A partir desta data as baterias dos smartphones mudam na Europa! Descubra porquê
A Europa parece apostada em mudar o panorama tecnológico, sempre com os utilizadores no seu foco. Quer aumentar o tempo de vida dos dispositivos e simplificar toda e qualquer reparação a ser aplicada. Para isso, e a partir desta data as baterias dos smartphones mudam na Europa! Descubra porquê.
Europa muda o cenario tecnológico para o consumidor
Embora já tivesse sido aprovado, ainda não sabíamos a data de entrada em vigor deste regulamento. Qual delas? Aquela que exige que todos os fabricantes de dispositivos eletrónicos incluam baterias facilmente substituíveis pelo utilizador final. A União Europeia consolidou um dos pontos-chave do Regulamento Europeu sobre baterias, pilhas e resíduos, assinado em 2023, e tem implementado gradualmente alguns aspetos.
O objetivo da UE é reduzir o desperdício e permitir que os dispositivos eletrónicos prolonguem a sua vida útil com a fácil substituição da bateria. Embora esta não seja uma má ideia e tenha acertado em cheio (a diminuição da duração da bateria é um dos principais motivos pelos quais os utilizadores trocam de telemóvel), toda a exigência é sempre acompanhada de queixas, adaptações questionáveis e muitos detalhes que podem ser negligenciados.
Segundo a UE, esta regra entra em vigor a partir de 18 de abril de 2027. Esta exigência significa que todos os fabricantes de dispositivos eletrónicos devem garantir a fácil substituição da bateria para o utilizador final. Isto inclui tudo o que é óbvio: telemóveis, tablets, computadores portáteis e câmaras.
Baterias têm de ser simples de substituir por todos
Esta regulamentação não obriga os fabricantes a lançar telemóveis com baterias amovíveis como antigamente, mas exige que facilitem um pouco a vida dos utilizadores. A norma determina que as empresas garantam que a bateria pode ser substituída com ferramentas disponíveis no mercado. Por outras palavras: artigos que pode comprar em qualquer loja sem precisar de qualquer equipamento especial.
Além disso, a regulamentação exige que este processo possa ser realizado pelos utilizadores finais, e não por funcionários ou colaboradores das lojas de reparação. Deve ser um processo suficientemente acessível para que a troca da bateria seja feita em casa sem procedimentos complicados ou experiência prévia.
A regulamentação exige que qualquer dispositivo eletrónico com bateria esteja em conformidade com as novas regras. Mas, pela sua própria natureza, mas alguns dispositivos ou tornam praticamente impossível a substituição da bateria sem danificar o dispositivo, ou exigem ferramentas especiais dos próprios fabricantes.
Será que os fabricantes querem esta mudança radical?
E aqui que surge outra grande controvérsia em torno desta regulamentação. A exigência pode dificultar o progresso ou restringir os dispositivos vendidos na UE. Desde 2023, a indústria tecnológica, e especificamente o setor dos telemóveis, deu um salto significativo na tecnologia de baterias.
Se a UE o obrigar a simplificar tudo em demasia para o utilizador os processos de fabrico e de design são limitados, impedindo a implementação de determinadas melhorias e, essencialmente, paralisando a evolução tecnológica. Indiretamente, os fabricantes já contribuíram para que os telemóveis tenham uma vida útil mais longa através da implementação de baterias maiores e mais duradouras, mas, para muitos, conciliar isto com a facilidade de substituição em casa pode ser um problema.
Embora a decisão da UE defenda a melhoria da experiência do utilizador e incentive a substituição de componentes antes da substituição completa do dispositivo, fá-lo comprometendo os fabricantes, os seus produtos e como são concebidos. Tudo isto é acompanhado por uma regulamentação que parece trazer de volta as baterias amovíveis, mas que ainda obriga o utilizador a comprar ferramentas, a ver tutoriais e a arriscar abrir o seu dispositivo com pouca experiência.





















Deixei de ler em “ A Europa … sempre com os utilizadores no seu foco”.
E a certificação IP? abrimos a parte de trás do smartphone ….e como é que vamos vedar depois de substituir a bateria? Vamos ter uma tampa especial???
Vai lá ver o Pixel Watch 4 e depois conta me coisas…
Entre trocar a bateria ou perder as certificações IP, prefiro honestamente que se lixe a bateria. É me mais util ter o telemovel bem vedado do que poder trocar a bateria. Geralmente troco de bateria a cada 3 anos até o telemovel dar o berro em termos de updates. E sempre troquei a bateria sem problemas, bastou ir a um centro de reparações oficial da apple e em meia hora tinha uma bateria nova. Devo ter pago uns 60 ou 70 euros.
