As linguagens de programação mais populares de 2026 e onde estudá-las gratuitamente
O panorama do desenvolvimento de software continua a evoluir rapidamente, exigindo que os profissionais se mantenham atualizados com as ferramentas mais requisitadas pela indústria. Hoje exploramos as linguagens que dominam o setor da programação em 2026 e apresentamos uma seleção de cursos gratuitos.
As linguagens de programação com maior relevância no mercado
O índice TIOBE permanece como uma das referências mais fiáveis para aferir a popularidade das linguagens de programação a nível global. Esta métrica baseia-se em diversos fatores, como o número de engenheiros qualificados, a oferta de cursos e a utilização em plataformas de referência, servindo de barómetro para quem pretende decidir em que área investir o seu tempo de estudo.
Em janeiro de 2026, os dados revelam quais são as linguagens que garantem uma maior presença no ecossistema digital. Importa notar que este ranking não avalia a qualidade técnica intrínseca de cada linguagem, mas sim a sua adoção e procura no mercado de trabalho. Abaixo, apresentamos o top 3 atual, acompanhado pela variação de popularidade face ao ano anterior:
- Python: 22,61% (-0,68%)
- C: 10,99% (+2,13%)
- Java: 8,71% (-1,44%)
Embora estes cursos sejam geralmente gratuitos para a aprendizagem ao ritmo do utilizador, é frequente que a emissão de um certificado oficial exija um pagamento associado.
Formações gratuitas para dominar Python
Python mantém-se na liderança absoluta devido à sua versatilidade em áreas como a inteligência artificial (IA) e a análise de dados.
- Fundamentos de Python 1 (Cisco): um curso focado nas bases estruturais, incluindo variáveis, tipos de dados e operações lógicas. Disponível na Netacad com uma duração aproximada de 30 horas.
- Fundamentos de Python 2 (Cisco): a segunda parte do curso, onde aprenderá estruturas mais complexas. Tem uma duração de cerca de 40 horas.
- Introduction to Computer Science and Programming in Python (MIT): uma formação de prestígio, lecionada em inglês, ideal para quem deseja aprender a programar do zero com uma base teórica sólida.
- Curso rápido de Python (Google): focado na relevância prática desta linguagem no mundo real, está disponível no Coursera e tem uma duração de cerca de 20 horas.
- Certificado profissional de Microsoft Python Development: uma formação mais extensa, desenhada pela Microsoft para preparar o aluno para funções de desenvolvedor em poucos meses.
Cursos de introdução e especialização em programação em C
A linguagem C continua a ser o pilar fundamental para sistemas embebidos e infraestruturas de baixo nível.
- C para todos: Fundamentos de programação (UC Santa Cruz): uma excelente porta de entrada para quem pretende escrever os seus primeiros programas simples, disponível no Coursera.
- C Programming: Getting Started (Dartmouth): através do edX, esta formação utiliza ferramentas online para ensinar os princípios básicos sem complicações técnicas iniciais.
- Programa especializado em programação C (Duke): um percurso mais longo e detalhado, ideal para quem procura uma compreensão profunda da linguagem ao longo de cinco meses.
- C Programming: Language Foundations (Dartmouth): focado no controlo de fluxo e na manipulação de matrizes, ideal para consolidar conceitos lógicos.
Onde aprender Java para o mercado empresarial
Java continua a ser a escolha predileta para aplicações empresariais de grande escala e desenvolvimento Android.
- Programação Java para principiantes (IBM): uma formação prática no Coursera que utiliza experiências reais para ensinar a lógica da linguagem.
- Programação com Java (Amazon): este curso foca-se na organização de código, tratamento de erros e programação orientada a objetos (POO).
- Codio: Java Programming: Basic Skills: um curso da Codio para aprender as competências básicas para programar com Java. É dirigido a novatos e principiantes e ensinar-lhe-á o essencial. Dura 5 semanas, com 2 a 3 horas por semana.
- Programa especializado: Engenharia de software com Java (Duke): uma formação de seis meses no Coursera que abrange desde os fundamentos até ao desenvolvimento de software complexo.
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Bom artigo. Obrigado
Cada vez mais, quem souber usar a inteligência artificial, não vai precisar de saber programar, basta dar as instruções corretas e o código é feito, é o que se chama Vibe Coding.
Meh.. só para junior skills, basicamente consegues acabar com parte da fábrica que alimenta os devs seniores.
Aguenta lá os cavalos que os devs ainda cá vão andar por algumas décadas, nem que seja para desenvolver LLMs
Vamos lá:
1. Quem acha que com vibe coding pode fazer algo mais sofisticado do que um clone do flappy bird anda a enganar-se a si próprio. Os LLMs só sabem fazer aquilo para que foram treinados.
2. Os LLMs são treinados em código existente feito por…. humanos. Se hoje sair a versão N+1 da linguagem de programação X, nenhuma LLM “saberá” usá-la se não houver código onde treinar.
3. A febre do vibe coding, alimentada por CEOs ignorantes em muitas empresas, já está hoje em dia a dar emprego a muita gente que se dedica a corrigir o lixo produzido pelos vibe coders.
Também não é assim tão redutor o vibe coding, o que afirmas é vibe coding feito por leigos, a verdade é que devs ou engenheiros que se tornem proficientes em vibe coding podem poupar muitas horas de desenvolvimento, é lógico que esse código nunca pode ser submetido em produção sem revisão e sem correção, mesmo assim o trabalho que reduz é evidente, a minha equipa são mais de 90 pessoas, maioria devops e secops, tínhamos défice de 15 pessoas em 2024, implementamos LLMs e vibe coding e nao so suprimos a necessidade que tínhamos de recursos como ficámos com mais tempo para novos projetos.