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Apple reforça segurança do Mac: novo alerta trava ataques que exploram o Terminal

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A Apple continua a apertar o cerco às ameaças digitais que visam os seus utilizadores. Depois de ter bloqueado uma das formas mais comuns de contornar o Gatekeeper, a empresa enfrenta agora uma nova vaga de ataques mais rudimentares, mas eficazes, baseados em engenharia social.

Imagem alerta Apple de malware

Fim de um método clássico de ataque

Em 2023, com o lançamento do macOS Sonoma, a Apple desferiu um golpe significativo na forma como o malware conseguia contornar a proteção integrada do Mac, o Gatekeeper.

A atualização deixou de permitir que os utilizadores abrissem, com o botão direito, aplicações maliciosas que não estivessem assinadas e autenticadas pela Apple.

Esta mudança foi prejudicial para os cibercriminosos que dependiam desse método popular para infetar Macs.

Nova tática: engenharia social através do Terminal

Os cibercriminosos adaptaram-se rapidamente a uma nova abordagem de engenharia social: enganar os utilizadores para executarem manualmente comandos maliciosos no Terminal.

Este tipo de ataque já se tornou comum. Uma aplicação maliciosa descarregada instrui o utilizador a copiar um comando, abrir o Terminal e colá-lo.

É um método rudimentar, mas eficaz. E tem funcionado com frequência.

O Gatekeeper é um mecanismo de segurança do macOS que protege o Mac contra aplicações maliciosas. Na prática, funciona como um “filtro” que verifica se uma aplicação é segura antes de permitir a sua execução. Analisa dois aspetos principais, a Assinatura digital, que confirma se a aplicação foi criada por um programador identificado pela Apple, e a Notarização, que verifica se a app foi analisada pela Apple e não contém malware conhecido. Se uma aplicação não cumprir estes critérios, o Gatekeeper bloqueia a sua abertura ou apresenta um aviso ao utilizador.

Um ataque que contorna todas as defesas

Este tipo de ataque consegue, na prática, contornar todas as camadas de proteção que a Apple integrou no macOS. Nem o Gatekeeper consegue proteger o utilizador de si próprio.

Para o sistema, trata-se de uma ação legítima: o utilizador abriu o Terminal, colou o comando e carregou em Enter. Do ponto de vista do macOS, foi uma ação intencional.

Estes ataques são normalmente realizados através de downloads de aplicações maliciosas a partir de sites falsos, mensagens diretas e outros métodos de distribuição. Recentemente, têm surgido falsificações de tudo, desde o navegador Atlas da OpenAI até ao Google Chrome.

A barreira técnica para executar este tipo de ataque é extremamente baixa, o que explica a sua popularidade entre agentes maliciosos após a perda do método de contornar o Gatekeeper.

macOS Tahoe 26.4 reforça a proteção

Agora, a Apple parece estar a avançar ainda mais na proteção dos utilizadores.

Na versão macOS Tahoe 26.4, o Mac passa a emitir um aviso quando o utilizador cola comandos no Terminal provenientes do Safari ou de outras aplicações, sinalizando potenciais riscos para o sistema.

Se o macOS detetar algo suspeito, apresenta um alerta antes da execução do comando, dando ao utilizador a oportunidade de parar e refletir antes de realizar uma ação irreversível.

Uma pequena mudança com grande impacto

A Apple volta a adotar uma postura ofensiva. Trata-se de uma alteração de segurança pequena, mas relevante, especialmente para utilizadores menos experientes.

Para quem segue instruções provenientes de downloads maliciosos, esta funcionalidade pode fazer a diferença entre manter o sistema seguro ou comprometer totalmente o equipamento.

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