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Apple pode estar prestes a entrar na lista negra da China

Ainda que os EUA tenham concedido à Huawei uma licença especial com a duração de 90 dias, não será sol de longa dura. Assim o diz o atual Secretário da Defesa norte-americano, em declarações à AFB. No entanto, a Apple também pode estar prestes a ser bloqueada na China, já segundo outros relatos.

Poderá este ser o próximo e gravoso desenvolvimento na guerra comercial entre ambos os países?


Segundo as declarações do representante do governo norte-americano, a Huawei não é de confiança. Por conseguinte, findo o período especial de 90 dias as relações comerciais com esta empresa serão definitivamente encerradas. É, portanto, o fim da linha para as relações entre a Huawei e a Google, por exemplo.

Os EUA endurecem as críticas à Huawei

O Secretário dos EUA comentou também a grande pressão colocada em todos os aliados estratégicos dos Estados Unidos para abdicarem dos sistemas e redes 5G da Huawei. De acordo com a sua tese, “Quando analiso esta situação, vejo que é demasiada arriscada. Não podem confiar na integridade das suas redes“.

Para Patrick Shanahan, o risco prende-se com a possibilidade de os equipamentos da Huawei terem algum backdoor. Uma porta que poderia ser utilizada para enviar informação para o governo da China. Refere ainda que a Huawei está legalmente adstrita a tal, face à lei vigente no seu país natal.

 

Vale relembrar que o governo chinês pode legalmente requerer, a qualquer momento, que a Huawei colabore com as entidades estatais. Ora, ainda que a abrangência e detalhes dessa colaboração não sejam conhecidos, a mera existência dessa possibilidade, legalmente vertida, é o suficiente para alertar os EUA.

A Apple pode ser bloqueada na China

Ao mesmo tempo, mas já de acordo com a Bloomberg, a Apple estará prestes a ser bloqueada na China. O infortúnio será uma consequência direta da colocação desta empresa na “lista negra” do país. Ao mesmo tempo, vemos já vários indicadores a sugerir uma absorção da quota de mercado da Apple na China.

Tal acontecerá mesmo sem que a China bloqueie a Apple. Tudo isto devido ao sentimento nacionalista que se levanta junto da população chinesa e, aliás, algo que já se tem vindo a verificar há vários anos. Até ao momento, certo é, de forma gradual, mas perante estes desenvolvimentos, agora de forma exacerbada.

 

Além disso, a China já anunciou que criou uma lista negra de empresas estrangeiras e indivíduos com quem não negociará. Em síntese, uma lista de entidades com as quais cortará as relações comerciais, uma vez que os mesmos desígnios lhe foram aplicados, portanto, quem não negoceia com a China, será banido por esta.

A guerra comercial, que futuro para a Huawei e Apple?

A segunda maior fabricante de smartphones Android em todo o globo será impedida de utilizar o sistema operativo mais popular do mundo. Isto é, a menos que consiga um pequeno milagre junto dos tribunais norte-americanos. Mesmo assim, o prognóstico é menos positivo a cada dia que passa.

No entanto, a Apple não será a única empresa a deixar de poder encetar negócios com empresas sediadas na China. Em boa verdade, as entidades que negaram à Huawei qualquer negócio, estão nos lugares cimeiros da nova lista negra elaborada pelo governo chinês.

 

Já, por sua vez, o porta-voz chinês do Ministério do Comércio afirmou que a lista incluirá empresas e entidades que apresentem um risco de segurança para a China e a sua segurança nacional. Para Gao Feng, o governo tomará todas as ações e precauções ao seu dispor para assegurar os interesses do seu país e dos seus cidadãos.

Virtualmente todos os smartphones são produzidos na China

Ainda assim, não é provável que a Apple seja banida da China. Se, por um lado, o país é de extrema importância para a Apple e com as vendas de iPhones já em queda, isto seria gravoso para a mesma, a economia chinesa iria sentir profundas repercussões em todo o seu tecido económico.

A “vingança”, ainda que tentadora, significaria que os iPhones deixariam de ser produzidos na China. As consequências de tal para a economia do país são óbvias e traduzir-se-iam em vagas de novos desempregados.

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