Afinal, a Iron Dome não é impenetrável. Ataques iranianos contra Israel não foram impedidos
Concebida como um escudo praticamente impenetrável, a Iron Dome sempre foi apresentada como a garantia de que o território israelita permaneceria protegido contra ameaças aéreas. Contudo, um recente ataque iraniano provou que, afinal, a Cúpula de Ferro pode falhar.
Durante anos, a Iron Dome sustentou a ideia de uma defesa israelita capaz de neutralizar foguetes e mísseis antes de atingirem áreas civis e infraestruturas críticas.
Contudo, os recentes ataques iranianos, que conseguiram ultrapassar esse sistema e atingir alvos sensíveis, levantam dúvidas sobre a sua fiabilidade e sobre os limites de uma tecnologia considerada, até aqui, quase infalível.
Iron Dome de Israel sob escrutínio após ataques iranianos bem-sucedidos
Poucos locais em Israel estão mais bem protegidos do que a sua principal instalação de investigação nuclear e reator, no deserto do Negueve, no sul do país.
Contudo, no domingo, um míssil balístico iraniano atravessou a Iron Dome e atingiu a cidade de Dimona, a apenas cerca de 12,8 quilómetros do local, deixando 78 pessoas feridas.
Horas mais tarde, outro míssil iraniano atingiu uma grande comunidade judaica ultraortodoxa na cidade próxima de Arad, onde cerca de 115 pessoas ficaram feridas.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, que visitou os locais atingidos, afirmou que foi um "milagre" ninguém ter morrido. Contudo, não apresentou qualquer explicação para o facto de o sistema de defesa aérea não ter conseguido intercetar os ataques iranianos.
Conforme explorámos anteriormente, a Iron Dome, na qual Israel e os Estados Unidos investiram milhares de milhões de dólares ao longo de décadas, é um sistema de defesa antimísseis desenvolvido por Israel para intercetar e destruir foguetes de curto alcance, mísseis e outros projéteis antes que atinjam áreas povoadas.
Na prática, trata-se de um sistema de proteção constituído por várias baterias que estão espalhadas por Israel, cada uma com três ou quatro lançadores que podem disparar até 20 mísseis intercetores.
Detalhes sobre a Iron Dome
Principais características
Tecnologia: a Iron Dome utiliza radares avançados para detetar e rastrear rockets inimigos. Quando um projétil é disparado, o sistema calcula a sua trajetória e determina se vai atingir uma área habitada. Se houver risco, um míssil intercetor é lançado para destruir o projétil no ar, antes que cause danos.
Precisão: o sistema é altamente eficaz, com uma taxa de intercetação entre 85% e 90%.
Componentes: o sistema é composto por três partes principais:
- Radar de deteção, que identifica o lançamento e segue o projétil inimigo.
- Centro de controlo, que calcula a trajetória dos foguetes e decide se devem ser intercetados.
- Lançadores de mísseis, que lançam mísseis intercetores, chamados Tamir, que destroem o projétil em pleno voo.
Como funciona?
A primeira função é detetar. O sistema tem a capacidade de detetar e acompanhar os rockets. As informações são passadas para a central de comando.
Além disso, o sistema consegue prever qual será o local que poderá ser afetado pelo rocket. Com essa informação, é lançado um míssil para intercetá-lo.
Por forma a economizar recursos, o sistema ignora os rockets que vão cair em zonas não povoadas ou no mar.
Segundo a NDTV, mais alarmante do que a Iron Dome não ter intercetado os ataques iranianos foi o facto de as forças armadas israelitas terem admitido que tentaram intercetá-los, mas que estes conseguiram passar.
Agora, a Força Aérea de Israel lançou uma investigação à falha e indicou que as conclusões iniciais apontam para uma "cadeia de avarias", em vez de uma falha sistémica.
Iron Dome é um sistema caríssimo
O principal porta-voz militar de Israel, o general de brigada Effie Defrin, afirmou que as falhas em Arad e Dimona não estavam relacionadas.
No entanto, os meios de comunicação israelitas noticiaram que o sistema antimíssil Arrow 3 não foi utilizado contra os mísseis que atingiram os dois locais, levantando preocupações quanto à necessidade de um sistema de defesa mais económico.
Aliás, os ataques ocorreram numa altura em que surgiam relatos de que o Irão poderia estar a reter os seus mísseis mais caros e sofisticados. Estas alegações foram, entretanto, desmentidas pelas forças armadas de Israel, que afirmaram estar preparadas para um "combate prolongado".

