Robôs instalaram 100 MW de painéis solares no deserto a um ritmo sobre-humano
Apesar de alguns dobrarem roupa e limparem o pó, os robôs têm vindo a ser desenvolvidos para assumir tarefas tradicionalmente exigentes e fisicamente pesadas, ainda realizadas por humanos. Agora, num deserto, uma frota de robôs completou a instalação de 100 megawatts (MW) de capacidade solar.
Por conseguirem operar a ritmos superiores aos humanos, mantendo precisão e consistência, e permitindo concluir trabalhos complexos em menos tempo, os robôs têm vindo a ser desenvolvidos para assumir tarefas tradicionalmente exigentes e fisicamente pesadas.
Desde a construção e instalação de infraestruturas energéticas até à movimentação de materiais em fábricas, a automação robótica está a redefinir os limites da produtividade e a transformar indústrias que historicamente dependiam quase exclusivamente do esforço humano.
Exemplo disso é a indústria da construção solar, tradicionalmente dependente da mão de obra humana.
100 MW de capacidade solar instalados por robôs
Segundo a empresa Maximo, os seus robôs Version 3.0 provaram que conseguem que as equipas instalem painéis solares a ritmos anteriormente impossíveis apenas com humanos.
Foi no Deserto de Mojave, na Califórnia, que uma frota de robôs Maximo completou a instalação de 100 MW de capacidade solar no complexo solar Bellefield da AES, depois de concluir a primeira metade, no verão passado.
Os trabalhadores que utilizam os robôs conseguiram colocar até 24 módulos fotovoltaicos por hora por pessoa, apoiados por máquinas que montam os painéis a uma taxa de mais de um por minuto.
Este ritmo, que quase duplica a produção comparativamente com outros grandes locais fotovoltaicos no sul da Califórnia, assinala uma mudança na construção solar.
Atingir os 100 MW é um marco importante para a Maximo e para o papel que a robótica pode desempenhar na construção solar.
Disse Chris Shelton, presidente da Maximo, acrescentando que este projeto "demonstra que a robótica de campo pode ir além da experimentação e entregar resultados consistentes em escala utilitária".
Para a Maximo, segundo o TechSpot, a implementação em Bellefield mostra, também, como os sistemas industriais de Inteligência Artificial (IA) podem acelerar o desenvolvimento da robótica.
Urgência por projetos solares exige rapidez na construção
A empresa construiu e refinou os seus modelos robóticos utilizando tecnologias de cloud da NVIDIA e da Amazon Web Services.
Ao aproveitar a infraestrutura de IA da NVIDIA, as bibliotecas de simulação Omniverse e a plataforma de desenvolvimento robótico Isaac Sim, os engenheiros conseguiram modelar digitalmente e testar o esforço dos movimentos dos robôs antes de aplicar atualizações em locais ativos.
Segundo a Maximo, esta abordagem reduziu os ciclos de desenvolvimento e aumentou a confiança no desempenho da sua frota robótica em crescimento.
O complexo de Bellefield, que eventualmente excederá 1 gigawatt de capacidade de geração, faz parte de uma vaga de projetos solares e de armazenamento em larga escala no sudoeste dos Estados Unidos, que procuram responder à crescente urgência pela diversificação energética.
O projeto da Maximo oferece uma visão do que a integração generalizada de robôs poderá significar, especialmente para a construção pesada.
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E não são robôs humanóides, de que tanto se fala! Se fossem ,tinham instalado 200 em vez de 100 MW … se não andassem sempre a cair …
fazer robots humanoides é só estupido. Os mais eficientes são sempre adequados à função e não inclui serem fisicamente parecidos com os humanos.
+1
Onde vai a máquina não vai o homem.. quanto mais máquinas a trabalhar, mais tempo livre terá o homem..
Então e o desemprego? Então e as vendas, está tudo desempregado, as máquinas produzem para vender a quem?
Só falta perceber o que se vai fazer com este paradigma..
Existe uma grande escassez de pessoal técnico na Europa Ocidental. Abdicar de trabalhadores migrantes é uma excelente solução. Consequentemente, não há necessidade de alojamento para os mesmos, o que resulta numa flexibilização do mercado imobiliário.
Qual paradigma?? Se não há vendas não há receita…e se não há receita ninguém vai pagar do bolso para ter robots a trabalhar.
Instalar painéis solares na torreira do sol não é propriamente um emprego de sonho.
A tecnologia, a meu ver, deve ser usada para ajudar as pessoas a serem mais produtivas, ou a trabalharem em coisas, que sejam mais proveitosas. Também poderá ser usada de forma a que as pessoas, ao serem mais produtivas, tenham mais tempo para a vida privada.
Agora usar a tecnologia, de forma obsessiva, para substituir pessoas, pode ser um pau de dois bicos.
Vai ser sim no principio..
Quem tem a sorte de nascer em 2026 já não precisa de trabalhar, trabalha se quiser como empresário e com máquinas. Os produtos e serviços vão ter um custo tendencialmente reduzido, uma peça de roupa custo alguns €, uma refeição em alguns cêntimos, uma casa não mais de 5.000€. As empresas vão obviamente continuar a pagar menos impostos, não para pagar o monstro do estado, esse já é feito por IA e o dinheiro vai diretamente para pagar as pessoas, quem nasce tem direito a um rendimento até morrer. Não podemos é perder o controlo sobre as máquinas, até aqui elas trabalham sem ter consciência (portagens, ATMs, maq. de supermercado, etc.) e pode continuar assim.
lol. Esquecia-me que é 1 de Abril.
Como pode ser possível publicar uma noticia do dia seguinte?
Ora bolas, lá se vai a necessidade de contratar mão de obra escrava imigrante e paga com ordenados miseráveis, aos quais ainda é descontada a alimentação e alojamento em condições miseráveis.
Se alguém criticar a minha afirmação é por que é racista.
Meu próximo investimento vai ser em fotovoltaicos para me livrar de combustível e ter energia renovável para o que der e vier, tal como muitos estou farto de pagar combustível a preços de ouro e por causa de um cabelo já é desculpa para subir, em 2022 foi a guerra na Ucrânia, a seguir foi em Gaza, agora é no Irão e amanhã sabe-se lá onde será, o que é certo é que quem depende dos combustíveis é sempre o bombo da festa a pagar a fatura de malucos que provocam os estragos.