Tesla em Autopilot não evita detenção de condutora alcoolizada e a dormir
Se todos pensam na condução autónoma como uma melhoria que chegará em breve, há quem aproveite já o que está disponóvel. A prova disso chegou há dias, com uma condutora a ser encontrata completamente alcoolizada e a dormir num Tesla com o Autopilot ativo. Estes casos não param de se acumular e mostrar os problemas associados.
FSD da Tesla usado erradamente
A condução autónoma tem o potencial de transformar a segurança nas estradas, mas o excesso de confiança na tecnologia continua a originar episódios perigosos. No passado dia 24 de abril de 2026, as autoridades detiveram uma mulher na autoestrada I-75, nos Estados Unidos, depois de ter sido encontrada a dormir ao volante de um Tesla, sob o efeito de álcool, enquanto o sistema Autopilot mantinha o carro em andamento.
O alerta partiu de outros automobilistas que estranharam a trajetória do veículo. Apesar de seguir a uma velocidade constante nas vias centrais, apresentava um comportamento errático. Quando a polícia emparelhou com o Tesla, o cenário era alarmante. A condutora estava totalmente prostrada e não reagia às sirenes nem às luzes da patrulha. O carro funcionava de forma quase fantasma, avançando entre o trânsito suportado apenas pelo software de assistência da marca.
Após a imobilização da viatura, os agentes confirmaram o forte odor a álcool e o estado de embriaguez da condutora, que se encontrava completamente desorientada. Os testes de despiste realizados no local não deixaram margem para dúvidas, revelando que a taxa de álcool no sangue triplicava o limite legal permitido.
Polícia encontra condutora alcoolizada e a dormir
O mais preocupante foi a justificação dada às autoridades. A mulher argumentou que "não estava a conduzir", assumindo que o carro estava a tratar de tudo. Esta defesa expõe um problema crescente conhecido como complacência por automatização. Os sistemas atuais da Tesla, por muito avançados que sejam, não oferecem autonomia de nível 5 e exigem sempre a supervisão humana.
A lei não deixa espaço para ambiguidades. Quem ocupa o lugar do condutor com o veículo em funcionamento assume a totalidade da responsabilidade legal. Este incidente levou as forças de segurança de condados como o de Sarasota a intensificar as patrulhas.
O objetivo das autoridades passa agora não só por vigiar as infrações clássicas, mas também por identificar quem utiliza estas inovações tecnológicas como um falso escudo legal, transformando sistemas de assistência num autêntico risco para a segurança rodoviária.



















Precisava de ser melhor explicado a versão do hardware e software.
Nos EUA, desde maio de 2021, com a atualização do software 2021.4.15.11, as câmaras internas que vinham com os Model 3 e Y e estavam inativas – passaram a seguir os olhos e a postura do condutor. A seguir os Model s e X passaram a vir com essa câmara. Se a câmara detetar sonolência avisa e se detetar a desatenção prolongada suspende o Autopilot durante períodos determinados.
Em 2024 e 2025 o software foi melhorado para o seguimento ocular.
Convém lembrar que no julgamento, de agosto de 2025, em que a Tesla foi condenada a pagar 243 milhões de dólares (por, em 2019, um condutor que seguia em condução automática, se ter baixado para apanhar o telemóvel que caiu e ter atropelado uma jovem, que morreu) uma das razões considerada pelo júri foi a Tesla, então, aos contrário de outros construtores – ainda não ter introduzido a câmara para seguimento dos olhos).
Isto sim é uma mulher. Alguém sabe se ainda está solteira?
Prefiro a fulana que estava em pleno acto com o autopilot ligado.