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Honda Civic e:HEV: a nova alma de um ícone japonês

18 Comentários

Com uma herança de mais de cinco décadas, o Honda Civic reinventa-se mais uma vez, agora com um sistema híbrido autorrecarregável que promete não só consumos comedidos, mas também uma experiência de condução envolvente e autêntica. É um novo passo de um dos mais celebrados modelos da marca japonesa e que promete continuar com a lenda. Venha conhecê-lo.

Honda Civic e:HEV

Com mais de 50 anos de história, o Honda Civic é um dos nomes mais emblemáticos da indústria automóvel. Em 2022, a 11.ª geração chegou à Europa, vestida com uma silhueta mais elegante e refinada, mas foi sob o capô que ocorreu a verdadeira revolução.

O Civic e:HEV representa a aposta decidida da Honda na eletrificação e fá-lo com distinção. Mas será que o sistema híbrido da marca japonesa é apenas mais um? Longe disso.

Este modelo apresenta uma motorização híbrida autorrecarregável de tecnologia avançada. Sob o capô encontramos um motor 2.0 litros de ciclo Atkinson, atmosférico, de quatro cilindros, a trabalhar em conjunto com dois motores elétricos: um gerador e um motor de tração.

Honda Civic e:HEV

Este conjunto gera uma potência combinada de 184 cv e um binário máximo de 315 Nm, disponíveis quase instantaneamente graças ao motor elétrico principal. A aceleração dos 0 aos 100 km/h faz-se em cerca de 7,8 segundos, números respeitáveis para um familiar híbrido.

A transmissão é feita através de uma transmissão de engrenagens fixas, uma abordagem diferente da tradicional caixa CVT, resultando numa resposta mais linear e silenciosa. A Honda chama-lhe e-CVT, embora o funcionamento seja mais próximo de um EV com engrenagens diretas.

Eficiência inteligente

A eficiência está no ADN do Civic e:HEV. O sistema alterna de forma quase impercetível entre três modos de funcionamento: EV Drive (apenas motor elétrico), Hybrid Drive (motor a combustão gera eletricidade para alimentar o motor elétrico) e Engine Drive (o motor térmico move diretamente as rodas em velocidades de cruzeiro).

Com esta gestão inteligente, o Civic consegue consumos mistos oficiais em torno dos 4,7 L/100 km e emissões de CO₂ de cerca de 108 g/km, valores que o colocam entre os híbridos mais eficientes do segmento C. Importa sublinhar que este não é um híbrido plug-in, o que o torna prático e despreocupado para o dia a dia urbano ou viagens mais longas.

Mais do que apenas números, o Civic e:HEV surpreende pela forma como se comporta em estrada. A plataforma foi reforçada, a suspensão traseira multilink foi optimizada e o centro de gravidade rebaixado. O resultado? Um comportamento equilibrado, com uma direção precisa e uma suspensão que filtra bem as irregularidades sem perder o tato desportivo que sempre caracterizou o modelo.

Mesmo com o aumento do peso típico de um sistema híbrido (pesa cerca de 1.500 kg), o Civic mantém-se ágil, estável em curva e surpreendentemente divertido de conduzir para um automóvel familiar com preocupações ambientais.

Interior de nova geração

Por dentro, o Civic revela um salto qualitativo notável. O painel de instrumentos digital de 10,2 polegadas, o ecrã central tátil de 9 polegadas com conectividade Apple CarPlay e Android Auto, e os comandos físicos bem integrados demonstram uma atenção ao detalhe e à ergonomia que merece destaque.

O espaço interior é generoso, tanto nos lugares dianteiros como traseiros, e a bagageira oferece uns respeitáveis 410 litros, apesar da presença da bateria sob o piso.

Vem equipado de série com o pacote Honda Sensing, um conjunto completo de assistências à condução: cruise control adaptativo, manutenção na faixa de rodagem, travagem autónoma de emergência, reconhecimento de sinais de trânsito, entre outros.

