Quantcast

Robôs instalaram 100 MW de painéis solares no deserto a um ritmo sobre-humano

14 Comentários

Apesar de alguns dobrarem roupa e limparem o pó, os robôs têm vindo a ser desenvolvidos para assumir tarefas tradicionalmente exigentes e fisicamente pesadas, ainda realizadas por humanos. Agora, num deserto, uma frota de robôs completou a instalação de 100 megawatts (MW) de capacidade solar.

Por conseguirem operar a ritmos superiores aos humanos, mantendo precisão e consistência, e permitindo concluir trabalhos complexos em menos tempo, os robôs têm vindo a ser desenvolvidos para assumir tarefas tradicionalmente exigentes e fisicamente pesadas.

Desde a construção e instalação de infraestruturas energéticas até à movimentação de materiais em fábricas, a automação robótica está a redefinir os limites da produtividade e a transformar indústrias que historicamente dependiam quase exclusivamente do esforço humano.

Exemplo disso é a indústria da construção solar, tradicionalmente dependente da mão de obra humana.

100 MW de capacidade solar instalados por robôs

Segundo a empresa Maximo, os seus robôs Version 3.0 provaram que conseguem que as equipas instalem painéis solares a ritmos anteriormente impossíveis apenas com humanos.

Foi no Deserto de Mojave, na Califórnia, que uma frota de robôs Maximo completou a instalação de 100 MW de capacidade solar no complexo solar Bellefield da AES, depois de concluir a primeira metade, no verão passado.

Os trabalhadores que utilizam os robôs conseguiram colocar até 24 módulos fotovoltaicos por hora por pessoa, apoiados por máquinas que montam os painéis a uma taxa de mais de um por minuto.

Este ritmo, que quase duplica a produção comparativamente com outros grandes locais fotovoltaicos no sul da Califórnia, assinala uma mudança na construção solar.

Atingir os 100 MW é um marco importante para a Maximo e para o papel que a robótica pode desempenhar na construção solar.

Disse Chris Shelton, presidente da Maximo, acrescentando que este projeto “demonstra que a robótica de campo pode ir além da experimentação e entregar resultados consistentes em escala utilitária”.

Para a Maximo, segundo o TechSpot, a implementação em Bellefield mostra, também, como os sistemas industriais de Inteligência Artificial (IA) podem acelerar o desenvolvimento da robótica.

Urgência por projetos solares exige rapidez na construção

A empresa construiu e refinou os seus modelos robóticos utilizando tecnologias de cloud da NVIDIA e da Amazon Web Services.

Ao aproveitar a infraestrutura de IA da NVIDIA, as bibliotecas de simulação Omniverse e a plataforma de desenvolvimento robótico Isaac Sim, os engenheiros conseguiram modelar digitalmente e testar o esforço dos movimentos dos robôs antes de aplicar atualizações em locais ativos.

Segundo a Maximo, esta abordagem reduziu os ciclos de desenvolvimento e aumentou a confiança no desempenho da sua frota robótica em crescimento.

O complexo de Bellefield, que eventualmente excederá 1 gigawatt de capacidade de geração, faz parte de uma vaga de projetos solares e de armazenamento em larga escala no sudoeste dos Estados Unidos, que procuram responder à crescente urgência pela diversificação energética.

O projeto da Maximo oferece uma visão do que a integração generalizada de robôs poderá significar, especialmente para a construção pesada.

 

Leia também:

Meta vai financiar 7 centrais a gás natural… para abastecer apenas UM centro de dados

Comentários

14

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

  1. Avatar de Max
    Max

    E não são robôs humanóides, de que tanto se fala! Se fossem ,tinham instalado 200 em vez de 100 MW … se não andassem sempre a cair …

    1. Avatar de MJovem
      MJovem

      fazer robots humanoides é só estupido. Os mais eficientes são sempre adequados à função e não inclui serem fisicamente parecidos com os humanos.

  2. Avatar de paulo rodrigues
    paulo rodrigues

    Onde vai a máquina não vai o homem.. quanto mais máquinas a trabalhar, mais tempo livre terá o homem..

    Então e o desemprego? Então e as vendas, está tudo desempregado, as máquinas produzem para vender a quem?

    Só falta perceber o que se vai fazer com este paradigma..

    1. Avatar de Frans Sigmond
      Frans Sigmond

      Existe uma grande escassez de pessoal técnico na Europa Ocidental. Abdicar de trabalhadores migrantes é uma excelente solução. Consequentemente, não há necessidade de alojamento para os mesmos, o que resulta numa flexibilização do mercado imobiliário.

    2. Avatar de Hugo
      Hugo

      Qual paradigma?? Se não há vendas não há receita…e se não há receita ninguém vai pagar do bolso para ter robots a trabalhar.

    3. Avatar de David Guerreiro
      David Guerreiro

      Instalar painéis solares na torreira do sol não é propriamente um emprego de sonho.

  3. Avatar de Artilheiro
    Artilheiro

    A tecnologia, a meu ver, deve ser usada para ajudar as pessoas a serem mais produtivas, ou a trabalharem em coisas, que sejam mais proveitosas. Também poderá ser usada de forma a que as pessoas, ao serem mais produtivas, tenham mais tempo para a vida privada.
    Agora usar a tecnologia, de forma obsessiva, para substituir pessoas, pode ser um pau de dois bicos.

    1. Avatar de paulo rodrigues
      paulo rodrigues

      Vai ser sim no principio..

  4. Avatar de Bibo'
    Bibo’

    Quem tem a sorte de nascer em 2026 já não precisa de trabalhar, trabalha se quiser como empresário e com máquinas. Os produtos e serviços vão ter um custo tendencialmente reduzido, uma peça de roupa custo alguns €, uma refeição em alguns cêntimos, uma casa não mais de 5.000€. As empresas vão obviamente continuar a pagar menos impostos, não para pagar o monstro do estado, esse já é feito por IA e o dinheiro vai diretamente para pagar as pessoas, quem nasce tem direito a um rendimento até morrer. Não podemos é perder o controlo sobre as máquinas, até aqui elas trabalham sem ter consciência (portagens, ATMs, maq. de supermercado, etc.) e pode continuar assim.

    1. Avatar de Realista
      Realista

      lol. Esquecia-me que é 1 de Abril.

      1. Avatar de faria
        faria

        Como pode ser possível publicar uma noticia do dia seguinte?

  5. Avatar de KidsGraça
    KidsGraça

    Ora bolas, lá se vai a necessidade de contratar mão de obra escrava imigrante e paga com ordenados miseráveis, aos quais ainda é descontada a alimentação e alojamento em condições miseráveis.

    Se alguém criticar a minha afirmação é por que é racista.

  6. Avatar de Juka
    Juka

    Meu próximo investimento vai ser em fotovoltaicos para me livrar de combustível e ter energia renovável para o que der e vier, tal como muitos estou farto de pagar combustível a preços de ouro e por causa de um cabelo já é desculpa para subir, em 2022 foi a guerra na Ucrânia, a seguir foi em Gaza, agora é no Irão e amanhã sabe-se lá onde será, o que é certo é que quem depende dos combustíveis é sempre o bombo da festa a pagar a fatura de malucos que provocam os estragos.