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Problema do hidrogénio não está nos veículos, mas na produção do combustível

                                    
                                

Autor: Ana Sofia Neto


  1. Anung says:

    “O hidrogénio é, para muitos, a alternativa mais viável à combustão interna – acima até dos veículos elétricos a bateria”

    Como? Ainda ontem consideravam carros com motor a combustão de veículos eléctricos e hoje já não são? É conforme o vento?

  2. luisa says:

    A malta fanatica ainda acredita que carros a hidrogénio trabalham a agua da torneira… e que isso só não avança porque as grandes empresas não querem!!! ‍♂️‍♂️
    Alguem quer o chapeu de alumínio?

  3. Rui says:

    E dos eléctricos é o preço, é a fraca autonomia…….
    Temos um VW ID BUZZ Pro com 91kw de baterias e numa viagem de 800km (400km para cada lado), tive de fazer 3 carregamentos!!!!!! 1 na partida, obviamente, o 2º perto do local na hora de almoço e o 3º a meio caminho de regresso!!!!
    Um carro com teoricamente 700km de autonomia, no máximo consigo 400km e nunca baixa o consumo dos 20 a 25kw, longe dos 14kw do panfleto. E nas subidas, uma vez que moro num local montanhoso, o consumo atinge 50kw aos 100km e a andar na auto-estrada como se fosse um papa-reformas!!!!!

    Consumi mais de 200kw para fazer 800km (que é o que consome um casal durante 1 mês)!!! Só os 2 carregamentos fora custaram mais de 100€ e cheguei a casa mais de 4 horas depois e com autonomia para apenas 170km!!!! Mais de 4 horas para fazer 400km, conseguem imaginar a velocidade estonteante que fiz em auto-estrada!!!!!!

    • JL says:

      Mas estes são mais caros.

      Num destes estava lixado, ficava a meio, já que não tinha onde abastecer.

      Num destes consumia isso x 5, já que é rácio para a produção de hidrogénio.

      Num a hidrogénio e num veículo idêntico a essa carrinha consumia cerca de 400 euros, e provavelmente não chegava a casa devido ao primeiro ponto.

      Ninguém tem culpa que não saiba conduzir, nem ninguém tem culpa que tenha andado a inventar.

    • jpr says:

      Tenho um Model Y com bateria de 60 kWh. Faço autoestrada a 130 km/h (sim, acima do limite) com médias de 14 kWh/100 km. Em viagens longas, faço 800 km com dois carregamentos rápidos. Perco 10 minutos em cada um — o tempo de esticar as pernas, fazer um xixi e tomar um café. E não, o carregamento em casa nem conta. Tudo isso por uns impressionantes… 25 € no total, com energia incluída.

      Antes, com o carro a combustão, nem me passava pela cabeça fazer este tipo de viagens ao fim de semana — simplesmente saía caro demais. Em 2 anos e meio, já fiz 76.000 km… e com muito mais liberdade.

    • Nuno Almeida says:

      São kWh não kW.

    • Realista says:

      Entretanto temos o tipo no mesmo carro a atravessar a europa num carro desses…

      E que na sexta feira estava em Lisboa e hoje está na Bósnia.
      https://idbuzz-worldtour.com/map/

  4. Rui says:

    Um pormenor, não foi no hidrogénio que os xuxalistas derreteram milhares de milhões de euros do PRR? Dinheiro bem gasto sem dúvida!!!!!!

  5. Max. says:

    O hidrogénio por eletrólise tanto pode ser:
    – “hidrogénio amarelo” – a partir da eletricidade da rede, obtida por um mix de várias fontes, ou seja, produzida por energias renováveis e não renováveis (e energia atómica se, for o caso)
    – “hidrogénio verde” – a partir de eletricidade produzida por energias renováveis.
    Mas, obviamente, para um dado nível de consumo de energia elétrica de um país, alimentado pela produção de eletricidade com esse mix de fontes – se se desviar a eletricidade produzida por energias renováveis (“eletricidade verde”) para a produção de “hidrogénio verde”, o que se está a fazer de facto é a “amarelar” (aumentar a parte das energias não renováveis) na eletricidade consumida para outros fins.
    Verdadeiramente, só se tem “hidrogénio verde” se toda a eletricidade da rede, para todos os consumos, for “eletricidade verde”. Ou seja, atualmente é uma falácia.

    • Max. says:

      Obviamente que ter em conta as fontes de produção de eletricidade (“amarela”/”verde”) tanto vale para os veículos elétricos a hidrogénio (FCEV) como para os veículos elétricos a bateria (BEV).
      – Num veículo com motor de combustão interna, a emissão de CO2 dá-se com a combustão do motor,
      – Num BEV, a emissão de CO2 dá-se com a produção de eletricidade a partir de fontes não renováveis (incluindo a importação de energia elétrica produzida com fontes não renováveis). Circular num BEV implica emissão de CO2 para produzir a eletricidade acumulada na bateria (já para não falar na produção de CO2 para produzir os materiais e o veículo).

