Renault Twingo E-Tech: citadino elétrico europeu chega a Portugal focado na eficiência
O mercado dos automóveis elétricos acessíveis acaba de ganhar um concorrente de peso em solo nacional. O novo Renault Twingo E-Tech já iniciou oficialmente a sua caminhada comercial no mercado português, posicionando-se como uma proposta puramente focada na mobilidade urbana e na máxima eficiência energética, com preços que começam nos 19 490 euros.
Para dar seguimento a um sucesso histórico que começou em 1992, o novo desenho combina a nostalgia clássica das gerações anteriores com uma visão inegavelmente moderna e adaptada aos exigentes desafios de mobilidade atuais. O legado do modelo neste formato citadino é pesado, somando mais de 4,15 milhões de unidades vendidas em 25 países ao longo de mais de três décadas de história no setor automóvel.
Consumos surpreendentes no primeiro contacto em estrada
Arrancar de Lisboa rumo ao Meco ao volante do novo Renault Twingo E-Tech serviu para tirar as primeiras teimas sobre as capacidades reais deste modelo no mundo real, fora dos laboratórios de ensaio. Ao longo de um percurso de teste de 116 quilómetros, que englobou diferentes tipos de traçado, o ecrã do painel de instrumentos registou uma média real de consumo de apenas 9,9 kWh por cada 100 quilómetros percorridos.
Este valor posiciona o veículo significativamente abaixo da média homologada em ciclo WLTP, revelando-se uma surpresa muito positiva para o segmento de entrada.
O desempenho equilibrado do motor elétrico de 82 cv e o peso controlado de cerca de 1200 kg são fatores determinantes para alcançar estes resultados de eficiência energética. Adicionalmente, os detalhes aerodinâmicos subtis, desenvolvidos especificamente pela engenharia da marca, desempenham um papel ativo na estrada.
As pequenas alhetas colocadas na secção traseira não assumem apenas um propósito estético, uma vez que ajudam a mitigar a resistência do ar e garantem cerca de 5 km de autonomia extra, de acordo com os dados técnicos oficiais avançados pela marca francesa.
No arranque, a resposta do acelerador mostra-se sempre pronta na marcha, conseguindo cumprir a tradicional medição dos 0 aos 50 km/h em 3,85 segundos. O comportamento dinâmico também demonstra uma evolução nítida face a outras propostas elétricas de entrada, notando-se uma estabilidade superior em velocidades mais elevadas quando comparado diretamente com o Dacia Spring.
Tecnologia, espaço interior e autonomia para o quotidiano
Produzido na Europa, mais concretamente nas linhas de montagem da Eslovénia, o citadino elétrico vem equipado com uma bateria de tecnologia LFP (Fosfato de Ferro-Lítio) com 27,5 kWh de capacidade utilizável. Esta configuração de armazenamento permite-lhe anunciar uma autonomia máxima de até 263 quilómetros na versão de entrada, uma distância perfeitamente ajustada para responder às deslocações diárias de quem vive ou trabalha nas grandes cidades.
A experiência de condução em ambiente urbano é otimizada pela inclusão do prático modo One Pedal, que maximiza a regeneração de energia nas travagens e desacelerações, reduzindo o desgaste dos componentes mecânicos.
Além disso, o modelo apresenta uma dotação de segurança invulgar para a sua categoria de preço, incorporando 24 ajudas ativas à condução, que incluem um assistente de estacionamento em modo mãos livres.
As dimensões exteriores foram totalmente pensadas para a agilidade no trânsito urbano, registando 3,79 metros de comprimento e um excelente raio de viragem de apenas 9,87 metros, facilitando as manobras nos espaços mais apertados. No interior, a organização do habitáculo beneficia de soluções inteligentes de aproveitamento do espaço.
O banco traseiro tem a particularidade de poder deslizar longitudinalmente até 17 centímetros, permitindo que a capacidade da bagageira varie de forma dinâmica consoante as necessidades diárias, flutuando entre os 260 e os 360 litros de volume disponível.
A vertente prática ganha ainda pontos preciosos com a inclusão do sistema Youclip, que permite fixar diversos acessórios de forma simples e rápida pela cabine.
Opções de carregamento e o Renault Twingo em Portugal
Contudo, as opções de carregamento integradas neste modelo merecem uma atenção especial por parte dos utilizadores no momento de configurar o veículo. O carregador de base fornecido de fábrica atua em corrente alternada (AC) e chega limitado a uma potência de 6,6 kW, o que exige um tempo de espera de aproximadamente 2 horas e 35 minutos para repor os níveis de energia.
Para colmatar esta restrição nas viagens mais longas, a Renault disponibiliza o designado pack Advanced Charge como opcional por 500 euros. Este extra eleva a capacidade de carregamento em AC para 11 kW e adiciona suporte para carregamento rápido em corrente contínua (DC) a 50 kW, tornando o veículo capaz de recuperar de 10% a 80% da carga total da bateria em cerca de 30 minutos.
As encomendas para o mercado nacional já se encontram abertas em toda a rede de concessionários. A versão de entrada, denominada Evolution, foca-se na vertente prática e apresenta o preço de arranque fixado nos 19.490 euros, mantendo-se abaixo do teto psicológico dos 20 mil euros mesmo se equipada com o pack de carregamento rápido.
Por sua vez, a versão superior, batizada de Techno, aposta numa atmosfera interior com acabamentos mais refinados, detalhes coloridos e um reforço tecnológico assinalável, onde se destaca o ecrã central openR link de 10,1 polegadas com os serviços da Google integrados, estando tabelada nos 21.090 euros.