(Isto assumindo que com esta medida os telemoveis vão perder as vedações contra agua, salpicos e pós)
A questão não se aplica só a telemóveis mas a vários tipos de equipamento. Não seria muito mais simples e com certeza mais barato de pudessemos comprar uma bateria e trocar tal como faziamos nos Nokia?
De acordo, mas que mantenham as mesmas certificações IP, com boas vedações. Se consehuirem isso para mim perfeito. O que disse é que entre um e outro prefiro as vedações que me é mais util do que a troca de bateria que faço apenas uma vez a cada 3 anos se for preciso, já a vedação é algo que gosto de ter sempre por questões de segurança.
Nota que antigamente os Nokia davam para trocar as baterias, e bem, mas lembra-te que nenhum deles (pelo menos dos que tive e tenha conhecimento) era a prova de agua como são os telemoveis recentes.
Manter a vedação de um telemóvel é uma questão de lhe trocar o vedante.
É literalmente a parte mais fácil de todo o processo.
Já troquei várias e não perco estanquicidade.
O iPhone 7 velhinho ainda é o que uso para correr trails, e desde chuva, atravessar rios com água pela cintura, rastejar pela lama etc e não se queixa.
Já lhe toquei a bateria 2x…
Existem formas de permitir vedações contra a água mesmo permitindo reparações, o Pixel Watch 4 é um bom exemplo disso, mas ele também utiliza o fator da forma para ajudar (algo que um telemovel não pode); agora, com investimento nesta área tenho certeza que vamos voltar aos mesmos padrões de IP mesmo com baterias reparáveis, pode é demorar um pouco. Deve ser só uma questão de tempo até pararem com a cola no ecrã e vedarem de outra forma (como borrachas e geometria especifica nas bordas da case e do ecrã em si) e assim utilizar isso para tornar a bateria reparável. Agora, nos próximos tempos se precisar de um telemovel, é não ir tão fundo com ele… mas a longo prazo vamos ver se realmente vai ser uma boa medida…
Se trocaste a bateria e ficou tudo bem, não são esses dispositivos que vão ter problemas com esta lei.
nao é dificil fazer uma tampa estanque
Basta a tampa ficar mal encaixada, ou uma borracha vincada e já foste.
Cai ao chao, ao bater a tampa abre, vai a agua e já foste.
Não sou contra isto da troca das baterias por qualuqer um, apoio a medida a 100%, mas que com isso não se perca todos os avanços que foram feitos neste campo das vedações dos telemoveis.
“paralisando a evolução tecnológica.”
Parece-me demasiado bruta esta afirmação.
Não podem evoluir com baterias substituíveis? Pode não ser uma evolução tão rápida, até poderia acreditar. Mas paralisação?
“O drama, a tragédia, o horror” – Artur Albarran
Voltamos aos tempos do 3310, como a Europa evolui a olhos vistos.
vamos voltar a telemoveis feios e que se partem todos para que meia duzia de nerds compre baterias carissimas e se ponham a trocar algo que nnguem quer fazer
Esta alteração não é para os nerds andarem a brincar com as baterias, é para quando a bateria já estiver desgastada, apenas trocar, ao invés de ter de pagar balurdios para a troca de uma bateria em serviços especializados e depois nem colar a tampa corretamente sabem.
Ninguém quer fazer?! Tens de deixar de acreditar nessa propaganda!
Grande parte das pessoas quer poder trocar de bateria!
temos de ver que isto deve ser alguém de uma geração diferente para quem um pequeno dano ou estrago significa trocar tudo e não tentar reparar ou trocar por si próprio, pois dá muito trabalho….
Já deveriam ter implementado há mais anos. Principalmente nos ishit phones….
Os Iphone até são dos equipamentos mais fáceis de substituir bateria. Um Samsung é muito mais complicado.
são basicamente a mesma coisa, a unica diferença é que a samsung não está tão documentada como os iphones por existirem imensos modelos e a organização lá dentro por vezes não é a mais bonita, mas é mais do mesmo, a bateria é um módulo, não está soldada, apenas tem duas fitas duplas de cola, que se puxam e a bateria saí, se tivermos sorte, sem problemas
Sim, porque a dificuldade é muita…
Enfim… Nem tentaste, certo?
Quem? eu?
Não tenho qualquer problema em fazer reparações ou até mods complexos, normalmente sou aquela pessoa a quem todos pedem ajuda sempre que precisam de reparar alguma cena, mesmo que seja simples, maior parte da malta tem medo em mexer.
