Reduflação: o truque silencioso que faz pagar mais por menos no supermercado, dentro da lei
Provavelmente, já reparou que aquele pacote de bolachas que compra há anos parece ter encolhido; ou que o chocolate preferido da família ficou um pouco mais pequeno, mas o preço manteve-se. Se sim, saiba que não é ilusão, mas um truque com nome próprio: shrinkflation, ou reduflação, em português.
O que é exatamente a reduflação?
A reduflação é o processo pelo qual os produtos disponíveis no mercado encolhem em tamanho ou quantidade enquanto os preços se mantêm iguais.
O termo é uma junção das palavras inglesas shrink (encolher) e inflation (inflação), cunhado pela economista Pippa Malmgren e pelo historiador Brian Domitrovic na obra de 2009 "Econoclasts".
Na prática, funciona da seguinte forma: em vez de aumentar o preço de um produto de €2,50 para €2,90, o que o consumidor notaria imediatamente, a fabricante mantém os €2,50, mas reduz o conteúdo da embalagem de 500 g para 450 g.
Para a carteira do cliente, o resultado final é o mesmo, mas a mudança passa-lhe muito mais despercebida.
A reduflação permite que fabricantes e retalhistas gerem os seus custos de produção crescentes enquanto mantêm o volume de vendas, a margem operacional e a rentabilidade.
Por que motivo as empresas fazem isto?
A resposta curta é a psicologia do consumidor, pois este tende a ser mais desencorajado por subidas de preço do que por reduções no tamanho das embalagens.
Além disso, alguns clientes preferem mesmo uma embalagem mais pequena ao preço antigo do que a embalagem original a um preço mais alto.
A resposta mais longa inclui os custos. O aumento dos preços das matérias-primas, da mão de obra e dos transportes pressiona as empresas a encontrar formas de reduzir despesas.
Por exemplo, em 2023 o preço do trigo aumentou 25% devido a más colheitas e ao aumento da procura. Nesse contexto, reduzir discretamente a embalagem tornou-se a saída mais cómoda, e menos arriscada do ponto de vista comercial.
Em Portugal, a então diretora de Insights & Strategy da Havas Media Group Portugal, Sofia Vieira, considerou que a reduflação "apresenta um risco reduzido de afetar a reputação das marcas".
No entanto, "se for detetada é normalmente encarada de forma bastante negativa", por ser "um mecanismo pouco transparente, usado normalmente para transferir o efeito da subida de preços para o consumidor final", nas palavras da diretora, em 2022, ao Jornal de Negócios.
Curiosamente, um estudo recente demonstrou que a maioria dos consumidores considera a reduflação uma prática desonesta, considerando-a mais injusta do que uma subida direta de preço, o que contraria a lógica das marcas que a usam para evitar reações negativas.
Os casos mais mediáticos
O exemplo mais icónico é provavelmente o do Toblerone. Em 2010, a Kraft reduziu a barra de Toblerone de 200 g para 170 g. Em 2016, a Mondelez voltou a reduzir a barra de 170 g para 150 g no Reino Unido, enquanto a barra de 400 g passou para 360 g.
A estratégia passou por alargar os espaços entre os picos triangulares de chocolate. A embalagem mantinha o mesmo tamanho, mas o interior contava a verdade.
Outros produtos conhecidos que passaram pelo mesmo processo incluem as barras Mars, os gelados Magnum e as batatas fritas Pringles.
The shrinkflation of the old pringles design (165g) to the new (134g) by u/eternalcollapse in shrinkflation
Em Portugal, como está a situação?
Menos folhas de papel higiénico, pacotes de cereais e margarinas mais leves são exemplos de reduflação, em Portugal.
As empresas cortam nas quantidades, mas as dimensões das embalagens mantêm-se.
Em Portugal, a monitorização desta prática é difícil. Seria necessário conhecer, para todas as marcas, a evolução do custo por quantidade ou unidade.
Apesar de haver categorias onde a prática não é possível, como a fruta, que é vendida ao quilo, noutras áreas é comum: em cosmética, perfumaria e alimentação embalada é mais fácil recorrer a este método.
A DECO Proteste chegou a alertar os consumidores portugueses para redobrarem a atenção de forma a não comprarem menos pelo mesmo preço, numa altura em que os consecutivos aumentos dos preços ao consumidor contribuíram para o aumento da taxa de inflação para níveis históricos em 2022 e 2023.
