Caças portugueses intercetaram avião militar russo em missão da NATO
Esta semana, dois caças F‑16 da Força Aérea Portuguesa foram acionados para interceptar um avião russo Ilyushin Il‑76 que se aproximava do espaço aéreo da NATO - Organização do Tratado do Atlântico Norte, nas proximidades da Estónia.
De acordo com uma publicação da NATO Air Command, no X, a operação foi desencadeada depois de um avião cargueiro militar Ilyushin Il-76 se ter aproximado da área de responsabilidade da Aliança Atlântica.
Yesterday @fap_pt 🇵🇹 F-16s scrambled to identify a 🇷🇺 Ilyushin Il-76 Candid flying close to NATO airspace.
This marked the first Alpha Scramble for the 🇵🇹 detachment since taking over the NATO enhanced Air Policing mission at Ämari Air Base in 🇪🇪 from @ItalianAirForce 🇮🇹 pic.twitter.com/C0xTSrZ8e7
— NATO Air Command (@NATO_AIRCOM) April 7, 2026
Em comunicado, a Força Aérea Portuguesa confirmou que a interceção ocorreu esta segunda-feira, dia 6 de abril, e que a aeronave foi identificada como pertencente à Federação Russa.
O alerta foi emitido pelo Centro de Operações Aéreas Combinadas de Uedem, após deteção do avião a sobrevoar águas internacionais, nas proximidades do espaço aéreo aliado.
A missão, que "decorreu com sucesso", segundo a Força Aérea Portuguesa, demonstra "o elevado estado de prontidão e a proficiência do destacamento português na monitorização permanente do espaço aéreo da NATO".
Papel dos F‑16 portugueses na defesa aérea
No início de abril de 2026, a Força Aérea Portuguesa iniciou uma nova rotação na missão de air policing da NATO na região do Mar Báltico, mais concretamente a partir da Base Aérea de Ämari, na Estónia.
Esta missão faz parte de uma operação contínua da Aliança Atlântica destinada a garantir a vigilância e defesa do espaço aéreo dos países bálticos, nomeadamente Estónia, Letónia e Lituânia, que não dispõem de caças próprios para esta função.
O destacamento português inclui quatro caças F‑16AM Fighting Falcon e cerca de 95 militares, mobilizados por um período de quatro meses que se estende de 1 de abril até 31 de julho de 2026.
Pouco depois do arranque da missão, os F‑16 portugueses foram chamados a realizar uma intercepção de alerta a uma aeronave militar russa do tipo Ilyushin Il‑76 que voava próximo dos limites do espaço aéreo controlado pela NATO.
Esse tipo de resposta é desencadeado por um processo conhecido como Alpha Scramble, que consiste em lançar rapidamente caças a partir de uma base para identificar visualmente uma aeronave cuja natureza, trajeto ou comunicação com controlos civis é considerada incerta ou sensível.

Sabe-se que o Ilyushin Il‑76 é um avião de transporte militar pesado utilizado pelas Forças Aeroespaciais Russas para movimentar carga, penão. substítulos mais relassoal ou equipamento.
Na altura do destacamento dos caças portugueses, o avião seguia em direção à área do Báltico em espaço aéreo internacional, mas perto do espaço aéreo sob responsabilidade da NATO.
Quando foi detetado pelos sistemas de radar aliados, os caças portugueses descolaram em alerta para o identificar e acompanhar a sua trajetória, constatando que não representava uma ameaça imediata e cumprindo todas as normas do procedimento de intercepção.
Este episódio marca a primeira resposta de alerta da atual rotação portuguesa desde que os F‑16 assumiram esta missão em Ämari, e é um exemplo prático da forma como a NATO coordena as suas capacidades de defesa aérea.




















Conclusão, para encontrar um avião russo, foram se meter ao lado da Rússia. Bravo!, Génios! Viva aos policias aérios.
Qualquer especialista “aério” sabe que o controlo perfeito passa precisamente por ignorar as fronteiras 😀
Querias que eles fossem policiar na fronteira com a Espanha?
Cuidado vem aí os Russos… Ups espera lá isto é o dia a dia desde a criação da NATO.
O facto de eles não terem vindo é exactamente por causa da criação da NATO
O caça russo ia em missão da Nato?
Era uma ação de teste da prevenção de pilotos. Coordenada conjuntamente pelos dois lados.
E que tal mudar o título para “Caças portugueses em missão da NATO intercetaram avião militar russo”?
A NATO tem que mudar de sigla.
Já não é só Atlântico Norte.
Têm que incluir tb o Mar Negro, o Mar Cáspio, o Oceano Pacífico, o Ártico, e tb o Mar da China, entre outros.
Deixo ao vosso encargo descobrir uma sigla para isto…
PATO – Patetas aéreos e terrestres organizados
Tem havido as duas situações – invasão por aviões militares russos do espaço aéreo soberano de países membros da NATO e sob “policiamento” da NATO, e situações, muito frequentes, como foi esta agora, em que os aviões russos se mantêm no espaço aéreo internacional mas com o transponder desligado (invisível para os radares civis), sem plano de voo e sem resposta áudio.