O meu comentário de “se tivermos sorte, sem problemas” era relativo às duas fitas de cola que fixam a bateria, se puxares sem cuidado, elas podem partir e depois dá mais trabalho a remover a bateria, mas nada que não dê para resolver com algumas ferramentas
Daí passar a ser obrigatório tornar as reparações fáceis e acessíveis a qualquer um.
Se calhar podem começar com essas fitas inúteis.
Quando os telemóveis tinham tampas amovíveis de encaixe as baterias não vinham coladas. Agora que as tampas são aparafusadas e/ou coladas é que as colam. É só para dificultar a operação…
Agora nos últimos, é praticamente só cola, tens de aquecer a traseira do telemóvel e ter uma boa ventosa para puxar, dá trabalho…
E depois pra fechar dá outro tanto de trabalho, que tens de colar uma fita que sela o telemovel e é estupidamente fina.
Para mim desde que não compromenta a resistência à água, qualquer solução vai ser boa.
Tou com alguma curiosidade de saber como vão fazer isto nos foldables que mal há espaço para o hardware e levam mais do que uma bateria
Lá está, um secador de cabelo e um kit de 5€ e tens as ferramentas necessárias para trocar a bateria de qualquer telemóvel…
Temos a situação da Apple e Samsung como outos demais, vão conseguir dar a volta a esta lei, com o componeite da resistencia a agua, e por esse motivo vão-se safar da troca de bateria pelo cliente final, vamos ver este futuro com muitas voltas. Eu acho uma boa ideia a troca facilitada de baterias.
Péssima ideia quando isso significa equipamentos mais bulk com mais pontos de falha e sem possibilidade de resistência a água.
Retrocesso em nome das parvoíces da UE.
Qualquer dia ninguém quer vender software nem hardware na UE, e os espertos começam a ir lá fora comprar tudo
Quantas vezes precisei de resistência á água nos últimos anos? ZERO.
Quantas vezes deitei fora equipamentos porque tinham a bateria já com pouca capacidade? Se contar com tablets, smartphones para mim e para a minha família DEZENAS!
Portanto, excelente medida!
+1, para além de que já existiam e existiram soluções com baterias removíveis que não eram bulky, tinham resistência à agua, etc – trata-se apenas e só de uma questão de engenharia.
A meu ver isto só vai forçar os fabricantes a pensar melhor nas soluções que tem hoje em dia e forçar a mais e novo desenvolvimento.
então espera para ver, a apple não vai nestas cantigas, de qualquer forma eu já compro praticamente tudo nos EUA, não me aquece nem arrefece
vais pagar por uma bateria metade do que custa o equipamento novo, o problema vai-se manter
se calhar já tiveste um azar e nem deste conta por teres um telemovel com a certificação de resistência à àgua, que continuou a trabalhar sem qualquer problema, é sempre bom ter, se tiveres um problema com a bateria, encontras várias lojas que te trocam na hora e o preço não muda tanto assim de a comprares algures na net ( visto que é algo que nunca vais encontrar numa prateleira) e fazeres tu a instalação, não acho uma medida necessária honestamente
+1 se precisar de alguma coisa é jogar fora e comprar novo.
A Apple e a Samsung vão cumprir o estipulado pela comunidade europeia!!!
Mais nada….
Vão ter que inventar um sistema para o utilizador trocar a bateria, o mais simples.
Duvido que nós dêem telemóveis com tampa removivel sem ferramentas, principalmente com a apple, lembro-me de ver há pouco tempo que eles tinham uma tecnologia para remover a bateria dos iphones com eletricidade, por muito fixe que seja a tecnologia, complica pra todos o processo e mesmo pra lojas de reparações mais pequenas
Tens de ler o artigo: “pode ser substituída com ferramentas disponíveis no mercado”
Mas não sabes que esses aparelhos que falas podem ter as baterias tocadas e até bem facilmente mantendo a resistência à água?
“Fantástico” como esta secção de comentários demonstra como há sempre alguém com vontade de ir contra os seus próprios interesses.
Pessoal quer é um iPhone novo todos os anos.
Isso de se poder reparar o quer que seja é para os pobres.