Mais recentemente, a mesma organização portuguesa de defesa dos direitos dos consumidores informou de que o preço do cabaz alimentar voltou a subir pela sétima semana consecutiva, ultrapassando os 260 euros.
Como se pode proteger contra a reduflação no supermercado?
A principal ferramenta do consumidor é o preço por quilograma ou litro, obrigatório por lei nas etiquetas dos supermercados europeus. É esse número, em vez do preço total da embalagem, que permite comparações reais entre produtos e ao longo do tempo.
Outras dicas práticas incluem:
- Guardar memória das gramagens habituais dos produtos que compra regularmente;
- Usar apps de comparação de preços;
- Desconfiar de embalagens "renovadas" sem aumento de preço aparente, pois a renovação visual pode esconder uma redução de conteúdo.
A reduflação não é ilegal. Contudo, é uma forma de inflação disfarçada, e o primeiro passo para não cair na armadilha é simplesmente saber que ela existe.
Neste artigo: reduflação, shrinkflation






















Em Portugal assiste-se a ambos os casos: reduflação e aumento do preço…
Costumo ir de vez em quando a um restaurante que, à medida que sobe o preço diminui a comida.
Portugal come se barato. A ultima vez que fui a Lisboa paguei uns 55 euros para 2 pessoas com vinho .Aqui em Munique era bom que fosse tao barato
Talvez se esteja a esquecer da componente ordenados…
Resposta certa!!!
Podem fechar o tópico….
Calma, não estás no facebook
Em Portugal vendem batatas doces fritas com aspartame, e marca portuguesa. Muito pior que mais ar no pacote.
Tbm nozes, com mapa de portugal, a dizer que é marca portuguesa, bla bla bla. Mas origem: Chile.
Bebidas de aveia com bandeira UE- bio (verde), mas origem: Não UE. Etc etc.
uma coisa é “produzido em”, outra coisa é “embalado em…”. Situações completamente diferentes. Se queres consumir português começa a comprar produtos começados por 560xxxxx, vais ver que a que a lista vai surpreender…
Coisa mais errada, porque é possível importar coisas de qualquer parte do mundo e colocar o GTIN português…
Lol
E onde é que eu errei? Não deixa de ser Português? Pelo menos estás a ajudar o PIB português…lol
560 são produtos com código de barras emitido pela GS1 e só significa que está de alguma forma relacionado com Portugal.
Produtos vendidos em Portugal e produtos vendidos no estrangeiro por vendedores portugueses podem ter o código 560.
A “reduflação” é só mais uma peça do puzzle do “consumir sem dar conta”
Já ha anos que vemos isto noutras versões: congelados onde se paga o peso do gelo, embalagens e porções que nos fazem consumir mais, champôs e sabonetes mais líquidos que desaparecem mais depressa, ou o mito (verdade ou não) da pasta de dentes com o orifício maior para sair mais produto e gastar mais rápido….
A diferença agora? Já nem é consumir mais, é mesmo receber menos pelo mesmo preço
https://swissmade.direct/wp-content/uploads/2015/09/toblerones-classic.jpg
Os Toblerone começaram por ser uma representação das montanhas Suíças.
deve ser do degelo
Tudo dentro da lei, assim se vê para quem trabalham os políticos.
Nada como olhar para os rótulos 2 segundos e para o preço por KG. Aprende-se muita coisa. Há muitas marcas a tentar ludibriar os clientes. E algumas grandes superfícies também. Curiosamente dá-me a impressão que são mais depressa as que se dizem “nacionais” mas pagam impostos noutros locais.
Dai ser mais útil ver preço/kg ou preço/litro, etc do que preço final do pacote
A enshitification está em todo o lado.
Há muita coisa que agora traz o preço / 100 gramas, em vez do expectável preço / kg.
Nos carros, é onde se nota mais a enshitification.
O preço/kg é obrigatório, pelo menos nos supermercados.
O problema é que o preço por Kg em muitos casos é quase invisível. E em etiquetas digitas, a fonte é tão reduzida que a resolução da tela não consegue reproduzir o caractere.
Até a qualidade diminui, não é só o tamanho. As empresas querem enganar os consumidores com desculpas da treta.
Tenham atenção as caixas de barras de cereais, se as “apalparem” irão reparar que na mesma caixa ainda há espaço para mais uma ou duas barras.
Outra coisa são cas caixas de bombons, muito grandes e muito leves.
Aqui no Brasil isso acontece faz tempo. E o mais ruim agora é utilização de ingredientes mais baratos. Nao é mais queijo: é preparado alimentício sabor queijo. Chocolate agora é sabor chocolate.
