PSP é o primeiro Guardião da nova app portuguesa para combater burlas
Através do Núcleo de Cibercriminalidade, a Polícia de Segurança Pública (PSP) uniu-se à aplicação portuguesa "Guardião" na luta contra as burlas que afetam milhares de famílias portuguesas.
Esta terça-feira, a PSP assinou um protocolo de colaboração com a aplicação "Guardião", procurando combater as burlas digitais, telefónicas e por SMS.
Porque proteger não é só investigar. É prevenir e impedir que aconteça. O Guardião trava as burlas antes do contacto e a PSP conhece os padrões, os métodos e a realidade no terreno.
Escreveu a PSP, numa publicação nas redes sociais, que dá conta da parceria.
Criadora da app foi inspirada pela avó
Pensando especialmente na população idosa, inspirada pelo exemplo da sua avó, uma jovem portuguesa criou um sistema que identifica tentativas de burla em apenas dois segundos e desliga automaticamente as chamadas.
Conforme informámos, em fevereiro, a nova aplicação deteta e impede burlas feitas através de chamadas ou mensagens telefónicas.
Em vez de ensinar os idosos a desconfiar, criámos algo que desconfia por eles.
Explicou Rita Barbosa, licenciada em Engenharia Informática na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa e mestranda em Inteligência Artificial (IA) na Universidade Técnica de Hamburgo.
A app tem um agente de IA que analisa as chamadas e as mensagens recebidas e, caso sejam burlas, são eliminadas do telemóvel, ainda antes de serem lidas ou atendidas pelo utilizador.
Mais do que isso, o agente pode precisar de ouvir a chamada para perceber se é burla, conseguindo identificar em dois segundos se é um crime.
Está a ser construído com quem melhor conhece o problema e juntos, estamos a construir uma rede de proteção para quem mais precisa - os nossos pais, os nossos avós, as nossas famílias.
Escreveu a PSP.
Na app, que Rita Barbosa assegurou ser fácil de usar, porque o utilizador não precisa de "fazer absolutamente nada" para funcionar, após a instalação, a privacidade do utilizador está assegurada.
PSP assina protocolo de colaboração com a app "Guardião"
O objetivo é que haja menos vítimas de crimes.
Esclareceu Luís Carrilho, diretor nacional da PSP, numa cerimónia que decorreu na Direção Nacional da PSP, assegurando não ter dúvidas de que a aplicação é uma mais-valia no combate e prevenção da criminalidade, principalmente das burlas.
Neste momento, a app está numa fase inicial de testes, mas já conta com mais de 6000 inscrições na lista de espera.
Uma vez operacional, o "Guardião" identificará padrões de burla em tempo real e bloqueará chamadas e mensagens fraudulentas, de forma invisível e automática, protegendo especialmente os mais vulneráveis.
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Nos jornais, falou-se em estar na Google play store em finais de Fevereiro… estamos a ir para finais de Março e ainda estão a dizer que está em “testes iniciais”…
Bora campeão, lança tu uma app concorrente antes
típico negócio do estado quase certo que vai ser mais do mesmo, bloquear as famosas chamadas scam saber em 2 segundos se é scam, já sabemos no que isto vai dar
A miúda não sabia que o vibe coding não funcionava para apps reais
Apesar dos objetivos serem nobres, ainda se sabe muito pouco sobre o funcionamento real da aplicação… Os metadados que são recolhidos e partilhados, não só na versão atual da aplicação, como em futuras atualizações da aplicação, como são tratados os falsos positivos, questões práticas de usabilidade (por exemplo, notificação de burla quando telemóvel está no ouvido), entre muitas outras questões.
Mas, se forem salvaguardados os direitos e garantias individuais, com auditorias independentes, pode ser mais uma ferramenta.
Bastava acabarem com o raio do call spoofing a nível dos operadores e da rede e até da UE(sim, é possível) e com os cartões móveis a granel sem o devido contrato e identificação dos titulares. Acabava-me 95% das burlas. Agora, é preciso vontade para resolver o problema e não andar a colocar pensos rápidos.
Aposto que daqui um ano já ninguem se lembra desta app, como muitas que já foram apresentadas aqui. Mais uns milhares de euros dos contribuintes estoirados.