cá para mim existe dinheiro suficiente para todos mas para alimentar um rico morrem muitos outros.
Tu nem para gestão de condomínio servias…
“Todas as escolhas de investimento implicam sempre mortes” quantas mortes foram necessárias quando compraste o teu telemóvel. E quando compraste o teu carro?
Finalmente _/_
Boa medida mas ainda falta uma importante. Implementar matrículas com fundo diferente nas matrículas dos veículos registados em nome de empresa. Isto para ser mais fácil às forças de autoridade (brigada fiscal) uma fiscalização mais eficiente. E também para evitar alguns patrões de andar com carros de empresa na execução da sua vida pessoal. Principalmente não andarem a passear e ir de férias com carros de empresa.
O quê que essa medida contribui para a segurança rodoviária?
Provavelmente pouco, mas faz sempre a diferença, existe malta com muitas horas de carro da empresa, principalmente internacional… isto parece ser mais uma acção de fiscalização para as finanças.
Pena o veículos pesados de passageiros, com percursos inferiores a 50km, não serem obrigados a ter tacógrafo! Cada vez vejo mais atrocidades com este tipo de transporte…
O governa queria alterar isso… queria.. por que será que não alterou? E não devia ser só nos passageiros, devia ser em todos os que estão isentos! Mas isso ia mexer com muita coisa e com muito dinheiro, mesmo muito dinheiro! Um tacógrafo de última geração não é barato.. entre outras situações.
Isso significa que aquela malta que comprou aqueles carros de 2 lugares agora tem de instalar um tacografo? Lol
«A obrigatoriedade aplica-se aos veículos comerciais ligeiros com peso bruto superior a 2,5 toneladas e até 3,5 toneladas que efetuem transporte internacional de mercadorias por conta de outrem.»
Que pena 🙂
Pena é que não seja, também, a nível nacional.. hoje conhecemos a intenção da criação do novo Código de Estrada, para combater a sinistralidade, mas a polémica da isenção do uso e instalação de tacógrafos em determinados veículos parece ter parado.. tão preocupado estava LMN (e bem) com o excesso de horas dos motoristas dos expressos e nada.. e nada porque, possivelmente, é “complicado”…
Excelente iniciativa
Até que enfim vai haver regras
Neste contexto, qual e a diferença entre um motorista que conduz um furgão e um outro que conduz uma um carro normal? O primeiro esta sugeito paragens temporárias para descanso, mas o segundo, por exemplo um emigrante, pode condizir 24;h seguidas ou mais se qualquer penalização!! Mais uma manobra de Bruxelas para sacar mais dinheiro ao coitado
Taxógrafo vai ser o nome do aparelho
Deve haver imensos emigrantes a fazer isso todos os dias…
Incrível como uma medida que protege os trabalhadores e a segurança rodoviária é sempre vista como caça à multa.
No entanto, nos autocarros da Carris e da Mobicascais, uma vez que não há obrigatoriedade de tacógrafo, tens motoristas a trabalhar 16 horas e 7 dias por semana, para assim poderem fazerem mais horas. Há motoristas que andam com os olhos raiados de sangue, tal é o cansaço… Uma vergonha.
Não é só a Carris e a Mobicascais.. existem mais atividades sem a obrigatoriedade de instalação e uso de tacógrafo. Não farão essas horas na Carris, por exemplo, mas depois pegam num autocarro e vão fazer expresso, entre outras atividades de condução.
Com os TVDE’s que fazem 20h por dia não se preocupam eles, preferem ir atrás daqueles que acabam o serviço e se enfiam em casa… Típica lei tuga…
Típica lei tuga? Nem a primeira frase leste?
Quanto aos TVDE:
«Os motoristas só podem conduzir viatura de TVDE por menos de 10 horas num período de 24 horas, pelo código de trabalho»
Mais uma chulisse pois as empresas vão continuar a pagar o mesmo e obrigar a conduzir pelo ordenado mínimo….enfim ok