Este não é apenas mais um híbrido. É a prova de que a eficiência não tem de ser sinónimo de aborrecimento ao volante. Com um design maduro, uma dinâmica envolvente e uma motorização eletrificada sofisticada, este Civic representa o melhor da engenharia japonesa aplicada à nova era da mobilidade.

Comentários

18
  1. AR
    André R.

    Já lá vai o tempo em que o Civic era um carro de combate veloz na estrada…
    Simples, eficaz e com uns cavalos muito nervosos, com o VTEC a berrar por mais ar e gasolina…
    Agora fazem estas coisas estranhas…

    1. CO
      Contador

      Para que é que queres um carro de combate veloz na estrada? Para colocares a vida dos outros em perigo só para sentires que estás numa espécie de Fast To Furious? Acordem para a vida mas é! É só assassinos na estradas com a mania que são mais que os outros.

      1. AR
        André R.

        Exacto, concordo contigo, mas agora imagina que tens uma estrada só para ti… ou uma pista tipo a do Estoril… podes ir para lá sabias?
        Nem todos aceleram e conduzem da forma que pintas.

        1. QG
          QGrunho

          Agora imagina que tens uma estrada só para ti e afinal não tens, está lá um tractor.

      2. PI
        Pierre

        Nas estradas portuguesas conduz-se muito mal, reflexo do pais iletrado que temos e das mentalidades egocêntricas: é só bola e descontos!!!

        Levará décadas a resolver problemas que depois de estarem resolvidos já os primos europeus estão noutra.

        Salvem-se

    2. JL
      JL

      Ainda bem que já vai esse tempo, hoje não precisam de berrar, gastam menos, andam mais e têm mais potência, não entendi o que isso tem de estranho.

      1. YA
        Yamahia

        Não andam nada mais. No circuito do Mónaco com muita desaceleração ideal para elektros, bastam 3,68 voltas para que o Formula1 pape 1 volta ao FormulaE. Tadinhos.
        Tenha vergonha!

        1. JL
          JL

          Mas onde falaram em eléctricos ?

          Você está bem ?

          Já agora, desde quando os formula e tem a potência dos formula 1?

          Depois são os outros que mudam de assunto.

          1. YA
            Yamahia

            Foi vc com a indirecta do costume.

          2. JL
            JL

            Eu não, eu falei do carro do artigo.

  2. AL
    Alejandro

    Venha agora o Honda Civic 100% elétrico.

  3. AR
    Arc

    Continuará sempre a ser um dos meus favoritos, estes carros têm uma fiabilidade muito confiável.

  4. TU
    TugaPobre

    Esta sim, tirando o preço que não é para todos, é uma tecnologia Hibrida que não precisa de andar com cabos atrás e não precisa de estar a hibernar no meio de uma viagem longa para carregamentos.
    So peca por ainda ser a Gasolina, deviam investir forte no Hidrogenio, é um apena que ainda não tenham percebido que o futuro da mobilidade não passa na minha modesta opinião com baterias tal qual como existem hoje…

    1. JL
      JL

      Então mas a gasolina está barata demais para querer usar hidrogénio ?

      Curiosamente os fabricantes descordam de si, se assim o é porque não compra o Honda Clarity FCEV ?

    2. JL
      JL

      Não anda com cabos, mas andar com mangueiras e outras de alta pressão já está tudo bem. LOOOL

      1. PI
        Pierre

        Nem mais… não perca tempo com esta malta.

  5. JO
    Joõa

    Está mais pesado, menos responsivo e com um pedal muito “esponjoso” .
    Bom para cidade e usar as patilhas de regeneração.
    7,8 s?! com quase 200 HP ?!? nem o binário ajuda.
    só mostra que o peso desfavorece. 😛

    1. PI
      Pierre

      Mais um híbrido da treta… e o preço, ninguém fala…

      Motor 2.0 é para outros mercados que não o nosso… paga mais IUC do que um BYD paga para fazer 8.000 km-

      😉

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