A Europa também quer uma idade mínima para a utilização das redes sociais
As redes sociais, nos mais novos, podem ser um problema. Vários países já tomaram medidas para limitar o acesso às crianças. Agora, o Parlamento Europeu propõe uma idade mínima para a utilização das redes sociais e a proibição de funcionalidades viciantes para proteger os menores e crianças online.
Idade mínima para usar redes sociais
O Parlamento Europeu apoiou uma iniciativa para regular o acesso às redes sociais. Os eurodeputados aprovaram um relatório não legislativo que estabelece uma idade mínima para a utilização das plataformas de redes sociais em toda a União Europeia. O objetivo é reduzir os riscos para a saúde física e mental associados a plataformas como o Instagram, TikTok e YouTube, bem como a chatbots com IA.
Segundo É revelado, o Parlamento Europeu anunciou uma ação destinada a proteger os menores online. Esta quarta-feira, mais de 480 eurodeputados votaram a favor de medidas mais rigorosas para limitar o acesso a redes sociais prejudiciais. Os legisladores propuseram uma idade digital mínima de 16 anos para o acesso às redes sociais, plataformas de partilha de vídeos e assistentes virtuais.
Os membros do Parlamento concordaram que deve ser desenvolvida uma aplicação para verificar a idade com precisão, sem violar a privacidade das crianças. A exigência de uma idade mínima complementaria um dos principais pontos da Lei dos Serviços Digitais, que obriga as empresas de redes sociais a tomarem medidas para impedir a exibição de conteúdos nocivos nas suas plataformas. Os eurodeputados afirmaram que os executivos destas empresas podem ser processados caso não restrinjam o acesso de menores e os exponham a material impróprio.
Europa quer proteger as crianças online
Além de estabelecer uma idade mínima para o acesso às redes sociais, o Parlamento Europeu pediu a proibição de funcionalidades viciantes nestas plataformas. Funcionalidades como o scroll infinito e a reprodução automática, presentes no TikTok e no Instagram, teriam de ser desativadas por defeito. O mesmo se aplicaria a outras funcionalidades, como deslizar para baixo para atualizar o feed ou "missões diárias" que mantêm os utilizadores presos à aplicação.
Além destas funções, o Parlamento discute o combate a práticas viciantes e normas obscuras nas aplicações. Isto inclui loot boxes, moedas de recompensa e outros elementos de jogos, bem como incentivos financeiros e exploração comercial. Os legisladores afirmaram que estas estratégias manipuladoras podem aumentar o vício em menores e prejudicar a capacidade de concentração ou interação saudável com o conteúdo.
Embora o foco seja o acesso às redes sociais, a União Europeia pretende também limitar o acesso aos chatbots e aos agentes de IA. Este aspeto ainda não está totalmente definido, uma vez que os desafios éticos e legais destas ferramentas ainda têm de ser debatidos. O certo é que o objetivo seria impedir a criação de deepfakes e outros conteúdos nocivos, como aplicações de conteúdo para adultos geradas por IA.






















Eu concordo que as redes sociais sao um vicio nao só para as crianças como para os adultos. No entanto a velha europa continua colocar regras em tudo e todos apenas por ideologias politicas. Uma coisa é proibir utilizacao de telemoveis em escolas, outra coisa, é proibir um producto em casa de cada um. Este é o grande problema. Os meus filhos tem 11 e 8 anos e nenhum deles tem redes sociais, e tem o telemovel que eu decidi dar, nao passam horas nas redes sociais porque os pais acham que nao é benefico. Na minha opiniao é uma questao de liberdade e de educacao. Se os pais nao querem que os filhos tenham redes sociais tem de os educar. O problema é que custa muito discutir os assuntos com os filhos fica mais facil ser o “estado” a tirar mais uma liberdade e controlar ainda mais as pessoas. O que eu noto é cada vez sou menos livre é proibir tudo e devemos ser os “cordeirinhos” que fazemos tudo que nos mandam. As pessoas devem ser livres de escolher o bem e o mau, as pessoas tem de ter responsabilidade.
o problema é esse,educar requer tempo e ninguém o quer perder hoje em dia
+1
Não têm templo simplesmente, estão a ser explorados pelo capitalismo, chegam a casa já cansados de tal ordem que o cérebro já nem pensa e ainda vão consumir alguma tv rasca.
Concordo com o João.
+1
Concordo que qualquer proibição terá que ser muito bem pensada, se não facilmente entramos na limitação indevida de uma liberdade, mas…
E se a pessoa adulta não tiver a devida responsabilidade?