O sistema Arrow 3 foi implementado pela primeira vez numa base da Força Aérea israelita em 2017 e tem sido utilizado para proteger Israel contra ataques do Irão e da Síria. Crédito: AFP, via Arab News
De acordo com um relatório do New York Times, o sistema mais avançado contra mísseis balísticos é o Arrow 3, um sistema antimíssil desenvolvido por Israel e pelos Estados Unidos para intercetar alvos numa região do espaço logo fora da atmosfera terrestre.
Contudo, os seus interceptores são caros e demorados de produzir, o que significa que têm de ser utilizados com critério.
Outro componente é o David's Sling (ou "Varinha Mágica"), um sistema móvel de defesa aérea, concebido para intercetar foguetes de médio a longo alcance, mísseis de cruzeiro, aeronaves e drones a distâncias entre 40 e 300 km.
O sistema norte-americano THAAD também estará, alegadamente, instalado em Israel, segundo o mesmo órgão de comunicação.
Israel está a tentar expandir as capacidades dos sistemas de defesa aérea de nível inferior, como a Iron Dome e o David's Sling.
Afirmou o general Ran Kochav, general de brigada na reserva e antigo comandante das forças de defesa aérea e antimíssil de Israel, ao New York Times, revelando que Israel está a trabalhar para alargar o alcance e a capacidade de outros sistemas de interceção mais económicos e amplamente disponíveis, de modo a aumentar as suas opções e otimizar os seus recursos.
Imagem: Aljazeera





















Diria que é normal, é mais uma forma de se proteger, só se consegue ver se realmente está a funcionar se posta à prova, assim como o Irão a cada míssil intersetado aprendeu Israel aprende com cada míssil que consegue furar o “escudo”.
A minha curiosidade “recai mais” em quem paga os estragos provocados pelos mísseis e estilhaços do abates, as companhias de seguros ou o estado Israelita?
Quem paga isso é o estado israelita, existe um fundo específico para isso há muitos anos.
Mas no fundo quem acaba por pagar isso tudo são os impostos de todas as pessoas no mundo. Bem, aquelas que pagam os impostos…
Nenhum sistema é impenetrável.
Segundo como não foi indicado o tipo de misseis disparados pelo Irão não sabe se falhou o David Sling ou o Iron Dome. Dado o alcance a que os mísseis do Irão são disparados e o seu perfil de voo o mais provável é ter falhado o David Sling. Note-se que o erro até pode não ter que ver com o sistema propriamente dito mas com áreas de cobertura, sobreposição, responsabilidade das baterias(a unidade militar) etc.
O que não falta é indicação quanto aos mísseis iranianos:
– Fattah-2 (hipersónico)
– Mísseis com ogivas de fragmentação
– Keibar Shektan.
É bom ter falhado , menos para os que morreram e ficaram feridos, é assim que refaz melhor , a vida é um constante aperfeiçoamento
Não há sistemas impenetráveis, nem em Israel nem nos EUA nem em parte nenhuma. O Sistema antiáereo Israelita compoe-se principalmente de 3 camadas: Iron Dome para curto alcance, David’s Sling para médio alcance, e Arrow para Longo alcance. O resto são MANPOD e claro a Força Aérea Israelita. Se estamos a falar de Balisticos lançados pelo Irão, quem falhou foi mais o Arrow ou no limite o David Sling. Estes sistemas só foram testados praticamente em simuladores, o Iron Dome foi o que esteve mais em ação. O que falhou agora, vai ser estudado e claro, resolvido. E falhando ou não, são mais os acertos que as falhas. Muito pior seria cá, onde nada temos a não ser alguns MANPOD comprados ainda no tempo do Cavaco Silva – há aluns outros sistemas mas de tão antiquados, nem vale a pena falar neles.
E portugal precisa para que? So faz fronteira com espanha que nem quer saber da nato e não faz mal a ningUem. Portugal não precisa de militares mas sim policias para manter pessoas na ordem
Não precisa, até ao dia de precisar.
Jorge, polícias para manter pessoas na ordem?
Onde?
Com estes juízes, que mais facilmente prendem um polícia que um serial killer, boa sorte.
Até pode meter 5 polícias para cada pessoa que vão dizer que não podem fazer nada…
Esqueça lá isso… Isto não tem conserto.
@PorcoDoPunjab, Dass, experimenta comprar as cuecas dois números acima, ou deixa de vestir o fio dentas da esposa, pareces aqueles touros dos rodeos sempre a espernear, no dia que disseres bem de alguma coisa vai ser feita uma festa que vai ficar para a história, experimenta um dia veres o copo meio cheio, não vai mudar nada, apenas o teu humor. 🙂 🙂 🙂
Ps Espero que compreendas que estou a brincar contigo dizendo apenas que estas velho e rabugento
É mentira???? Tiveste o caso recente do terrorista da antifa que atirou um molotv para cima de bebés e mulheres e saiu com termo de identidade e residência, N ataques de ciganos, etcs…. Todos saem sem lhes acontecer nada. E vais-me dizer que há justiça em Portugal? Olha o caso do odair moniz, olha todos os casos de “violência policial”. Hão-de implorar por policias e não vão ter 1. Profissão de risco, mal paga, longe de casa, fazes o teu trabalho estás lixado, não fazes o teu trabalho estás igualmente lixado.
