Europa precisa de mais stablecoins indexadas ao euro, diz ministro das Finanças francês
O ministro das Finanças de França defendeu que a Europa precisa de mais stablecoins indexadas ao euro, por forma a travar o domínio crescente dos Estados Unidos da América (EUA) nos pagamentos digitais.
Em declarações pré-gravadas numa conferência de criptomoedas, em Paris, o ministro das Finanças francês, Roland Lescure, afirmou que o volume relativamente reduzido de stablecoins indexadas ao euro, em comparação com as indexadas ao dólar, "não é satisfatório".
Na sua perspetiva, a Europa precisa de mais stablecoins em euros. Por isso, e no sentido de pôr fim ao domínio dos EUA nos pagamentos digitais, apelou aos bancos europeus para que explorem depósitos tokenizados.
Procura por stablecoins na Europa continua limitada
Os bancos de todo o mundo estão a experimentar stablecoins, um tipo de criptomoeda concebida para manter um valor constante e assegurada por moedas tradicionais.

Uma stablecoin é um tipo de criptomoeda cujo valor é fixado a um ativo estável, normalmente uma moeda tradicional como o dólar ou o euro. Ao contrário do Bitcoin ou do Ethereum, o seu preço não oscila, o que a torna mais previsível e adequada para pagamentos digitais do dia a dia.
Segundo a Reuters, aliás, vários uniram-se para testar a tecnologia, sobretudo desde que o Presidente dos EUA Donald Trump assinou, no ano passado, uma lei que estabelece regras para as stablecoins.
Contudo, o mercado de stablecoins é dominado pela Tether, sediada em El Salvador, e as moedas são utilizadas sobretudo para transações de criptomoedas, sendo ainda muito reduzido o seu papel nos pagamentos.
De facto, a agência noticiosa citou uma nota de análise que dá conta de que dois terços dos bancos europeus inquiridos pelo RBC Capital Markets afirmaram que a procura por stablecoins continua limitada.
A corroborá-lo está esta discrepância: a Tether afirma ter mais de 185 mil milhões de dólares dos seus tokens indexados ao dólar em circulação. Por sua vez, a Société Générale refere que a sua stablecoin indexada ao euro, lançada em 2023, tem apenas 107 milhões de euros (126 milhões de dólares) em circulação.
Euro digital em desenvolvimento
Na perspetiva de Lescure, é de iniciativas como a levada a cabo por um grupo de bancos de que a Europa precisa: um conjunto de entidades bancárias europeias, incluindo o ING, o UniCredit e o BNP Paribas, constituiu uma empresa para lançar uma stablecoin indexada ao euro no segundo semestre de 2026.
Por via desta, os bancos esperam contrariar o domínio dos EUA nos pagamentos digitais.
Encorajo também vivamente os bancos a explorarem mais o lançamento de depósitos tokenizados.
Disse o ministro das Finanças de França, na mesma conferência, esta sexta-feira, revelando apoiar os planos do Banco Central Europeu (BCE) para colocar uma moeda digital no centro dos esforços de tokenização: "o equilíbrio certo".
O BCE tem vindo a desenvolver um euro digital para preservar o papel da moeda de banco central numa economia digital.
Este tema ganha força à medida que os responsáveis políticos europeus tentam reduzir a dependência de prestadores de serviços de pagamento não europeus, na sequência das tensas relações com os EUA, que agravaram as preocupações com a fragmentação dos serviços de pagamento da União Europeia.
Imagem: CNN
Neste artigo: euro, europa, stablecoin




















O sonho molhado dos tiranos…
Me pergunto há muito tempo por que não existe stablecoin relevante.
Estão a perder o barco, acordaram tarde!
Muito querem eles o euro digital…
A Europa precisa é de pagar bem a quem trabalha o resto são medidas para alimentar parasitas.
Ainda de isso dependesse da produtividade. Aí é que era.