É só trafulhas, estamos entregues à bicharada humana. Só se pensa no lucro fácil e rápido. Nem quero pensar nos químicos que poem nas frutas, sem cumprirem as regras, que depois vão causar doenças graves aos consumidores!
“Portugal, a monitorização desta prática é difícil”, desculpem não é nada difícil, os folhetos do supermercado estão estampados na internet com anos anteriores, o que não falta são rótulos pela internet, dizer que é difícil quando se nota à cara podre, como muitos produtos em Espanha custam muito menos e cá é um roubo. chocolates é o exemplo mais estupido, sumos de 2 litros para 1,75, 1,5 para 1,25…. ao menos o arroz é 1kg e continua 1kg
O que importa é que os chouriços não diminuam o resto a gente aguenta!!!!
Diana, se o chouriço for pequeno, é ir buscar outro.
Haja alegria…
se o charcuteiro for boa pessoa, até chouriço te dá de borla
A lista de esquemas é enorme: alguns pacotes de produtos, por exemplo de farinha, de 900g (ao invés de 1 Kg), embalagens com grandes dimensões (para criar a ilusão de mais quantidade), rolos de papel higiénico com o mesmo tamanho exterior, mas maior diâmetro do rolo interior em cartão, produtos de higiene mais diluídos, pastas de dentes (e não só) em que se nota que existe bastante ar na embalagem. É preciso também prestar atenção a alguns produtos cortados e embalados em vácuo de fábrica (por exemplo queijos) em que o peso afixado não corresponde (num hipermercado apresentei reclamação porque antes de comprar, ao confirmar o peso, constatei que as 5 metades de queijos disponíveis todas tinham cerca de 100g a menos).
Qualquer dia é tudo tão pequeno que só se paga e não se traz nada.
Estamos quase lá :-D
A moda chegou cá muito rápidamente e começou a notar-se em bem mais produtos pós pandemia. Este artigo vem um pouco atrasado mas mais vale tarde do que nunca, até porque infelizmente continua bem atual e estas práticas não foram a lado nenhum, menos quantidade por mais dinheiro qual é o negócio que diz que não… se é legal? é mas a defesa do consumidor devia fazer mais e as leis também podem mudar.
No tempo em que eu comprava detergente para máquina em pó, da marca SKIP, um dia comprei uma embalagem das maiores em que metade era ar. Na página de Facebook deles, chamei-lhes literalmente vigaristas e responderam com toda a educação de verdadeiros vigaristas: “Ah pois, o espaço adiccional é para que o pó não ganhe humidade e compacte demasiadamente…”. Resposta de sujeitos “sem vergonha na cara”, como se de um pó detergente fosse a mesma coisa do que um pacote de batatas fritas estaladiças que para não se quebrarem têm mesmo de ser insuflados antes da selagem da embalagem. O que digo é que anda meio mundo a enganar meio mundo, os CEO’s só se preocupam em apresentar resultados à conta de desonestidades desse calibra, e toda esta situação contribui e de que maneira para a erosão da coesão social e dos laços de confiança que sempre cimentaram as relações económicas entre pessoas honradas. Mundo cada vez mais imundo, em quase tudo.
Mas eles têm 100000% de razão.
Se o produto não estiver dentro da embalagem o teu produto não ganha humidade nem compacta, e portanto não podes reclamar.
Ora bem. É como aquele que não tem fome, mas sim vontade de comêr. lol
Concordo plenamente, mas também o consumidor deve ter o cuidado de verificar o peso “líquido”.
Mas parte também é psicológico.
Se compararmos o preço de uma cápsula nespresso com um frasco de nescafé ou com café em grão (ou em pó) para máquina, as cápsulas são absurdamente caras. Claro que as marcas não fazem essa comparação, comparam as cápsulas com um café na rua ou com o starbucks ou algo que o valha. Sim, as marcas são boas artistas nessas coisa. Mas o consumidor pode, e deve, aprender alguma coisa e a não abrir a boca a tudo.
Isto têm muito que se lhe diga, e cobrar o mesmo (em alguns casos…) por menos produto é apenas uma das questões.
As pessoas pagam melhor por menos produto, mas se eles lançarem uma embalagem nova essa embalagem tem que começar do zero, e é especialmente mau se a aparência ou a marca forem novas e a percepção da marca não for muito boa.
Outra coisa é que ter muitas opções é mau para as marcas, tanto em questão de custos como de prejudicar a percepção pelo consumidor do valor da marca.