Barão, já fui mais novo, lá isso é verdade, mas de rabugento nada tenho.
E vc sabe muito bem que aquilo que escrevi é a pura verdade.
Tive uma má experiência com cuecas largas, tropecei ao fim de dois passos.
Copo? Sempre cheio.
O meu humor é pura finesse.
Sou o Benny Hill do Punjab.
E repito, isto não tem conserto.
Ter até tem, tem é que ser os de fora a mandar.
Agora com tugalhada é só almoços de trabalho com sapateiras e sporttv paga pelos otários que não levam a lado nenhum.
Mas pronto, vamos fingir que isto não existe e somos os maiores deste mundo e outros.
Para gastar o dinheiro todo dos contribuintes e dá-lo de bandeja ao Zé lenços, que o vai distribuir pelo estado-maior.
Ora ai está.
Israel mais uma vez a nos f*dr o bolso a todos.
Escumalha do pior, desde terroristas, a nazis, teem de tudo, e mesmo assim, obrigam-nos a pagar.
E tudo porque o tranus, tem judeus a procriar nas filhas, e quem sabe nele pŕoprio.
Que desgraça..
Ou não sabe o que diz, ou só quer conversa para aumentar “likes” e dar movimento ao fórum
Ei Jorge… continua a ver a Casa dos Segredos e deixa a Geopolítica para os adultos
Ei amigo… ainda perde tempo a responder a “peritos” em geopolítica formados na Casa dos Segredos, que acham que polícia basta, e não precisamos de exército?
O iron dome ” parecia” impetrável porque quando vinha 1 míssil , o iron dome atirava quatro ou cinco para ter a certeza que interceptava. Mas, agora já não tem tantos mísseis, agora só mandam um ou dois e isso vai levar ao erro muito mais facilmente e é isto que as pessoas não percebem.
Não foi por acaso que foi pedidos à Ucrânia para mandar os interceptores que eles têm lá em grande quantidade
Não mandaram intersetores – mandaram pessoal que sabe lidar com eles.
E não é intersetores de mísseis – é de drones (que Rússia começou por receber do Irão e passou a fabricá-los).
Estavam habituados a lutar contra os que apenas têm paus e pedras.
Agora borram-se, como os outros.
Desolée…
Não tens mesmo noção do que falas.
Quantos exércitos Europeus tinham mas de 60000 rockets alguns com mais de 100km de alcance como o Hamas e mais de 40000 combatentes operacionais?
AlexS, rockets e 40k homens?
Guerras modernas ganham-se com tecnologia e informação.
De que servem 40k homens se não tem força aérea ou defesa para abater aviões inimigos?
Quantos tanques tem o Hamas? E aviões? Satélites? Devem ter imenso disso…
Com 40k homens e sem hardware não tem é nada.
Já lá vai o tempo em que o número de soldados definia uma batalha.
Está uns 100 anos atrasado…
Esses rockets que fala eram facilmente neutralizados pelas defesas, big deal.
Um avião pode andar ali por cima o dia todo a despejar bombas que o Hamas não tem como o abater.
Só se mandar pedras…
Isto é com cada coisa que se lê…
Entendi bem? Eles não activaram o sistema porque é super cara a manutenção e mais vale guardar para um ataque a sério?
Quando há uns tempos foram atacados pelos Palestinianos andei a ler sobre os sistemas de defesa anti-míssil e fiquei preocupado com a quantidade baixíssima de baterias de defesa anti-míssil que Israel tinha no terreno, são apenas umas 10 baterias do Iron Dome para o país todo, e aparentemente têm planos para expandir para até 15 baterias. Pessoalmente esperava que não tivessem menos que umas 150 baterias, dado o enorme perigo que correm, e das potenciais péssimas consequências. Sim, é um sistema muito caro, mas trata-se da sobrevivência do país como nação independente cujo estatuto é posto em causa de forma activa na forma de ataques repetidos praticamente todos os anos, sobretudo ataques aéreos com foguetes e agora com mísseis.
Seria de esperar que um país que está ano após ano a ser atacado, e com o perigo de a qualquer momento os vários países em redor se juntarem novamente e os atacarem, que tivessem bem mais equipamento de defesa anti-aéreo… mas parece que até em Israel só se precavem para o “dia a dia”, o que for além disso, é o que se vê.