País está a ponderar um imposto sobre cada GB de dados móveis utilizado
A Índia poderá estar prestes a mudar radicalmente a forma como os seus cidadãos utilizam a Internet móvel. Uma nova proposta do governo aponta para a criação de um imposto por gigabyte (GB) consumido, uma medida que poderá ter impacto direto na carteira dos utilizadores e no acesso digital em geral.
Segundo informações recentes, a ideia foi discutida numa reunião com o setor das telecomunicações, liderada pelo primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi.
Em cima da mesa está a possibilidade de aplicar uma taxa de 1 rupia por cada GB de dados móveis utilizados, o equivalente a cerca de 0,0093 euros. O Departamento de Telecomunicações terá até setembro de 2026 para apresentar um plano detalhado.
À primeira vista, especialmente considerando a conversão, o valor pode parecer insignificante. No entanto, quando aplicado ao consumo médio mensal, o potencial impacto ganha dimensão.

Um plano comum de 2 GB por dia, que equivale a cerca de 60 GB mensais, poderá passar a custar mais 60 rupias por mês. Já utilizadores com consumos mais modestos, na ordem dos 21,2 GB mensais, poderão pagar mais 21 a 22 rupias adicionais, valor que se soma aos impostos já existentes.
Num país com mais de 800 milhões de utilizadores de Internet, de acordo com estatísticas da TRAI para o ano fiscal de 2025 (abril de 2024 a março de 2025), o consumo anual de dados móveis ultrapassa os 229 mil milhões de GB. Se a taxa avançar, o governo poderá arrecadar cerca de 229.000.000 de rupias (cerca de 2.121.903 euros) por ano.
Cobrar por GB de dados móveis pode abrir um fosso social
Nos últimos anos, a Índia tem conhecido um aumento dos preços das telecomunicações, e a introdução deste novo imposto poderá agravar ainda mais a situação, especialmente para famílias com múltiplos dispositivos e ligações móveis.
Em alguns casos, a fatura mensal poderá aumentar entre 200 e 300 rupias. Para utilizadores com maior poder financeiro, o impacto poderá ser reduzido. No entanto, para trabalhadores com rendimentos baixos ou instáveis, esta diferença pode ser significativa, obrigando a escolhas difíceis entre acesso à Internet e despesas essenciais.

Para milhões de estudantes, os dados móveis são a principal ferramenta de aprendizagem: aulas online, vídeos educativos e plataformas digitais fazem parte do dia a dia. Com custos mais elevados, algumas famílias poderão optar por restringir o uso, afetando diretamente o tempo de estudo e aumentar desigualdades no acesso à educação. Também os profissionais poderão sentir o efeito, considerando o trabalho remoto, entrevistas online e atividades digitais. Para freelancers, particularmente, que dependem da Internet para comunicar e entregar trabalho, esta medida poderá traduzir-se em perda de rendimento.
Os serviços de streaming e redes sociais poderão ser dos mais afetados, pois ver conteúdos no YouTube ou plataformas como a Netflix poderá tornar-se um hábito mais caro, levando muitos utilizadores a reduzir o tempo de utilização.
De facto, a proposta do Governo da Índia surge, em parte, com o argumento de combater o uso excessivo de ecrãs, especialmente entre os mais jovens.
Entretanto, um dos maiores receios prende-se com o impacto nas zonas rurais e nas comunidades de baixos rendimentos. Para muitas destas populações, a Internet móvel é a principal ligação ao mundo digital.
Embora a possibilidade esteja ainda ainda em fase de estudo, a introdução de um imposto por GB de dados móveis utilizados poderá afastar milhões de pessoas da Internet ou empurrá-las para soluções mais lentas e menos eficientes.
Pior do que isso, especialistas alertam que uma taxa deste tipo pode travar o crescimento digital e agravar a chamada divisão digital.



















