6 especificações de monitores que já não fazem sentido em 2025
Um monitor é frequentemente um dos periféricos mais negligenciados na hora de atualizar um sistema informático. No entanto, sendo a nossa principal janela para o mundo digital, as suas especificações podem limitar drasticamente a experiência de utilização, seja em trabalho ou lazer.
1️⃣ Painéis TN: uma tecnologia do passado
A tecnologia do painel é o coração de qualquer monitor, definindo a sua qualidade de imagem. De entre as opções ainda disponíveis no mercado, os painéis Twisted Nematic (TN) são, sem dúvida, a escolha mais desatualizada. Embora tenham sido populares pela sua rapidez de resposta, sacrificavam aspetos cruciais como a fidelidade de cor, o contraste e os ângulos de visão.
Atualmente, as tecnologias IPS (In-Plane Switching) e VA (Vertical Alignment) dominam o mercado, oferecendo tempos de resposta excecionais sem comprometer uma imagem vibrante e precisa.
Exceto para jogadores de eSports de topo, que ainda podem procurar a velocidade marginalmente superior de um painel TN, não existe razão para optar por uma imagem com menor qualidade e com ângulos de visão limitados.
2️⃣ Taxas de atualização de 60Hz: a lentidão disfarçada
Durante anos, os 60Hz foram o padrão para monitores LCD. Contudo, esta taxa de atualização não só limita a fluidez nos jogos a um máximo de 60 fotogramas por segundo (fps), como também pode afetar a perceção de suavidade em tarefas quotidianas.
A simples navegação na internet ou o movimento do cursor do rato tornam-se visivelmente mais fluidos e responsivos em ecrãs com taxas de atualização superiores.
A transição para 120Hz, 144Hz ou mais resulta numa experiência de utilização muito mais agradável e imediata. Um monitor de 60Hz pode fazer com que um computador potente pareça lento, mascarando a sua verdadeira capacidade de resposta.
3️⃣ Resoluções baixas e a falta de nitidez dos monitores
A resolução de um ecrã determina a sua nitidez e o espaço de trabalho disponível. Monitores com resoluções inferiores a 1080p (Full HD) são hoje praticamente inutilizáveis, resultando numa imagem desfocada e com pouco espaço para as interfaces modernas.
Mesmo a resolução 1080p, embora aceitável em ecrãs até 24 polegadas, começa a mostrar os seus limites em diagonais superiores. Atualmente, a resolução 1440p (Quad HD) representa o equilíbrio ideal para a maioria dos utilizadores em monitores de 27 polegadas, oferecendo uma excelente definição sem exigir um poder gráfico extremo das placas gráficas.
4️⃣ Retroiluminação CCFL: obsoleta e ineficiente
A tecnologia de retroiluminação evoluiu significativamente. Monitores mais antigos utilizavam lâmpadas de cátodo frio (CCFL), que, com o tempo, perdem brilho, consomem mais energia e podem provocar uma flicker prejudicial à visão.
A retroiluminação LED é o padrão atual, sendo mais eficiente, duradoura e compacta. Tecnologias mais avançadas, como Mini-LED ou OLED, elevam ainda mais a qualidade de imagem, com contrastes superiores e pretos perfeitos, representando o futuro da tecnologia de ecrãs.
5️⃣ Ausência de sincronização adaptativa (G-Sync/FreeSync)
Esta característica é essencial para os entusiastas de videojogos. Problemas como o screen tearing (quebra de imagem) ocorrem quando a taxa de atualização do monitor não está sincronizada com os fotogramas gerados pela placa gráfica.
Tecnologias como o NVIDIA G-Sync e o AMD FreeSync resolvem este problema ao permitir que o monitor ajuste dinamicamente a sua taxa de atualização em tempo real. O resultado é uma jogabilidade perfeitamente fluida e sem artefactos visuais, mesmo quando a performance do jogo flutua. Comprar um monitor para jogos sem esta funcionalidade em 2025 é um erro.
6️⃣ Gama de cores limitada e ausência de HDR nos monitores
A capacidade de um monitor reproduzir cores com precisão e vivacidade é fundamental. Modelos antigos, limitados ao espectro de cores Standard Dynamic Range (SDR) e com uma cobertura reduzida do espaço de cor sRGB, apresentam uma imagem mais "nítida" e com menos impacto.