E se os pais de duas crianças, por exemplo de 8 e 11 anos, não quiserem saber do desenvolvimento adequado dos filhos? Crianças vidradas no ecrã são muito mais fáceis e dão muito menos trabalho…
E se os pais dessas crianças até forem tão bons pais quanto conseguem ser, mas nunca perceberam o problema de expor os filhos a estes conteúdos?
E se essas crianças conseguirem enganar os pais e acederem na mesma?
E se, por não ser proibido, a maioria dos amigos tiverem acesso? Será que os filhos dos pais responsáveis se vão sentir excluídos? Será que vão tentar contornar a proibição dos pais?
Então e o cinto de segurança obrigatório? É uma limitação da minha liberdade? Provavelmente, em caso de acidente, a falta do cinto só me magoa a mim…
E o capacete quando ando de mota? A falta dele só me magoaria a mim…
E as drogas que são proibidas? É uma limitação da minha liberdade não poder consumir aquilo que quero?
Não é idade mínima de 16 anos! É:
“idade mínima digital de 16 anos, harmonizada a nível da UE, para se aceder às redes sociais, às plataformas de partilha de vídeos e aos robôs de conversação de IA, PERMITINDO O ACESSO DOS JOVENS entre os 13 e os 16 anos COM O CONSENTIMENTO PARENTAl.”
Convém fazer distinções: crianças são os menores de 13 anos; adolescentes ou jovens são desde os 13 até atingir a maturidade. Convém fazer a distinção e o que é proposto pelo Parlamento Europeu parece-me equilibrado – as crianças (mesmo) não terão acesso. A partir dos 13 anos (que é a idade atual prevista na UE, embora não seja feito o controlo) – depende do consentimento dos pais.
Qual pode continuar a ser a questão nisto? Se os pais não quiserem impedir, tal como acontece atualmente, pode continuar a haver numerosas contas de crianças a partir dos 10 anos, e mesmo dos 7 anos de idade.
As criancinhas mais uma vez a servir como desculpa para controlarem a população para saberem quem é quem online e o que escrevem.
Muitos adultos não fazem ideia que ao meterem isto em vigor eles próprios vão ter que começar a dar prova pela internet de quem são…
Não é – de quem são – é – que idade têm.
São coisas muito diferentes.
O Max julga mesmo que a idade não será associada a um determinado perfil e, se “necessário” numa qualquer investigação (não necessariamente judicial/criminal), o perfil à própria pessoa?
O que a UE anunciou foi que quer manter a privacidade, ou seja, só quer comprovar a idade por plataformas: “13 anos ou mais”, “16 anos ou mais”, ( ou “18 anos ou mais”.).
Pelo que a UE anunciou, com a nossa Chave Móvel Digital não havia dificuldade nenhuma:
– vou à CMV e obtenho um código “16 anos ou mais”
– abro uma conta no Facebook e insiro esse código
– o Facebook vai ao sistema e valida o código e não mais do que isso. Não tenho que me identificar.
A questão põe-se de outra maneira – o filho que pede ao pai: “Ó pai, ó pai, dá-me aí um código de adulto que quero abrir conta no Face”. Quem diz o pai diz outro adulto pessoa qualquer.
Se abro uma conta e me chamo “José Maria Francisco” ou “Maria José Francisco” a UE não quer saber. Ficando a meio caminho, sempre melhora em relação a situação atual, em que não há controlo da idade para um controlo de idade “assim assim”., que pode ser burlada. Na Austrália, o que pretendem é que os sites criem sistemas de “controlo razoável da idade” (que até pode ser por estimativa da idade por software, usando a câmara de um equipamento. Não está prevista uma identificação rigorosa, oficial.
Deveria era ser ao contrário. Redes sociais só para jovens e os adultos que vão para a rua protestar quando têm problemas…
Há sites com uma versão normal (YouTube) e o YouTube Kids. Na Austrália proíbem o acesso ao YouTube (e mais 9 redes sociais e de partilha de streaming, sem querer saber de consentimentos parentais) mas não ao YouTube Kids.
Ao contrário do que às vezes se quer fazer crer, isto não é “larguem os ecrãs e vão brincar à apanhada”, procura-se, mal ou bem, ter em consideração os conteúdos.
A corru…imponente e confiável europa sempre na vanguarda.
Um dia destes, vamos ter chips implantados nos olhos e na pele para aceder ao digital e estes ainda querem colocar limitação na evolução. Ideias de velhos do restelo. O mundo está a evoluir a um ritmo vertiginoso. A informação nunca correu tão rápido e nestas quantidades. Faz parte da evolução do mundo. E vamos estar a limitar o acesso, neste caso dos miúdos, àquilo que é cada vez mais o futuro. Já estamos 40 anos atrasados em relação aos países mais evoluídos. E pelos vistos vamos ficar cada vez mais atrasados. Tenham mas é juízo.
Muito bem, é para limitar. As redes sociais perderam o estado de graça que usufruíam.