E há muitas outras coisas envolvidas, isto são só duas coisas que me vieram à cabeça, a lista é enorme.
Comentário incompreensível….
Resumidamente o consumidor paga melhor por quantidades pequenas, mas se as marcas quiserem diminuir embalagens menores tem diversos problemas.
Ter ao mesmo tempo uma garrafa de 1 litro e de 75cl é péssimo por vários motivos, e as marcas escolhem uma das duas.
Dantes davam um bife a quem desse uma vaca.
Agora dão a corda de novo para lhes levarem outra!!!
Reduflação? É ilegal? Não. Querem mais, levem duas. Coloquem as dúvidas aos governos.
A questão aqui não é a legalidade ou não (não creio ser ilegal) nem é questão para os governos. As pessoas têm obrigação de estar atentas e responder com a carteira. O meu puto tem 14 anos e quando vamos às compras sempre que ele coloca alguma coisa no carro pergunto sempre quanto custa e o preço por kg. Aliás, agora raramente preciso preguntar porque já tem noção que tem de estar atento e olhar sempre com 500 olhos. Os supermercados e boa parte das marcas e grande retalho são dos setores que mais apostam em psicologia. Para quê? Para saber como melhor espremer-nos. Até reduzir o tamanho das tijoleira no chão para que, inconscientemente, sejamos levados a reduzir a velocidade porque o “barulho” que o carro faz ao rolar no chão fica mais rápido e dificilmente reparamos que as tijoleiras estão mais pequenas mas pensamos que estamos a acelerar. É diabólico, mas é verdade. E é apenas um dos truques. Outros são ter sempre o cheio a pão a sair do forno… dá fome e faz comprar mais comida. Ter os artigos caros ao nível dos olhos, ter o arroz, as massas e a água no fim de tudo para sermos obrigados a passar no supermercado todo. Ter packs poupança que muitas vezes de poupança pouco ou nada têm (às vezes até fica mais caro). Até o tipo de música muda conforme a hora do dia para estar “ajustada” ao perfil dos clientes a cada hora, colocar produtos para os putos a um nível que os putos não resistem, letreiros gigantes com preços que parecem promoção mas são afinal os preços normais… e estávamos aqui o dia todo.
Fazem tudo o que a cartilha de escolas como a Universidade Católica ou Universidade Nova ensinam nos seus cursos de gestão e/ou em MBA’s (sei porque INFELIZMENTE privei vários anos na Universidade Católica, algo que desaconselho vivamente tal a quantidade de betos por m2 que não vivem no mundo real) …. são o expoente máximo do liberalismo e conversa capitalista. E leia-se que estou a km de distância de Comunismos e afins, defendo é razoabilidade nos lucros, equilibrio entre vida profissional e familiar, confiança entre empregadores e empregados, vencimentos compatíveis com o custo de vida e sim, em alguns casos, alguma regulação pública. Veja-se bem os alertas que o José Gomes Ferreira se farta de fazer na SIC relativamente a lucros pornográficos de certas áreas empresariais em Portugal. Não nos iludamos mesmo, e este é um recado para a IL, NUNCA, mesmo NUNCA em momento algum o setor privado vai zelar ou substituir o setor público em certas áreas porque simplesmente se baseia em pricípios básicos de maximização de lucro minimizando custos … Existem áreas em que os custos têm de ser suportados por nós como sociedade, como apoio à 3a idade ou apoio a pessoas com deficiência entre muitas outras, Bombeiros, Polícia, Educação, Justíça. Que as coisas devam ser bem geridas e fiscalizadas isso obviamente parece-me óbvio. Os gastos de dinheiros públicos devem ser transparentes como água cristalina, tal como o financiamento a partidos ….
Eu cá só compro arroz de kg com 1,25kg e esparguete de 0,5 kg com 0,55kg. A mim não me enganam.
É começar a gamar…
Só cai na aldrabice quem quer. É o problema da falta da cultura matemática e do facilitismo nas escolas.
Se as pessoas se habituarem a comprar por kg, por unidade, por grama, etc. fazem compras muito mais lógicas.
Por vezes vale a pena comprar determinados produtos em maior quantidade, desde que tenham prazo de validade longo ou nem se estraguem, porque em média paga-se menos pela unidade.
Aliás na sequência deste comentário nem percebo porque as empresas não arranjam é forma de reduzir as embalagens ou o tamanho das mesmas poupando no plástico, o planeta e eventualmente permitindo evitar parte destes esquemas. Qual a percentagem de uma embalagem de detergente por exemplo que vem vazia?!