      • says:

        Não precisas de ter toda a eletricidade da rede como verde. Podes produzir hidrogénio “sem rede”. Ou seja, ter uma (várias) centrais produtoras de eletricidade verde cujo único “cliente” é a produção de hidrogénio. Obviamente que estar ligado à rede é benéfico e ter eletricidade toda verde também. Mas podem ser unidades contidas nelas próprias. Tem desvantagens e vantagens… é deixar os especialistas pesar os prós e os contras.

    • says:

      Se o hidrogénio for tecnicamente (e economicamente) uma boa solução, “só” temos que aumentar a produção de eletricidade. Mas sempre é melhor que continuar a queimar petróleo que está cada vez mais caro e com o mercado cada vez mais volátil.
      Não deixa de ser algo contraproducente, produzir eletricidade para produzir hidrogénio, mas também neste momento estamos a usar combustíveis para produzir eletricidade.

      • Max. says:

        O petróleo estar cada vez mais caro é uma ilusão, porque o pessoal só se lembra dos posts em que os combiostíveis sobem, porque quando descem sabe a pouco.
        https://tradingeconomics.com/commodity/brent-crude-oil (ver o gráfico, por exemplo, a 5Y)

        • says:

          O petróleo está mais caro que há 5 anos atrás… Tivemos um pico em alta em 2022 e vem descendo, mas a tendência das últimas décadas é para subir, não só o petróleo, como também os combustíveis (também aumento de custos de produção). E só não está mais alto porque existe concorrência das renováveis. Sem isso, certamente que o preço seria outro. É outra coisa “gerir” o preço quando não há alternativas. Os marmanjos do petróleo agora têm que pensar bem no preço que fazem. Alias, com os aumentos que tivemos no petróleo e do gás natural em 2022 tivemos um grande aumento da procura por fontes alternativas. E foi isso que acabou por fazer descer o preço: não houveram alterações significativas na produção nem nas situações geopolíticas que fizeram disparar o preço na altura.
          Agora também é verdade que o preço do petróleo e dos combustíveis não estão exatamente indexados aos custos de produção. Sempre foi e continua a ser uma espécie de barómetro e arma de arremesso ao mesmo tempo. As organizações e países produtores (também) controlam o output para “moldar” o preço, ao sabor da vontade política. Para já não falar em eventuais conflitos. Se rebentar a guerra do irão, lá levamos com mais 20 ou 30 dollars por barril.

          • Max. says:

            Essa habilidade de, num gráfico de sobe e desce, escolher o ponto de partida para dar “subida” (ou descida) já é velha.
            Por exemplo um ponto há 5 anos e meio, preço do Brent
            – 30/12/2019: 68,77 USD
            – hoje: 67,94 USD

          • says:

            Eu usei a sugestão do gráfico a 5 anos que V. Exa recomendou. Exatamente 5 anos ao dia (de ontem).
            Mas também expliquei no texto tudo o resto, que acho mais pertinente.

  6. says:

    Não, o problema não é a produção. Mais bocado, menos bocado o hidrogénio é relativamente fácil de produzir. Precisa de bastante energia, mas com energias renováveis isso faz-se bem, até porque não é necessário produzir em horas sem sol/vento, haja capacidade suficiente. A parte da produção está mais que resolvida, é apenas uma questão de escalar.
    O grande mal é o armazenamento e transporte, que ainda não está resolvido de forma economicamente mais apetecível.

    • Max. says:

      Não é só o transporte e armazenamento. A primeira questão é que produção de hidrogénio consome mais eletricidade do que a que o hidrogénio vai produzir. A outra é que não se trata de produzir hidrogénio – trata-se de o produzir a um preço economicamente aceitável. Na Europa, o hidrogénio cinzento custa a produzir à volta de 3,5€/Kg enquanto o verde anda entre os 4€ e os 9€/Kg.
      E sobra outra questão, a da produção da eletricidade por hidrogénio para quê – para veículos elétricos ou para infraestruturas industriais? Para veículos elétricos (FCEV), que é do que mais se fala, é um beco sem saída e está a diminuir a produção de veículos.

      • says:

        Muitas perguntas ainda. E sinceramente, às vezes pergunto-me se teremos todas as respostas.
        Mas se conseguirem “desbloquear” o problema do armazenamento e transporte acho que tudo o resto é uma questão de escalar para reduzir drasticamente o preço-

  7. Joca says:

    Vi uma tecnologia que pode revolucionar o marcado dos electricos.
    Celulas de combustivel a gas natural, que produzem electricidade.
    As que existem na actualidade são de 2.5KWh, mas existem planos para 20-200KWh.
    A Eficiencia é de 50%.

    Não sei é o tamanho destas celulas, se é possivel ter uma que possa alimentar um carro, e nem sei o peso das mesmas.
    Há também, celulas que recebem gas natural e geram Hidrogénio.Não sei a eficiencia das mesmas, mas vou assumir os 50% das de gas->electricidade.

