Férias 2026: maior campanha de sempre da Ryanair dá descontos em 10 milhões de lugares!
A maior companhia aérea da Europa, a Ryanair, anunciou o lançamento da sua maior campanha de sempre, disponibilizando mais de 10 milhões de lugares com desconto para o verão de 2026.
Anunciada na sexta-feira, no dia 26 de dezembro, a promoção oferece aos viajantes a oportunidade de garantir tarifas reduzidas em toda a vasta rede da companhia, que abrange mais de 235 destinos, tornando-se uma das iniciativas mais ambiciosas da história da transportadora.
Para onde voar em 2026?
A campanha cobre uma ampla variedade de destinos populares. Por um lado, destinos de sol e praia, incluindo Corfu, Faro, Fuerteventura, Gran Canária, Ibiza, Lanzarote, Málaga, Malta, Palermo, Palma, Rodes, Santorini e Tenerife.
Por outro, city breaks. Os passageiros que planeiem escapadinhas urbanas podem aproveitar preços baixos para cidades como Atenas, Barcelona, Berlim, Dubrovnik, Lisboa, Madrid, Milão, Pisa, Paris, Valência e Roma.
Ryanair está confiante de que preenche os 10 milhões de assentos
A Ryanair alertou que os bilhetes promocionais deverão esgotar rapidamente, instando os passageiros a reservar o quanto antes através do site oficial ou da aplicação da Ryanair.
O objetivo é garantir os preços baixos antes que as tarifas subam com a chegada do novo ano.
Segundo Dara Brady, diretor de Comunicação da Ryanair, com o fim das celebrações de Natal, os viajantes devem começar a planear a sua próxima escapadinha de verão.
Quer procure sol, mar, cidade ou tudo o que foi mencionado, a nossa promoção de verão 2026, a maior de sempre, com 10 milhões de lugares com desconto, oferece um valor incrível em toda a nossa rede de mais de 235 destino.
Disse Dara Brady, alertando que "estas tarifas de oportunidade vão esgotar depressa, por isso os clientes devem reservar as suas férias de verão 2026 agora mesmo".
O lado comercial da campanha da Ryanair: estratégia e antecipação
Este lançamento não é apenas uma promoção comum, representando uma das manobras mais precoces da história da Ryanair.
Ao antecipar as vendas para 2026 com tanto vigor, a companhia utiliza uma combinação de estratégias psicológicas e comerciais, que procuram reforçar o seu domínio do mercado.
- Urgência e escassez
Ao lançar o aviso de que os 10 milhões de lugares "esgotarão rapidamente", a Ryanair cria o chamado efeito FOMO (Fear of Missing Out ou medo de ficar de fora). Esta pressão temporal empurra o consumidor para uma decisão de compra por impulso, reduzindo o tempo de comparação com a concorrência.
- Captação antecipada de capital
Ao vender bilhetes com mais de um ano de antecedência, a companhia garante um fluxo de caixa imediato. Isto permite-lhes financiar operações e planear a frota com uma previsibilidade de ocupação muito superior à média do setor.
- Ancoragem de preços
Ao sugerir que as tarifas vão subir inevitavelmente no "novo ano", a Ryanair estabelece o preço promocional atual como a "âncora". Qualquer preço futuro será visto como caro, forçando o cliente a "bloquear" o valor mais baixo através da reserva imediata na app ou no site.
- Fidelização
O forte apelo ao uso exclusivo da aplicação reforça a estratégia de controlo do canal de distribuição. Ao levar o cliente para a sua própria plataforma, a Ryanair elimina as comissões de intermediários e aumenta as oportunidades de venda de serviços adicionais (como bagagem, lugares ou seguros).
Desta forma, a companhia aérea está a redefinir o calendário do turismo europeu, transformando o final de dezembro, que é normalmente um período de gastos elevados, num momento de planeamento a longo prazo.
A companhia assegura, assim, a fidelidade do passageiro muito antes de as outras companhias sequer abrirem os seus calendários de voo para 2026.
