Europa quer fabricar 20% dos chips mundiais até 2030. E já deu o primeiro passo
A Comissão Europeia delineou um investimento massivo de 43 mil milhões de euros com um propósito claro: garantir a soberania tecnológica no setor dos semicondutores. Através do projeto legislativo conhecido como "Chips Act" (Lei dos Chips), a Europa ambiciona posicionar-se como uma potência num mercado que é atualmente dominado por gigantes asiáticos.
FAMES: O primeiro passo concreto da Chips Act
Após um período de planeamento teórico do Chips Act, o continente inaugurou finalmente a sua primeira infraestrutura prática: a linha-piloto FAMES. O objetivo estabelecido não é, de todo, modesto. Até 2030, as instâncias europeias desejam que o Velho Continente seja responsável por 20% da produção mundial de circuitos integrados.
Atualmente, a Europa detém uma peça fundamental neste tabuleiro, a empresa neerlandesa ASML, que lidera o fabrico de máquinas de fotolitografia avançada. Contudo, persiste um problema estrutural: embora a Europa produza as máquinas necessárias para criar os chips, carece de unidades de fabrico que os produzam efetivamente em solo europeu.
Ao contrário de uma iniciativa puramente privada, a linha FAMES resulta de uma colaboração transnacional entre diversos países e instituições europeias, assemelhando-se ao modelo de cooperação pública-privada observado na corrida espacial.
Este programa piloto está sediado nas instalações do CEA-Leti, na localidade francesa de Grenoble. Com um financiamento de 830 milhões de euros, proveniente tanto da Comissão Europeia como dos Estados-membros participantes, o projeto reúne 11 organizações de oito países diferentes.
A infraestrutura do CEA-Leti foi expandida em cerca de 2000 metros quadrados de "salas limpas", espaços onde as condições de pureza, temperatura e humidade são rigorosamente controladas para permitir a manufatura de semicondutores. Esta é a primeira de cinco linhas-piloto previstas no âmbito da estratégia europeia e focar-se-á no desenvolvimento da tecnologia FD-SOI (Fully Depleted Silicon-on-Insulator).
Eficiência energética em destaque
O processo de fabrico que será explorado na linha FAMES consiste na aplicação de uma camada isolante ultrafina sob os transístores, permitindo que os componentes operem com tensões elétricas mais baixas. O foco principal reside na criação de processadores de 10 e 7 nanómetros, que prometem uma redução no consumo de energia entre 30% a 40% sem comprometer o desempenho.
Esta procura pela eficiência energética na produção de chips é uma tendência global, com empresas como a Intel e a TSMC a desenvolverem soluções semelhantes para o final da década.
Embora o arranque da Europa possa parecer tardio face aos concorrentes diretos, é necessário sublinhar que a região esteve dependente de produção externa durante muito tempo. Assim, o amadurecimento destas tecnologias em solo europeu é visto como uma notícia positiva para a indústria local, visando a transferência de conhecimento para o produto final de consumo.
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A Qimonda fabricava memória RAM em Portugal.
Portugal 2009: ‘Adeus, Quimonda! Falimos, adeus aos milhares de empregos na maior exportadora do país, chips de memória a voar para o limbo. Crise global, azar nosso, next.’
Portugal 2026: ‘Olha só, Europa quer 20% dos chips mundiais até 2030! Chips Act, milhões a jorrar, vamos investir pesado!’
E quem está a receber o mimo? A mesma fábrica de Vila do Conde, agora Amkor, que ressuscitou das cinzas da Quimonda/Nanium com investimento americano, €150 milhões fresquinhos, +350 empregos, duplicar área, parceria Infineon/GlobalFoundries…
Ou seja: deixámos falir a alemã em casa, perdemos o comboio na altura, e agora pagamos para um gigante yankee vir cá fazer o que nós podíamos ter mantido e crescido. Genial. Estratégia de longo prazo nível mestre.
Pelo menos desta vez o dinheiro entra em vez de sair. Quem sabe, em 2030 já somos ‘hub europeu de embalagem de chips’… ou voltamos a deixar cair tudo na próxima crise.
Portugal não tem liderança séria, esse é o primeiro problema.
Depois existem muitos licenciados, e doutores, e até doutores que se dizem doutores , mas são apenas licenciados.
Mas não ha competência!E quase ninguém quer trabalhar.Eles criaram a noção que agora que são doutores, já não precisam de trabalhar,habituados a ver o que se passa na função pública.
Esse é que é o problema.Falta visão/apoio constante, sem perder o foco.
