Especialistas em cancro eliminaram isto das suas próprias cozinhas, e a razão é convincente
Três especialistas em cancro concordaram que há um item que deveria ser eliminado das cozinhas de todas as pessoas.
A cozinha está cheia de objetos que usamos sem pensar duas vezes, todos os dias. Um dos mais comuns são os recipientes de plástico para guardar sobras, preparar refeições ou levar o almoço para o trabalho.
De acordo com vários oncologistas ouvidos pela revista Parade, alguns desses recipientes podem representar um risco para a saúde, especialmente quando começam a mostrar sinais de desgaste.
O problema com o plástico danificado
Segundo Tingting Tan, oncologista no City of Hope, recipientes turvos, riscados ou com fissuras são sinais claros de que o material se está a degradar.
Quando isso acontece, o plástico pode libertar partículas e compostos químicos para os alimentos, um fenómeno que se agrava significativamente com o calor.
Também Amar Rewari, chefe de radioterapia na Luminis Health, explicou que o calor é o principal catalisador deste processo.
Alimentos gordurosos, sopas, molhos ou qualquer refeição aquecida durante mais tempo num recipiente de plástico danificado ficam mais expostos a essa transferência química.
Curiosamente, não há grande salvação na etiqueta de que é "seguro para microondas". Afinal, essa indicação garante que o recipiente não derrete, mas não assegura que está isento de libertar compostos para a comida.
Quando é hora de deitar fora?
De acordo com Rewari, há sinais que indicam que chegou a hora de substituir um recipiente:
- Fissuras ou rachadelas visíveis;
- Riscos profundos na superfície;
- Aspeto turvo ou opaco;
- Tampas soltas ou mal vedadas;
- Odores persistentes que não desaparecem após lavagem.
Se o recipiente apresenta qualquer um destes sinais, a recomendação é que deve ser deitado ao lixo.
O que usar em alternativa?
Apesar de a sociedade ter adotado massivamente os recipientes de plástico, a boa notícia é que existem alternativas acessíveis.
As recomendações de Tan recaem, em primeiro lugar, sobre os recipientes de vidro, por serem duráveis, fáceis de limpar e seguros para aquecer.
Depois, a cerâmica e o aço inoxidável. Este último destaca-se para refeições frias ou para levar o almoço, embora não deva ser usado no microondas.
Outros cuidados na cozinha
Além dos recipientes, os especialistas deixam outros conselhos práticos, nomeadamente o controlo do consumo de açúcar adicionado:
- Menos de seis colheres de chá por dia para as mulheres;
- Menos de nove colheres de chá por dia para os homens.
Segundo Roshani Patel, diretora médica do programa de cancro da mama e oncologista cirúrgica da mama no Hackensack Meridian Jersey Shore University Medical Center, o excesso promove inflamação e picos glicémicos que podem aumentar indiretamente o risco de cancro.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, o consumo diário de açúcar não deve ultrapassar os 50 gramas, com a recomendação ideal a baixar este número para 25 gramas - cerca de seis pacotes de açúcar. Em Portugal, cada pacote individual está limitado, por lei, a quatro gramas desde 2019, no âmbito de estratégias de promoção da alimentação saudável. Para referência, uma lata de 330 mililitros de Coca‑Cola contém 35 gramas de açúcares.
Por sua vez, Rewari chama a atenção para os métodos de confeção, alertando que grelhar em excesso e carbonizar os alimentos produz compostos associados ao risco oncológico.
Não é necessário abandonar o churrasco, mas evitar queimar os alimentos regularmente é uma precaução sensata.
Por fim, Tan lembra que o álcool é um fator de risco conhecido para vários tipos de cancro, sem que exista uma quantidade "segura" comprovada cientificamente. Por isso, mesmo reduções modestas no consumo podem ter impacto positivo a longo prazo.
Pequenas mudanças já fazem a diferença
Conforme sublinhado por Patel, a maioria das pessoas que tem recipientes de plástico danificados em casa não desenvolve cancro. Uma vez que o risco é cumulativo e de baixa intensidade, não é motivo para alarme.
Contudo, se existem alternativas simples, como um frasco de vidro reutilizável, que permitem reduzir a exposição a compostos potencialmente nocivos, a mudança faz sentido.
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A mudança das caixas de plástico para as de vidro só trouxe chatices.
O problema são as tampas. Nas de plástico as caixas tinham tamanhos diferentes, agora há muitas caixas de vidro iguais ou parecidas.
Encontra-se a caixa, mas não se encontra a tampa. Ou a tampa parece que é aquela mas não fecha, porque é doutra caixa. Ou é daquela caixa mas não fecha.
(Outro dia, ao menos foi ao contrário e fez-se uma festa – a tampa não tinha caixa.)
Não tem problema max, as skills de planeamento de minha esposa ensinam.. os recipientes de vidro devem ser guardados em gavetas duplas grandes e na parte de cima da gaveta colocas uma sub-gaveta como a dos talhes por exemplo onde tens todas as tampas organizadas por tamanho, se as guardares da posição correspondente o teu cérebro mapeia o que precisa sem sequer olhar para o tamanho.
De nada 🙂
Qual é a IA que a sua esposa usa para fazer a gestão das caixas de plástico e vidro?
O problema dos recipientes de vidro é o peso e as tampas com aquele sistema de abas com lock, com o tempo de abrir e fechar, partem ou deixam de fechar e os alimentos saem para fora. Nos de plástico eram tampas ou de rosca ou de encaixe e nunca se estragam. Conselho: não comprar embalagens de plástico para alimentos não produzidas na UE. Na UE existem regras e leis para a produção de plástico para armazenamento alimentar. Se compram embalagens chinesas, aquilo não cumpre normas nenhumas. Ainda há dias comprei uma série de “tupperwares” no Aldi, fabricados na Suíça.
Realmente, entre a chatice de encaixar as tampas certas nas caixas de vidro e o cancro, prefiro claramente o cancro !
Adeus Air Fryer
Não existe qualquer mal nos plásticos para a saúde. O que existe ė comida processada sem qualquer nutrientes por ter sido pressionada para agradar as carteiras dos consumidores que perdem o poder de compra a cada dia. É a carne feita em laboratório, é o produto com sabor a chocolate, é as terras de cultivo carregadas de veneno para produção em massa e sem hipóteses de retorno a um cultivo sustentável, etc.
Eu já não estou longe de acabar o meu tempo e de me livrar do pesadelo que por aí vem, mas os nossos filhos vão sofrer imenso. Nem quero imaginar.
Começas a comer plástico então e já não tens problemas de saúde.
Recipientes em vidro é tudo muito bonito, mas….há cerca de dois anos mudei a metade das caixas que tinha de plástico por vidro, todo contente e tal, até que começaram a acontecer episódeos como hoje, de ao estar a mastigar, deparo com pequenas lascas de vidro….algo perfeitamente saudável, só que não.