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Razão:
Perda galopante de passageiros devido às regras restritas da companhia a que acresce uma pouco simpática tolerância.
A companhia tem uma má empatia com o público…
Sempre tiveram estratégias nesta linha. A grande razão (como sempre) é para dar nas vistas. A Ryanair não se preocupa com a “má imagem”. Isso para eles é um trunfo, não uma pedra no sapato. Seria impossível ter boa imagem e ter os preços que tem, com o número de clientes que tem. Isso é para as outras companhias que vendem viagens muito mais caro e têm que justificar o preço de alguma forma. A Ryanair quer a “má imagem”. Se não fossem as questões com as restrições de bagagem, a história dos lugares em pé (que nunca foi para a frente), o “mau atendimento” e tantas, mas tantas críticas que vão aparecendo, os clientes começavam a desconfiar dos preços baixos. Das duas uma. Ou são mais baixos porque o atendimento é mau, ou são mais baixos porque a parte técnica e de manutenção dos aviões é má. Daí a companhia abraçar as críticas, até porque em termos técnicos e de manutenção até são (talvez) das melhores. Os clientes aceitam todos os “defeitos” pelo preço. Agora também não se armem aos cucos e queiram lagosta a preço de tremoços.
Só viajei na Ryanair para Malta e volta. Essa “má imagem” até pode surpreender, como me aconteceu a mim, por, afinal, encontrar uma companhia igual às outras (na Europa, mesmo as ditas companhias de bandeira andam próximas das low-cost).
O que me surpreendeu por não estar prevenido:
– a variação dos preços conforme a data/hora da reserva
– a variedade dos preços dos lugares no avião e pagar-se mais por reservar o lugar, em vez de ser atribuído aleatoriamente
– a diferença dos preços para quem viaja com mala de porão, mala de cabine e mochila para colocar debaixo do banco da frente, respeitando as dimensões.
– a ordem de embarque, primeiro os sem mala de cabine. Percebe-se porquê, com a confusão que se arma para arrumar as malas de cabine (as que sobram vão para o porão).
– os bancos serem fininhos, quer as costas, quer o assento (é de sumá-pau). As costas das cadeiras não são reclináveis, ou seja o espaço não abunda, mas também não diminui porque o da frente reclina a cadeira.
– tripulação igual às outras, embora insista um tanto em vender raspadinhas (os ganhos são para a tripulação.
Se me fizessem a pergunta habitual do grau de satisfação do cliente: “Recomendaria a Ryanair (as outras low-cost não conheço)”? Sim … para viagens curtas. Pelo preço percebo perfeitamente que seja apreciada. Não encontrei a má-imagem de que se fala.
Ja tens muito disso, como variação de preços dos lugres nos autocarros da Rede Expresso. À ultima da hora eles até fabricam falsa escassez, puxam os preços para cima com o site dizer que só há 1 lugar e vais na viagem e nem metade.
Excelente comentário que sintetiza a política da empresa. Houvesse mais Ryanairs, que eu comia tremoços todos os dias!
Acho que o pior da imagem é a nível de as pessoas chegarem lá e upsss! não temos lugar para si porque fizemos o mesmo que todos os outros (ou quase todos) fazem que é vender mais lugares do que aqueles que temos e depois se aparece mesmo toda a gente não vai existir lugar para alguns, e ficam por terra. Isso e o rigor do tamanho das malas… mas se o tamanho das malas ainda é ultrapassável, perder o voo porque venderam mais bilhetes do que os lugares que efectivamente disponibilizam é que é uma prática (generalizada) pouco (ou nada) ética.
Algumas pessoas sei que gostam dessas práticas porque muitos não se importam e conseguem por exemplo depois receber ou muito dinheiro (indemnizações), ou conseguem viajar em uma classe superior àquela que pagaram para o voo onde não lhes foi permitido ir por falta de lugares.
Para terminar o overbooking teriam de proibir a venda de bilhetes onde dá para alterar a reserva. Ou seja proibir os bilhetes mais caros e mesmo os de executiva ( Em que o espaço desta varia conforme uma cortina).