Depois o empresário Português, é pior que os ciganos, e só é capaz de investir no setor primário, sector dos escravos, terrorismo imobiliário, e turismo, porque não tem mais visão, nem capacidade.
Quando juntas isto tudo, e mais a corrupção e falta de patriotismo, dá asneira da grossa.
Daqui ha uns anos, mudam de ideias e passam a produzir garrafões e garrafas, e dai a uns quantos passam a ser azeiteiros.
É muita arrogância,cinismo, falta de vontade, desleixo, e corrupção á grande.
Vejam bem, a Europa que quer uma identidade própria, a lançar uma lei á moda Americana.
O “Chips Act”???
O que é que esta gente tem na cabeça?
Será que foi do covid??Perderam a capacidade para pensar, ou agora vivem num mundo virtual só deles.
Se se sentem alienados, e com muito pouca autoestima, e querem usar o Inglês, como linguag, ao menos podiam ter feito algo mais original, como “MicroElectronics Law”.
Microelectronics fund, e sei lá mais o quê.
Não, só foram capazes de copiar aquela bixanice americana “chips act” o.0
Bom dia Luso. É verdade. Não conseguiu se manter no mercado porque os preços das memórias na altura eram muito baixos e estava a dar prejuízo. Actualmente com o IA os preços das memórias dispararam e as poucas empresas que fabricam estão a ter lucros elevados. Seria bom que a Europa conseguisse voltar a recuperar a sua indústria em todos os sentidos e se protegesse dos preços anormalmente baixos de muitos países asiáticos. Caso contrário as fábricas na Europa irão continuar a fechar e a produção de riqueza continuar a diminuir
Após um sono profundo de várias décadas, eis que a tão valente e temida europa decide “mostrar” que também conseguem fazer alguma coisa para além das rolhas das garrafas que não se perdem e da eurovisão.
Com o controlo financeiro e o sufoco social e burocrático a desviarem as atenções da invasão massiva de outras raças, surgem estas novidades para quebrar a apatia e passividade europeia.
Assim, todo o “investimento” aplicado no apoio à Ucrânia ter sido queimado em vão, nada melhor que imprimir muito mais e queimar mais uns meros milhõezitos em satélites, IA, chips. Ao ridículo qie chegam esses valores é no mínimo cómico.
Cómico é alguém achar que a Europa só produz rolhas e garrafas!?!?!?!?!?!
De onde são a Mercedes, BMW, VW, a própria Quimonda, a Reinmetal……
Onde são fabricados os Rafale, Typhoon, Gripen, Leopard, Boxer, FREMM, FREMM EVO…….?
Onde são fabricados os materiais de construção lá de casa? Recer, Love Tiles, Revrigues, Magrés, Sanitana, ………….
Cada lunático que não onde está!!!!!
Realmente é só tampas de garrafas. Os europeus não entendem nada de chips porque a TSMC nem é uma das grandes responsáveis da evolução dessa tecnologia.
Em Portugal ninguém quer trabalhar . O meu primo de 38 anos nunca trabalhou, a minha irmã vive a conta do marido que também não trabalha pois herdou 3 casas dos pais e valem uma fortuna. . Eu descontei uma vida de quase 9 anos de trabalho e recebo subsídio atualmente pois não me sinto com vontade de trabalhar. E o país que temos
Não te cansas de ser troll?
O que é justo .. eu também não gosto de trabalhar… Devíamos todos fazer o mesmo
Já vão um pouco tarde não?
A Europa andou a pagar aos Micro Empresários e Empresários para fecharem tudo e acabar com tudo para mandar fazer na China que era mais barato.
Agora com décadas de atraso querem apanhar o comboio?
O comentário do user “RUI” também está correcto.
Deixa lá que eu leio aqui muito visionário a escrever que o que é bom é da China e dos States (Byd, Tesla, Apple…….
Mas esses são os patrioteiros!!!!!!
O único mérito da política errática e caótica de trump é colocar a Europa finalmente a acordar para a vida.
A europa quer tudo e nao faz nada, eles querem fazer mais armas eles querem mais chips eles querem igualar o starlink eles querem isto eles querem aquilo, enfim…
e é estalar os dedos e pronto?
estas coisas demoram anos… assim comecem realmente a mudar o chip
Eu sei que nao é só estalar os dedos, mas se anuciarem menos e fizessem mais, normalmente só se usa a tactica de anunciar tanta coisa quando nao se quer fazer coisa nenhuma.