A NASA gastou milhares de milhões para ir à Lua. A casa de banho avariou no segundo dia
A 1 de abril de 2026, a NASA lançou quatro astronautas em direção à Lua a bordo da cápsula Orion, o primeiro voo tripulado ao espaço profundo em 54 anos. Dez dias depois, a missão Artemis II regressou com sucesso, com a cápsula a amerissar no Pacífico ao largo de San Diego. Contudo, o que ficou para a história não foi apenas o feito técnico: foi a sanita avariada, o Microsoft Outlook que falhou logo no primeiro dia e um astronauta a fazer a higiene com toalhitas em direto nas redes sociais. Tudo real. Tudo verificado. E tudo bastante mais humano do que qualquer comunicado oficial da NASA.
O Outlook avariou a caminho da Lua
O primeiro dia de missão ainda mal tinha começado quando o comandante Reid Wiseman olhou para o ecrã do seu computador pessoal de bordo e disse, em comunicação direta com o controlo de missão em Houston, a frase que rapidamente se tornou meme em todo o mundo:
"I have two Microsoft Outlooks and neither one is working." — Reid Wiseman, comandante da Artemis II, dia 1 de missão
A situação não era assim tão diferente da que qualquer utilizador reconhece numa manhã de segunda-feira. A diferença, claro, é que esta segunda-feira decorria a centenas de milhares de quilómetros da Terra. Além disso, a especialista de missão Christina Koch viveu o seu próprio momento de suporte técnico quando tentou emparelhar um dispositivo Bluetooth e este simplesmente não aparecia na lista.
A tripulação admitiu, com humor, que na próxima missão talvez fizesse sentido levar um computador sobresselente. Afinal, não havia forma de ir à loja buscar um de substituição.
A saga da casa de banho: "o equipamento mais importante a bordo"
Se houve um tema que dominou parte das comunicações entre a Orion e Houston durante os dez dias de missão, esse tema foi, sem margem para dúvida, a casa de banho.
O sistema chama-se Universal Waste Management System e funciona por sucção, uma necessidade óbvia num ambiente de microgravidade, onde os resíduos não caem para lado nenhum por si mesmos.
Os problemas começaram cedo. Primeiro surgiu um odor estranho a queimado na zona de higiene, reportado pelo astronauta canadiano Jeremy Hansen ao controlo de missão em Houston. A NASA investigou de imediato e descartou os aquecedores próximos e o uso da sanita em si, concluindo que não representava perigo. No entanto, o problema não ficou por aí.
Posteriormente, surgiu uma falha mecânica: os grânulos de ozono que integram o sistema de filtragem vibraram durante o voo e foram parar a uma ventoinha, bloqueando-a completamente.
O astronauta Stan Love, que acompanhava a missão a partir do controlo em Houston, explicou a situação e a possível solução. Christina Koch acabou por resolver o problema após várias horas de diagnóstico, essencialmente fazendo um reboot ao sistema. Foi ela própria quem batizou o episódio na conferência de imprensa pós-missão:
Citação da missão que ninguém esperava:
"Tenho orgulho em chamar-me a canalizadora do espaço. Gosto de dizer que é provavelmente o equipamento mais importante a bordo." — Christina Koch, especialista de missão da Artemis II, em conferência de imprensa da NASA
Segundo Paul Boehm, responsável pelos sistemas de suporte de vida da NASA, o processo de gestão de resíduos na Orion foi desenhado para missões curtas no espaço profundo: a urina é recolhida num tanque e depois ventilada para o exterior da nave, enquanto os resíduos sólidos são comprimidos num contentor com filtros de odor, e regressam à Terra com a tripulação. Literalmente.
Frio, calor e t-shirts nas janelas
Para além dos problemas técnicos, a vida a bordo da Orion revelou outros detalhes igualmente curiosos. Nos primeiros dias, a temperatura interior da cápsula era suficientemente baixa para que o piloto Victor Glover admitisse que gostaria de ter trazido sacos-cama mais quentes. O controlo de missão trabalhou com a tripulação para aquecer a cabine.
Contudo, quando esse problema ficou resolvido, surgiu o oposto: a luz solar a incidir diretamente nas janelas estava a aquecer demasiado os painéis de sombreamento.
A solução encontrada foi simples: pediram à tripulação que colocasse t-shirts sobre as janelas para bloquear o calor. Dentro de uma das naves mais avançadas da história da humanidade, o problema foi resolvido com roupa de uso quotidiano.
Banho de toalhitas que viralizou
A Orion não tem duche. Em alternativa, cada astronauta dispunha de um kit de higiene pessoal com champô sem enxaguamento, toalhitas húmidas, escovas de dentes e acessórios de barbear. Foi precisamente neste contexto que Victor Glover, depois de uma sessão de exercício físico a bordo, acabou por protagonizar um momento muito comentado ao fazer a sua higiene em direto, com naturalidade total.
Segundo a CNN, a NASA cortou inicialmente a transmissão em direto, mas depois de a tripulação confirmar que não havia problema em continuar a emitir, o stream retomou. O momento tornou-se rapidamente viral nas redes sociais, e mostrou o espaço profundo sem filtro épico nem encenação.