Há os que têm de pagar o telemóvel do seu bolso e têm muito interesse na possibilidade de troca e depois há os que, provavelmente, recebem telemóveis da empresa e não querem saber
esses sacanas que até telemoveis e pcs recebem das empresas para trabalharem.. era mete-los todos num barco..
acho que a malta tá mais preocupada com os compromissos do que propriamente com a troca de bateria, acho que seja possivel pois o samsung S5 tinha resistência à prova de àgua e bateria removivel, a grande questão é, isto vai ser bom para quem realmente? Não vais ter lojas a venderem as baterias a vulso, então ou mandas vir da net e aventuras-te como toda a gente tem feito até este momento ou vais a uma loja e pagas um serviço, que não precisa ser necessáriamente na marca.
Estou para ver é a resposta das marcas de telemóveis sobre estas medidas, se agora com todas as certificações, se o telemóvel avariar por humidade, descartam-se logo da culpa e a conta passa para o consumidor, imaginem quando tivermos baterias removiveis.
Telemóveis com baterias amovíveis não são novidade. Até no tempo dos Nokias era comprar na própria loja onde se comprava o telemóvel. Hoje em dia podes fazer o mesmo ou comprar diretamente ao fabricante. Estás a equacionar um cenário que já foi resolvido à muito tempo.
Avariar por culpa da humidade sempre foi um mito. Se um telemóvel te avariar por causa da humidade pede o relatório técnico com o valor de humidade a que foi sujeito e o valor máximo de humidade a que pode trabalhar e tens o problema resolvido em qualquer centro de arbitragem.
Não se deixem enganar!
Boa ideia a por em prática.
Há aqui um “por maior” que anda esquecido, mas que está previsto na legislação que é referida (Regulamento 2023/1542) – um smartphone não é obrigado a ter uma bateria substituível desde que, cumulativamente:
– a bateria garanta pelo menos 80% da capacidade de carga original ao fim de 1.000 ciclos de carga completos
– cumpa a certificação IP67 e manter a integridade estrutural evitando a entrada de resíduos que possam comprometer a segurança.
Por isso, os iPhones 15, 16 e 17 (e posteriores) estão isentos da troca de bateria. Presumo que nos Samsung topo de gama idem. Ou seja, os smartphones de que fala o post são os da gama média-baixa.
Podes ter certificação IP e a bateria ser isolada. Um slot tipo cassete no fundo, era o ideal.
Abrir uma tampa no fundo, a bateria cair e inserir nesse slot a nova bateria.
Europa sempre na vanguarda da tecnologia.
É motores sem emissão de gases, é tampas que não saem da garrafa, é baterias que se podem retirar, etc.
É isto que nos faz ser a civilização no meio da barbárie.
Com estas preocupações é que nos iremos tornar uma potência mundial e olhar os EUA e China de igual.
Industria? Energia?
Para quê?
Isso são detalhes.
Tampas que não saem das garrafas é que é o futuro.
Isto vai no bom caminho….
O meu com 8.5A vai dar para alguns anos sem grandes chatices.
Certificações IP é fácil é por uma tampa com mais de 10 parafusos pequenos e um oring de vedação e fica tudo disponível na traseira do telemóvel. E no PC a mesma coisa o meu HP probook é só tirar 6 parafusos e tenho acesso aos componentes e bateria do portátil. Isto não é contra a inovação, eu acho correto, mas quando nas marcas o mais importante é lucro, não há vontade. Quando num surface 5 ou 6 já não me lembro o índice de reparação era de 1 de 10, logo era descartável.
Agradeço
Estou a ver baterias que duravam 5 anos passarem a durar 2 no máximo. Meu iPhone 13 Pro Max, comprado em dezembro de 2021 só agora chegou aos 80%. Quero ver os próximos chegarem a isso.
A qualidade da bateria não está relacionada com a facilidade de a substituir…
2 dos meus filhos usam telemóveis que tinham 4 anos quando passaram para eles e queixam-se de muita coisa mas a bateria não é uma delas… E telemóveis abaixo de 200€…
O meu ponto estava nas entrelinhas, mas aparentemente convém torná-lo explícito: não disse que a facilidade de substituição piora a bateria por si só. Disse que pode reduzir o incentivo das marcas para a fazer durar tanto.
As marcas não as fazem durar mais nem menos. As baterias são feitas com uma química e trazem a energia anunciada.
Achar que isto vai prejudicar o consumidor é apenas querer ser do contra.
Não deixa de ser uma medida meio parva quando as baterias duram 4 anos sem precisar de substituição e a malta troca de telemóvel mais depressa que isso…
De onde tiraste essa ideia de que as marcas não fazem as baterias durar mais nem menos? A própria UE partiu do princípio oposto e impôs, para smartphones vendidos no mercado europeu, um mínimo de 80% da capacidade após 800 ciclos de carga. Impôs, não sugeriu.
