Inversão dramática: preços do ouro e da prata em queda histórica
Numa reviravolta que o mercado já previa, os preços do ouro e da prata estão em queda, depois da inversão dramática de uma subida que levou os dois metais preciosos a máximos históricos.
Os metais preciosos tiveram um ano excecional em 2025, com o ouro a registar o maior ganho anual desde 1979.
Com os mercados financeiros preocupados com as tarifas de Donald Trump e com receio de que as ações ligadas à Inteligência Artificial estivessem sobrevalorizadas, o ouro e a prata atingiram repetidamente novos máximos históricos.
Conforme informámos, aliás, o ouro atingiu um pico acima dos 5500 dólares no final do mês passado, enquanto a prata alcançou, também, um máximo histórico de mais de 120 dólares.
Metais preciosos em queda histórica
Depois de sucessivos recordes, o ouro reforçou as perdas nesta segunda-feira, após registar uma queda significativa, na sexta-feira passada.
O ouro caiu cerca de 5%, para 4616,79 dólares por onça, depois de ter recuado quase 10%, na sexta-feira, quando os preços afundaram abaixo dos 5000 dólares por onça.
Segundo a CNBC, a prata, que tinha disparado em conjunto com o ouro devido à procura por ativos de refúgio e a entradas especulativas, continuou sob pressão, também, após a queda de 30% de sexta-feira, que marcou o pior dia do metal desde março de 1980.

Kevin Warsh, a escolha do Presidente dos Estados Unidos Donald Trump para liderar a Reserva Federal.
Descida do ouro e da prata é uma correção clássica
Segundo analistas, a correção nos valores do ouro e da prata resulta da violenta inversão de sexta-feira.
Na semana passada, o otimismo em torno de cortes nas taxas de juro nos Estados Unidos juntou-se a uma reavaliação da liderança da Reserva Federal, ou Fed, depois de o Presidente Donald Trump ter nomeado o antigo governador da Reserva, Kevin Warsh, para suceder a Jerome Powell, cujo mandato termina em maio.
Conforme assegurado por Christopher Forbes, responsável pela Ásia e Médio Oriente na CMC Markets, o forte recuo do ouro reflete uma correção clássica após uma subida extraordinária, e não um colapso da tese otimista do longo prazo.
De acordo com Forbes, no curto prazo, os preços do ouro deverão manter-se elevados, mas voláteis, enquanto os mercados aguardam maior clareza sobre a orientação política de Warsh.
Os preços da prata ainda acumulam uma subida de cerca de 16% desde o início do ano, enquanto o ouro avança, também, aproximadamente 8% no mesmo período.





















A razão é outra… vários fundos, apostaram 700 triliões, de dólares, em futuros, de metais preciosos, só em Janeiro. Já tinham contratos até 6300!!! Com a liquidação, dos futuros, neste fim de semana, lucraram 8230 triliões, retirando-se, do mercado. Sem aqueles movimentos, sem esticarem contratos, por 4300 anos, é normal que “corrija”, de volta aos 2500. Na platina, está a acontecer, o mesmo.
quem se mete a fazer longs com o over exposure em que se encontram os metais fica sujeito
Os imperialistas a tentar safar o dólar… Não vão longe. Daqui a pouco tem a cotação do papel comercial do BES.
Quem comprou ou pretende comprar, aproveite e leve consigo numa mala para outro país e se vender peça para confirmar se é verdadeiro.
Se mesmo assim não pretender fazer isso, invista em segurança ativa para que não seja roubado.
Se o volume for pequeno, talvez caiba numa pequena gaveta.
🙂 :-). 🙂
Como se vê pelo gráfico, a 2 de fevereiro o ouro está ao preço de 20 de janeiro. De 20 de janeiro a 28 de janeiro teve uma subida acentuada e está a fazer uma correção. Converter ganhos potenciais em ganhos reais implica vender, que faz baixar o peço, O que acontece a seguir, não há previsões
https ://tradingeconomics.com/commodity/gold
ganhos não realizados não são ganhos.. muito importante para todos o que detêm commodities