    Para mim, tendo em conta que exitem celulas de gas, que podem gerar electricidade directamente, acho redundante, passar de gas, para hidrogénio, para depois gerar electricidade.

    Gas-> Electricidade é melhor do que gas->Hidogénio->Electricidade
    Gas-> Electricidade – 50% eficiencia
    gas->Hidogénio->Electricidade, não sei numeros, mas tendo em conta as 2 conversões, 25%?

    • JL says:

      Isso é o que as refinarias fazem, transformam gás natural em hidrogénio.

      • Yamahia says:

        @JL só para lembrar que os mais cálculos estavam certos:
        “…Com os meios atuais de produção de hidrogénio, o relatório calculou que, na Europa, estes veículos têm emissões semelhantes às dos híbridos convencionais. …”

        Deixe de ser alucinado.

      • Joca says:

        Certo,
        Mas podiamos ter carros a gaz natural, directamente a produzir electricidade, para alimentar os motores eléctricos dos carros.

        Eu sei que existem hibridos, a gas e gasolina, não sou contra eles, muito pelo contrário, mas acho que esta possiblidade devia ser bem calculada, e testada.
        Claro teria que se testar a degradação da célula, durante 20 anos, para se perceber, se pode ter utilizade num veiculo movel, sem degradação durante pelo menos uns 500.000km.

        E claro o peso da célula, a mesma até deveria ser colocada no tejadilho do carro, em vez de ser colocada por baixo?
        Isto se o peso da mesma for baixo.

        Não sou contra o negócio das refinarias, podem continuar a faze-lo, só acho que se deveria testar isso directamente nos carros, mas eu não sei se essa tecnologia dá para miniaturizar tanto.

        • JL says:

          Aos valia ter os que temos hoje, com motores de combustão, não ficam muito menos eficientes e ficam bem mais baratos.

          • Joca says:

            Concordo nesse paspecto.

            Mais simples e funcionam sem alterar o nosso mode de vida.
            E o combustivel ha em qualquer lado 🙂

          • JL says:

            Não, não há, é preciso ser extraído, processado e transportado, electricidade é que há em qualquer lado que exista seres humanos.

          • Joca says:

            Ola…
            Ai a electricidade é que ha em qualquer lado??? o.0

            Nasce nas arvores é?
            que eu saiba tem que ser gerada, e para a gerar opa opa..

            Sim o petroleo, tem que ser extraido, mas depois de fazer os furos, é sempre a somar.
            Claro ás vezes é preciso fazer manutenção.

            Agora a Electricidade não nasce nas arvores, é preciso ser gerada, transformada e transportada.

            É preciso gerir essas cadeias todas, e gastar fortunas em linhas de cobre e outros para a transportar.

          • JL says:

            Sim, há em qualquer lado, basta haver Sol, vento, rios.

            Debaixo das arvores não, ou por cima ou ao lado.

            A electricidade existe em qualquer corpo, o gerar é colocá-la em movimento.

            Sempre a somar até esvaziar.

            Nasce ao lado das árvores, tenho em minha casa um boa nascente dela.

            Para o petróleo fica bem pior, ou tem de transportar em grandes navios ou em grandes canalizações, e depois ainda gasta cobre na infraestrutura da electricidade para o poder bombar, refinar, voltar a transportar e abastecer.

  8. RB says:

    Estive resentemente num pais asiatico, onde nas ruas via-se muitos, mas mesmo muitos automoveis a fuel cell, e quase todos os transportes publicos tb eram a fuel cell.
    Nos paises onde existem infraestrutura começa a ser viável, e pela mostragem que via das várias cidades estava a ser bem recebido pela população.

  9. João says:

    Lembrem-se o Hidrogénio é o futuro, mal se resolva a questão da produção, do armazenamento, do abastecimento, da autonomia e do uso propriamente dito para mover os veículos.

    • TiagoR says:

      +1 convicto !

    • Max. says:

      Os FCEV são veículos elétricos, não há propriamente muito para saber como se movem.
      Suponho que está a falar do hidrogénio obtido por eletrólise (hidrogénio amarelo ou verde), porque do cinzento pouco adianta em relação aos combustíveis.
      Depois de resolveres isso tudo, ainda ficas com um “pequeno” problema: a eletricidade que o hidrogénio pode produzir é muito inferior à eletricidade necessária para produzir o mesmo hidrogénio – a eficiência energética nos FCEV anda nos 25% a 30% (a restante perde-se nos processos de eletrólise, de célula do combustível e ineficiências do sistema.
      “Ah, mas para recarregar as baterias dos carros elétricos também!” Ainda assim, as baterias são mais eficientes, o que pende a balança para os veículos elétricos a bateria – a eficiência energética nos BEV anda nos 70% a 80%.
      Essa do futuro da mobilidade automóvel ser o hidrogénio não passa de uma miragem – dos que gostavam de poder trocar a bomba de combustível por uma bomba de carregamento de hidrogénio,

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