E no meu caso, a própria Apple diz que o iPhone 13 Pro Max, foi concebidos para chegar aos 80% aos 500 ciclos completos, em condições ideais. Portanto, a marca influencia, sim, a durabilidade real.
Ser questionador não é ser do contra. É apenas recusar o papel de integrante do rebanho que aceita tudo calado.
Só duram 4 anos, para as pessoas que têm bons hábitos! A maioria das pessoas que conheço (e tento educar) deixa o telefone a carregar a 100% durante a noite e ao fim de 2/3 anos têm as baterias com muito pouca capacidade!
Carrego a 100% todas as noites e não se oassa nada…
Esse mito vai durar para sempre…
“Mito” é achares que um caso pessoal vale mais do que engenharia. A Samsung diz que limitar a carga a 80%, 85% ou 90% ajuda a reduzir o desgaste da bateria, e o Google oferece limite de 80% precisamente para prolongar a vida útil. Se ficar horas a 100% “não fizesse nada”, estas funções não existiam.
E a razão é química, não opinião: revisões científicas apontam que estado de carga alto acelera o envelhecimento das baterias de iões de lítio por aumentar reações parasitas e crescimento da SEI; calor ainda piora esse processo. Portanto, deixar o telefone preso nos 100% noite após noite não é “mito” – é só um hábito pior para a bateria, mesmo que tu gostes de fingir que não.
Não é mito, há vários testes e já li inclusive estudos científicos a explicar isto.
As baterias de lítio degradam mais rápido quando estão muito tempo em tensões altas, e 100% corresponde exatamente ao ponto de maior tensão da célula. Nessa zona, aumentam reações químicas “indesejadas” dentro da bateria (tipo degradação do eletrólito, etc.), o que ao longo do tempo reduz a capacidade.
Da experiencia que tenho tido, noto que equipamentos iguais que foram sujeitos a cargas de 100% degradam mais a capacidade do que os outros. Se não queres acreditar e se queres achar que é mito estás no teu direito. Por mim é igual.
Também reconheço que os equipamentos modernos ou de topo fazem uma melhor gestão e não carregam totalmente, e/ou não ficam permanentemente em carga quando estão quase cheios, o que minimiza os efeitos nocivos.
O mito é que estar a usar apenas 80% de uma bateria e carregar a mesma 20% mais vezes em vez de usar uma bateria até 100% e a carregar 20% menos é praticamente o mesmo.
Independentemente disso, se carregar até 80% te der mais duração de bateria não te serve de nada porque de qualquer forma só usas 80% da mesma…
Carrego dos 20% aos 80% REGURLARMENTE, apenas quando não tenho necessidade para mais! Que na prática é quase todos os dias.
Mas quando sei que vou precisar ou quando preciso de um “boost” extra, claro que vai aos 100%!
Já houve vários dias que carreguei até 100% e deixei quase chegar a 0% e não tenho qualquer problema em usar toda a bateria!
A questão é fazendo isto pontualmente não causa degradação significativa.
E não é mito mesmo, há estudos científicos de várias faculdades independentes. Informa-te!
Não. Estás a tratar desgaste químico como se fosse apenas contagem de percentagem.
Numa bateria de iões de lítio, o desgaste não cresce de forma linear. Os níveis mais altos de carga são mais agressivos porque aumentam a tensão interna e aceleram reações químicas parasitas. Por isso, 20% usados perto dos 100% não equivalem automaticamente a 20% usados numa faixa mais baixa.
E há outra confusão no teu raciocínio: limitar a carga a 80% não serve para “dar mais bateria” no momento. Serve para perder menos bateria ao longo do tempo. Ou seja, aceitas um pouco menos hoje para teres mais saúde útil amanhã.
Portanto, não, não é “praticamente o mesmo”. É a diferença entre olhar para a bateria como quem percebe envelhecimento químico – ou como quem faz contas de mercearia.
E, por hoje, basta! Deve ser muita informação para absorver e processar em um só dia.
Porra, ou os vossos telemóveis não valem um telho ou os meus trazem baterias premium…
Uso telemóveis há 15 anos, sempre me servi deles e não ao contrário e nunca precisei de trocar de bateria em 2 ou 3 anos…
Poupem lá os 3% da vossa bateria que a usar 80% faz-vos uma falta de todo o tamanho…
E já que tanto apregoam os estudos, vejam efectivamente quanto poupamna bateria amusar dessa forma e depois digam-me a diferença que faz quando trocam de telemóvel a cada 2 ou 3 anos…