Estão disponíveis seis cores de lançamento para personalização da carroçaria: verde, amarelo, vermelho, branco, preto e cinzento.



























Preço canhão para a malta não remediada continuar a comprar usados pelo mesmo valor ou mais baixo de 1 ou 2 segmentos acima (o Twingo é segmento A 4 lugares)!
Para quando a versão cabrio?
Só é pena ter autonomia de inversão de marcha, quando acabas a manobra acaba-se a bateria e não pode ser numa avenida. 🙂 🙂 🙂
Até a data comprávamos um carro citadino que fazia tudo com maior ou menor conforto, atualmente temos de ter um carro para cada situação, só pela autonomia, antes que começam já com teorias de conspiração, há pessoas que gostam de fazer viagens seguidas, sem paragens, eu por exemplo à vezes que paro e outras que não, dependendo da “urgência” de chegar, dai estar a pensar comprar o Model Y, para evitar ao máximo ter que obrigatoriamente de para, parar é uma opção não uma obrigação.
Acho que as pessoas, algumas, as que nunca conduziram um elétrico, não têm noção do que é autonomia e como se gere no dia a dia. Repara, eu oaté “percebo” o argumento, mas o Twingo não foi concebido para substituir todos os carros em todas as situações. É um citadino elétrico, pensado para percursos urbanos e suburbanos, onde a esmagadora maioria das deslocações diárias acontece. Isto porque grande parte dos portugueses não faz mais de 35 km por dia. E, como referi, os que estão debaixo do chapéu que serve este carro, ganham muito em ter um elétrico deste calibre para as deslocações da sua vida. basta fazer contas.
Dizer que a bateria acaba ao fim de uma manobra é um exagero que não corresponde à realidade. Até é estranho tu dizeres isso, confesso. Como é referido, a nova geração aponta para mais de 300 km de autonomia em ciclo WLTP, o que é mais do que suficiente para vários dias de utilização para muitos condutores.
Quanto às viagens longas, é verdade que ainda há quem prefira fazer centenas de quilómetros sem parar. Mas, quem faz isso regularmente ? 10% da nossa população ativa? E este não será um veículo para esses, normal.
O importante é escolher o carro adequado às necessidades. Criticar um citadino por não ser um estradista é como criticar uma carrinha de mercadorias por não ser um desportivo.
Repara, a minha resposta é uma resposta humorística com um grande fundo de verdade, até aqui compravas um carro que
“tinha” de fazer tudo, agora temos um carro “só” para a cidade.
Eu que não faço grandes deslocações porque não faço férias em Portugal mas tenho familiares na zona de Tumar e Portimão que visito com regularidade, e para fazer estas deslocações não acho normal ter de parar para recarregar, mas isto sou eu.
Eu também faço viagens de mota e tenho de parar a cada 320 Km, mas paro 5 minutos, mas é como tenho dito, como ainda não tenho VE, e estou formatado para os a combustão estes pormenores ainda fazem confusão, em principio até ao final do ano vou comprar VE, porque necessito mesmo de ter um carro de 5 lugares, como eu e os meus irmaos oferecemos um Smart aos meus pais, com a idade dele é perfeito, mas uma emergência fica complicado eu poder ajudar porque o meu carro também é só de dois lugares.
Sim, como referi, ainda há um adaptar das pessoas a este novo conceito de “consumo”. Quase como aqueles que dizem “o quê, esse carro só tem autonomia para 400 km? Para mim não dá, não chega ao Algarve!”.
Bom, na verdade o argumento parece válido, mas é apenas por falta de experiência. Se não vejamos, este tipo de argumento é de quem vai ao Algarve uma vez por ano e que, quando usa o seu carro no dia a dia, para fazer 30 ou 40 km, gasta num mês 150 euros de combustível. Portanto, algo como 1300 euros por ano. Se tiver um elétrico, que consiga carregar em casa, a rondar os 12 cêntimos o kWh, para estes mesmos quilómetros, gastará, num ano, 180 a 190 euros. Ora, terá facilmente uma poupança de mais de mil euros. Em 5 anos, terá poupado mais de 5 mil euros. Contas por baixo, sem falar no restante.
Portanto, mais do que gerar cenários insanos e irrealistas, as pessoas têm de pensar, de ponderar, de se informar. Se a ideia é comprar um carro novo, porque precisa mesmo, porque tem essa necessidade, a oferta é muita e a preços já bastante ajustáveis.
Agora, um elétrico não serve todas as pessoas, e por isso é que as pessoas têm de ver o que mais se ajusta à sua vida, se tem onde o carregar, se tem a autonomia que precisa para o dia a dia, se o custo de aquisição é viável… etc etc etc.
Simples, essas pessoas não comprem este carro.
Bateria de 27,5 kWh, carregador na melhor das situações de 11 kW, recuperar de 10% a 80% da carga total da bateria em cerca de 30 minutos.
Que contas são estas?
Não podes truncar o texto. Os 30 minutos não se referem ao carregamento AC de 11 kW. O texto indica que o pack Advanced Charge adiciona também carregamento rápido em corrente contínua (DC) a 50 kW. É nesse modo que a Renault anuncia a recuperação de 10% a 80% da bateria em cerca de 30 minutos. Em AC a 11 kW, o tempo seria substancialmente superior.
Erro meu, esclarecido!
Agradecido
É gigante comparado com o mk1!
Tem muito pouca autonomia! Não vai ser um sucesso de vendas…
Já está a ser.