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Carros elétricos “são uma evolução, não uma ideologia”, diz Klaus Zellmer

45 Comentários

Enquanto diretor-executivo da terceira marca mais vendida da Europa, Klaus Zellmer explorou o estado da marca que lidera, mas avaliou as políticas de incentivo aos carros elétricos. Na sua opinião, indo ao encontro de outros líderes, os modelos movidos a bateria “são uma evolução, não uma ideologia”.

Klaus Zellmer, diretor-executivo da Škoda

A liderar a Škoda desde 2022, Klaus Zellmer é um dos responsáveis pela saúde da marca checa, especialmente numa altura em que várias fabricantes europeias batalham para conquistar clientes e sobreviver à pressão do mercado.

De facto, neste momento, há marcas a perder vendas e lucros por diversas razões, nomeadamente taxas, aumento de custos, investimento em automóveis elétricos e crescimento das empresas chinesas.

Aparentemente, contudo, nenhuma destas variáveis parece preocupar a Škoda, cujo diretor-executivo já havia feito intervenções desalinhadas com a generalidade do mercado.

Vantagens da Škoda relativamente ao mercado

Numa entrevista recente à Autocar, Klaus Zellmer falou sobre a política de controlo de custos da empresa e explicou que, “para começar, fabricamos a maioria dos nossos automóveis na República Checa, onde os custos de produção são mais baixos, tanto os de pessoal como os energéticos”.

Mais do que isso, revelou que a marca tem “menos burocracia, algo que constitui um enorme encargo noutras partes da Europa”.

A República Checa continua fora da zona euro e, embora os trabalhadores das fábricas da Škoda estejam entre os operários mais bem pagos do país, ainda assim é um lugar acessível para viver. Beneficiamos disso, mas essa é apenas uma parte da história.

Klaus Zellmer mantém-se tranquilo em relação aos elétricos da China

Embora a indústria automóvel europeia tema, de alguma forma, a ofensiva chinesa, cuja oferta tem chegado e conquistado clientes, Klaus Zellmer mantém-se tranquilo relativamente ao elevado número e variedade de fabricantes chinesas que entraram nos mercados internacionais.

Algumas dessas marcas irão manter-se, outras não. Como marca com 130 anos de história, não fazemos parte da lista de compras de toda a gente, mas a notoriedade existe e isso serve de ponto de partida. É relevante.

Na mesma entrevista, partilhou que “os novos concorrentes têm de compensar a falta de trajetória; precisam de mostrar que vieram para ficar e isso é algo com que as pessoas se identificam quando pensam na Škoda”.

Conforme assegurou, contrariando a frieza com que muitas empresas tratam, hoje, os seus clientes, a marca veio para ficar, para estabelecer ligação com os clientes, para aconselhá-los, para ajudá-los caso surja algum problema, para responder às suas perguntas.

Mais um executivo a alertar sobre um objetivo demasiado ambicioso

Sobre os carros elétricos, Klaus Zellmer foi ao encontro do que outros executivos já partilharam: a escolha deve ser dos consumidores.

Colocamos sempre os nossos clientes em primeiro lugar. A nossa gama de produtos deve ser abrangente para um público que quer ser responsável pelas próprias decisões. Não somos do tipo que fala de veículos elétricos de bateria de forma quase ideológica. Limitamo-nos a fabricar automóveis realmente bons e, se os consumidores gostarem deles, compram-nos.

Disse o diretor-executivo, vendo a transição para a mobilidade elétrica como um processo de evolução.

Respeitamos as preferências dos clientes e adaptamo-nos a elas, não a uma ideologia. Naturalmente, devemos manter a neutralidade carbónica. É uma exigência que cumpriremos e estamos bem encaminhados para isso na [União Europeia].

Contudo, “no final, são os consumidores que tomam as decisões”. Na sua opinião, tendo em conta o caminho até agora, manter 2035 como prazo final para a tecnologia de combustão interna nos veículos novos “será provavelmente demasiado ambicioso”.

Aliás, “se alguém perceber que errou nas previsões, deve corrigi-lo”.

 

Leia também:

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Comentários

45
  1. UL
    Ulme

    Tá bem boneco…
    Comer gelados com a testa é ótimo

  2. SA
    Sandro

    Diziam o mesmo na primeira electrificação do automóvel, no século passado…

    1. JL
      JL

      Como diziam se foram os primeiros a aparecer ?

      1. ZA
        Zé Fonseca A.

        eram uma evolução dos cavalos e depois voltaram para os hp

        1. JL
          JL

          Um carro é uma evolução dos cavalos? Então quantas pernas tem um carro? Loool

          1. AC
            Actarus

            Há pessoas que só com um desenho… e mesmo assim…

          2. JL
            JL

            Nem mais.

          3. MA
            MACnista

            … tem 4 como os cavalos, só que são de borracha!!! LOLOLOL

          4. JL
            JL

            Não são pernas, são rodas, é bastante diferente.

          5. AC
            Actarus

            O Jorge Luís só lá chega com um PowerPoint e setinhas e, mesmo assim, tenho as minhas dúvidas.

          6. JL
            JL

            Não sou Jorge Luís, esteja descansado.

            Então mostre lá o powepoint, ai as duvidas ficam desfeitas.

            LOOL

          7. RE
            Realista

            JL as rodas são uma evolução das patas, assim como também se pode afirmar que a bosta do cavalo também evoluiu e agora está dentro da cabeça de alguns condutores que só criticam o carro elétrico por criticar…

          8. HU
            Hugo

            Pedir um powerpoint a explicar a diferença entre um cavalo e um carro num contexto de evolução dos meios de transporte em que o ze fonseca apenas tentou fazer um trocadilho engraçado ou é ignorância ou estupidez extrema.