Diria ainda que em muitos produtos deria perfeitamente possível uma abordagem de refill.
Desde que há uns dias me apercebi da quantidade de queijos que iam para o lixo num supermercado conhecido percebo que o que está em primeiro plano é mesmo o lucro, tudo o resto vem muito muito atrás.
Prestem também atenção ao tamanho do pão nos supermercados. O mais rídiculo que vi foi venderem embalagens com 10 ovos ………. parecem mesmo uma dúzia mas faltam 2.
Muitas marcas e várias superfícies comerciais são particularmente “hábeis” nestas coisas. Vale tudo para enganar os clientes. Desde “pack poupança” no qual 4 embalagens custam mais (por unidade) que cada embalagem individualmente, a coisas como as fraldas que têm sempre o mesmo produto com 4 ou 5 embalagens com quantidades diferentes e muitas vezes o que não é “especial” (pack poupança, promoção, oferta…) é o mais barato por unidade. Ainda recentemente o chocolate pantagruel 85% de cacau aumentou, aumentou, aumentou (para praticamente o dobro sendo que as marcas queixam-se que a mão de obra é o mais caro e as matérias primas não pesam tanto no preço mas quando uma matéria prima sobe, lá vêm eles encher a cesta). Agora, o dito chocolate desceu um pouquinho, perdendo 15% da quantidade. E é apenas um caso entre muitos. Os grandes grupos têm programas, apoios, fundações, candidaturas e sei lá que mais. Mas é tudo treta. Desde aquela vez que o continente foi (alegadamente) apanhado a pedir em seu nome recibos dos donativos dos clientes… enfim. Quanto mais promoções vejo, mais publicidade vejo… menos vontade me dá de ir a certas lojas. E as que mais gastam em anúncios a dizer que têm os melhores preços raramente têm efetivamente os melhores preços e muitas vezes com qualidade duvidosa. Tem dias que até dá dó tentar comprar fruta nos grandes supermercados. Ou parece que vieram da guerra do médio oriente ou de uma clínica de cirurgia plástica de Los Angeles. O desperdício só pesa na carteira, não pesa na consciência e preferem muitas vezes deitas ao lixo a dar a quem precisa. E quando digo dar… tem de ser sempre com benefícios fiscais bem jeitosos por dar por dar, não dá nada!
Concordo com tudo o que foi dito. Algo também vergonhoso é na altura do banco alimentar nos obrigarem a pagar IVA para apoiar quem necessita. Aumentam as vendas a únca pessoa que perde no meio disto tudo é mesmo o consumidor:
– O supermercado ganha porque vende mais
– O estado ganha mais IVA
– As pessoas que infelizmente necessitam ganham
– Nós perdemos …. e enchemos ainda mais os bolsos desta corja
Não sei se já observaram, quem anda por Lisboa, o monstro que a SONAE está a construir ao lado do Colombo, uma nova torre ou edifício. Estes grupos ganham e ganham e ganham e quando vêm com a conversa que são grandes empregadores …. sim empregam e com que ordenados, com que horários de trabalho.
Até devem estar a esfregar as mãos com esta corja de políticos que pretende tornar o trabalho ainda mais escravo …. vejam se na Suíça os supermercados estão abertos até às 23:00 …..
Fecha tudo às 17:30 / 18:00, envia-se um e-mail pelas 19:00 a um cliente ou empresa só recebemos resposta no dia seguinte.
Pergunto …….. têm horários bem definidos de trabalho, pouco trabalho se vê ao fim de semana, não há cá supermercados abertos até às tantas e centros comerciais. Diria que produzem um pouco mais que os Portugueses certo ?!?!?
Será que o facto de ganharem 4 a 5 vezes mais do que nós em certas áreas tem alguma infuência?! Será que o facto de cumprirem a legislação muito mais do que nós tem alguma influência ?!?
Ficam as perguntas ….
Se me pagassem o que pagam na Suíça de forma que tivesse forma de poupar metade do vencimento todos os meses ou mais, se calhar até aceitava ser despedido de um dia para o outro ….
Deveria ser obrigatório o preço por kg estar destacado. Deveria ser obrigatório as etiquetas estarem bem visíveis.
Só falta fazer o mesmo aos preservativos
Desde que descobri que a Sonae sustenta o ninho de ratazanas que é o jornal Público, só em último caso compro algo neles.
Por mim podiam fechar.