Redes sociais contribuem para a desinformação ou democratização da informação?
Apesar de permitirem que a informação esteja disponível de forma constante, as redes sociais reúnem milhões de utilizadores, que motivam desconfianças relativamente ao que por lá se vê. Assim sendo, queremos saber se, na opinião dos nossos leitores, as redes sociais contribuem mais para a desinformação ou para a democratização da informação?
As redes sociais contribuem mais para a desinformação ou para a democratização da informação?
Com milhões de utilizadores, as redes sociais promovem o acesso à informação, democratizando-o.
Afinal, qualquer pessoa, empresa ou entidade pode publicar, informar-se, divulgar causas, denunciar abusos e ter uma voz, caso queira, mesmo com poucos meios financeiros.
Contudo, ao mesmo tempo, as plataformas facilitam a desinformação, pela fácil disseminação de notícias falsas, teorias da conspiração, manipulação política e algoritmos desenhados para favorecer conteúdos polarizados.
Perante este cenário, queremos saber a opinião dos nossos leitores: as redes sociais contribuem mais para a desinformação ou para a democratização da informação?
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As redes sociais contribuem mais para a desinformação ou para a democratização da informação?
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Nesta rubrica colocamos uma questão sobre temas pertinentes, atuais e úteis, de modo a conhecer a opinião e tendências dos nossos leitores no mundo da tecnologia, sobretudo no nosso país.
Deixe-nos então sugestões de temas na caixa de comentários ou envie para marisa.pinto@pplware.com






















Na prática creio que as redes sociais acabam por manter os mesmos padrões de interação da sociedade “analógica”, mas aceleram a comunicação e dão voz a quem, noutras circunstâncias, talvez se mantivesse calado. Já existiam as conversas de café e canais institucionais, no digital o processo repete-se — apenas mudam os meios, os intervenientes e, claro, a tecnologia.
Exactamente! As redes sociais é como que uma conversa de café, só porque fulano falou não quer dizer que seja verdade, é a opinião dele. Muitas vezes quando encontro a falarem algo mais científico, pesquiso de fontes credíveis. Já notícias da actualidade não me aparece muito, talvez apareça mas descarto logo. Aparece é muita gente em comentários estranhamente a defender políticas ou ideologias extremistas e radicais.
Conversa de café com milhões de opiniões… é um bocado mais gravoso que o café
Acrescentaria: “com açúcar.” 😉
Sim, a chamada conversa de café ou de taberna.
Se uma tinha muitas boatices, as trash nets serão iguais.
informação deve ser confirmada e só depois divulgada
Tenho pena ao ver que variados jornais já nem a informação que veiculam confirmam… limitam-se antes a serem meros intermediários acríticos. Não admira assim que se recorra tanto a redes sociais em busca de algo mais.
É um misto, muitos que não sabiam como passar a sua mensagem, agora é fácil! Obviamente que está facilidade é para todos, e até aquele que devia era estar internado, agora também consegue ter voz! Mais uma vez, e indo ao encontro de um comentário acima, é mais do mesmo mas com outros meios e no final cabe ao povo tirar as suas conclusões, e depois, claro, o seu grau de inteligência / qi vai desenhar o destino dessa informação e seus impactos.
As redes sociais, possuem 60000 milhões, de perfis, que dizem ser cidadãos portugueses. O FB tinha 196500 vezes, o número de habitantes, do planeta, em contas activas, em Maio de 2024. Número demasiado grande para colocar aqui.
É aqui que é fácil, gerar desinformação. Basta alguma empresa/bot ter 500k contas, para espalhar algo. Rapidamente chega aos grupos, que as propagam. Depois, mesmo que se desminta, aqueles posts duram ano. Se o difusor for apanhado, basta apagar, os posts e 100k, de contas, abrir 500k, continuar.
É assim que se lançam suspeitas e se arranjam 500 milhões, de interacções semanais. Já é menos do que era, em 2019, onde um partido português chegou a entrar, no top 5, do Twitter (hoje X) mundial, com 8000 milhões de partilhas de uma informação falsa. Após as eleições, aqueles posts desapareceram, de circulação, milhões de vezes, mais rápido, do que apareceram. As regras, já vindas dos blog, de há 20 anos atrás, continuam a ser usadas, em qualquer rede social:
“Se tiver razão, fazer 10000 anotações sobre aquele. Se estiver errado, apagar e fazer outro, a apoiar a ideia certa.”
Desinformação, claramente. Os comentários a muitos dos artigos que vocês postam, aliás, são um bom exemplo disso mesmo.
Pois é por isso que a manipulação…
É por isso que a maior parte de políticos aos dirigentes utilizam as redes sociais para manipularem e darem a sua opinião (Rede X, Telegram ao Signal e para não falar de outras TikTok, WhatApp). Mas em relação a antiga conversa de café ao de Bar, hoje tens a possibilidade de te ires informar por outros meios que não os OFICIAIS que bem manipulam a informação e desinformam quando querem…
Manipulação sempre existiu e hoje muito mais…
Com falta de verdadeiros Jornalistas e não (copiar/colar) e certos órgãos de informação a tal ponto que mudas de pais e de Jornalista (UE) e dizem a mesma coisa a mesma informação formatada das instituições.
É ai que começa a verdadeira manipulação e a perda de confiança nas estruturas tradicionais…
A única coisa que aconselho pesquisem, analisem e procurem em vários sítios diferentes antes de terem uma opinião.
hitler, mussolini, stalin, julio cezar e winnie the pooh participaram na poll claramente
Redes antissociais = Esgoto
Antigamente, em todas as aldeias havia o idiota local, que dizia o que lhe vinha à cabeça mas a que ninguém ligava, porque todos sabia quem ele era.
Agora com as redes sociais, os idiotas confirmam as maluqueiras uns dos outros e parece que, por dizerem todos a mesma coisa, que há mais gente com a mesma opinião.
Se a este fenómeno, se juntar a iliteracia cientifica e politica, que aparentemente é uma coisa boa (já o antecipava Bertolt Brecht no analfabeto politico), temos a receita para o desastre.
nos veículos tradicionais a desinformação não é contestada.
nas redes sociais a desinformação é prontamente contestada.
claramente o primeiro passa uma imagem superior visto á primeira vista não haver tanta desinformação, quando na verdade por design as redes sociais são muito superiores.
74% de idiotas que não usa as redes e acredita na informação dos média tradicionais…
e a terceira palavra que usas diz tudo o que alguém precisa de saber sobre ti e a tua inteligência.