          9. JL
            JL

            Não vejo ali trocadilho nenhum, parece que sua inteligência é que é fraca demais.

          10. AC
            Actarus

            Se não és Jorge Luís, não percebo a razão de teres respondido ao meu comentário.

          11. RE
            Realista

            Na verdade o automóvel per si é a evolução da carroça que por sua vez evoluiu para a carruagem que é um veículo de tração animal para o transporte de pessoas…

            Os termos Coupé, Belina ou Wagon eram tipos de carruagens e ainda hoje mantemos esses termos para designar a carroçaria do automóvel…

            Aliás não é por acaso que usamos a palavras “carroçaria” que vem da palavra carroça, para designar a parte suspensa do automóvel que exclui o motor. Em algumas línguas como o espanhol ainda conservaram o termo original e chamam de coche ao automóvel.

            Portanto não… o automóvel não é a evolução do cavalo.

          12. JL
            JL

            Porque o seu comentário está no seguimento do meu.

    2. TA
      Toni da Adega

      +1 o que era mau no seculo passado continua a ser mau actualmente.
      Quem diz seculo passado diz milhares de anos. Tudo que não fosse bom no passado também não é bom actualmente e não será no Futuro

    3. HU
      Hugo

      Isto é um não assunto. Toda a inovação é evolução, para o bem e para o mal. Há dezenas de exemplos de tecnologias que usamos hoje e foram descobertas ao tentar fazer coisas completamente diferentes, outras nem tanto, enfim…
      Um carro elétrico é o que é. Se não vos serve, como a mim, não precisam comprar. Toda essa conversa do ser ou não ser evolução só prova que para alguns é mesmo uma questão ideológica.

      1. JL
        JL

        Muito bem.

  3. MI
    Miguel

    Na minha rua quem usa carro eletrico leva risco e pedrada, comigo não brincam. E se me ameacarem chamo logo a malta

    1. JL
      JL

      Olha outro extremista.

      1. BE
        Bestial

        Além dos comentários infantis também não sabes o que é humor?

        1. JL
          JL

          Será que é humor ?

  4. AN
    Andre

    Minoria ruidosa, nao passam disso mesmo.

  5. MO
    Morty

    São uma “alternativa” em alguns casos uma evolução, noutros um retrocesso, no entanto se não querem que sejam vistos como uma “ideologia” não os façam obrigatórios e deixei o consumidor escolher.

    1. JL
      JL

      Ninguém os fez obrigatórios, nem sequer há previsões para isso.

    2. JL
      JL

      Curiosamente vivemos um tempo onde realmente podemos escolher.

    3. RE
      Realista

      O pessoal da gasolina com chumbo também queria escolher, aliás diziam que os combustíveis sem chumbo não prestavam e que deveria-se deixar o consumidor escolher…

      Como queres fazer agora?

  6. OP
    OPPss

    Então o Klaus acha que a “A República Checa continua fora da zona euro”…??? E eu que pensava que fazia parte da união europeia…

    1. TA
      Toni da Adega

      Zona Euro e união europeia são coisas diferentes…..

      1. RE
        Realista

        Espera até ele descobrir que no espaço Schengen fazem parte países que não pertencem à união europeia como Suiça, Islandia ou Noruega e países da união europeia que não fazem parte, como a Islanda ou Chipre.

  7. AN
    andre

    Ideologia é tentar forcar essa mesma evolução por meio da força, de leis, e ignorar o mercado.

    Se for o mercado a decidir, o carro elétrico será adotado no tempo certo.

    1. JL
      JL

      Exato, tanto que já foi adotado sem força da lei, e já são a categoria mais vendida.

      1. HU
        Hugo

        Estás mesmo a ignorar os incentivos e benefícios fiscais no ramo empresarial?

        1. JL
          JL

          Quais ? Aqueles que foram dados aos a combustão ?

          1. HU
            Hugo

            LOOOL Vês, como lá chegaste.
            Voltando ao assunto do andre… ficamos assim com o teu testemunho, ignorando os incentivos mas validando-os para o caso dos a combustão. JL e incoerência sempre.

          2. JL
            JL

            O que concluo é que não são diferentes de outros que existem, são exatamente iguais e nas mesmas condições, sempre deram incentivos aos carros com menor pegada ambiental.

            Antes pelo contrário, coerência acima de tudo.

          3. HU
            Hugo

            E o que o andre disse também serve para todos.
            Falou em leis, suponho que se referisse a apoios, e tu ignoraste-os… e logo a seguir usaste-os para te tentar justificar (e repara que eu já conheço tão bem a tua desonestidade que escrevi o mínimo para que fosse tu a puxar o assunto da combustão. A tua desonestidade é previsível lol).

          4. JL
            JL

            Ignorei como se falei deles ?

            O que ele disse que a lei iria obrigar a comprar só electricos, o que não acontece.

            Quem puxou não fui eu, foi ele.

            Portanto veja se consegue ser inteligente, porque dessa maneira não é.

          5. HU
            Hugo

            Foste tu que trouxeste combustão pro assunto. PONTO.
            Mania de tentar enrolar os adultos miúdo. Cresce.

          6. JL
            JL

            Não fui eu, foi o andre.

            E já agora onde referi combustão era uma pergunta que respondeu positivamente, portanto não fui eu que trouxe esse tema.

        2. RE
          Realista

          Não te esqueças que assim confirmas também que o problema dos veículos elétricos não é o ” não servir para mim” mas sim o preço…

          1. HU
            Hugo

            Mas eu nunca disse o contrário, acho eu.

  8. VA
    VAOpoK

    Evolução, LOL!

    Os elétricos são inferiores em tudo comparativamente a uma CI.

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