Estado Portugês be like:
‘toma nota disso. TOMA NOTA DISSO!!!’
Para breve o contador de consumo de oxigénio
Apoiado! Cada GB = 0,10€ taxa audiovisual.
Quem sacar 300 GB, paga 10€ de taxa.
Assim, há mais gigas para a IA.
Portugal avança, portugal vence!
Hã??
Tu és doido!!!! Então as empresas que recorrem a teletrabalho vai pagar mais impostos?!
Está bonito isto…
Já agora, IA consome recursos hídricos em demasias e isso não te preocupa?!
Internet do Musk por satélite vai ser a única forma do governo do país onde estamos não saber o que estamos a ver e quanto gastamos, nem sabem se temos internet por satélite.
Deves ser anjinho. Claro que vão saber. Há tantas formas de se descobrir isso. Há formas de contornar mas 99% deles não devem saber de certeza. Nem querem saber. Querem é Internet.
Diz me lá uma sff, a minha internet está ligada directamente a um satélite de spacex empresa privada sediada noutro continente portanto diz me lá como é que montenegro pretende saber o que eu vejo ou deixo de ver
a tua fatura vem em nome da Starlink Portugal Unipessoal lda, que está registada na Anacom.
Mais problemas.
Quais são os problemas, isso é uma questão de faturação nada tem a ver com trafico de dados
Ó Mário: só pensa em “mais problemas” quem anda a ver cenas pirateadas.
Prefiro que saiba um governo a que saiba um gajo manhoso como o musk.
Prefiro exactamente o contrario, porque no geral nem um nem outro vão querer saber o que eu ando a fazer mas em requisitos legais se o governo quiser restringir certos acessos prefiro que não tenham acesso ao meu tráfego, um gajo como musk para mim é um bacano nunca na vida vai querer saber o que eu ando a fazer e se o governo quiser saber o musk ainda os manda dar uma volta, confio os meus dados 100% uma empresa privada do que a um governo
Inocente… deves pensar que os privados só fazem profilings anónimos e que não partilham nem vendem os dados con ninguém.
Ficaria admirado se a spacex andasse a vender os meu dados eles realmente não têm mais nada que fazer mas ficaria ainda mais admirado quem será que são os burros que andam a comprar o meu histórico de internet ahah se quiserem podem vir diretamente a mim que eu vendo mais barato.
De qualquer das formas confio mais os meus dados a um privado que ao governo de qualquer país
O próximo deve ser Portugal, adoram taxar tudo e mais alguma coisa.
Acho muito bem, pode ser que acabem a chamadas de indianos a tentar sacar dados das bitcoins =)
Já esteve mais longe de vir um starlink cá para casa
+1
Apesar de achar a medida algo parva, não é de todo descabida, em certos contextos. Claro, ir pela linha de taxar é logo um mau princípio, é basicamente o estado a puxar as brasas. Eu alinhava mais depressa por medidas como limitar os dados móveis dos putos e coisas assim (como eu faço, o meu puto tem poucos dados móveis para não se perder). Eu sei, depois dão a volta na mesma. E em qualquer lado arranjam wifi (até na escola) por isso, resultados limitados.
Agora há uma coisa que eu gostava que mais países tivessem que é multas de acordo com o poder económico de cada um, como se faz em alguns países nórdicos. Claro que por lá funcionam ainda melhor porque a fuga aos impostos é bem menor e a realidade mais “correta”, mas ainda assim… Uma multa de 100 ou 200 euros, ou neste caso uma taxa de sei lá quanto pode pesar muito na carteira de uns e ser uma trivialidade para outros. Temos isso em PT nas viaturas das empresas. As empresas são “obrigadas” a identificar o condutor. Se não o fizerem, pagam a multa a dobrar. Uma taxa destas ao consumo, para uns será uma total trivialidade, criando ainda mais desigualdade num país que apesar do seu poderia tem uma taxa de desigualdade brutal.
até os flatos eles vão querer cobrar, somos ativos para eles
tu tens duvidas !! nos estamos simplemente a ser farmados!
A ideia é mesmo acabar com a pirataria e impedir os “tarifários ilimitados”.
Por um lado, até pode ser bom, é que 99,99% dos utilizadores, escolher vídeos 4K e 1080P, mesmo quando, os telemóveis só dão para 576, gastando 500gb, a mais, mensalmente, sem qualquer utilidade.
Yá, estou de acordo. Os GB emitem muito CO2.
essa narrativa do ambiente é so para sakar dinhiro a malta ! onde esse dinheiro é aplicado para restituir o ambiente?
Pouco mais até pagas o ar e o que andas
A Índia tem 1 pilião de epssoas, se todas sacarem em dados moveis o que nós pindéricos de meia tigela fazemos acaba o mundo.
Estupidez absoluta. Quando governos não têm nada que fazer, inventam estas aberrações. Se o nhonhinhas (primeiro ministro) souber disto, amanhã entra em vigor cá em Portugal a mesma medida, mas não é por gigabyte, é por megabyte! Idiotas, sinceramente.
Com o estreito de Hormuz fechado os GB ficam mais caros.
Vêm todos de lá e alguns tb da Ucrânia…
Se “…o argumento é o de combater o uso excessivo de ecrãs, especialmente entre os mais jovens…”, então julgo existirem outras medidas que podem ser tomadas, sem que para isso exista a necessidade de cobrar.
O argumento real é que o governo daquele país irá arrecadar “…cerca de 229.000.000 de rupias (cerca de 2.121.903 euros) por ano…”.
Ou seja: Lá, tal como noutro local qualquer, “eles” estão-se a c@g@r para a propulação.
E assim vai a humanidade, de ideologia em ideologia…
Na Índia a carga fiscal é muito baixa e praticamente de impostos indiretos (os que não incidem sobre os rendimentos). Pelo o que diz a notícia, dá 0.1€/mês para um consumo de 10GB o que não é nada.