Hoje, até os monitores de gama "baixa" oferecem uma excelente cobertura sRGB e suporte para gamas mais amplas como DCI-P3. A compatibilidade com High Dynamic Range (HDR) melhora drasticamente o contraste e o realismo das imagens, um fator diferenciador para consumo de multimédia e jogos.
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Um artigo informativo e sem anúncios ! Parabéns pplware 🙂
Julgo que falta falar sobre um tema também recente neste universo:
– monitores maiores não são necessariamente melhores, é importante manter a relação tamanho do ecrã e resolução.
– monitores ultrawide também podem ser uma solução apelativa, invés do uso de 2 ou 3 monitores colocados lado a lado; menos energia e materiais utilizados e espaço para 2 janelas em simultâneo.
Alguma sugestão de um monitor ultrawide com boa relação qualidade/preço sem ter de partir o porquinho?
A utilização principal será para jogos: FPS e principalmente condução (asseto corsa, forza)
Monitor Curvo AOC Gaming CU34G2XP/BK VA W-LED 34 – bom preço valor.
Monitor Curvo MPG MAG 346CQRF X24 Rapid VA W-LED 34 – Um bocado mais caro se quiseres mais HZs e HDR.
Monitor Curvo Dell Alienware AW3425DW QD-OLED 34 – Se quiseres o melhor Ultrawide valor/preço atualmente com OLED e HDR 1000 240HZ e baixa latencia de resposta.
Obrigado,
Vou espreitar!
Eu já tive um monitor LG ultrawide abaixo dos 200€, mas era só 75hz.
E outra coisa, se tiveres um gráfica de entrada ou que só aguente com fullhd, aconselho-te em nem se quer ires para um ultrawide, ppois fullhd é 1920×1080, mas ultrawide acho que é qualquer coisa como 2560×1080, vai puxar mais pela gráfica e teres menos fps só por causa dessa diferença…..é só para avisar.
Obrigado pelo aviso. Acho que não terei grandes problemas com isso mas vou rever as características da dita…
Isto.
Comprar ecrã com mais de 24′ para até 1080p é gastar dinheiro para ter uma má experiência.
Correção, fulhd é até 27″, dá para consultar isso em todo o lado.
No limite, talvez, mas estar numa secretária, a uma distância curta, com essa resolução e esse tamanho de ecrã não me parece que faça muito sentido.
Ai coisas que é muito bonito falar mas na prática é uma desgraça.
Primeiro taxa de atualização, sim já há monitores acima de 100hz a baixo custo, mas se uma pessoa querer comprar um monitor com gama de cores a 100% cpi3 oh lá o quê, das duas uma ou paga por um mais barato mas só com 75hz ou paga o belo e com boa taxa de atualização.
Gama de cores não é facil encontrar um com boas cores ou vai se ver diretamente na loja ou compramos online e nosdesiludimos…..
G-synk e freesync, ya pois, o da nvidia só em monitores um pouco mais caros o free é em mais baratos mas pelo que vi chega perfeitamente.
E por fim…..o HDR essa coisa que ou uma pessoa tem sorte em ter um bom monitor com hdr decente ou é uma bosta……
Pelo que percebi o hdr só é bom em certos monitores com certas especificações e são mais caros, os mais baratos sai um hdr da treta, no meu caso é um hdr reles, que tem galhas enfim……
Conclusão para se ter um monitor com deve ser fica um cadito caro, para quem não tem grana tem de ver o que realmente mais importa.
Eu neste caso vou para cores fededignas, já tou arrependido de não ter ido pra um monitor asus ProArt.
“Gama de cores não é facil encontrar um com boas cores ou vai se ver diretamente na loja ou compramos online e nosdesiludimos…..”
100% sRGB e a superior 100% DCI(Digital Cinema Initiative)-P3 para ver filmes são normas da industria não há batota em fabricantes conhecidos. Se houver algum problem é a calibração, mas isso encontra-se o ficheiro na net para o modelo.
Basicamente, um bom ecrã acima de 500€…
Pois, o que é bom paga-se.
Sim ai é que está, um bom ecrã é emsmo acima dos 500€, abaixo disso para mim não são grande coisa…..
Faltou falar dos Oled