Nas duas situações há interseção quando os aviões da NATO se aproximam, no primeiro caso podem obrigar à mudança de rota (não o têm feito) e no segundo não.
A NATO diz que foi a primeira operação dos F-16 portugueses de “Alpha Scramble”, na Estónia. São muito comuns.
Alguém me sabe informar via facto e sem ser no maxgpt se estes aviões quando saem para estas intercepções estão armados?
Muito provavelmente. Os polícias também não vão armados quando fazem rusgas?
Não, levam balões e confetis 😉
Não, levam apenas balões e confetis 😉
A russia como aliada da europa tinhamos petroleo e gas baratos, o crescimento europeu seria notorio mas nao, foram fazer o jogo dos americanos e agora inflaccoes e tudo carissimo…Custa a acreditar que os lideres da UE sejam tao burros! Até porque quem provocou esta guerra foi Boris Johnson que era primeiro ministro do UK que ja nem pertence a UE…burros! A Europa que saia da nato, ponha a Ucrania, Moldova, Albania, Servia, Bosnia , Macedonia e Georgia na UE o mais rapidamente possivel. Ganhavamos todos! A Russia é uma boa aliada dos europeus, apenas foi traida pela Nato quando disse que nao avancava para leste de Berlin. Foram os ocidentais que provocaram e mentiram…n foi a Russia, assim como nao foi a Russia que bombardeou a Servia durante 180 dias. Foi a Nato!
É quase como se os políticos de países europeus não tivessem gostado que os políticos russos decidissem invadir a Ucrânia porque sim… sabendo perfeitamente que depois da Ucrânia, poderiam continuar Europa fora até Portugal, só porque sim… e provavelmente seria muito mais fácil que na Ucrânia onde ainda tinham imenso material do tempo da União Soviética.
E não é uma mera fantasia a Rússia invadir o resto da Europa, o Putin já terá dito que é exactamente isso que quer fazer, e certamente não andam a formar um gigantesco exército só porque os russos não fazem exercício suficiente.
Os políticos europeus, sobretudo dos países mais próximos da Rússia sabem que a Rússia vai invadir a Europa, que estão a fazer todos os esforços internos nesse sentido, e andam a dizê-lo, só que a maior parte dos países ainda não está sequer a formar uma força militar interna capaz de dissuadir a Rússia de os atacar, quanto mais de ser capaz de ajudar os outros países em redor.
Os políticos Polacos aparentemente levaram a sério a ameaça, mas com apenas 200 mil militares, vai ser difícil/ impossível pararem os Russos. Se a guerra começar entre 2030 e 2035 talvez tenham 300 mil militares. De 2035 a 2039 esperam ter uns 500 mil militares.
Com menos de 3 milhões de militares bem treinados e armados, prontos a entrar em acção em poucas horas não será suficiente para dissuadir os Russos, e provavelmente precisariam de 5 milhões ou mais de militares bem preparados e armados. E claro uma infra-estrutura que permita à população aguentar ataques com armas nucleares, biológicas e químicas que os Russos podem decidir utilizar em larga escala para não ter de andar a perder tempo a combater pessoas.
O nível de ignorância do teu post é impressionante. Parabéns.
Não há problemas; vieram só verificar se o Paulo Raimundo não saiu de Portugal.
É pena que se brinque com coisas que podem tornar-se muito sérias. Grande parte do pessoal acha que o nosso afastamento geográfico nos protege de misseis e drones vindos de Leste que serão todos intersetados pelos nossos aliados. E se vierem de Oeste, duma plataforma maritíma? Aí, somos a primeira linha de Defesa, que é o mesmo que dizer que não há primeira linha nenhuma. Nada temos para fazer a nossa parte, e o que veio até agora do SAFE, está a ser gasto em pinturas de quartéis, criar alojamentos, e pagar promoções.
Pergunte ao ministro da “Defesa” em que ponto está a tal revitalização da fabrica de blindados que ia fazer a modernização/manutenção total dos blindados Pandur II do Exército. Em que ponto está a reconstrução da fábrica de munições ligeiras em que 80% é para exportar? Em que ponto está a automatização com radares, drones de reconhecimento e vigilancia tanto terrestres como navais? Quando se deixam de delírios com os F-35 para os quais só há cheta para 12 ou 14 e ficam dependentes dos EUA quando com o mesmo dinheiro adquirem 20 a 24 SAAB Gripen E? E já nem falo na Defesa anti-aérea hoje inexistente – um ataque vindo do Mar, arrasaria Lisboa. Como disse, até agora só se sabe de memorandos e reuniões infindáveis
A melhor defesa, é não atirar a primeira pedra.
E Portugal atira demasiadas, contra a melhor força terrestre do Planeta.
Mas com o nosso inimigo aqui ao lado, ás vezes somos obrigados a ceder, no intuito que os Americanos nos vão proteger.
Nunca devia-mos ter enviado o nosso equipamento militar, para a Ucrânia.
Nunca deviamos enviar os melhores helicopteros de combate a incêndios para a Ucrânia, especialmente depois de termos crises na qual morrem mais de 300 a vez.
Há qualquer coisa de errado aqui.