Caça aos ovos da Páscoa em órbita lunar
A missão Artemis II decorreu durante o período da Páscoa. Naturalmente, a tripulação não deixou a data passar em branco: organizaram uma pequena caça aos ovos dentro da cápsula Orion, com ovos mexidos desidratados escondidos em diferentes cantos da cabine.
É um detalhe aparentemente leve, mas com importância real, a NASA reconhece que a rotina psicológica e emocional é tão crítica quanto qualquer sistema técnico em missões longas no espaço profundo.
Uma cápsula do tamanho de dois minivans para dez dias históricos
A Orion é 60% maior do que a cápsula Apollo Command Module que levou os astronautas à Lua nos anos 60 e 70. Ainda assim, o espaço interior equivalia aproximadamente ao de duas pequenas carrinhas.
Com quatro pessoas, equipamento científico, sistemas de suporte de vida, comida para dez dias e uma sanita problemática, os choques físicos entre tripulantes eram frequentes e inevitáveis.
Em termos de alimentação, o menu incluía frango com caril, cocktail de gambas, pudim de chocolate, bolos, biscoitos e amêndoas com cobertura de açúcar , além de café, chá, sumos e bebidas de chocolate ao pequeno-almoço.
Cada astronauta selecionou previamente as suas preferências, e a comida era aquecida num dispositivo do tamanho de uma pasta de executivo.
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O que fica desta missão além do feito histórico
A Artemis II foi, oficialmente, uma missão de teste. Precisamente por isso, tudo o que correu menos bem ganhou valor técnico imediato. A sanita será analisada ao pormenor.
Os sistemas informáticos serão revistos. A gestão térmica e o conforto da tripulação também saem desta missão com lições muito concretas, que servirão de base para a Artemis III, atualmente prevista para 2027, com o objetivo de testar operações de rendezvous e docking em órbita antes do regresso à superfície lunar, previsto para 2028.
Contudo, o legado mais duradouro desta missão talvez seja outro: a sua humanidade. Uma tripulação a improvisar soluções, a lidar com falhas de software, a ajustar sacos-cama e a colocar t-shirts nas janelas, tudo isso aconteceu a 400 mil quilómetros da Terra, dentro de uma cápsula do tamanho de dois minivans, enquanto olhavam para a face oculta da Lua pela primeira vez na história.
No fim, esta missão provou que a tecnologia mais avançada do planeta continua a transportar seres humanos. E onde há seres humanos, haverá sempre imprevistos, desenrasques elegantes e, pelos vistos, problemas com o Bluetooth.
Este artigo conta com o apoio da GoodOffer24 na disponibilização das informações, links e/ou equipamentos.



















Esta é a primeira missão com casa de banho – e diz-se que por ser a primeira vez que houve uma mulher na tripulação. Nas anteriores, para urinar usava-se um tipo de preservativo. Quanto a fezes, a aderência dos sacos não era grande coisa e assistiu-se a várias flutuações.
P.S: Houve um post que falava do kit de medicamentos da Artemis II e de um um para a prisão de ventre. Mas o kit incluía vários para a diarreia que, no caso, é (era) um problema muito mais flutuante.
Enquanto não conseguirem ultrapassar os desafios da força centrífuga para criação de gravidade artificial a exploração espacial nunca será uma realidade
Para o atual cenário em que vivemos não faz sentido isso. Seria um desperdício de dinheiro e recursos, além da complexidade de algo desse tipo (Anéis rotativos ou semelhante). Para algo mais ambicioso, sim.
O Outlook “avariar” até que não é muito estranho… agora a casa de banho, depois de toda a comunicação que fizeram sobre isso? EPahhh isso é que não…
Não contrataram o Howard.
O Outlook nem na Terra funciona corretamente quanto mais no espaço. A Microsoft não acerta uma estes últimos 2 anos.
gambiarras elegantes… gosto deste português
Os astronautas eram todos dos EUA correto? Se tivesse lá um Tuga, um WC não era problema… qualquer buraco na lua ou na Ártemis era um local ideal para evacuação…
Os “amaricanos” é que têm a mania que são finos, têm a mania que têm um c* de ouro. Quando a necessidade aperta, o engenho aparece, e é nisso que os Tugas são bons.
Eu só gostava de saber como fazem a evacuação dos gases quando comem feijoada.
Feijoada só provoca gases a quem não sabe preparar o feijão
Abrem a janela para ventilar 🙂
Artigo escrito com recurso a AI e até se percebe qual o modelo
Hò, agora tudo o que sabes dizer é que vives na bolha do IA 🙂 ele há cada um!
Leio muita coisa todos os dias produzido pelas minhas equipas, alguns modelos têm alguns vícios, não só de construção como de pontuação, já os detecto a léguas, mas vi que entretanto removeram alguns.
Não acho que tenha mal nenhum, só achei curioso porque para mim estava muito óbvio
Não removemos nada. Leste agora foi com atenção. As tuas equipas? 😀 tivste piada agora 😉
Mas Vitor, foi escrito com recurso a IA, foi o modelo Mario Sousa versão exclusiva 1.0
gastam milhoes em tecnologia da idade da pedra
tecnologia muito verde ainda
First World problem! XD
Não acredito nestas histórias da carochinha. Tudo montado em estúdios próprios de cinema. Andam iludindo o povo.